Falemos minuciosamente sobre tudo

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Falemos minuciosamente sobre tudo

Sobretudo, um lugar onde Joana Moreira e Miguel Maduro-Dias possam falar sobre tudo.Co-fundadores da beOMNI Expression, a plataforma que criaram para ter um espaço onde pudessem ser constantemente desafiados a evoluir.Desta vez, o desafio, em forma de podcast, veio do Rádio Club de Angra, onde as suas ideias passarão como programa quinzenal.

  1. 60

    Entre o trauma e o poder: o mundo de Peaky Blinders

    Neste episódio, partimos da série Peaky Blinders para explorar o que está para lá do dinheiro. Falámos de Thomas Shelby como um homem marcado pela guerra, em permanente tentativa de controlo — sobre o mundo, sobre os outros, sobre si próprio.Abordámos também o impacto da Perturbação de Stress Pós-Traumático (SPT), e como esse trauma molda decisões, relações e a própria necessidade de risco.Refletimos ainda sobre a estética da série, a construção quase mítica das personagens, e a forma como o crime e a política acabam por partilhar ferramentas e ambições.Terminámos com um excerto do tema principal da série, “Red Right Hand” de Nick Cave.

  2. 59

    Whiplash: Aprender a chicote?

    Neste episódio, partimos do filme Whiplash para pensar a obsessão pelo desempenho e os limites da exigência.Falámos da relação entre ambição e destruição, da linha ténue entre disciplina e abuso, e da forma como tantas vezes se romantiza o sofrimento em nome da arte, do talento e da grandeza.Mais do que um filme sobre música, Whiplash leva-nos a reflectir sobre autoridade, perfeccionismo, reconhecimento e o custo humano de querer ser extraordinário.Terminámos com If Love is Overrated de Gregory Porter.

  3. 58

    Jogar para educar e investigar

    Neste episódio, explorámos o que acontece quando os videojogos deixam de ser apenas entretenimento — e passam a ter impacto real no Mundo.Falámos de jogos que ajudam a resolver problemas científicos, a estudar o Cérebro, a ensinar Física e Urbanismo, ou até a promover empatia e reflexão sobre temas complexos.Desde puzzles de proteínas a simulações de cidades, percebemos como jogar pode, em certos casos, ser também uma forma de compreender — e até transformar — a realidade.Terminámos com o primeiro capítulo de "O Principezinho", de Saint-Exupéry.

  4. 57

    Pode um videojogo ajudar a reconstruir uma catedral? Assassin's Creed e Notre-Dame

    Neste episódio, partimos de uma pergunta improvável: que papel pode ter um videojogo na preservação do património histórico?A partir da recriação digital da catedral de Notre-Dame no jogo Assassin’s Creed Unity, explorámos a forma como tecnologia, arte e ciência se cruzam na tentativa de compreender — e preservar — um dos monumentos mais emblemáticos da Europa.Falámos de modelos 3D, de levantamentos por laser, de memória arquitectónica e de como, no século XXI, até os mundos virtuais podem contribuir para guardar vestígios muito concretos do passado.Terminámos com um excerto do poema “Pedra Filosofal”, de António Gedeão.

  5. 56

    Antes dos 16: crescer no Mundo Virtual, ou esperar? [parte II]

    Nesta segunda parte, recentrámos a conversa na Internet e nos adolescentes — a propósito do diploma aprovado na Assembleia da República para restringir o acesso livre dos adolescentes às redes sociais.Se ensinamos as crianças a não falar com estranhos no mundo real, porque é que nos parece tão banal que consigam falar com muito mais estranhos através destas plataformas?Falámos também de riscos que aparecem “disfarçados” de normalidade: conteúdos e dinâmicas ligados a perturbações do comportamento alimentar (anorexia, bulimia, compulsão alimentar, dismorfia corporal), comparação constante, validação por números, e a facilidade com que certas bolhas normalizam o que é perigoso. E, claro, ciberbullying: humilhação pública, assédio em grupo, difusão de imagens, chantagem.E há uma coisa simples — mas decisiva: muitas vezes, os perfis das crianças (ou dos pais) são públicos. Qualquer pessoa consegue ver e, muitas das vezes, perceber a rotina diária daquela família — e, em particular, daquela criança.Também falámos de alguns pontos positivos, e do lado menos visível dos jogos online: tal como no mundo real, há equipas e departamentos policiais em vários países atentos a conversas suspeitas — inclusive com agentes infiltrados em plataformas e jogos, para investigar e prevenir.

  6. 55

    Antes dos 16: crescer no Mundo Virtual, ou esperar? [parte I]

    Neste episódio, não falámos apenas de redes sociais. Falámos da iliteracia que ainda existe à volta do mundo virtual — da dificuldade em compreender como funciona, que mecanismos activa, que interesses o movem e que perigos pode esconder.Partimos da série "Adolescência", que aconselhamos vivamente a ver. É um ponto de partida forte para estarmos mais conscientes e alerta dos perigos reais — ainda que virtuais — que podem existir, mesmo dentro das quatro paredes mais seguras que construímos para os nossos filhos.Usámos uma metáfora simples: entrar numa selva sem mapa nem guia. No mundo físico, ensinamos desde cedo: "Não fales com estranhos!", "Tem cuidado!", "Protege-te!". No mundo virtual, muitas vezes entregamos um dispositivo e assumimos que "é só tecnologia".Esta iliteracia não é exclusiva das crianças e dos jovens. Mas eles são, naturalmente, mais permeáveis: procuram pertença, validação, identidade. E ainda não têm mecanismos de autodefesa consolidados para lidar com manipulação, exposição ou pressão amplificada por algoritmos.Num momento em que o Parlamento Português aprovou, há dias, um projecto de lei que limita o acesso de crianças e jovens a plataformas online e redes sociais, perguntamos: por que razão é tão consensual protegê-los dos perigos visíveis — e tão controverso falar de limites no virtual?Esta é a primeira parte da conversa. Continuamos no próximo episódio.Terminámos com “O Navio Dela”, de Manel Cruz.

  7. 54

    Quando 2+2 deixa de ser 4

    Neste episódio, partimos do filme “Orwell: 2+2=5” para pensar, com calma, sobre linguagem, poder e as formas subtis como a nossa percepção do real pode ser moldada — nos governos, nos media, nas rotinas do dia-a-dia.Falámos de propaganda, vigilância, novilíngua e duplipensar, mas sobretudo do que podemos fazer com estas ideias: reconhecer padrões, fazer melhores perguntas, e ganhar ferramentas para manter o pensamento crítico vivo, sem cair em respostas automáticas.Terminámos com um excerto do livro "1984", de George Orwell.

  8. 53

    Final de Temporada: 2025, em retrospectiva

    Neste episódio de fecho, fizemos uma pausa para olhar 2025 de frente: os momentos que nos deram impulso, os que nos travaram, e os que nos obrigaram a mudar de ideias. Uma conversa de balanço, com o que correu bem e com o que ficou por resolver — sem moral da história pronta, mas com vontade de perceber melhor.Falámos do que aprendemos com o ritmo do ano, das escolhas que se tornaram mais claras (e das que ainda não), e de como a retrospectiva pode ser uma ferramenta de pensamento crítico: olhar para trás para ajustar, em vez de repetir por inércia.Terminámos com o poema “Para ser grande, sê inteiro”, de Ricardo Reis.

  9. 52

    Brincar a Sério: a exploração como disciplina

    Falámos da exploração como uma coisa concreta, do dia-a-dia — e começámos pelo exemplo das aulas: aquelas em que se aprende mesmo quando se “falha”, porque alguém cria espaço para experimentar, tentar de outra forma, e perceber porquê.A partir daí, alargámos a conversa à experimentação ao longo da vida: não como impulsividade, mas como prática contínua — observar, ajustar, repetir, comparar. A mesma lógica que nos ajuda a aprender um instrumento, a melhorar um método de estudo, a resolver um problema no trabalho, ou a tomar decisões mais informadas.Falámos também do que torna a exploração verdadeiramente disciplinada: registar o que se fez, mudar uma variável de cada vez quando é preciso perceber a causa, resistir à tentação de tirar conclusões cedo demais — e aceitar que, às vezes, um “desastre” (como um ovo partido) pode ser também um dado: uma pista sobre o comportamento das coisas quando embatem no mundo.Terminámos com a resposta à pergunta “O que é a filosofia Montessori?”, a partir do livro O bebé Montessori, de Simone Davies e Junnifa Uzodike.

  10. 51

    Educar para pensar: escolas que formam ou formatam?

    Falámos das nossas experiências enquanto estudantes e docentes no ensino especializado em música — e das possibilidades (muitas vezes invisíveis) que existem numa aula individual: a liberdade de adaptar métodos, repertório e ritmo a cada aluno, sem deixar de cumprir as directrizes da escola e do Ministério da Educação. E questionámos: “será que um peixe tem de saber subir a uma árvore?”.A partir daí, fomos à pergunta que incomoda: a escola está a formar pessoas capazes de julgar, argumentar e criar… ou está a treinar alunos para cumprir, decorar e responder “certo”, sem perceber o porquê?Falámos também do que Ken Robinson defende: a criatividade como competência central, a crítica à padronização e à cultura do teste, e a ideia de que a educação não é uma fábrica — é um ecossistema onde a aprendizagem precisa de condições para florescer.Terminámos com um excerto da nossa interpretação de “Have Yourself a Merry Little Christmas”, de Hugh Martin e Ralph Blane.

  11. 50

    Teorias da conspiração: como nascem e o porquê de acreditarmos nelas?

    Falámos de terraplanismo, vacinas, “elites escondidas” e outros enredos que se espalham, por exemplo, através das redes sociais.Mais do que desmistificar factos, quisemos perceber porque é que estas narrativas são tão sedutoras: o medo em tempos de incerteza, a necessidade de sentir controlo, a procura de explicações simples para problemas complexos.Falámos de vieses cognitivos, da desconfiança nas instituições e da vontade de pertença a um grupo que “sabe a verdade”. E perguntamos: como cultivar espírito crítico sem cair numa desconfiança total de tudo e de todos?Terminámos com o poema “A Luz de Lisboa” de Nuno Júdice.

  12. 49

    Salário para artistas: utopia ou investimento?

    Falámos do programa Basic Income for the Arts, lançado na Irlanda, que garante um rendimento mensal a artistas e trabalhadores da cultura.Mais de 2 000 criadores recebem € 325 por semana — uma medida que está a transformar o modo como se pensa a arte, o trabalho e o valor do tempo.Debatemos o que significa poder criar sem o peso da incerteza económica, os resultados já conhecidos — mais horas dedicadas à prática artística, menos ansiedade, maior bem-estar — e o que esta experiência pode inspirar noutros países.Terminámos com mais um excerto de “O Sol”, eternizada por José da Lata, com harmonização e interpretação nossa.

  13. 48

    Quando a Arte encontra a Ciência: convergências improváveis

    Falámos do ponto em que o gesto artístico e o pensamento científico se encontram — e de como, muitas vezes, é dessa fusão que nascem as maiores revoluções.Do dodecafonismo de Schoenberg à arte algorítmica de Vera Molnár, dos NFTs e da inteligência artificial, que hoje desafiam as fronteiras entre criação humana e cálculo matemático, e de instituições científicas como a NASA, o CERN e o MIT que têm programas artísticos.O episódio termina com “Sonhos urdidos com a luz e o ar”, do nosso primeiro disco Oração à Luz — música de Alfredo Teixeira, a partir do poema-livro homónimo de Guerra Junqueiro.

  14. 47

    Inspiração versus Disciplina: como nasce uma obra?

    Falámos da nossa experiência: das ideias que surgem quando estamos relaxados — a caminhar, a adormecer, a fazer nada — e de como, depois, é preciso trabalhar essas ideias até ganharem forma.Falámos também do mito do “génio inspirado”, dessa imagem romântica do artista arrebatado, e de como a criação é, afinal, um encontro entre impulso e método.Porque a inspiração é o que acende, mas é a disciplina que mantém acesa a chama.Terminámos com um excerto de uma conversa entre Haruki Murakami e Seiji Ozawa, publicada no livro “Música, Só Música”.

  15. 46

    Imaginação como acto político: criar para resistir

    Num mundo tantas vezes moldado pelo medo e pela repetição, imaginar é um acto de coragem. A imaginação não serve apenas para escapar, serve para transformar! Criar é resistir à indiferença, ao silêncio.Falámos sobre a imaginação como força histórica e colectiva, sobre artistas que criaram, e continuam a criar, para resistir — de Picasso a Sophia, passando por Bansky e Bordalo II — e sobre o poder de imaginar como primeiro passo para mudar o real. Terminámos com o poema "Queixa das almas jovens censuradas" de Natália Correia.

  16. 45

    O universo de Jacob Collier

    Jacob é, provavelmente, um dos músicos mais singulares da actualidade. Multi-instrumentista autodidacta, compositor, inventor, pensador sonoro — e alguém que não parece reconhecer fronteiras entre estilos, disciplinas ou formas de criar.Neste episódio, abrimos a porta para o seu universo: da infância rodeado de música clássica aos primeiros vídeos no YouTube; da construção meticulosa do seu quarto-estúdio ao palco, onde transforma multidões em coros harmónicos. Falamos também do Harmoniser, o dispositivo interactivo que desenvolveu com o Ben Bloomberg, engenheiro do MIT, e que lhe permite criar acordes vocais em tempo real, como se dirigisse um coro invisível com o seu teclado.No fim, deixámos que fosse ele a falar por si: terminámos o episódio com um excerto da sua música “Hideaway”, uma canção que é, talvez, o reflexo mais íntimo deste universo onde tudo pode coexistir — o virtuosismo e a simplicidade, o sonho e o rigor, o som e o silêncio.

  17. 44

    Trabalho e propósito: viver para trabalhar ou trabalhar para viver? (Mundo e Sociedade)

    Da Grécia Antiga, onde o lugar do trabalho na vida humana gerava profundos debates, aos dias de hoje, em que entre burnout, “quiet quitting” e a procura de sentido, apergunta ganha ainda mais peso.👉 Explorámos:Como o trabalho foi visto ao longo da História;O que dizem os estudos mais recentes sobrepropósito e satisfação profissional;E a questão central: deve o trabalho ser ocentro da vida ou apenas um meio para ela? Terminámos com Somewhere Over the Rainbow, do filme O Feiticeiro de Oz, a lembrar-nos que sonhar é fulcral!

  18. 43

    Solidão nas cidades: a nova epidemia social (Mundo e Sociedade)

    Vivemos rodeados de pessoas, mas nunca tantos se sentiram tão sós.📊 Nos EUA, quase 1 em cada 2 adultos relata solidão frequente.📊 Em Portugal, 1 em cada 4 pessoas vive sozinha.📊 A solidão aumenta os riscos de saúde física e mental — em alguns casos, com impacto comparável ao tabaco.Falámos do paradoxo urbano: cidades cheias, vidas vazias.De saúde mental, redes sociais que ligam mas isolam, e iniciativas que reinventam o encontro humano.E perguntámos: a solidão é sempre negativa, ou pode também ser espaço de liberdade?Terminámos com um excerto de "Inferno" de Dan Brown.

  19. 42

    Globalização e Identidade: ainda somos de algum lugar? (Mundo e Sociedade)

    Perguntámos: ainda somos de algum lugar?Num tempo em que tudo está ao alcance de um clique — da música à comida, das ideias às amizades — falámos de identidade, pertença e desenraizamento.Reflectimos sobre o impacto psicológico da globalização, a fusão entre identidade pessoal e colectiva, e os mecanismos que alimentam discursos extremistas.Mas detivemo-nos também no que se ganha: o acesso partilhado ao conhecimento, a escuta entre culturas, a possibilidade de enraizar-se em mais do que um lugar.Talvez pertençamos menos a territórios e mais a histórias, a gestos, a ritmos.Talvez sejamos feitos de portos — e de partidas.Terminámos com um excerto de Ol' Man River (Show Boat)

  20. 41

    A Arte continua, a Estratégia muda

    Falámos de escolhas. De perceber que o amor à Arte nem sempre paga contas — e que isso, em vez de nos travar, pode libertar.Partilhámos a decisão de separar caminhos: continuar a criar, mas sem esperar, por enquanto, retorno económico significativo dos nossos projectos. E concentrar o nosso sustento noutras áreas — como o web development, o design de jogos e de aplicações.Discutimos o que significa não depender da Arte para viver — e, com isso, voltar a fazer Arte por gosto. Sem filtros. Sem peso. Com espaço para o erro, para a experiência, para a liberdade.Falámos ainda da dificuldade em conseguir apoios quando não se é “conhecido”. Da ilusão dos números. E da urgência em reconhecer que cultura tem custos — e merece ser sustentada.O futuro próximo é este: espectáculos online, ensaios em directo, processos abertos e partilhados. Porque a Arte continua, mas a Estratégia, sim — mudou.Para fechar, estreámos um excerto da nossa versão de "O Sol", tão difundido por Zé da Lata. A versão completa estará disponível dentro de semanas — fiquem atentos.

  21. 40

    Ansiedade e performance: como gerir o medo de falhar (Mente e Emoção)

    Desta vez, falámos de ansiedade e performance: o medo de falhar, e tudo o que ele esconde.Entrámos nas zonas de silêncio antes de um palco, de um jogo ou de uma decisão.Falámos de ansiedade e perfeccionismo, da autocrítica que corrói, dos nervos que congelam, e das expectativas que nos pesam nos ombros.Mas também abordámos ferramentas: da respiração ao pensamento útil, da exposição progressiva à coragem de encarar o erro com propósito. Trouxemos exemplos reais — dos palcos de Barbra Streisand às piscinas de Michael Phelps — e deixámos ecoar a frase que abre o mundo de João Sem Medo:“É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir.”

  22. 39

    A influência das redes sociais na saúde mental e emocional (Mente e Emoção)

    Desta vez, virámos o olhar para as redes sociais: aquilo que mostram… e aquilo que fazem sentir.Falámos de scrolls infinitos e da comparação que se infiltra no espelho, de ansiedade e de noites mal dormidas. Das máscaras que facilmente se colocam, e que nos podem tornar impunes.Mas também da força de comunidades, da coragem de partilhar fragilidades, e do poder transformador da presença consciente no digital.Fechámos com uma breve conversa entre a Alice e o Gato Cheshire, nas Aventuras de Alice no País das Maravilhas, onde nem a direcção nem o destino parecem importar — desde que se continue em movimento.

  23. 38

    O papel das emoções na tomada de decisões racionais

    Começámos pelo início: o que pesa mais na hora de decidir — o que sentimos ou o que pensamos?Falámos de intuições que chegam antes do pensamento, de enviesamentos que moldam o nosso julgamento sem darmos por isso, de empatia como bússola moral e da tentação de delegar tudo em algoritmos.Perguntámos ainda se existem mesmo decisões “frias”, e se querer separar Emoção e Razão não é, já por si, um erro de julgamento.Fechámos com um excerto de 1Q84 (1), de Haruki Murakami, onde o que parece lógico se dissolve no enigma da experiência interior.Agora passamos a bola para o vosso campo: as emoções atrapalham ou iluminam as nossas decisões?

  24. 37

    O mínimo dos mínimos: salário nacional vs regional

    Desta vez, mergulhámos no universo do Salário Mínimo — não só o nacional, mas também as ideias de um salário mínimo municipal ou regional. 💶🌍A conversa começou com uma pergunta simples: faz sentido que o salário mínimo seja o mesmo em todo o país? E a partir daí… falámos de justiça social, de equilíbrio económico, de desertificação do interior e até do que aconteceria se cada concelho pudesse decidir o seu próprio “mínimo dos mínimos”.Não trouxemos a tabela ideal, nem uma proposta legislativa, mas ficámos com mais dúvidas boas do que certezas fáceis. Terminámos com um excerto da fábula intemporal de George Orwell - O Triunfo dos Porcos.

  25. 36

    Apontar e Clicar - game mode: ON

    Desta vez, falámos de jogos de computador que estimulam o pensamento e a lógica.E, apesar de o Miguel ser o Gamer com G maiúsculo da dupla, foi a Joana quem trouxe o tema — sim, plot twist digno de videojogo! 🎮💥Explorámos jogos como The House of Da Vinci: uma espécie de escape room que explora a criatividade de Leonardo; e We Were Here: um jogo de puzzles que desafia duas pessoas a comunicar exclusivamente através de walkie-talkies para resolverem enigmas (da próxima vez que montarem um móvel IKEA, experimentem a fazê-lo por rádio, sendo que uma pessoa tem as instruções e a outra tem as ferramentas e peças a montar).No fim, lemos um excerto d’O Senhor dos Anéis — o livro! Aquele que já existia antes de o Frodo ter cara de Elijah Wood. 🧙‍♂📖

  26. 35

    O Mundo para lá das nossas quatro paredes

    Nesta conversa a dois, partimos de uma inquietação: falámos sobre ambição, limites, desilusão e lucidez. Sobre ser-se genial dentro de quatro paredes… e frágil perante a vida.Um episódio sobre contrastes, máscaras e vulnerabilidades.Terminámos com um excerto de um dos poemas mais contundentes da língua portuguesa: 𝐓𝐚𝐛𝐚𝐜𝐚𝐫𝐢𝐚 de Álvaro de Campos.

  27. 34

    Séries e Personalidades: quando a Palavra conta

    Neste episódio do “Falemos minuciosamente sobre tudo”, explorámos o impacto das palavras ditas por figuras públicas, artistas e personagens de ficção.De Star Trek a Young Sheldon, de Eminem a Capicua, refletimos sobre o poder de uma afirmação no momento certo, e a responsabilidade de quem é ouvido e de quem ouve.Quando é que a Cultura Pop ultrapassa o entretenimento, e se torna um catalisador para o Bem?

  28. 33

    O que é ser-se "insular"?

    🎙 Neste episódio do nosso “Falemos minuciosamente sobre tudo”, queríamos falar sobre o que é crescer e viver numa ilha — as rotinas, as distâncias, os regressos, o mar, a terra, os afectos, quem fica, quem parte… mas, como sempre, o tempo voou e não deu para tudo…Acabou por ser uma espécie de entrevista ao Miguel, terceirense de gema, e foi só o começo da conversa. Há muito mais a dizer — voltaremos em breve ao tema.

  29. 32

    Ecos de Abril: o que ainda está por dizer?

    🌹 Ecos de Abril: O que ainda está por dizer? 💭Neste episódio especial do nosso podcast “Falemos minuciosamente sobre tudo”, convidámos o historiador Francisco Maduro-Dias para uma viagem pelas sombras e luzes da Liberdade. Falámos de ecos que persistem, de promessas por cumprir, de prisões invisíveis, e de revoluções silenciosas.Afinal, a Liberdade é uma conquista ou uma ilusão?Que Abril ainda está por fazer?

  30. 31

    Luz: a origem de tudo? Segredos do espectáculo "Oração à Luz"

    Neste episódio do Falemos minuciosamente sobre tudo, mergulhámos no nosso processo criativo aquando da construção da narrativa do espectáculo "Oração à Luz".A luz como fonte de vida, de cura, de conhecimento (ou até como metáfora deste). Uma história evolutiva da Luz entre a Ciência e a Espiritualidade.Ficaram curiosos? Então juntem-se a nós no dia 17 de Abril, pelas 21h30, no Auditório do Orfeão de Leiria, para a estreia da nossa visão renovada do espectáculo "Oração à Luz", inserido no Festival Música em Leiria.

  31. 30

    Palavras que libertam: Sophia e a busca por um mundo justo

    O terceiro episódio da segunda temporada do nosso "Falemos minuciosamente sobre tudo" é especial!Porquê? – perguntam vocês.Porque, pela primeira vez, não foi uma conversa a dois.Tivemos a honra de trocar ideias e pensamentos com o Professor Henrique Manuel Pereira.Estivemos a falar sobre Sophia: Sobre a sua visão da Justiça, da Liberdade, da Educação, da Esperança...Será que a Poesia ainda pode mudar o Mundo?

  32. 29

    O Artista tem de ser Influencer para ser relevante?

    Na era digital, será que a criação artística ainda é suficiente, ou será que a exposição pessoal nas redes sociais se tornou um requisito para o sucesso? 🤔Neste episódio, debatemos a pressão sobre os artistas para se transformarem em marcas, a influência dos algoritmos, e os desafios de equilibrar autenticidade e visibilidade. 🎭📲Afinal, até que ponto a arte pode falar por si mesma?

  33. 28

    O Tempo e a Criatividade

    Está no ar o primeiro episódio da 2ª temporada do nosso "Falemos minuciosamente sobre tudo"! ✨🎙 Desta feita, mergulhámos num tema fulcral para qualquer mente criativa: "O Tempo e a Criatividade". ⏳🎨 Será que a criatividade floresce melhor sob pressão, ou será que precisa de espaço para respirar? Partilhámos experiências pessoais, desafios e estratégias na tentativa de encontrar o equilíbrio entre produtividade e autenticidade. Para fechar com chave de ouro, recitámos um poema criado pelo ChatGPT! Sim, sim… ele mesmo! 📝✨

  34. 27

    Primeira volta ao Sol. E agora?

    O que foi, o que é, e o que será… a Joana, o Miguel, a beOMNI Expression! Este foi o último episódio da primeira temporada do nosso Podcast. Um projecto que completa o seu primeiro ano, em parceria com o Rádio Club de Angra - instituição de valor informativo e cultural (quase octagenária), que todos deveríamos louvar e acarinhar! Bem hajam todos os que a ela dedicam um pouco da sua vida!

  35. 26

    Ano Novo, Vida Quê?

    Ano Novo, Vida No(…)! hmmm, talvez não! Ano Novo, Vida Quê? Eis a questão! Será que temos de esperar pelo Planeta Terra dar mais uma volta ao Sol para mudarmos a nossa vida, e concretizarmos os nossos sonhos? Talvez não! Mas aproveitemos essa (e outras) “desculpas” para evoluirmos, crescermos, e sermos mais felizes. Terminámos com uma boa dose de loucura, 𝑳𝒐𝒖𝒄𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝑳𝒊𝒔𝒃𝒐𝒂 da Ala dos Namorados, nas nossas mãos e voz.

  36. 25

    Arte, para que te queremos?

    Quase, quase a terminar 2024, perguntámo-nos: Porquê fazer Arte? Porquê a nossa persistência neste caminho que, variadas vezes, se tem apresentado tempestuoso? Porquê perpetuar a nossa Cultura, e a importância dela na vida do quotidiano? Terminámos com a nossa interpretação de uma das mais bonitas canções de Natal: 𝐇𝐚𝐯𝐞 𝐘𝐨𝐮𝐫𝐬𝐞𝐥𝐟 𝐚 𝐌𝐞𝐫𝐫𝐲 𝐋𝐢𝐭𝐭𝐥𝐞 𝐂𝐡𝐫𝐢𝐬𝐭𝐦𝐚𝐬.

  37. 24

    Trench: o xadrez do séc. XXI

    E se vos dissermos que existe um jogo de tabuleiro que foi referido como “o xadrez do século XXI”? E, se acrescentarmos que já esteve múltiplas vezes na Mind Sports Olympiad? E, em cima disto tudo, se mencionarmos que esse jogo foi criado por um português? Acreditam? Pois, é verdade! Trench, da autoria de Rui Alípio Monteiro, inspirado na Guerra das Trincheiras (daí o nome) - a Primeira Guerra Mundial. Um jogo abstracto, em que cada peça representa uma patente do Exército, e que, através de efeitos de ilusão de óptica, alude à camuflagem dos militares. Um duelo estratégico que necessita tanto de concentração como de mestria para vencer. Se ficaram curiosos, e querem saber mais, podem aceder ao website: ⁠https://worldtrench.com⁠

  38. 23

    Internet: a rede virtual que nos une (Parte II)

    Como prometido, no 22º episódio do nosso podcast voltámos a conversar sobre a “aldeia virtual” onde podemos habitar. A Internet! Fortes argumentações defensoras dos prós e contras da Internet multiplicam-se, quer no mundo real, quer no virtual. E vocês, o que pensam?

  39. 22

    Portugal: o pioneiro da ansiedade

    Futebol, Fado e Fátima. A ditadura mais longa da Europa Ocidental, no séc. XX. A Selecção Artificial. A Saudade. Um cocktail molotov que nos transformou no povo com mais ansiedade do mundo, segundo vários estudos. Uma breve reflexão sobre esta teoria do eloquente e inspirador Mark Manson.

  40. 21

    Internet: a rede virtual que nos une (Parte I)

    A maior rede de comunicação que Humanidade alguma vez deverá ter construído, a interligar inúmeros aparelhos, através das linhas mais comuns de telefone, cabos submarinos, e satélites. Do que falamos? Da Internet! Nos dias que correm, é um tema controverso quando discutidos os seus benefícios. Ou o reverso da moeda que advém do seu uso irresponsável ou incorrecto. Nós achamos que é uma ferramenta bastante valiosa que devemos valorizar, e que, usando com conhecimento e consciência, podemos reduzir o que tem de mau e aproveitar o que tem de bom!

  41. 20

    Uma escola fora da escola

    E se existisse uma escola fora da escola? Uma escola não formal que tem como objectivo primordial trabalhar assuntos como a segurança, o conforto, a integração social? Desenvolver competências sociais e pessoais através da criatividade? Ela existe! Chama-se HORIZONTAL 360, e é uma iniciativa conjunta do rapper Valete e da Junta de Freguesia de Benfica. Que se multipliquem iniciativas como estas. E bem hajam! https://horizontal360.pt Terminámos com um poema introspectivo de Fernando Pessoa.

  42. 19

    O Cérebro e a Música (Parte III)

    Diz o ditado que “não há duas sem três”. Nós confirmamos! Na 18ª conversa do nosso podcast retomámos ao livro “Musicofilia” de Oliver Sacks. A potencialidade que a música pode ter no nosso dia-a-dia, e a ajuda preciosa que esta pode assumir, por exemplo, no ultrapassar de obstáculos, foi um dos temas que abordámos. Terminámos com um excerto da canção “Benditos” de Alfredo Teixeira. Obra do seu Fólio V, que nos foi dedicada.

  43. 18

    CD "Oração à Luz"

    No 17º episódio do nosso podcast, estivemos à conversa sobre o nosso primeiro trabalho discográfico.Um projecto holístico, onde, fazendo jus a um dos motes que define a nossa plataforma – “ser plural, como o Universo” (Pessoa) –, assumimos a interpretação musical, a captação, edição e masterização de som, e o design gráfico.Relembrámos a génese da nossa beOMNI Expression, em Outubro de 2023, numa Sexta-feira 13 chuvosa, e contrariando qualquer superstição que pudesse existir!Falámos sobre o trabalho partilhado com o Professor Henrique Manuel Pereira (impulsionador deste projecto; redactor do prefácio do CD) e com o compositor Alfredo Teixeira (autor do ciclo de canções “Oração à Luz” que parte do poema-livro homónimo de Guerra Junqueiro).Terminámos com dois breves excertos da 4.ª canção desta Obra.

  44. 17

    O Cérebro e a Música (Parte II)

    Dando continuidade a um passado episódio onde falámos sobre alguns casos verídicos de ligações entre o cérebro e a música, voltámos, no 16º episódio do nosso podcast, a ter como base de conversa o livro “Musicofilia” de Oliver Sacks. Será possível, por exemplo, sentir o sabor de um intervalo musical? Ou conseguirá um músico após perder a sua visão, continuar a tocar um instrumento? Terminámos com a pertinência do poema “Certeza” de Paul Éluard.

  45. 16

    Festival da Canção (Parte II)

    Como o prometido é devido, a conversa do 15.º episódio do nosso Podcast traz de volta o tema dos Festivais da Canção (da RTP e da Eurovisão). Falámos mais um pouco sobre o tipo de Música que foi e é apresentada nestes contextos, das técnicas vocais utilizadas em vários géneros, e comentámos também algumas das actuações. A primeira parte desta troca de ideias aconteceu no 12.º episódio do nosso Podcast, em resposta ao desafio lançado pela nossa querida locutora Odília Borges. No final, lançámos achas para a fogueira que alimenta a curiosidade de quem acompanha o nosso trabalho…

  46. 15

    Mestre Maduro Dias - Um poliedro de quantos lados?

    . Episódio em formato de ESPECTÁCULO . O 14º episódio do nosso Podcast “Falemos minuciosamente sobre tudo”, em parceria com o RCA, é especial! No passado dia 25 de Julho estivemos no festiVArte, em Angra do Heroísmo, onde estreámos o nosso espectáculo “Mestre Maduro Dias: um poliedro de quantos lados?”. Simulámos a gravação de um dos nossos episódios, numa apresentação que juntou improvisação e teatro, num discurso leve e descontraído, chegando por vezes a identificar-se como stand-up comedy (ainda que sentados)! Achámos (e continuamos a achar!) que a obra do Mestre é suficientemente relevante e inspiradora para a continuarmos a espalhar, e a gerar curiosidade junto de todos os que seguem o nosso trabalho, e que não tiveram oportunidade de estar presentes na estreia do espectáculo.

  47. 14

    Talento vs Dedicação

    Como afirmou 𝑴𝒊𝒄𝒉𝒆𝒍𝒂𝒏𝒈𝒆𝒍𝒐, “se as pessoas soubessem o quanto tive de trabalhar arduamente para atingir a minha mestria, ela não pareceria tão maravilhosa”. Aceitando a sugestão da Bárbara Queirós (talentosa e trabalhadora ex-aluna de piano da Joana), no 13º episódio do nosso Podcast estivemos à conversa sobre a ideia de Talento vs Dedicação e Trabalho. Falámos sobre as nossas ideias, sobre o que achamos que é (ainda!) commumente aceite, mas mencionámos também alguns casos de sucesso profissional, como, por exemplo, 𝑪𝒓𝒊𝒔𝒕𝒊𝒂𝒏𝒐 𝑹𝒐𝒏𝒂𝒍𝒅𝒐, 𝑴𝒊𝒄𝒉𝒂𝒆𝒍 𝑱𝒐𝒓𝒅𝒂𝒏 ou 𝑲𝒂𝒏𝒚𝒆 𝑾𝒆𝒔𝒕. [ᴘᴏᴅᴄᴀꜱᴛ] ғᴀʟᴇᴍᴏs ᴍɪɴᴜᴄɪᴏꜱᴀᴍᴇɴᴛᴇ ꜱᴏʙʀᴇ ᴛᴜᴅᴏ Hoje, estreou no Rádio Club de Angra. Amanhã, pelas 18h00, estará disponível nas nossas plataformas de streaming. Fiquem ligados! 🎧 . . . . #beomniexpression #beomni #podcast #falemosminuciosamentesobretudo #rca #spotify #applepodcasts #kofi #youtube #theskyisnotthelimit #brainstormings #conversasadois #talento #dedicacao #trabalho #sucesso

  48. 13

    Festival da Canção (Parte I)

    Aceitando o desafio lançado pela nossa querida locutora Odília Borges, no 12.º episódio do nosso Podcast, estivemos à conversa sobre os Festivais da Canção (da RTP e da Eurovisão). Andámos, portanto, a navegar numa das nossas praias favoritas: a Música. Como sempre: o tempo é escasso!, o tema dá pano para mangas!, e, por isso, partilhamos que dedicaremos um outro episódio a este tema, em breve.

  49. 12

    O Cérebro e a Música

    Tendo como base o trabalho realizado pelo neurologista, escritor e professor Oliver Sacks, que perpetuou alguns casos verídicos no seu livro 𝐌𝐮𝐬𝐢𝐜𝐨𝐟𝐢𝐥𝐢𝐚, no 11º episódio do nosso Podcast estivemos à conversa sobre algumas relações curiosas que acontecem entre o Cérebro e a Música. Curiosos?

  50. 11

    Concursos Artísticos

    No 10º episódio do nosso Podcast discutimos a nossa visão sobre os 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨𝐬 𝐀𝐫𝐭í𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨𝐬. Controverso, (ou não!), é certamente um tema sobre o qual muitos terão uma opinião formada - consciente ou inconscientemente - e, muito provavelmente, forte. Querem partilhar a vossa visão connosco?

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ABOUT THIS SHOW

Sobretudo, um lugar onde Joana Moreira e Miguel Maduro-Dias possam falar sobre tudo.Co-fundadores da beOMNI Expression, a plataforma que criaram para ter um espaço onde pudessem ser constantemente desafiados a evoluir.Desta vez, o desafio, em forma de podcast, veio do Rádio Club de Angra, onde as suas ideias passarão como programa quinzenal.

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