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PODCAST · society

Geração 90

Júlia Palha abre as portas à geração que cresceu com a revolução digital e que vive ansiosa em relação ao futuro. No Geração 90, fala-se de forma leve do peso que acarretam os sonhos e as expectativas. Todas as terças-feiras novos episódios.O Geração 90 tem o apoio do novobanco.

  1. 36

    Francisco Trincão: “Nunca pensei que com 25 anos podia chegar até aqui, podia dizer que ficava a vida toda no Sporting, mas não conseguimos saber o dia de amanhã”

    Nasceu em dezembro de 1999, em Viana do Castelo. Com 3 anos, nos intervalos dos jogos do Sporting Clube de Portugal, a sala lá de casa virava um estádio e jogava futebol com o pai - que o deixava ganhar sempre que dava luta. “Muito da minha mentalidade e persistência vem desses momentos com o meu pai”, conta. Tornou-se “maluco” pelo futebol e pelo clube de Alvalade por causa do pai e desde que se lembra de ser gente que tem uma bola nos pés. Aos 5 anos começou a jogar no clube da terra, o Vianense. Foi para o SC Braga e com 19 anos foi chamado para o Barcelona. A passagem por Espanha e depois por Inglaterra foi curta, regressou a Portugal, ao clube da família, para voltar a ser treinado por Ruben Amorim. Francisco Trincão é convidado do último episódio da segunda temporada do Geração 90, conduzido por Júlia PalhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

  2. 35

    Chef Pedro Pena Bastos: "Todos temos memórias de infância ligadas à cozinha e acho que somos mais felizes por isso”

    Nasceu em julho de 1990, no Porto. Foi lá que viveu até aos 18 anos, altura em que se mudou para Lisboa para estudar na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril. É filho de médicos e o mais novo dos irmãos que seguiram também a área das ciências. Era o “caçula” da família que gostava de passar as tardes a ajudar a avó Lurdes a amassar a massa dos rissóis. A paixão pela cozinha tornou-se um caso sério quando lhe ofereceram um curso de cozinha. Conquistou uma estrela Michelin para o Ritz, mas hoje procura uma “cozinha livre” e é isso que tenta transmitir no restaurante que abriu, o Broto. Pedro Pena Bastos é o convidado do novo episódio do Geração 90, conduzido por Júlia PalhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

  3. 34

    Constança Entrudo: “Se o teu trabalho for bom e único não existe isso de 'encaixar no padrão'. A moda tem uma coisa boa porque há público para tudo”

    “Nunca quis fazer outra coisa na vida”, ser designer de moda é algo que a acompanha desde criança. Com 15 anos encontrou Giorgio Armani nas ruas de Londres e disse-lhe que queria ser designer e a resposta do estilista italiano foi curiosa: “Isso sim é um emprego de verdade”, recorda. Em pequena não brincava muito às bonecas nem fazia as roupas das Barbies, porque para Constança Entrudo a moda sempre foi mais do que “roupa”. “Gostava de brincar aos teatros, de criar narrativas. Para mim a moda é uma forma de pensar”, admite. Sempre segura do que queria ser, mas incerta em relação ao futuro, no secundário formou-se em Economia porque lhe disseram que era a “área mais segura”. Mais tarde, mudou-se para Londres para finalmente estudar têxtil designer. Viciada em “criar narrativas” através dos tecidos, Constança Entrudo  é uma marca que nasceu numa garagem alugada, mas que hoje é o negócio que lhe paga as contas. Ouça aqui o novo episódio do Geração 90 com a vencedora do Globo de Ouro na categoria Moda.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  4. 33

    Diogo Piçarra: “Era sempre aquele aluno que estava no canto da sala, sabia a resposta e não levantava o braço porque tinha vergonha, se voltasse atrás era diferente”

    Nasceu em outubro de 1990, em Faro. Cresceu no Algarve onde sentia que os sonhos “não eram tão grandes” e as oportunidades não eram as iguais às de quem vivia em Lisboa. Era uma criança “tímida” e “reservada”, na escola o aluno que se sentava ao canto da sala e não levantava o braço para responder às perguntas do professor, mesmo quando sabia as respostas. Chegou “demasiado tarde” à música e tentou sempre viver “na sombra”. Não gostava de música comercial e só ouvia bandas “pesadas”. Nunca quis entrar num concurso de talentos, mas foi graças aos Ídolos, na SIC, que viver da música passou de um sonho à realidade. A celebrar 10 anos de carreira, Diogo Piçarra é o convidado do novo episódio do Geração 90 conduzido por Júlia PalhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

  5. 32

    Francisco Guimarães: “Ter paixão pelo que fazemos é uma enorme forma de liderança, conquistei o meu lugar como treinador assim”

    Nasceu em maio de 1997, em Lisboa. Cresceu numa família conservadora, mas sem amarras e com a casa cheia de músicos, amigos da mãe, que atuavam lá muitas noites. Era uma criança “birrenta", "teimosa" e o seu “ar altivo” fazia com que os adultos o levassem a sério. De “ideias fixas”, gostava de ser jogador de futebol - como qualquer criança - mas cedo percebeu que não tinha muito jeito e queria ser treinador. Com 15 anos ia assistir a conferências de imprensa e as aulas de Educação Física eram passadas a analisar a tática do FC Barcelona. Recebeu um “pseudo convite” de José Mourinho para ir a Londres, “sem data, local ou hora marcada”. Viajou para Inglaterra acompanhado pelo pai e lá convenceu os dois seguranças do centro de treinos do Chelsea que era o jovem que o  treinador português esperava no gabinete. Estudou Artes e Humanidades na Faculdade de Letras e a primeira experiência internacional como treinador foi na Índia. Quando regressou a Portugal, com 21 anos, percebeu que “não podia viver só do futebol”. Francisco Guimarães é comentador de desporto, poeta e letrista e é o convidado do novo episódio do Geração 90See omnystudio.com/listener for privacy information.

  6. 31

    Sara Correia: “O Fado nasce contigo, é uma forma de estar na vida, não é algo que aprendemos a estar”

    Nasceu em maio de 1993, em Lisboa. Canta desde os 9 anos e ouve Fado desde que se lembra de ser gente. Sempre “rebelde” e habituada a fazer tudo à sua maneira, bateu à porta de uma casa de Fado e pediu para cantar. Nunca mais parou. Não estudou música e tudo o que aprendeu foi nas casas onde cantou. “Despassarada”, mas sempre com os pés na terra, é um exemplo para as crianças do bairro de Chelas onde cresceu e vive. Faz parte da nova “geração” de fadistas que olham para o Fado como sendo “muitas coisas”, tal como era Amália Rodrigues. Sara Correia é a convidada do novo episódio do Geração 90, conduzido por Júlia PalhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

  7. 30

    Especial ao vivo no Tribeca com Laura e Lucas Dutra: “Sinto falta de brincar na rua, de ter joelhos esfolados em vez de dor de cabeça de tanto olhar para o ecrã”

    A relação entre irmãos já foi mais turbulenta, como todas, principalmente na altura em que a irmã mais velha tinha de levar o “pirralho” ao cinema e as amigas até lhe achavam “piada”. Laura e Lucas Dutra têm pouco mais de um ano de diferença. Os pais são brasileiros e a infância dividiu-se entre Lisboa e a praia de Copacabana. Cresceram na rua com os vizinhos, a jogar aos berlindes e a brincar no “escorrega Sid” - uma amostra de parque aquático feito pelo pai com bocados plásticos molhados. Sentem-se atores desde pequenos, quer seja nos “teatrinhos” que faziam para a família, nas personagens que representavam em frente ao espelho antes do banho, ou até daquela vez que a Laura fez de árvore numa peça de teatro de uma escola em Oeiras. Os irmãos Dutra são os convidados do novo episódio  do Geração 90 gravado ao vivo no Tribeca. Ouça aqui a conversa com Júlia Palha.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  8. 29

    Eva Brás Pinho: “As pessoas olham para a política de uma forma negativa porque se publicitam as discussões no parlamento. Gosto de olhar para a política como um ato de amor ao outro"

    Nasceu em dezembro de 1999, em Lisboa. “Tagarela” desde pequena, queria estar sempre rodeada de adultos a ouvir e a participar nas conversas dos “crescidos”. Em casa falava-se de política, com os pais sempre viu e analisou as notícias e à mesa discutiam-se os temas quentes do país. A ligação com a política começou no secundário com a participação no Parlamento dos Jovens e com o PSD com a entrada na JSD, depois do Governo de António Costa ter implementado uma redução nos contratos de associação com colégios privados. Com 21 anos foi eleita deputada municipal em Cascais, cargo que ainda hoje ocupa. Estudou Direito, mas é através da participação política que tenta lutar pelos direitos dos portugueses, principalmente das mulheres e dos jovens. É uma das vozes mais jovens da Assembleia da República e entre o trabalho, os debates e as sessões parlamentares gosta de manter a vida de uma jovem de 25 anos. A deputada do PSD, Eva Brás Pinho, é a convidada do novo episódio do Geração 90See omnystudio.com/listener for privacy information.

  9. 28

    Guilherme Geirinhas: “A minha vontade de falar com políticos vem da minha infância, eu era sempre o primo que ia à frente, que cumprimentava os pais, tios e isso deu-me alguma vontade de falar com os mais velhos”

    Nasceu em fevereiro de 1990, em Lisboa. Estudou no Externato Maristas, não cumpria muito as regras, era mais do contra e gostava era de fazer rir os colegas. Em casa, era o primo e irmão mais velho que gostava de conversar com os adultos. Entrou no curso de Medicina, mas rapidamente desistiu. Tirou Gestão e até fez o mestrado, que nunca usou para nada. As conversas em criança com os mais velhos e o descaradamente que tinha no externato deram-lhe as ferramentas necessárias para falar com políticos no podcast de sucesso “Bom Partido” ou para perguntar o que lhe apetecia aos jogadores do Sporting no podcast “ADN de Leão”. O humorista Guilherme Geirinhas é o convidado do novo episódio do Geração 90. Ouça aqui a conversa com Júlia Palha.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  10. 27

    Pedro Rosa Sousa: “Hoje em dia é o 8 ou o 80. Sou padre, mas não estou num convento de clausura. Tenho uma vida, desloco-me”

    Pedro Rosa Sousa nasceu em outubro de 1997, em Lisboa. Com 5 anos sentia, “no coração”, que um dia ia ser padre e era o que dizia aos pais, tios e avós quando lhe perguntam ‘o que queres ser quando fores grande?’. Em criança olhava para os padres da zona onde vivia e de os achar “velhos”. Um dia queria ser padre, mas “um padre jovem”. Cresceu numa família católica e antes de cada refeição rezavam. Ia à missa - gostava quase sempre, “menos quando chovia”, conta. No 7º ano começou a frequentar uma espécie de pré-seminário. Aos 14 anos entrou para o seminário, assim como o irmão gémeo, que até quis ser gestor. “Aos 24 anos percebi que o Senhor queria que fosse Padre”, recorda. Descreve o “chamamento de Deus” como um “contacto com os outros” não como uma “voz espalhafatosa” ou um “cartaz” afixado numa autoestrada. Aos 28, é padre “pelos outros”. A estatística mostra que há cada vez mais jovens a entrar na Igreja e mais padres jovens.  O Padre Pedro Rosa Sousa é um deles e é o convidado do novo episódio do Geração 90 conduzido por Júlia Palha.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  11. 26

    Margarida Santos: “Descobri uma forma de fazer o meu tipo de medicina: promover literacia, comunicar e mostrar às pessoas que temos o direito de saber o jargão que os médicos estão a falar”

    Nasceu em Bruxelas, em setembro de 1993. Era uma criança curiosa, principalmente em perceber “como é que as coisas aconteciam”. O gosto pela Ciência e pela Medicina vem de pequena e como tal sempre soube que queria ser médica. Tirou o curso de Medicina na NOVA Medical School, em Lisboa. No primeiro ano era a aluna “entusiasmada” que no Verão fazia bancos no Hospital de São José, e foi num desses milhares de turnos, numa passagem pelas Urgências, que percebeu que o seu caminho na Medicina passava por ser médica de família. É a autora do podcast “Consulta Aberta” da SIC Notícias e todos os dias, dentro e fora do consultório, procura mostrar que “ser saudável não é viver em restrição”. A médica Margarida Graça Santos é a convidada do novo episódio da 2ª temporada do Geração 90. Ouça aqui a conversa com Júlia Palha.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  12. 25

    Martim Sousa Tavares: “Um artista pode estar nas grandes cidades, mas também pode estar com outros públicos sem que isso seja uma vergonha”

    Nasceu em setembro de 1991, em Lisboa. Filho de jornalistas e neto de Sophia de Mello Breyner e do advogado Francisco Sousa Tavares, Martim Sousa Tavares cresceu numa das famílias mais mediáticas do país. Aos 6 anos, depois da separação dos pais, pediu um cão para lhe “companhia”, mas acabou por receber um piano. Com 9 anos juntou a família, amigos e desconhecidos para um concerto aberto no auditório da academia onde estudava. Preparou um conjunto de peças de autores, mas pelo meio havia duas composições do jovem músico, “inseguro e envergonhado”, Martim Sousa Tavares. "Não me levava a sério", recorda. Aos 17 anos deixou o ténis e focou-se na música. Tanto ele como o professor de piano da altura não escaparam à "descasca" do pai Miguel Sousa Tavares. Estudou direção de orquestra no estrangeiro, viveu em Itália e nos Estados Unidos. Regressou para Portugal e formou a Orquestra Sem Fronteiras. Martim Sousa Tavares não se veste como um “tradicional” maestro e às vezes toca de calças de ganga e t-shirt. Em cada composição procura tirar o mofo à música clássica, já fez televisão, está na rádio e recentemente escreveu o primeiro livro. Ouça aqui o primeiro episódio da 2ª temporada do Geração 90 com Júlia Palha.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  13. 24

    Especial ao vivo PodFest com Sebastião Bugalho: “Tornei-me num ótimo escritor de cartas. Passo a vida a escrever cartas para a senhora Kallas e Von der Leyen”

    Nasceu em novembro de 1995, em Lisboa. Quando era pequeno gostava de arquitetura e de construção civil. É filho de jornalistas e crescer no meio de livros, do jazz e da música clássica aguçou-lhe o gosto pela política e jornalismo. Estudou Ciência Política, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. Começou a escrever para o Jornal i antes de começar o estágio. Em 2018 afastou-se do jornalismo, começou o comentário televisivo e aproximou-se da política. Aos 23 anos, a convite da antiga Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, integrou a lista do CDS pelo círculo de Lisboa. Em abril de 2024 recebeu uma chamada do primeiro-ministro, Luís Montenegro, encostou o carro e fez algumas chamadas. “Disse-me que só tinha 15 minutos, pensei: ‘ok, tenho de ser rápido’”, recorda. O eurodeputado Sebastião Bugalho é o convidado do novo episódio do Geração 90, conduzido por Júlia Palha, gravado ao vivo no Expresso Podfest.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  14. 23

    Catarina Maia: “A televisão e as redes sociais dão-me oportunidades incríveis, mas é na rádio que encontro o meu cantinho. Sou muito feliz ali, a pensar na pessoa que está do outro lado”

    Nasceu em agosto de 1999, em Gondomar. Da infância recorda as viagens de carro que fazia aos fins de semana, com pais, para conhecer as "terrinhas" de Portugal, as férias do verão no Sul de Espanha e as brincadeiras com o irmão mais, "sempre presente nas melhores memórias". Mudou-se para Lisboa para estudar Ciências da Comunicação com o sonho de ser jornalista, mas a moda já fazia parte da sua vida desde os 12 anos. Em 2019 venceu o concurso Cabelos Pantene e foi convidada para ser apresentadora digital do programa The Voice Portugal. Hoje é animadora na rádio Mega Hits. A apresentadora, modelo e radialista, Catarina Maia, é a convidada do novo episódio do Geração 90. Nesta conversa com Júlia Palha fala sobre como é difícil estar longe da família, que vive no Porto, em especial do irmão que tem Trissomia 21 e como lida com a doença e com a discriminação. “Só soube que o meu irmão tinha trissomia 21 quando fui para a escola, porque em casa éramos tratados da mesma forma".See omnystudio.com/listener for privacy information.

  15. 22

    João Porfírio: “Estive quase 5 meses na Ucrânia, foi muito marcante. Podemos morrer a qualquer minuto num país em guerra e a primeira vez que ouvi as sirenes todo o meu corpo se arrepiou com medo”

    Não cresceu numa família de jornalistas e ainda hoje não sabe de onde vem o gosto e curiosidade pelas pessoas e suas histórias. Nasceu em janeiro de 1995 em Portimão. Aos 15 anos recebeu a primeira máquina fotográfica e começou “com muita lata” a enviar as fotografias para jornais regionais do Algarve. No secundário já sabia que queria ser fotojornalista e até já colaborava com um jornal. Trocou o Algarve por Lisboa para estudar jornalismo e fotojornalismo. Durante a licenciatura começou um estágio na agência Lusa, que interrompeu para, sozinho, e com 300 euros na carteira, ir para o Mediterrânio fazer reportagem sobre a crise de refugiados. Tinha 19 anos. Aos 29 anos já cobriu vários cenários de catástrofe como os incêndios de 2017 no centro do país, a pandemia, a guerra na Ucrânia ou as cheias de Valência. João Porfírio, fotojornalista do Observador, é o convidado do novo episódio do podcast Geração 90.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  16. 21

    Mafalda Sampaio: “As pessoas não sabem, mas o trabalho de influencer consome-nos muito. Tem muita carga mental. Eu sou só uma e trato de tudo, da gestão, da comunicação. Trato de uma empresa, da marca”

    Nasceu em novembro de 1990, em Lisboa. Era uma criança tímida, envergonhada, mas sempre com espírito empreendedor. Em 2013, começou a dar os primeiros passos no Youtube, inspirada nos vídeos que via. Ainda a viver em casa dos pais e a estudar Marketing e Publicidade, vendia sapatos no Facebook para ajudar a pagar a faculdade. Em 2014 nasceu "A Maria Vaidosa", nome do canal Youtube que criou, onde partilhava o dia-a-dia, vídeos de maquilhagem e das viagens que fazia. Hoje tem uma legião de fãs, vive das redes sociais e a “A Maria Vaidosa" virou uma marca que fez parte de uma geração que começou a trocar a televisão pelas redes sociais. A influencer e empresária Mafalda Sampaio é a convidada do novo episódio do Geração 90. Nesta conversa com Júlia Palha, garante que não vive com medo da "banalização" da profissão ou do “fim” da influência das redes sociais, mas admite sentir alguma “pressão” para se “reinventar”. Ouça aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  17. 20

    Mafalda Rebordão: “Todos os projetos que faço são para o meu país, para conseguir encontrar um mercado melhor do que quando o deixei, para que as pessoas queiram ficar e atrair empresas internacionais”

    Nasceu em abril de 1997, em Lisboa. Chegou ao quadro superior da Google em Londres com apenas 22 anos. Entrou em Economia na Nova SBE “ainda sem saber o que queria fazer”. Hoje, aos 27, é uma das jovens escolhidas pelo Presidente da República para discutir o futuro de Portugal. Vive num turbilhão de projetos e criações. Defensora do bom uso da inteligência artificial, vai alertando para os novos desafios que se colocam no horizonte e defendendo que esta tecnologia só deve ser pensada (e aplicada) para criar um impacto político, económico e social positivos. A economista Mafalda Rebordão é a convidada do novo episódio do Geração 90 com Júlia Palha. Ouça aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  18. 19

    Miguel Peliteiro: “Os médicos são heróis perante as condições degradantes e injustas que enfrentam. Vivemos num SNS que exige tudo e dá pouco aos seus profissionais”

    Médico e fundador da dioscope, traz ao Geração 90 temas como o impacto das novas tecnologias na saúde e a importância da literacia em saúde em Portugal. Miguel Peliteiro destaca como a sua experiência pessoal, marcada por um grave acidente, moldou a sua visão. “Aconteceu, moldou-me da forma que tinha de moldar, e a vida continuou.” A plataforma dioscope, que fundou, procura aligeirar a pressão formativa nos médicos, oferecendo soluções de e-learning e apoio clínico que combinam tecnologia e inteligência artificial. Apesar dos avanços, o médico do Serviço de Neurorradiologia da ULS São João sublinha que “o Serviço Nacional de Saúde parou no Windows XP”, alertando para a necessidade urgente de modernizar os sistemas hospitalares. “A literacia em saúde é uma coisa importantíssima, na qual nós falhamos um bocadinho em Portugal”, alerta o médico, criticando ainda a desinformação online, dizendo que esta “é um problema do século XXI” que pode ter consequências fatais. “É apaixonante contribuir para o mundo. Não importa quem fez, o importante é que está feito”, diz a Júlia Palha no mais recente episódio do podcast Geração 90.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  19. 18

    Luana do Bem: “Cresci num monte a quatro quilómetros de terra batida da cidade mais próxima. Havia subidas no inverno que eram tão íngremes, que todas as manhãs mudávamos os pneus”

    Nasceu em dezembro de 1990, no Porto, mas foi a "liberdade" e "isolamento" do Alentejo que marcou a sua formação. Humorista, apresentadora de televisão e comentadora portuguesa, Luana começou a sua carreira na área da publicidade, mas foi na comédia que encontrou a sua verdadeira paixão, depois do casamento de uns amigos. “Foi emocional, engraçado, e vi as pessoas rirem onde não esperava”, lembra. Com os pais, que só mais tarde e depois de conhecer os dos amigos percebeu que eram "especiais", Luana moldou o seu sentido de humor numa terra isolada no Alentejo. No stand-up, encontrou um espaço para explorar os seus medos e paixões, num exercício de autenticidade e superação. “Stand-up é o que mais gosto de fazer e nunca pensei que um dia estaria a esgotar o Tivoli”, afirma a autora do espetáculo "Crente". O seu maior receio? “Tenho medo de morrer engasgada e todos os dias penso: espero que hoje não seja o dia.” Para Luana, o humor é uma ferramenta para lidar com os receios e para conectar com o público, de preferência a "sorrir" e com algumas irrtações. Ouça a conversa com Júlia Palha, no Geração 90.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  20. 17

    João Félix: “Vejo muitos pais a pressionar os filhos para serem o próximo Cristiano Ronaldo. Deves fazer o que te faz feliz, ser futebolista, atriz, locutor. Se fizeres o que te sentes feliz a fazer, as coisas vão correr-te bem e vais ter sucesso na área”

    Nasceu em novembro de 1999, em Viseu e sempre quis ser jogador de futebol. Aos 6 anos já não largava a bola e passava as tardes a jogar no relvado perto de casa. Saiu de casa com 11 anos para concretizar o sonho. Esteve por duas vezes prestes a desistir: na primeira noite, na Casa do Dragão, ligou ao pai a pedir que o fosse buscar e aos 15 anos, ponderou regressar a Viseu. Acabou no Benfica, por causa do irmão, numa espécie de transferência “dos irmãos Félix”. Aconteceu tudo “muito rápido”. O salto para a equipa A deu-se com o treinador Rui Vitória e aos 19 anos - com apenas seis meses na primeira equipa - ganhou o campeonato nacional e acabou a época de sonho como a maior transferência de sempre de um jogador português. Foi para o Atlético de Madrid por 126 milhões. Chamaram-lhe o "menino de ouro", mas nunca sentiu a pressão. De olhos postos no futuro, agora com 25 anos, sonha ganhar o Mundial por Portugal e vencer uma Liga dos Campeões. “O melhor ainda está por vir”, promete. João Félix é o convidado do novo episódio do Geração 90, conduzido por Júlia Palha.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  21. 16

    Sara Sampaio: “Agora olho para a moda como um trabalho que me paga as contas, porque o verdadeiro sonho sempre foi a representação”

    Nasceu em julho de 1991 no Porto. Não era menina popular da escola, era discreta e sensível. Hoje, Sara Sampaio é a mais internacional de todas as manequins portuguesas, ainda que esse nunca tenha sido o seu sonho. O sonho de criança era ser atriz, e no próximo ano fará parte do elenco do novo filme do Super-Homem, uma das maiores produções de 2025. Em 2007, concorreu ao concurso “Cabelo Pantene” precisamente para tentar chegar à representação. Ganhou, mas foi como manequim que fez carreira. Começou como uma brincadeira e a única condição era “não baixar as notas”. Mas foi uma campanha para uma marca de biquínis que a tornou conhecida internacionalmente. Estava na hora de dar um passo em frente, deixou a Universidade e, com o apoio dos pais, mudou-se para Paris. Vivia numa casa de modelos. “Uma loucura”, recorda. Sara Sampaio é a convidada do novo episódio do Geração 90 conduzido por Júlia Palha. Ouça aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  22. 15

    Ivandro: “Acho que a música pode fazer a diferença na sociedade. Não pego no telefone e escrevo nas redes sociais, mas tudo o que penso está nas minhas músicas”

    Veio de Angola com três anos. Os pais eram professores em Benguela e vieram para Portugal à procura de uma vida melhor com "mais oportunidades" para os filhos. Aos 14 anos trocou as brincadeiras de rua por horas fechado em estúdio a “gravar covers”. A primeira atuação foi na escola secundária e “não correu nada bem". "Só tinha quatro pessoas a assistir", conta. E quem lhe “roubou” o público foi o amigo de infância, Julinho Ksd. Chegou a entrar na faculdade, no curso de Música e Engenharia do Som, “mas já sabia o que queria fazer da vida”. Os pais não acreditavam que o filho podia “pagar contas” a viver da música, mas sempre o apoiaram. Ofereceram-lhe uma guitarra, um computador e até uma caixa para “abafar o barulho” do quarto, que se transformou-se num estúdio de música. Joaquim Paulo é hoje Ivandro, um dos nomes incontornáveis da música portuguesa, e o convidado do novo episódio do Geração 90See omnystudio.com/listener for privacy information.

  23. 14

    Carolina Carvalho: “Já não precisamos de esperar numa fila das finanças porque conseguimos fazer tudo pelo telemóvel. Não sabemos esperar, somos mais hiperativos, stressados e deprimidos”

    Nasceu em dezembro de 1994, filha de pai espanhol e de mãe portuguesa. É a mais velha de sete irmãos. Da infância recorda as férias na Zambujeira do Mar, as brincadeiras no campo, na terra do avô, em Castelo Branco e três palavras que nunca esqueceu: “Ana Carolina Santos”. Era assim que os pais a tratavam quando fazia “asneiras”. A primeira participação numa novela foi aos 16 anos. Só entrava numa cena e a personagem era tão “minúscula” que “nem sequer entrou para o currículo”. Mas a experiência marcou-a para sempre. Em 2016 estreou-se, “a sério”, em televisão e daí para cá, já foi protagonista de várias novelas, fez uma série internacional e já tem voo marcado para o Brasil para integrar um novo projeto. Carolina Carvalho é a convidada do novo episódio do Geração 90. Nesta conversa com Júlia Palha faz o balanço de oito anos de carreira e fala sobre pressão que sente para “fazer mais” até atingir Hollywood.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  24. 13

    Bernardo Blanco: “O meu avô saiu da aldeia para ser diretor de uma empresa e a minha avó de costureira para abrir uma loja. Isto aconteceu há 40 anos. Hoje há menos mobilidade social. A ideia de subir na vida pelo trabalho já não funciona”

    Nasceu em novembro de 1995, em Torres Vedras. Tinha cinco anos quando a família se mudou para Lisboa. Em casa sempre se falou de política, mas foi com os avós que aprendeu o que era o liberalismo. Em pequeno ia com os avós paternos para as feiras vender brinquedos e foi a avó materna, a "Margaret Thatcher" da família, que lhe ensinou o que era o “liberalismo económico”. Estudou música e fez parte de um coro, mas hoje é mais “liberal rebelde” no estilo de música. Gosta de ler e é fascinado pelo lado liberal de Fernando Pessoa. É licenciado em Gestão e a meio do mestrado em Ciência Política cruzou-se com a Iniciativa Liberal. Estreou-se no púlpito da Assembleia da República, poucos meses depois de ser eleito deputado, na sessão do 25 de Abril. Preparou o texto, noite dentro, e horas antes de discursar pela primeira vez ao país foi para o plenário "treinar" às escuras. Aos 28 anos é apontado por muitos como o inevitável futuro líder dos liberais. Bernardo Blanco é o convidado do novo episódio do Geração 90See omnystudio.com/listener for privacy information.

  25. 12

    Especial ao vivo no Tribeca com Alba Baptista: “Quanto mais queremos, maior será a queda. Esta indústria o que tem de muito bom, tem de muito mau. Tenho medo de perder a essência, mas não posso ficar refém dele”

    Estudou no Colégio Alemão e por isso não via novelas e mal conhecida os atores e atrizes portugueses. Ser atriz não era um sonho de criança, mas aos 15 anos “tudo mudou” com a participação numa curta-metragem, ‘Miami’. Abriu-se uma "porta para a criatividade" e para uma carreira que atravessou o Atlântico. Em 2020 tornou-se na primeira portuguesa a protagonizar uma série na Netflix. Hoje vive nos Estados Unidos e confessa que tem saudades de "tudo": "do mar, da família, amigos, da comida". Alba Baptista é a convidada do novo episódio do Geração 90 com Júlia PalhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

  26. 11

    Leonor Caldeira: “Os homens e mulheres da nossa geração têm um curso, dinheiro, liberdade e as nossas vidas, mas quando se fala em maternidade ficámos presos. Estamos na altura de constituir família, mas é aí que nos puxam para trás”

    Nasceu em julho de 1993, em Lisboa. Ser advogada de “barra” era um sonho de criança. Aos 10 anos, no anuário da escola já estava escrito: “Leonor Caldeira, a advogada”. O sonho tornou-se realidade. Estudou Direito na Universidade de Lisboa e começou a carreira como advogada num dos maiores escritórios do país. A primeira vez que vestiu a toga foi para defender uns amigos que estavam a ser processados. “Eles estavam em pânico e eu fiquei eufórica. Era um processo pequeno, mas assumi aquilo como a minha estreia". Aquela foi a "primeira grande oportunidade", mas foi o segundo julgamento que lhe valeu o Prémio Nelson Mandela em 2022. Leonor Caldeira enfrentou André Ventura em tribunal para defender a família Coxi, do Bairro da Jamaica. A paridade, a parentalidade, o papel da mulher, a justiça e como a advocacia e as decisões de um tribunal podem ser “bons sinais de progresso” para a sociedade. A advogada, ecologista e feminista, Leonor Caldeira, é a convidada de Júlia Palha no novo episódio do Geração 90See omnystudio.com/listener for privacy information.

  27. 10

    António Félix da Costa: “O sonho da F1 estava na minha mão e fugiu. Não dependia só do meu talento. Um dia disseram-me: ‘Se queres ter amigos nas corridas, tens de os trazer de casa’. Foi duro, percebi o que a política e o dinheiro envolviam”

    Nasceu em agosto de 1991, em Lisboa. Sentou-se pela primeira vez num kart aos 6 anos, aos 8 anos já andava corridas e nunca mais parou. Os  “olheiros” do automobilismo perceberam o potencial que tinha. Aos 17 anos mudou-se para Inglaterra para se juntar à equipa da Red Bull. Era a altura de investir na carreira e os estudos tinham de ficar para trás. Com um contrato com a Red Bull Junior Team estava a um passo de entrar na Fórmula 1 - ia ser o primeiro piloto português. Não deu o salto tão desejado, foi duro e percebeu "o que a política e o dinheiro envolviam", mas nunca desistiu das corridas. Em 2014, com 22, começou a correr na Fórmula E e o resto é história. António Félix da Costa é o convidado de Júlia Palha no novo episódio do podcast Geração 90.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Júlia Palha abre as portas à geração que cresceu com a revolução digital e que vive ansiosa em relação ao futuro. No Geração 90, fala-se de forma leve do peso que acarretam os sonhos e as expectativas. Todas as terças-feiras novos episódios.O Geração 90 tem o apoio do novobanco.

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