PODCAST · business
Mercado com Abs
by Raphael Abs Musa
Aqui você encontra conteúdos variados sobre temas essenciais para o seu dia a dia: compartilhamos visões sobre investimentos e economia para você cuidar do seu dinheiro, realizamos análises jurídicas de legislação e jurisprudência, fazemos resenhas de leituras inspiradoras e discutimos os assuntos mais comentados do momento. Nosso objetivo é te informar e te ajudar a crescer, seja no campo financeiro, pessoal ou nas tendências atuais.Raphael Abs Musa de Lemos é Doutor e Mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
-
106
Big Techs, Fed e a Bolha da IA em Xeque - Episódio de 27/07/2026
Abertura de semana com agenda pesada: earnings de Microsoft, Meta, Apple e Amazon testam se o CapEx bilionário em IA já vira receita — o mesmo ceticismo que já derrubou Google e Tesla na semana passada. No radar também Visa, Mastercard, Boeing, Coca-Cola, Exxon e Chevron, além do investimento de private equity e da Brookfield (US$ 16 bi) na reconstrução de pipelines no Kuwait.No macro, o FOMC de quarta-feira traz a primeira coletiva de Kevin Warsh, com o mercado precificando baixa probabilidade de alta de juros — mas atento a sinais sobre inflação pós-conflito no Oriente Médio e a um possível aceno para setembro. Completam a semana o PCE (núcleo de inflação preferido do Fed), as decisões do Bank of England e do Bank of Japan, e no Brasil o IPCA-15, o Boletim Focus, o CAGED e a PNAD antes do Copom de agosto.Destaque para o acordo em negociação entre NVIDIA, OpenAI e SoftBank para viabilizar um data center de US$ 500 bi em Ohio — e a crítica de circularidade que o cerca. E na China, o IPO da CXMT expõe a corrida chinesa por protagonismo em chips de memória.Conteúdo educacional e informativo. Não é recomendação de investimento.#PanoramaDoMercado #Microsoft #Meta #Apple #Amazon #NVIDIA #OpenAI #SoftBank #Fed #FOMC #KevinWarsh #Mercados #Investimentos #EconomiaBrasil #IPCA15 #Copom #BancoCentral #InteligenciaArtificial #Petroleo #China #CXMT #Bolsa00:00 — Abertura e panorama da semana 00:45 — Earnings: Microsoft, Meta, Apple e Amazon 04:30 — Visa, Mastercard, Boeing, Coca-Cola e as petroleiras 06:00 — Private equity e Brookfield no Kuwait 06:50 — Outros earnings: Qualcomm, Arm, Lam Research, SK Hynix, PayPal, Coinbase, P&G e Europa 08:00 — FOMC de quarta-feira e a estreia de Kevin Warsh 10:00 — PCE, Bank of England e Bank of Japan11:30 — Brasil: IPCA-15, Focus, Copom e CAGED/PNAD 13:00 — NVIDIA, OpenAI e SoftBank: data center de Ohio e circularidade 15:30 — IPO da CXMT e a corrida chinesa por memória 17:15 — Encerramento e CTA para apoiadores
-
105
Retrospectiva da Semana: Google e Tesla Derretem o Mercado | Petróleo a US$100 e Juros em Alta
Nesta retrospectiva semanal do Panorama do Mercado, analiso os resultados de Google e Tesla e o que eles antecipam para a temporada de earnings da próxima semana (Meta, Amazon, Apple, Microsoft). Falo sobre o capex bilionário das Big Techs, a reação do mercado, petróleo voltando aos US$100 após os ataques ao Irã, os dados fortes do mercado de trabalho americano, a decisão do BCE com Lagarde e o cenário fiscal e de juros no Brasil.⚠️ Aviso: não constitui recomendação de investimento. Comentários pessoais e em caráter informativo.00:00 Abertura e panorama da semana00:40 Resultados de Google (Alphabet): receita, margem e revisão de capex03:10 Minha visão contrária: janelas de oportunidade nas Big Techs05:00 Tesla, Cybercab, Optimus e a tese de longo prazo07:15 Petróleo a US$100 e o risco geopolítico com o Irã08:50 Inflação, payroll e expectativa de juros nos EUA10:15 BCE: Lagarde mantém juros mas sinaliza cautela11:40 Brasil: Selic, setor imobiliário e cenário fiscal13:20 Onde estou posicionado: NVIDIA, Microsoft, Google, Blackstone, JPMorgan14:50 Encerramento e o que vem na segunda-feira#PanoramaDoMercado #MercadoFinanceiro #Investimentos #Google #Tesla #Alphabet #Petróleo #BancoCentral #Selic #BolsaAmericana #Macroeconomia #InvestidorInstitucional
-
104
Petróleo a US$ 102, tarifas de volta e a Treasury de 30 anos em 5,20% | Panorama do Mercado — 24/07/2026
Sexta-feira de aversão a risco. O petróleo chegou a US$ 102 na madrugada com o mercado precificando prêmio de risco elevado: ataques norte-americanos a instalações iranianas e os Houthis atacando no Mar Vermelho, fechando a rota alternativa ao Estreito de Ormuz.Em cima disso, Trump anunciou o retorno das tarifas de 10% a 12,5% sobre parceiros comerciais — agora com novo fundamento jurídico (trabalho forçado em cerca de 60 países) depois de a Suprema Corte ter invalidado a base na IEEPA. A Ásia é a mais atingida justamente onde a cadeia de IA importa mais. O Canadá entra na mira após o discurso de Mark Carney.No macro, a curva americana segue no centro do jogo: o vértice de 30 anos bateu 5,20%, o maior patamar em quase duas décadas. Jamie Dimon vê normalização, não anomalia. O mercado precifica alta não na reunião da semana que vem, mas em setembro — com probabilidade subindo. Dólar forte, atenção ao real e IPCA-15 no Brasil.No micro, a mensagem é clara: o mercado está punindo capex de IA sem retorno proporcional (Meta, Microsoft e Amazon apanharam) e pagando prêmio pela outra ponta da cadeia — TSMC, NVIDIA, SK Hynix e ASML. A Intel surpreendeu positivamente pela foundry. E a Blackstone entrega resultado forte como maior financiadora de IA do mundo, mas segue mal precificada com juros altos pressionando funding e cap rate.Semana que vem: Fed, BoJ, BoE e os resultados de Meta e Microsoft.⚠️ Conteúdo educacional e informativo. Nada aqui é recomendação de investimento.🎧 Spotify · Apple Podcasts · YouTube📲 Instagram: @raphaelabsmusa (carrossel-resumo diário)00:00 Abertura00:14 Petróleo a US$ 102 e o prêmio de risco01:00 Houthis no Mar Vermelho e o cerco às rotas01:40 Trump reativa as tarifas de 10% a 12,5%02:35 O novo fundamento após a Suprema Corte03:15 Ásia na mira e a cadeia de inteligência artificial03:50 Canadá, Carney e a retaliação04:20 Intel surpreende: a aposta na foundry05:30 Curva americana: 30 anos a 5,20%06:15 Jamie Dimon e a normalização dos juros07:00 FOMC: alta precificada para setembro07:40 Dólar forte, real e IPCA-1508:10 Mercado pune o capex de IA08:50 A outra ponta: TSMC, NVIDIA, SK Hynix e ASML09:30 Visão paciente: onde nasce a oportunidade10:30 Ásia e Europa: Kospi, Nikkei e o BCE11:20 Semana que vem: Fed, BoJ, BoE, Meta e Microsoft11:50 Blackstone: a maior financiadora de IA do mundo12:40 Encerramento#PanoramaDoMercado #MercadoFinanceiro #Macroeconomia #Petroleo #Tarifas #Juros #Treasury #Fed #FOMC #BCE #Investimentos #RendaVariavel #Bolsa #InteligenciaArtificial #Semicondutores #NVIDIA #TSMC #ASML #Blackstone #Intel #Dolar #IPCA #Geopolitica #AnaliseDeMercado #PodcastFinanceiro
-
103
Google: o CAPEX de US$ 200 bi que assustou o mercado | Tesla e IBM
Alphabet entregou receita forte, margem em expansão e Google Cloud crescendo 82% — e mesmo assim corrigiu. O motivo: um capex projetado de US$ 195 a 205 bilhões. Tesla repetiu o roteiro, com queima de caixa de mais de US$ 1 bilhão financiando robotáxi, Optimus e IA. IBM confirmou a prévia de 14 de julho e acumula quase 40% de drawdown desde o topo.A pergunta que organiza o S&P 500 hoje: ficar na ponta de quem compra a infraestrutura ou de quem a vende? Um lado sofre com fluxo de caixa; o outro já pode estar precificado à perfeição.Ainda no episódio: agenda de Blackstone, Lockheed Martin, T-Mobile e Comcast; decisão do BCE e o que ouvir no discurso de Lagarde com o Brent pressionado; a oferta de US$ 8,6 bilhões da CXMT na China; e o resultado da WEG, que surpreendeu um posicionamento pessimista.Nada aqui é recomendação de investimento — é a leitura de um investidor profissional sobre a narrativa que conduz os preços.🎧 Panorama do Mercado com Abs — todo dia, antes da abertura.📌 Siga: @raphaelabsmusaTimestamps:00:00 Abertura e a pauta dos earnings00:25 Alphabet: receita, margem e Cloud +82%02:10 O capex de US$ 195–205 bi e a correção no after market03:40 Quem captura o gasto: GPUs, memória, ótica, energia e refrigeração05:00 Precificado à perfeição? O risco nas duas pontas06:20 Minha leitura sobre a posição em Alphabet07:00 Tesla: resultado sólido e a fusão com a SpaceX no call08:10 Queima de caixa de US$ 1 bi e para onde vai o investimento09:15 Tesla operacional x Tesla das opcionalidades10:30 Por que ainda não consigo precificar a tese11:20 IBM: prévia confirmada e drawdown de quase 40%12:10 Pás e picaretas: em que ponta ficar13:00 Agenda: Blackstone, Lockheed Martin, T-Mobile e Comcast13:45 BCE: a decisão está no preço, o discurso de Lagarde não14:45 China: CXMT levanta US$ 8,6 bi na maior oferta asiática do ano15:20 Brasil: WEG surpreende o pessimismo16:00 Encerramento#PanoramaDoMercado #Alphabet #GOOGL #Tesla #TSLA #IBM #Earnings #CAPEX #InteligenciaArtificial #Hyperscalers #SP500 #BCE #Lagarde #WEG #CXMT #Semicondutores #Valuation #MercadoFinanceiro #Investimentos #RendaVariavel
-
102
HOJE O GOOGLE DECIDE TUDO | US$ 190 bi de CapEx sob julgamento
Hoje é o dia mais importante da semana. Após o fechamento, a Alphabet reporta o 2º trimestre — e o mercado não vai olhar o lucro, vai olhar se o CapEx de US$ 180 a 190 bilhões está virando receita. Consenso de crescimento de receita de 21%, Cloud perto de 63% e EPS entre US$ 2,86 e 2,95. No mesmo dia: Tesla (margens, robotaxi, humanoides) e IBM (demanda por IA aplicada e gasto corporativo).No macro, o Brent acima de US$ 91 pressiona a inflação projetada, o Treasury de 10 anos está a 4,63% e a inflação implícita sobe de forma consecutiva desde fevereiro. No Brasil, entram em vigor hoje as tarifas adicionais de 25% dos EUA, com exceções relevantes — e a reação de Brasília é a variável a monitorar. WEG também reporta.🎙️ Panorama do Mercado com Abs — briefing macro diário na leitura das mesas de Londres e Nova York.⚠️ Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.📌 Spotify e Apple Podcasts · 📲 Instagram: @raphaelabsmusaTimestamps:00:00 Abertura: o principal dia da semana00:35 Alphabet: o que o mercado espera do 2T02:00 CapEx de US$ 180–190 bi e a conta que precisa fechar03:10 Tesla e IBM: margens, robotaxi e gasto corporativo04:20 Semicondutores: o repique de memória e o "cassino" coreano05:40 Brent acima de US$ 91 e a inflação projetada06:30 Treasury 10 anos a 4,63% e a implícita subindo07:15 Tarifas de 25% sobre o Brasil entram em vigor08:10 Brasil: WEG e o debate de valuation08:50 Posicionamento: qualidade, duration e hedge em Nasdaq09:45 Encerramento#mercadofinanceiro #alphabet #google #inteligenciaartificial #capex #nasdaq #semicondutores #tesla #ibm #weg #tarifas #macroeconomia #investimentos #rendafixa #petroleo #panoramadomercado
-
101
UBS manda COMPRAR, Morgan Stanley manda DEFENDER — quem está certo? China determina que fundos comprem empresas de IA
O petróleo forte (Brent perto de US$90) reacende a inflação e empurra a UST de 10 anos a 4,60% — reabrindo a discussão sobre um Fed que, em vez de cortar, pode ter que subir juros. Na semana de blackout antes do FOMC, o mercado se divide: a UBS diz que a correção de ~25% nos semicondutores acabou e manda comprar, enquanto Lisa Shalett (Morgan Stanley Wealth Management) pede diversificação para nomes defensivos e baratos.No radar ainda: a depreciação do capex de IA das hyperscalers começando a pesar nos balanços, a NVIDIA revelando fatia na Nebius, e a intervenção incomum dos fundos estatais chineses comprando ações de IA para sustentar valuations. No Brasil, o Boletim Focus traz IPCA a 5,15%, Selic em 14% — e um alerta: a projeção de inflação para 2028 subiu, ancorando a curva de juros mais alta.🎙️ Panorama do Mercado com Abs — briefing macro diário (EUA, Europa, China, Ásia e Brasil), por investidor profissional.📲 Instagram: @raphaelabsmusa🔒 Vídeos exclusivos para apoiadores — conteúdo mais denso, toda semana.⚠️ Conteúdo informativo e opinativo. Não é recomendação de investimento.Timestamps:00:00 Abertura e visão geral do dia00:30 EUA–Irã, cessar-fogo e petróleo em alta (Brent ~US$90)02:00 Juros disparam: UST 10 anos a 4,60% e o risco de o Fed subir03:30 Blackout do FOMC e gasolina a US$4/galão (Financial Times)04:30 IA respira: UBS manda comprar vs. Morgan Stanley defensivo06:30 Valuations: NVIDIA e Microsoft — por que não é bolha07:30 A bomba-relógio da depreciação das hyperscalers09:00 Earnings do dia: GM, 3M e Lockheed Martin10:00 NVIDIA e a fatia de 9,3% na Nebius10:45 China: fundos estatais comprando IA por ordem do governo12:30 Tech chinesa barata: Moonshot, Alibaba e o custo do token14:00 Brasil: Boletim Focus e o alerta da inflação de 202816:00 Agro brasileiro domina a soja para a China (FT)17:30 Carry trade sob pressão e o dilema do Banco Central18:30 Encerramento e recado aos apoiadores#mercadofinanceiro #macroeconomia #investimentos #petroleo #fed #inflacao #semicondutores #inteligenciaartificial #china #nvidia #ibovespa #selic #boletimfocus #rendafixa #carrytrade
-
100
Petróleo dispara, curva abre e Alphabet no radar | Panorama do Mercado 20/07
Abertura de semana no vermelho lá fora. A reescalada entre EUA e Irã reacende o petróleo (rumo a [US$ 91]/barril), pressiona importadores asiáticos e ameaça devolver a inflação que o CPI de junho havia aliviado. A curva americana responde com bear flattening — todos os vértices subindo, encarecendo o custo de capital. No radar político, as primárias democratas e o risco de Trump perder a Câmara nas midterms. Fed em blackout antes do FOMC de 28–29. Ásia repercutindo a sexta fraca: Kospi e Nikkei ~-4%. E uma semana cheia: decisão do BCE (quinta), flash PMIs, IPCA-15 e a temporada de balanços com Alphabet, Tesla, Intel, Texas Instruments, IBM, GE Vernova e, no Brasil, a WEG.Análise institucional, no formato mesa de operações. Comentários em âmbito teórico — nada aqui é recomendação de investimento.🔔 Inscreva-se e ative o sino.📲 @raphaelabsmusaTimestamps:00:00 Abertura: Copa encerrada00:35 Escalada EUA–Irã e o petróleo02:10 CPI de junho e a inflação de julho03:20 Curva americana: bear flattening04:15 Política EUA: primárias e midterms05:30 Fed em blackout: FOMC 28–2906:40 Ásia no vermelho: Kospi e Nikkei07:30 Pré-mercado: Nvidia, Tesla e a virada08:20 Agenda macro: BCE, PMIs, IPCA-15, Focus10:00 Ouro testando o suporte de US$ 4.00011:00 Earnings: de Alphabet a WEG13:10 China: Alibaba Qwen e o custo do token14:20 Encerramento#PanoramaDoMercado #MercadoFinanceiro #Macroeconomia #Investimentos #Petroleo #Juros #Fed #BCE #Alphabet #Tesla #IPCA #Ouro #Semicondutores #RendaVariavel #Bolsa #Economia #Geopolitica #WEG #InteligenciaArtificial #Trumpmercado financeiro, macroeconomia, economia, investimentos, análise de mercado, notícias econômicas, juros, inflação, geopolítica, bolsa de valores, podcast de finanças, panorama diário
-
99
Retrospectiva da semana: CPI desaba, Goldman dispara e IA corrige
Retrospectiva semanal do Panorama do Mercado com Abs — semana de 14 a 18 de julho de 2026.Nesta edição de sábado, condenso os 5 principais eventos macro e os 5 principais earnings do início da temporada de resultados do 2º trimestre, e fecho com minha leitura editorial sobre um mercado americano caro, mas sem muita alternativa de alocação no mundo.No macro: o CPI de junho surpreendeu para baixo (3,5% vs. 3,8% esperado), com a primeira queda mensal em seis anos puxada por energia após o cessar-fogo Irã–EUA; o testemunho no Congresso reforçando que o controle da inflação "não é missão cumprida" e a independência do Fed; vendas no varejo fracas; o PIB da China no 2º tri abaixo da meta (4,3%) pela primeira vez desde a Covid; e no Brasil, desaceleração da atividade com inflação cedendo, mas Selic sem espaço para cortar e câmbio sustentado no carry.Nos resultados: JP Morgan fenomenal ("as good as it gets"), TSMC entregando mas apanhando no múltiplo, Netflix caindo mais de 10% com guidance fraco, ASML acima do guidance sem prêmio do mercado, e Goldman Sachs disparando com David Solomon.Fecho com o crescimento de lucro estimado de 23,3% no 2º tri (FactSet), P/L futuro de 20,3x, equity risk premium comprimido, a Treasury de 10 anos perto de 4,55% e por que, mesmo caro, o fluxo segue indo para os EUA.⚠️ Nada aqui é recomendação de investimento. Comento apenas o que faço com o meu próprio patrimônio. Converse sempre com seu assessor ou consultor.👉 Apoie o canal e tenha acesso aos vídeos e análises exclusivas para apoiadores.🎧 Ouça também no Spotify | Novo episódio toda segunda com a abertura da semana.⏱️ Timestamps00:00 Abertura — retrospectiva de sábado00:35 MACRO 1 · CPI de junho surpreende para baixo (3,5%)02:10 MACRO 2 · Testemunho no Congresso e independência do Fed03:15 MACRO 3 · Vendas no varejo dos EUA03:50 MACRO 4 · PIB da China abaixo da meta + tese de tech chinesa06:00 MACRO 5 · Brasil: atividade, inflação, Selic e câmbio08:00 EARNINGS 1 · JP Morgan — "as good as it gets"09:15 EARNINGS 2 · TSMC — resultado forte, múltiplo esticado10:45 EARNINGS 3 · Netflix — guidance fraco, cai +10%11:40 EARNINGS 4 · ASML — acima do guidance, sem prêmio12:30 EARNINGS 5 · Goldman Sachs — Solomon dá show13:30 Editorial · Crescimento de 23,3%, P/L 20,3x e ERP comprimido15:20 Posições · Microsoft, Nvidia, TSMC, JPM, CrowdStrike, NTN-B longas17:30 Encerramento — voltamos na segunda#PanoramaDoMercado #Mercados #Investimentos #CPI #Fed #JPMorgan #TSMC #Netflix #ASML #GoldmanSachs #Earnings #RendaVariavel #BolsaAmericana #China #Selic #NTNB #RendaFixa #InteligenciaArtificial #Semicondutores #Macroeconomia #EquityResearch #WallStreet #Ibovespa #Cambio #ETF
-
98
Correção Ampla em IA, Netflix Decepciona no Guidance e o Ouro Perde os US$ 4.000 | Panorama do Mercado 17/07/2026
Segundo dia de correção ampla nos nomes de inteligência artificial, agora contaminando também setores fora de tecnologia. Memória e GPU caem em bloco no pré-mercado: SK Hynix, Samsung, Micron, NVIDIA, AMD, ASML e Arm Holdings — esta última com drawdown próximo de 40%. A infraestrutura de energia e resfriamento acompanha, com GE Vernova e Vertiv em queda.A leitura do episódio: resultados bons do segundo trimestre não estão sendo suficientes para sustentar múltiplos tão cheios. É um respiro de preço, um retorno às médias — não uma interrupção do rali. O capex de IA caminha para mais de US$ 1 trilhão nos próximos dois anos e as diretorias das Big Techs deixaram claro que não vão perder esta revolução industrial.Também no episódio: a rotação setorial que vinha sendo antecipada há duas semanas e que aparece no desempenho do RSP (S&P equal weight); a Moonshot AI e o avanço chinês sobre os modelos ocidentais; Netflix punida pelo guidance (segunda desaceleração seguida); Abbott e GE Aerospace; a recomendação de Michael Burry para listadas em Hong Kong; o ouro furando o suporte dos US$ 4.000/oz Troy; Kevin Warsh, a curva de juros e o dólar forte; e o tarifaço, o câmbio e a exposição dos frigoríficos brasileiros à China.Postura: contra o consenso. Momentos de queda expressiva são momentos de capturar oportunidade — sempre com visão de longo prazo.Timestamps:00:00 Abertura e síntese do dia00:35 Correção ampla em IA: memória e GPU02:00 Energia e resfriamento: GE Vernova e Vertiv02:40 Capex de IA acima de US$ 1 trilhão: por que o rali não acaba03:30 Moonshot AI e a pressão chinesa sobre os modelos ocidentais04:10 Beta da carteira, volatilidade e proteção com derivativos05:00 Nomes na mira: TSMC, GE Vernova, Vertiv e Bloom Energy06:00 Diversificação, moeda forte e ativos reais dolarizados07:00 Netflix: receita, margem e o problema do guidance08:10 Abbott e GE Aerospace: bons números, múltiplo inflado08:50 China: valuations descontados e Michael Burry em Hong Kong09:30 Ouro furando os US$ 4.000 a onça Troy10:20 Warsh, dólar forte e a curva de treasuries11:20 Tarifaço, câmbio e o risco dos frigoríficos12:40 Fechamento: pense contra o consenso⚠️ Aviso: conteúdo educacional e de análise. Não constitui recomendação de investimento. Converse sempre com seu assessor ou consultor.🎧 Panorama do Mercado com Abs — análise macro, economia e direito, todos os dias.📊 Instagram e YouTube: @raphaelabsmusa
-
97
+77% de lucro e a ação cai: o mercado mudou de lado. Tarifa de 25% no Brasil | Episódio de 16/07/26
A TSMC entregou o melhor trimestre da sua história — lucro +77%, receita recorde de US$ 40,2 bilhões, guidance elevado e mais US$ 100 bilhões de investimento nos EUA. E a ação não subiu. Quando a empresa entrega tudo e o mercado boceja, isso não é ruído: é preço.Neste Panorama: a rotação defensiva dentro da própria cesta de tecnologia (de capex de IA para geração de caixa), o de-rating das memórias na Ásia com o Kospi caindo 6,4% depois da alta de juros na Coreia, a correção violenta da SpaceX desde a máxima pós-IPO, a aposta do Morgan Stanley nos Treasuries de 10 e 30 anos, o estilo Greenspan de Kevin Warsh no Fed — e no Brasil, a tarifa de 25% confirmada pelo USTR, com o Pix citado 20 vezes num relatório de práticas comerciais que mascara interesse econômico.00:00 Abertura: futuros em queda00:35 J&J e United: combustível e Oriente Médio01:40 TSMC: +77% de lucro e reação morna03:00 Sinal de exaustão: capex de IA → cash flow04:00 Micron apanha, Apple na máxima histórica04:40 Bancos: baratos, mas com prêmio de P/VP05:30 SpaceX: -40% desde a máxima pós-IPO06:40 Morgan Stanley e os Treasuries de 10 e 30 anos08:00 Ásia: Kospi -6,4%, Nikkei -2,8%, de-rating das memórias09:00 Kevin Warsh e o fim do forward guidance10:00 Brasil: tarifa de 25% e o Pix no relatório do USTR11:20 IA chinesa: substituição por preço12:10 Fechamento: isso é sinal, não ruídoNada aqui é recomendação de investimento. São os alertas de quem está olhando as telas todo dia.#PanoramaDoMercado #TSMC #Semicondutores #InteligenciaArtificial #Kospi #SpaceX #Tarifas #Pix #Investimentos #MacroEconomia #Treasuries #KevinWarsh #Fed #BolsaAmericana #AnaliseDeMercado
-
96
Deflação nos EUA, Goldman dobra o lucro e IBM desaba: o rali que não se amplia | Episódio de 15/07/2026
O CPI de junho veio em deflação — −0,4% no mês, núcleo em zero — e a curva curta americana cedeu forte. Somado a uma temporada de bancos com Goldman dobrando o lucro por ação, o resultado foi um dia benigno para ativos de risco. Mas o rali segue concentrado nos mesmos nomes de sempre, e a rotação que esperávamos há duas semanas continua não aparecendo.Neste episódio: a leitura da curva de juros e por que o vértice longo resiste; os resultados de Goldman, JP Morgan, Bank of America, Citi e Wells Fargo; o colapso da IBM e o que o CEO admitiu sobre gasto com software versus infraestrutura de IA; o guidance da ASML com 2027 praticamente vendido; o PIB chinês em 4,3% e a deflação imobiliária; o cessar-fogo rasgado no Oriente Médio com o Brent de volta aos US$ 85; e no Brasil, a pauta bomba dos agentes de saúde, o espaço para corte da Selic, as tarifas americanas e a recuperação extrajudicial da Oncoclínicas.Timestamps:00:00 Abertura — leitura benigna para ativos de risco00:35 CPI de junho: deflação de 0,4% e núcleo em zero02:10 Curva de juros: 2 anos a 4,18%, o longo resiste03:45 Bancos: Goldman, JPM, BAC, Citi e Wells Fargo06:20 IBM: software cedendo espaço para infra de IA07:30 ASML: guidance forte, 2027 praticamente vendido08:25 Concentração vs. rotação: o rali não se amplia09:20 Oriente Médio: Brent a US$ 85 e o VIX em alta10:40 Crédito privado: spreads IG/HY apertados demais11:20 China: PIB 4,3% e deflação imobiliária12:30 Europa, dólar e o câmbio brasileiro em 5,0713:20 Brasil: pauta bomba, Selic e tarifas americanas14:40 Modelos chineses de IA ganhando market share15:20 Oncoclínicas: recuperação extrajudicial de R$ 5,1 bi15:55 Encerramento — abraço ao Lucas GomesAnálise macro diária em formato de mesa institucional.@raphaelabsmusa#PanoramaDoMercado #MercadoFinanceiro #MacroEconomia #AnaliseMacro#CPI #Inflacao #Fed #JurosAmericanos #Treasury #CurvaDeJuros#Earnings #GoldmanSachs #JPMorgan #IBM #ASML #Semicondutores#InteligenciaArtificial #IA #BigTech #Nasdaq #SP500 #Bolsa#China #PIBChina #Petroleo #Brent #Commodities #Geopolitica#Brasil #Selic #BancoCentral #Ibovespa #Dolar #RiscoFiscal#Investimentos #InvestidorInstitucional #MorningCall #Podcast #PodcastFinanceiro#PanoramaDoMercado #ComAbs #raphaelabsmusa #MorningCall #AnaliseMacro
-
95
Bancos surpreendem, petróleo dispara e Fed pode SUBIR juros | Panorama do Mercado 14/07
No Panorama de hoje: JPMorgan, Bank of America e Wells Fargo abrem a temporada de balanços superando as expectativas — mas o JPM cai com o mercado questionando a projeção de despesas. O CPI de junho sai às 9h30 (Brasília) já "defasado": os novos ataques dos EUA ao Irã e o pedágio de 20% no Estreito de Ormuz levaram o Brent a US$ 87 (+16% em 2 dias). Com Waller endurecendo o discurso, o mercado já precifica ~40–50% de chance de ALTA de juros, o Treasury de 2 anos bate ~4,30% e o de 10 anos 4,60% — pressão direta sobre as empresas de crescimento. Kevin Warsh presta contas ao Congresso hoje. Para o Brasil: dólar de R$ 5,10 para R$ 5,13, carry trade mais apertado e o debate sobre aumentar exposição dolarizada antes da volatilidade eleitoral.⚠️ Este conteúdo não é recomendação de investimento.Timestamps00:00 — Abertura: temporada de balanços dos bancos americanos01:00 — JPMorgan em detalhe: EPS de 7,70, itens não recorrentes e Jamie Dimon02:30 — CPI de junho: expectativas de núcleo e headline03:10 — Oriente Médio: ataques ao Irã, Estreito de Ormuz e Brent a US$ 8704:40 — Waller, chance de alta de juros e a curva americana (2Y e 10Y)07:10 — Kevin Warsh no Congresso: o que esperar da sabatina08:30 — Desdobramentos para o Brasil: câmbio, carry trade e Selic10:00 — Exposição dolarizada, ouro e juro real11:20 — VIX abaixo de 20 e o risco dos CTAs12:20 — Encerramento e recados
-
94
Selloff em Tech, Petróleo a US$78 e a Semana do Fed | CPI, Ormuz e Balanços dos Bancos | Episódio 13/07/2026
Abrimos a semana com os futuros em queda, puxados pela tecnologia e pelos semicondutores — Ásia fraca, China sem estímulos e as empresas de memória (SK Hynix) corrigindo forte. No Oriente Médio, o Irã volta ao tom belicoso e alega que o Estreito de Ormuz está fechado; o governo Trump nega, mas o petróleo já sobe ~4%, perto de US$78 o barril.No macro: a Treasury de 10 anos em ~4,5% pressiona o valuation de Growth (atenção a 4,70/4,80 e à 2 anos em 4,20), e a semana traz a prestação de contas semestral de Kevin Warsh ao Congresso (terça e quarta), o CPI amanhã, o Beige Book, PPI e varejo, além do início da temporada de balanços dos bancos (JPMorgan, Goldman, Citi, Morgan Stanley, Wells Fargo, BofA) — com a barra alta em margem recorde (~14%) e a tese de rotação para cíclicos.No Brasil: IPCA abaixo do esperado (menor leitura mensal desde outubro), curva de juros cedendo de imediato e o debate sobre o IOF no VGBL e o financiamento do Tesouro via NTN-B. Ainda: o falecimento do senador Lindsey Graham e o impacto geopolítico, a disputa de Apple/Palantir sobre propriedade intelectual, a queda do boi gordo, o resultado da TSMC (+36% em vendas), o Nubank aprovado no México e o desemprego na França.Timestamps:00:00 — Abertura: futuros em queda e selloff em tech/semicondutores00:50 — Ásia e China fracas; memória (SK Hynix) corrigindo01:40 — Oriente Médio: Irã, Estreito de Ormuz e petróleo a ~US$7802:50 — Curva americana: Treasury de 10 anos em 4,5% e o risco para Growth04:00 — Agenda da semana: Warsh no Congresso, CPI, Beige Book, PPI e varejo05:30 — Temporada de balanços dos bancos e a tese de rotação para cíclicos07:10 — Falecimento de Lindsey Graham e o impacto geopolítico08:30 — Ásia, ouro perto de US$4.200 e o valuation das techs chinesas09:50 — Brasil: IPCA abaixo do esperado e a queda da curva de juros11:10 — Focus, fundo Legacy aplicado na curva e o problema fiscal12:20 — IOF no VGBL, previdência e o financiamento do Tesouro via NTN-B13:40 — Apple x Palantir: roubo de segredos e propriedade intelectual14:40 — Boi gordo, TSMC (+36%), Nubank no México e desemprego na França16:00 — Encerramento: expectativa para o JPMorgan e o valuation esticado⚠️ Conteúdo informativo e de opinião pessoal. Não é recomendação de investimento — converse com seu assessor ou consultor autorizado antes de investir.🎧 Panorama do Mercado com Abs — todos os dias, antes da abertura dos pregões.Spotify | Apple Podcasts | YouTube — @raphaelabsmusa#PanoramaDoMercado #Investimentos #Fed #CPI #Petroleo #Ormuz #Semicondutores #Bancos #IPCA #RendaFixa #NTNB #China #TSMC #Nubank
-
93
IA retoma força, SK Hyinx estreia na Nasdaq e o alerta do custo do token | Retrospectiva da Semana
Retrospectiva da semana (4 a 11 de julho), gravada direto de São Paulo. Nesta edição: a retomada da tendência de inteligência artificial e dos semicondutores de memória, a estreia da SK Hynix na Nasdaq (SKHY) e o que o chairman disse na CNBC sobre demanda x oferta. Falo também do meu principal alerta — o custo do token subindo e o risco de recessão vir por essa ponta —, da tese de energia (nuclear, turbinas, células a combustível, GE Vernova) e de como a IA lembra o ciclo da nuvem da década passada.No macro: Treasuries em queda com a curva americana subindo, a ata hawkish do Fed e a leitura de Kevin Warsh; petróleo entre US$70–80 e o impacto na Europa e na Ásia; e a China deflacionária com techs baratas (Alibaba, Tencent, Baidu). No Brasil: IPCA abaixo do esperado, compressão de prêmio na curva e por que gosto de travar prefixados e NTN-Bs agora.Agenda da próxima semana: CPI e PPI nos EUA, início da temporada de balanços dos bancos, PIB e atividade da China e o balanço da TSMC.⚠️ Conteúdo informativo e de opinião pessoal. Não é recomendação de investimento — converse com seu assessor ou consultor autorizado antes de investir.🎧 Panorama do Mercado com Abs — todos os dias, antes da abertura dos pregões.Timestamps:00:00 — Abertura: retrospectiva da semana, direto de São Paulo00:40 — Ações americanas e a retomada da tese de IA e semicondutores de memória02:00 — SK Hynix estreia na Nasdaq e a entrevista do chairman na CNBC03:30 — O alerta do custo do token e o risco de recessão05:00 — Tese de energia: nuclear, turbinas, células a combustível e GE Vernova06:30 — Pensar fora da caixa: a IA como a “nuvem” da década e as margens recordes08:00 — Treasuries, curva de juros e a ata hawkish do Fed (Warsh)09:30 — Petróleo, Oriente Médio e o impacto sobre Europa e Ásia11:00 — China: deflação, imóveis, techs baratas e Alibaba/Tencent/Baidu12:30 — Brasil: IPCA abaixo do esperado e a tese de renda fixa (prefixados e NTN-B)14:30 — Agenda da próxima semana: CPI, PPI, bancos, PIB da China e TSMC16:00 — Encerramento e Copa do MundoSpotify | Apple Podcasts | YouTube — @raphaelabsmusa#PanoramaDoMercado #Investimentos #SKHynix #Semicondutores #InteligenciaArtificial #Fed #RendaFixa #NTNB #China #Bolsa
-
92
Precificadas à perfeição: o risco escondido no lucro futuro | Panorama do Mercado 10/07
Nasdaq sobe 1,6% e o mercado embolsa lucros nos futuros — mas o cerne do episódio de hoje é outro: a distância entre o P/L passado (~27x) e o P/L prospectivo (~20x) só se sustenta se os analistas acertarem uma expectativa de crescimento de lucro líquido acima de 20% nos próximos 12 meses, com margem líquida recorde de 14%. É uma economia real crescendo pouco sustentando uma projeção quase irreal. TIMESTAMPS:00:00 Abertura00:18 Recuperação dos índices: Nasdaq +1,6%, VIX estável, small caps00:52 DXY e o real a R$ 5,1101:15 Agenda Brasil: IPCA e o estado de alerta inflacionário02:05 SK Hynix: US$ 26 bi, HBM e a liderança dos semicondutores02:48 A ausência de amplitude e a tese do S&P Equal Weight04:00 O cerne de hoje: P/L passado 27x vs. futuro 20x05:05 Margem líquida de 14% e o risco de reversão nos múltiplos altos05:50 Ormuz: tráfego de 33 para 13 e o petróleo abaixo de US$ 8006:45 Estoques de crude, Trump e o canal de contaminação inflacionária07:20 Fed, Copom e a política monetária sob petróleo alto07:55 Memórias: SMH, Micron, SanDisk — cuidado com valuation08:25 PepsiCo: private label e o termômetro do consumidor americano09:10 Curva de juros: 2 anos a 4,18% e a probabilidade de alta09:40 EncerramentoQualquer frustração vira correção de dois dígitos nos nomes de múltiplo alto.No episódio: IPCA de junho (mercado espera ~4,8% a/a, contra 4,72% na leitura anterior) e o que isso muda para o Copom; a captação de US$ 26 bi da SK Hynix e a expansão de capacidade em HBM, junto com a Micron; a liderança setorial concentrada em semicondutores e por que o S&P Equal Weight (RSP) é o instrumento certo para capturar rotação; a queda do tráfego no Estreito de Ormuz (de ~33 para 13 navios/dia) com o petróleo ainda abaixo de US$ 80 e estoques de crude em nível crítico; e o resultado da PepsiCo — volume de bebidas em queda, migração para private label, sinal de que o consumidor americano perdeu força.Semana que vem começam os bancos: JPMorgan, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America.Amanhã: retrospectiva da semana.—Este conteúdo é educacional e não constitui recomendação de investimento.Me acompanhe: @raphaelabsmusa
-
91
O mercado precifica alta de juros. Eu acho que não vem | Episódio de 09/07
A ata do FOMC saiu e o viés dovish saiu com ela.Comento a ata da reunião de 16 e 17 de junho, divulgada ontem às 15h: decisão unânime pela manutenção, remoção da linguagem de afrouxamento e — o ponto que o mercado leu de imediato — participantes já discutindo alta de juros. Os riscos de inflação voltaram a ser assimétricos para cima: tarifas, choque de energia, Oriente Médio e, agora explicitamente, a demanda gerada pelo boom de inteligência artificial.A curva americana respondeu em todos os vértices. O de 1 ano acima de 4% e o de 2 anos — o vértice que o Fed olha, como diz Gundlach — na casa de 4,20%–4,25%, com duas altas embutidas. Duration sofre. Growth de fluxo longo sofre. High yield sofre.No pano de fundo, a ruptura do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, com Trump anunciando retaliação e mísseis Patriot para a Ucrânia. Curiosamente, o petróleo reagiu de forma contida — mas o gás europeu (TTF) subiu ~5%.Fecho na Ásia (deflação chinesa, yuan forte, repressão financeira japonesa) e no Brasil, com a curva praticamente flat e uma Selic de 13% no fim do ano cada vez mais difícil.A tese do episódio: você pode acertar a empresa e errar o pano de fundo. Em julho, a macro dita o preço.TIMESTAMPS:00:00 Abertura00:20 Ata do FOMC: decisão unânime e a retirada do viés dovish01:40 A inflação volta ao centro: tarifas, energia, Oriente Médio e IA02:50 "Alguns participantes" já falam em alta — e o dot plot dividido03:50 O capex de IA vira variável macro04:40 A curva reage: 1 ano acima de 4%, 2 anos em 4,20–4,25%05:40 Ruptura do cessar-fogo EUA–Irã e os Patriots para a Ucrânia06:40 Por que o petróleo não disparou07:10 Por que o bottom-up puro não sobrevive sem contexto07:50 China: deflação mensal, PPI e o yuan forte08:35 Europa: TTF +5% e a conta energética09:20 Brasil: curva flat, Jan/27 a 14%, carry trade sob pressão10:05 Japão: iene na mínima e a bolsa como ativo real10:55 Pricing power — a melhor defesa contra a inflação11:20 Minha posição: Warsh não sobe juros neste ciclo11:55 Semicondutores, Alibaba +11,6%, Vale, Petrobras12:40 Ouro a US$ 4.100/oz e encerramentoNada aqui é recomendação de investimento.#Fed #FOMC #Juros #Petróleo #Irã #Macro #Selic #CarryTrade #Japão #InteligênciaArtificial
-
90
A NVIDIA FICOU BARATA? | Rotação para valor, ata do FOMC e o dilema das NTN-Bs | Panorama 08/07
A rotação de semicondutores e IA para ações de valor ganhou força: o Nasdaq caiu 1,77% enquanto S&P e Dow quase não se moveram. No episódio de hoje eu comento a matéria da Bloomberg que mostra a Nvidia negociando com múltiplo menor que o da Hershey — é value trap ou ceticismo exagerado do mercado? Falo do que está realmente sendo precificado (treino x inferência, margem bruta e o capex das hyperscalers), do Treasury de 10 anos a 4,50% e da ata do FOMC às 15h.No Brasil, o problema das NTN-Bs: inflação implícita de 5,3% a 6%, governo migrando para LFT e cada vez mais refém da Selic — além do provável fim da renda fixa incentivada. Ainda: SpaceX no Nasdaq e os preços-alvo do sell-side, e a renúncia na Vale com o risco de ingerência da Previ sobre buybacks e dividendos.TIMESTAMPS:00:00 Abertura — a rotação de tech para valor00:35 Nasdaq -1,77%: semicondutores e memórias em queda01:25 China desenvolvendo chip de inferência: pressão sobre GPUs02:00 Nvidia mais barata que a Hershey? Value trap ou oportunidade03:55 O que o mercado precifica: treino x inferência e margem bruta04:40 Treasuries a 4,50% e a ata do FOMC (15h)05:20 Petróleo e Oriente Médio: revogação da licença iraniana06:05 Riscos do dia: Ormuz, iene e CPI/PPI da China06:45 PBOC inflexível: LPR de 1 e 5 anos mantida07:20 Brasil: IPCA, NTN-B e a inflação implícita de 5,3%–6%08:35 Governo refém da Selic e o fim da renda fixa incentivada09:20 SpaceX entra no Nasdaq: preços-alvo do sell-side09:55 Vale: renúncia e o risco de governança / Previ11:00 Encerramento🎧 Panorama do Mercado com Abs — análise diária no estilo mesa institucional.⚠️ Conteúdo educacional e opinativo. Nada aqui é recomendação de investimento.#PanoramaDoMercado #Nvidia #Investimentos #Macroeconomia #RendaFixa #NTNB #Fed #Vale #BolsaDeValores #Mercado
-
89
A BOLHA que ninguém está vendo (não são as ações)
A rotação para valor entrou em xeque: os semicondutores voltaram a liderar e o sellside enxerga o CAPX de IA intacto. Mas o Financial Times acende um alerta — não é uma bolha de ações, e sim uma bolha de earnings, com o ritmo de lucros em nível historicamente sem precedente e paralelos com 1999. No radar: ata do FOMC, início da temporada do 2º tri, a entrada da SpaceX no Nasdaq-100, o yuan se fortalecendo sem intervenção do PBoC e um Boletim Focus finalmente estável no Brasil.TIMESTAMPS:00:00 Abertura e visão geral do dia00:35 EUA: rotação em xeque e semis no comando (ASML, Lam, AMAT, KLA)02:40 Michael Wilson (Morgan Stanley) e a tese de dispersão03:50 FT: a "bolha de earnings" e o paralelo com 199905:30 Juros: topo da curva? Ata do FOMC amanhã07:00 Temporada do 2º tri: Pepsi, Delta e os bancões (14/07)08:10 Broadcom-Apple, fusão Solstice/Element e outras corporativas09:20 SpaceX entra no Nasdaq-100 hoje (peso e free float)10:40 Coreia, memória e o risco dos ETFs alavancados12:00 China: yuan forte, imobiliário e CPI de quinta14:10 Japão: governança corporativa no radar🎙️ Panorama do Mercado com Abs — briefing macro diário (EUA, Europa, China, Ásia e Brasil).⚠️ Conteúdo de caráter informativo e reflexivo. Não constitui recomendação de investimento. Converse sempre com seu assessor/consultor.📌 Ouça também no Spotify e Apple Podcasts.📲 Instagram: @raphaelabsmusa#mercadofinanceiro #macroeconomia #investimentos #semicondutores #spacex #nasdaq #fomc #china #ibovespa #rendafixa
-
88
A minuta do Fed já nasceu velha — e o risco real está no fiscal | Panorama 06/07
Semana curta, agenda macro esvaziada — mas os temas de fundo seguem grandes. Nesta abertura de semana: os futuros voltam com apetite aos semicondutores e a rotação para "value" arrefece; a minuta do FOMC de junho sai na quarta, mas já nasce defasada depois do cessar-fogo EUA–Irã; Kevin Warsh chega ao Fed com uma força-tarefa de reformas em cinco frentes; e o risco que ninguém está olhando não é o Fed — é o fiscal, de Scott Bessent (Treasury a 4,5%) ao prêmio na curva brasileira.Ainda: iene na mínima de 39 anos e o fluxo japonês que move os mercados globais, produção industrial fraca reforçando novo corte da Selic, e a derrocada imobiliária que explica por que a tech chinesa está tão barata.Análise adversarial, de mesa de operação, sem falso conforto.📊 Panorama do Mercado com Abs — briefing macro diário por investidor profissional.00:00 Abertura00:30 Futuros em alta — a rotação para "value" arrefece01:40 Payroll fraco e a queda dos juros na curva americana02:40 Minuta do FOMC: o dado da semana que já nasce velho04:10 Kevin Warsh e as 5 reformas do Fed05:40 VIX baixo — janela para proteção06:20 Agenda da semana: ISM, IPCA, Focus e temporada de balanços07:40 O risco real: Scott Bessent e o fiscal americano (plano 3-3-3)09:10 Japão: iene na mínima de 39 anos e o fluxo que move tudo10:40 Brasil: produção industrial, Selic e o prêmio fiscal na curva12:10 China: derrocada imobiliária e a armadilha de crédito13:30 Fechamento▶️ Novo canal de podcasts no YouTube: @MercadoComAbs🔒 Vídeos fechados para apoiadores em breve (curva de juros e tech chinesa).Curtiu? Compartilhe com aquele amigo investidor que gosta de análise refinada. Isso ajuda o canal a crescer.⚠️ Conteúdo educacional e opinativo. Não é recomendação de investimento.#Macroeconomia #Fed #KevinWarsh #Iene #Selic #China #RendaFixa #Investimentos #PanoramaDoMercado
-
87
PAYROLL DESABA, NASDAQ DERRETE E DOW BATE RECORDE | Retrospectiva da Semana
A semana que redefiniu o segundo semestre: o payroll de junho veio em apenas 57 mil vagas — bem abaixo do consenso — e tirou de cena a alta de juros do Fed. Enquanto isso, o Dow Jones renovou máxima histórica, o Nasdaq derreteu com a rotação para fora das semicondutoras, o petróleo devolveu o prêmio geopolítico do conflito com o Irã e o ouro perdeu os US$ 4.000. No Brasil, o Ibovespa voltou aos 174 mil pontos e a curva de juros fechou.Neste episódio da Retrospectiva da Semana do Panorama do Mercado com Abs, analiso o que realmente importa por trás das manchetes — com a leitura das mesas de Londres e Nova York — e o que fica armado para a semana que vem.📊 Temas do episódio:• Payroll fraco e o novo cálculo do Fed de Kevin Warsh• Rotação: Dow em recorde, semis em queda livre• Petróleo e ouro: o desmonte do prêmio de risco• Ibovespa aos 174 mil e o fechamento da curva de juros• O que monitorar na próxima semanaTIMESTAMPS:00:00 – Abertura: a retrospectiva volta aos sábados00:14 – Payroll abaixo do esperado e o Fed de Kevin Warsh: por que não vem alta de juros00:52 – Fechamento do semestre: S&P +9,6%, Nasdaq +12,8% e o início da rotação01:41 – Múltiplos setoriais: o levantamento — tech a 32x vs. média histórica de 20x03:31 – ETFs de valor: como surfar a rotação no segundo semestre04:17 – Crédito high yield: spread de 2,80% e yield batendo 6,90%05:28 – Curva de juros, desinflação à frente e o risco de steepening06:29 – Stock picking EUA: Google, Microsoft "value", Nvidia e Amazon08:13 – Europa: Lagarde, a alta de 25 bps em julho e o euro a 1,1409:54 – China: big techs baratas, KWEB vs. CQQQ e o modelo open-source de IA12:13 – Brasil: expectativas de inflação, risco fiscal e o fantasma da dominância fiscal14:28 – Dados da semana: o detalhe do payroll, ouro nos US$ 4.000, dólar e Bitcoin17:41 – Radar: Constellation, Bloom Energy e incorporadoras do MCMV19:04 – Agenda da semana: atas do Copom e do FOMC, IPCA e leilões do Tesouro20:17 – Encerramento: top 100 podcasts do Brasil e o novo canal Mercado com Abs🎧 Ouça também no Spotify e nas principais plataformas de podcast.#MercadoFinanceiro #Payroll #FederalReserve #Ibovespa #Nasdaq #DowJones #Investimentos #Macroeconomia #PanoramaDoMercado
-
86
57 MIL: o payroll que tirou a pressão do Fed | Episódio 03/07
O payroll de junho veio muito abaixo do esperado: apenas 57 mil vagas contra ~110 mil projetadas. O resultado derrubou a curva de juros americana e praticamente afastou o risco de alta pelo Fed de Kevin Warsh — uma leitura construtiva para os ativos de risco, com os semicondutores recuperando boa parte das perdas recentes. Neste Panorama (mais curto, por conta do feriado de 4 de Julho) comento o que o número esconde no desemprego, o impacto para o espaço de corte do BC brasileiro e as notícias do dia: a liberação do Claude Fable 5, o apetite estrangeiro por M&A no Brasil, os ataques de Trump à independência do Fed e a entrada da Starlink na telefonia móvel.Timestamps00:00 — Abertura: feriado de 4 de Julho e os 250 anos dos EUA00:55 — Payroll de junho frustra: +57 mil vs. ~110 mil esperados02:20 — Queda na curva de juros e o Fed de Kevin Warsh03:40 — Desemprego a 4,2%: o número por trás do número05:00 — Leitura bullish: semicondutores e market breadth06:10 — Impacto no Brasil e espaço de corte do BC07:05 — Claude Fable 5 liberado e a crítica regulatória à IA08:00 — Capital estrangeiro lidera M&A no Brasil08:45 — Trump x independência do Fed (caso Lisa Cook)09:30 — Starlink mira telefonia móvel nos EUA10:10 — Encerramento e agenda da semana (IPCA e IGP-M)📊 Panorama do Mercado com Abs — briefing macro diário🎧 Também no Spotify e Apple Podcasts (top 100 de negócios no Brasil)#payroll #juros #fed #investimentos #macroeconomia #mercadofinanceiro #bolsa #dolar
-
85
Payroll Antecipado Decide o Rumo do Fed,Warsh Endurece, Dólar Dispara e Burry Aposta Contra os Chips
No Panorama do Mercado de hoje: o Nonfarm Payroll foi antecipado para esta quinta-feira por conta do feriado de 4 de julho — e chega em um momento crítico. Após o ADP decepcionar (98 mil vs. 113 mil esperados), Kevin Warsh subiu o tom em Sintra e o mercado já precifica probabilidade relevante de ALTA de juros até o fim do ano. Analiso o impacto na curva americana, o rali do DXY, a tese do Morgan Stanley de dólar no pico, a queda de 6% do SOX e a aposta vendida de Michael Burry contra os semicondutores. Falo também da minha estrutura de collar em Microsoft, do cenário brasileiro (Caged fraco, IPCA-15 melhor, pressão por cortes do BC, recorde de inadimplência) e do sinal de perigo vindo do Japão: iene no nível mais fraco desde 1986 e o risco de reversão do fluxo de poupança japonesa alocada em techs americanas.⚠️ AVISO: o podcast deixará de ser publicado no canal @RaphaelAbsMusa do YouTube. Em breve, novo canal exclusivo no YouTube para o áudio matinal. Continue ouvindo no Spotify e no Apple Podcasts — já estamos entre os 100 podcasts de negócios mais ouvidos do Brasil.Conteúdo educacional e opinativo. Não constitui recomendação de investimento.TIMESTAMPS0:00 – Aviso: podcast sai do canal principal (novo canal em breve)1:20 – Payroll antecipado: o dado mais importante do dia2:10 – Warsh em Sintra: discurso hawkish e alta em setembro no radar3:30 – ADP fraco vs. curva de juros subindo: dados conflitantes4:40 – DXY em disparada e a tese do Morgan Stanley de dólar no pico5:40 – SOX cai 6%: bolha ou realização? A aposta vendida de Burry7:00 – Lição pessoal: os riscos do short e a questão do timing8:00 – Microsoft: Ackman compra, Gates zera — minha estrutura de collar9:00 – Brasil: Caged, IPCA-15, pressão por corte de juros e câmbio11:00 – Japão: iene mais fraco desde 1986 e o risco de reversão de fluxo12:30 – Cripto: BC iguala exigências e alerta de exposição excessiva13:30 – Encerramento e recado sobre Spotify/Apple Podcasts#nonfarmpayroll #nfp #warsh #fed #stocks #ações
-
84
Por que o OURO despencou e o DÓLAR disparou? | O trade de 2026 está sendo desfeito | Episódio 01/07
Abertura do segundo semestre de 2026 com o balanço de um dos melhores trimestres em anos: S&P +14%, Nasdaq +20% e Dow +12%. Mas o JOLTS surpreendeu — maior número de vagas em dois anos — e reprecificou toda a curva de juros americana, com o Treasury de 2 anos em 4,17%. Resultado: DXY forte, ouro em queda e o "trade de diversificação" do começo do ano sendo desfeito. Hoje sai o ADP e amanhã o Payroll: um número forte reforça a tese de juros altos por mais tempo e pressiona o real.Nos EUA, sinais de rotação da liderança concentrada (cap-weighted / Mag7) para outros nomes e menor capitalização, além da entrada da SpaceX no Nasdaq em julho. Na China, recuperação dos índices contrastando com a forte queda das techs — capex esmagando o caixa, concorrência do Estado e o caso Anthropic/Alibaba. No Brasil, dívida bruta em 81% do PIB, mercado de NTN-Bs "disfuncional", Petrobras x Itaú, Vale em conflito de governança e o varejo sofrendo (Magalu ~-50% em 12 meses).00:00 Abertura — 2º semestre e balanço do trimestre (S&P +14%, Nasdaq +20%)01:15 JOLTS surpreende: curva de juros e o 2 anos em 4,17%03:00 DXY forte, ouro em queda e o fim do trade de dólar fraco04:30 Agenda: ADP hoje, Payroll amanhã e o impacto no real06:00 EUA: liderança concentrada, rotação e saturação do trade de IA08:00 SpaceX no Nasdaq e a reconfiguração do índice09:15 Petróleo e Oriente Médio: as pontas soltas (Irã e Arábia)11:00 China: recuperação x queda das techs, capex e caso Anthropic/Alibaba13:00 Brasil: dívida a 81% do PIB e o mercado "disfuncional" de NTN-Bs15:00 Ações Brasil: Petrobras x Itaú, Vale e o varejo (Magalu, Caged)17:30 Viés EUA x Brasil e postura defensiva18:45 Encerramento — Copa do Mundo e recados⚠️ Conteúdo educacional e opinativo. Não é recomendação de investimento.📊 Panorama do Mercado — briefing macro diário, na ótica de mesa de operações.🎙️ Top 100 podcasts de Negócios no Apple Podcasts (Brasil).📲 Me acompanhe nas redes: @raphaelabsmusa#mercadofinanceiro #macroeconomia #dolar #juros #nasdaq #ntnb #investimentos
-
83
O Nasdaq voltou? Recuperação, Microsoft punida e China a 12x lucro | Episódio 29/06
O Nasdaq recuperou quase tudo que perdeu na semana passada — mas a alta foi concentrada nas Mag7, justamente o oposto da rotação que vínhamos vendo. Foi um dos melhores trimestres da história para as empresas americanas, puxado por semicondutores de memória, e a Coreia do Sul acabou de anunciar US$ 600 bilhões em expansão (SK Hynix + Samsung). Falo por que isso é, ao mesmo tempo, combustível e o maior risco do setor.Também comento a Microsoft sendo punida pelo mercado, a Suprema Corte barrando a remoção de Lisa Cook do Fed (um marco para a independência monetária), a semana decisiva de emprego nos EUA (JOLTS, ADP e o Payroll antecipado para quinta por causa do feriado), a desinflação no Brasil (IGP-M e IPCA-15) abrindo espaço para o Copom, e por que China — Tencent a 12x lucro futuro, caixa líquido, ROIC de 15% — pode ser a discrepância de valuation mais interessante em 16 meses.⚠️ Nada aqui é recomendação de investimento. Análise para fins informativos.Capítulos:00:00 Abertura e recuperação dos índices01:45 Por que a alta foi concentrada nas Mag703:30 Microsoft punida: EPS, Copilot e capex06:35 Melhor trimestre da história + Coreia US$ 600 bi08:10 O alerta do ciclo de memória09:40 Rotação para small caps (Russell)10:35 Semana de emprego nos EUA e a curva de Phillips (Warsh)12:20 Hipotecas e a comunicação do Fed12:45 Suprema Corte, Lisa Cook e independência do Fed14:05 Reservas dos bancos centrais e o fiscal dos EUA15:25 Brasil: desinflação, Copom e o Desenrola17:10 Carry trade e o real17:50 China: Tencent, Alibaba e Baidu21:05 Encerramento e reflexão de fim de semestreRecuperação dos índices e rebalanceamento de fim de semestrePor que a alta foi concentrada nas Mag7Microsoft punida: EPS, Copilot e capexMelhor trimestre da história e os US$ 600 bi da CoreiaO alerta do ciclo de memóriaRotação para small caps (Russell)Semana de emprego nos EUA e a visão de Warsh sobre a curva de PhillipsSuprema Corte, Lisa Cook e independência do FedDiversificação de reservas dos bancos centraisBrasil: desinflação, Copom e o DesenrolaCarry trade e o realChina: Tencent, Alibaba e Baidu#mercadofinanceiro #investimentos #nasdaq #semicondutores #microsoft #china #fed
-
82
O mercado agora aposta em ALTA de juros nos EUA — e isso é péssimo pro Brasil | Episódio de 29/06
A semana mais difícil do ano para os ativos de risco nos EUA: Nasdaq −4,5%, S&P −2% e uma rotação clara para fora das Big Techs. É estouro de bolha de IA ou apenas defesa de carteira com múltiplos esticados? Mais: SpaceX capta US$ 100 bi e pode adiar o IPO da OpenAI, o mercado já flerta com ALTA de juros nos EUA, e o diferencial Fed × BC pressiona o real.Panorama completo em cinco regiões — EUA, Europa, China, Ásia ex-China e Brasil — com leitura de posicionamento e a agenda macro da semana.⚠️ Conteúdo educacional e opinião pessoal. Nada aqui é recomendação de investimento.Capítulos00:00 Abertura — agenda da semana (e Brasil x Japão)00:00 EUA–Irã e petróleo: Brent ~US$ 73, WTI ~69,8500:00 A semana de risco-off: Nasdaq −4,5%, S&P −2%, Dow +0,6%00:00 A rotação: equal-weight × cap-weight, defensivas × growth, CAPE e P/L forward esticados00:00 Hyperscalers e o debate do CapEx de IA — visão estrutural até 203000:00 SpaceX: US$ 100 bi, data centers em órbita e o possível adiamento do IPO da OpenAI00:00 Política monetária: PCE forte (3,6%), mercado precificando alta em setembro, Sintra e o Fed reativo de Warsh00:00 Brasil: Copom dúbio, Selic, câmbio e o diferencial de juros00:00 Agenda macro EUA: payroll antecipado (quinta), ISM, JOLTS, jobless claims00:00 China: oferta forte × demanda fraca, imobiliário e tech barata (−50% desde out/25)00:00 Europa e Ásia: leve alta; de-risking de semis e saída do Kospi00:00 Ouro e Bitcoin: ouro testando US$ 4.000 e o juro real; BTC ~59k00:00 Brasil — agenda: Focus, IPCA-15, Caged, PNAD, PMI, leilões do Tesouro📊 Panorama do Mercado com Abs — briefing institucional diário.Acompanhe: @raphaelabsmusa (YouTube · Spotify · Instagram)#mercadofinanceiro #investimentos #bigtech #inteligenciaartificial #nasdaq #spacex #fed #selic #macroeconomia #bolsadevalores
-
81
Big Techs DESABAM: Coreia em circuit breaker, ouro abaixo de US$ 4.000 e alerta sobre o CAPEX da IA
Panorama do Mercado com Abs | 26/06/2026 — Rotação derruba as Big TechsA semana fecha com a continuidade da rotação para fora do Nasdaq: as Mag7 sofrem forte correção enquanto o capital migra para small caps, industriais (Caterpillar, GE) e healthcare. Apple recua após sinalizar reajuste de até ~20% em iPad e MacBook por causa da disparada das memórias — o mesmo vento que impulsiona Micron, SK Hynix e Western Digital. No macro, o PCE veio no maior patamar desde 2023 e o mercado redesenha a curva de juros do Fed; o ouro perde os US$ 4.000/oz com a alta do juro real, e o petróleo segue corrigindo.Neste episódio: Rotação Mag7 → small caps, industriais e healthcare Apple, memórias e a pressão de margem nas Big Techs Micron, SK Hynix e o rali do setor de memória PCE acima do esperado e a leitura de Kevin Warsh (juros parados, não alta) Ouro abaixo de US$ 4.000 e o juro real Ásia em pânico: Coreia em circuit breaker (−5,81%), Nikkei −4,15%, SoftBank −13% SK Hynix de olho em listagem nos EUA (~US$ 30 bi) SpaceX levanta US$ 25 bi em bonds — o FT já fala em bolha Anthropic x Alibaba: a nova frente geopolítica da IA US$ 750 bi de CAPEX e a dúvida sobre o ROI da inteligência artificial Brasil: operação da PF (Lojas Americanas) e a "mea culpa" de Galípolo sobre a ata do Copom Alerta de fechamento: por que essa correção é difícil de proteger via derivativo de índice📊 Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento.🎧 Episódio diário. Inscreva-se e ative o sininho.📲 Me acompanhe: @raphaelabsmusa#Mag7 #BigTechs #Nasdaq #PCE #Fed #IA #Micron #Investimentos #MercadoFinanceiro #Bolsa
-
80
MICRON DETONA: Receita de US$ 41 BI Surpreende e Liga o Nasdaq | Panorama do Mercado 25/06
A Micron entregou um dos resultados mais impressionantes do trimestre e reacendeu o debate sobre a demanda estrutural por memória na era da IA. Neste episódio, abro com o número que surpreendeu até os analistas mais otimistas e conecto isso ao que está movendo Nasdaq, ouro, petróleo, câmbio e o Copom.Nesta edição:🇺🇸 Micron — o evento do dia. Receita de ~US$ 41 bi contra consenso de US$ 35 bi (surpresa de +16%), margem bruta na casa de 85% e receita de data center acima de US$ 25 bi no trimestre. Enterprise SSD passou de US$ 5 bi, dobrando sequencialmente. Guidance de ~US$ 50 bi para o Q4 com margem bruta de ~86%. Por que o papel disparou 13% no after-market e o que o guidance do Sanjay Mehrotra sinaliza sobre o ciclo de troca de hardware — inclusive para você, pessoa física.📊 PCE hoje — por que trato o dado como lagging indicator diante da queda de 36% no Brent e de ~15,5% no Bloomberg Commodity Index.🪙 Ouro despenca de ~US$ 5.000 para US$ 3.900/oz — um alerta sobre teses catastrofistas e o dólar que “ia acabar”.🏦 Stress test do Fed e o buyback do JP Morgan: bancos sólidos e capitalizados.🚀 SpaceX no Nasdaq em julho — o fluxo passivo que pode mover o índice nos próximos dias.🇪🇺 Hensoldt cai 19% após a Alemanha recuar no maior projeto naval desde a 2ª Guerra. A tese de rearmamento europeu começa a trincar.🇧🇷 A “ata confusa” do Copom, o paradoxo na comunicação e o risco para o câmbio (5,30–5,35) e o carry trade.🌏 Coreia +5% na esteira de SK Hynix e Samsung.🛢️ Geopolítica: Trump x senadores republicanos, novas ameaças ao Irã e o episódio diplomático com o Catar.Análise financeira, econômica e geopolítica no padrão das mesas institucionais de Londres e Nova York — algo que raramente se vê no Brasil.📲 Me acompanhe: @raphaelabsmusa#Micron #IA #Nasdaq #Investimentos #MercadoFinanceiro #PanoramaDoMercado #Bolsa #SpaceX #Ouro #Copom
-
79
SK Hynix corre para Wall Street: o IPO de US$ 29 bi que pode furar a bolha das memórias | 24/06
Panorama do Mercado com Abs — 24 de junhoA queda do Nasdaq continua, concentrada nos fabricantes de memória e GPU, e o evento do dia tem nome: o IPO da SK Hynix via ADR, mirando ~US$ 29 bi (contra os US$ 10–14 bi inicialmente cogitados). A tese é negociar na mesma tela da Micron para convergência de valuation — mas o destino desse capital, aumento de capacidade de memória, pode ser justamente o gatilho que desinfla o ciclo. Leio isso em segunda e terceira ordem: é sinal de euforia, e já estou tirando o time de campo.Neste episódio: Continuidade da correção no Nasdaq — NVDA −4%, AMD −5%, Broadcom −3%, ASML −7,8%, Intel −6%; futuros recuperando Micron reporta hoje no after — consenso de US$ 35 bi (+160% a/a), gap oferta-demanda de DRAM no maior nível em 15 anos; Goldman cauteloso x Citi otimista Alphabet entra no Dow Jones — mais fluxo passivo para quem está na vanguarda da IA Macro: ouro enfraquecendo, dólar forte, juros reais altos (TIPS) e o mercado precificando alta de juros do Fed em 2026 — pressão sobre emergentes e câmbio a R$ 5,18 SK Hynix: a anatomia do IPO via ADR e por que ele pode comprimir preços de memória em 2027–28 Europa: PMIs flash e a instabilidade política no Reino Unido China restringe terras raras à MP Materials e USA Rare Earth — e por que o Brasil (Goiás) entra nessa equação Brasil: a ata do Copom, convergência da meta só em 2028 e o Focus deteriorando SpaceX reestrutura dívida com US$ 25 bi em bonds Financial Times: especuladores coreanos migrando lucros para o imobiliário de SeulAnálise institucional, no estilo das mesas de Londres e Nova York.🎧 Spotify | ▶️ YouTube📲 Acompanhe: @raphaelabsmusa (confirme o handle)#SKHynix #Micron #Nasdaq #Semicondutores #Copom #Macro #Investimentos #IA
-
78
Nasdaq cai 2,8%: a rotação que está virando os pregões | Panorama do Mercado 23/06/2026
Correção expressiva no Nasdaq Composite (-2,8%) escancara a rotação das mega caps para as small caps, com Google (-5%), Netflix (-6%) e Palantir (-7%) liderando as quedas. Discrepância de múltiplos — 26x no Nasdaq contra 17,5x no Russell — alimenta o giro, mas o gap já se fecha rápido. No Brasil, Focus deteriora projeções (IPCA 5,33%, Selic 14%) e a curva americana passa a precificar alta de juros sob a leitura de um Warsh ‘dove na aparência, hawk na essência
-
77
EPISÓDIO 22/06-SpaceX no Nasdaq, renúncia no Reino Unido e Ibovespa -16% | Panorama do Mercado 22/06
Segunda, 22/06: renúncia de Starmer no Reino Unido, a entrada da SpaceX no Nasdaq-100 e o debate ativo x passivo, escassez global de chips pressionando a Apple, e um Ibovespa em correção de ~16% com juros reais que a XP vê subindo acima de 8%. Mais a agenda da semana — PCE na sexta sob Kevin Warsh, além de Focus, Copom e IPCA-15. Panorama do Mercado com Abs.
-
76
EPISÓDIO 19/06 - Volatilidade no Brasil pós-Copom, Nova Dinâmica do Fed e os Próximos Passos da IA no Mercado
Feriado nos EUA: Devido ao Juneteenth (comemoração da abolição da escravidão), as bolsas americanas ficaram fechadas, resultando em um fluxo de mercado mais baixo globalmente.Feriados na Ásia: China Continental e Hong Kong também tiveram feriados, concentrando a movimentação do dia nos países europeus e no Brasil.Decisão do Copom: Foi comentado o corte de 25 basis points na taxa de juros na última reunião.Reação do Mercado: O mercado demonstrou volatilidade e certa insegurança com a postura do Banco Central, exigindo maior austeridade para conter a inflação que sobe e ultrapassa o limite superior da banda.Indicadores: O Boletim Focus apontou uma expectativa de inflação de 3,75% ao final de 2026. Houve registro de alta no câmbio (dólar a R$ 5,15) e nos juros nos dias subsequentes.Federal Reserve (Fed): Comentários sobre a postura defensiva e a falta de forward guidance por parte de Kevin Warsh em coletiva recente, o que gera volatilidade.Projeções: Citação de que nove diretores do FOMC indicaram o desejo de aumento de juros nos EUA até o fim do ano, mantendo o dólar forte globalmente (DXY em alta).Petróleo: Apesar da queda drástica recente (Brent a US$ 80 e WTI a US$ 76), há uma aparente solução para o conflito no Oriente Médio. Contudo, o restabelecimento total da produção pode ir até 2027.Estreito de Ormuz: Preocupação de proprietários de navios petroleiros com a segurança e a possibilidade de o Irã cobrar pedágios na região, o que pode gerar instabilidade.Tráfico de Ouro: Discussão sobre medidas cogitadas por Emirados Árabes, Reino Unido e EUA para combater o comércio ilícito motivado pela alta cotação do metal.Disputa Tecnológica (EUA x China):A empresa holandesa ASML negou que tenha deixado máquinas de litografia avançada irem para a China.O governo chinês aumentou a regulação sobre drones (envolvendo empresas como a DJI).Claude em Hong Kong: O JP Morgan baniu/retirou o uso do Claude em Hong Kong para se adequar às restrições regulatórias e receios de espionagem dos chineses.Amazon: A empresa está em negociações para vender seu chip customizado (Trainium) focado em inferência, visando diminuir a dependência e o poder de mercado da Nvidia.Vídeo no YouTube: Anúncio de um conteúdo na próxima semana focado em empresas beneficiárias de "segunda e terceira ordem" na onda da IA (empresas centenárias ou de ativos tangíveis que estão lucrando com a demanda estrutural física, sem necessariamente fabricar chips).
-
75
EPISÓDIO 18/06 - O Impacto da Política Monetária Global e o Comportamento do Mercado
Impacto das Decisões de Bancos Centrais: O áudio destaca as repercussões das decisões sobre taxas de juros do Federal Reserve (EUA) e do Banco Central do Brasil. Análise do Fed: A estreia de Kevin Warsh no Fed, com suas críticas às ferramentas desatualizadas do Banco Central norte-americano e ao método de coleta de dados de pesquisas (enquetes/surveys), é um ponto central. Warsh enfatizou que essas pesquisas estão defasadas para as necessidades atuais de política monetária. Queda do Mercado: O mercado sofreu uma queda acentuada, impulsionada por expectativas de juros altos nos EUA, afetando especialmente empresas de crescimento ("growth"). Projeções de Juros: Nove dos 18 membros do Fed projetam um aumento de juros antes do fim de 2026, com seis deles prevendo dois aumentos de 25 pontos-base. Fatores Macro: A demora na recuperação da cadeia de produção de petróleo e o cenário do conflito no Oriente Médio continuam pressionando as projeções macroeconômicas. Cenário Brasileiro: O Banco Central do Brasil (Copom) também é abordado, com uma leve redução na taxa de juros, mas a ênfase é dada à necessidade de um equilíbrio fiscal e disciplina nas contas públicas para que a política monetária seja eficaz. Multimercados: Gestores de fundos multimercados têm demonstrado um viés de alocação em dólar (compra de dólar), devido ao receio com resultados eleitorais no Brasil e à força do dólar mantida pelos juros altos nos EUA.
-
74
EPISÓDIO 17/06 - Política Monetária, Semicondutores e o Valuation da SpaceX
Bank of Japan (BoJ): O banco central do Japão aumentou a taxa de juros para 1%, refletindo preocupação com o câmbio do Iene frente ao Dólar. Federal Reserve: Com a estreia da presidência de Kevin Warsh, há expectativa de que ele adote um discurso mais sóbrio e mantenha as taxas de juros dentro da faixa de 3,5% a 3,75%. Setor de Semicondutores: O setor registrou correção, com empresas como NVIDIA, Broadcom, Micron, AMD e Intel fechando no vermelho. SpaceX: A empresa chama atenção pelo seu valuation elevado, que ultrapassou 2,5 trilhões, mesmo com movimentos recentes como a compra da Cursor por 60 bilhões. Cenário do Ibovespa: O índice fechou em torno de 170 mil pontos. Expectativa para o COPOM: Espera-se um corte de 0,25 pontos base na taxa Selic.
-
73
EPISÓDIO 16/06 - Entre Recordes de Wall Street, Desafios Estruturais na China e o Horizonte de Juros para 2027
Mercado Americano e TecnologiaAlta das Bolsas: O mercado americano fechou o dia anterior em forte alta expressiva, com o índice Nasdaq subindo 3% e o S&P 500 avançando 1,65%. Os índices estão praticamente rodando perto de suas máximas históricas (all-time high).Nvidia: A empresa anunciou hoje que fará uma emissão de dívida no valor de 20 bilhões de dólares, uma estratégia que também servirá para testar o fôlego e a liquidez do mercado.Trump e o G7: Donald Trump se reuniu com líderes do G7 para alinhar questões turbulentas sobre a OTAN. Apesar das tentativas de melhorar a relação entre os países (com direito a fotos com Macron e recebimento de uma camisa da Alemanha), uma proximidade amistosa real é vista como improvável devido às pressões americanas sobre os custos de manutenção da aliança.Reprecificação da Defesa: O setor militar sofreu uma forte correção recente (o ETF Shield caiu quase 20% desde o seu topo entre janeiro e março). Os conflitos na Ucrânia e no Irã mostraram que, embora as grandes empresas vendam equipamentos caríssimos, países menores conseguem alta eficiência militar e de defesa usando drones muito mais baratos (como os de 20 mil dólares do Irã).Visão de Longo Prazo: Apesar dessa correção e do alto endividamento dos Estados (que compromete contratos estáveis), o palestrante mantém um otimismo estrutural com o setor bélico caso os Republicanos continuem no poder, prevendo uma rusga permanente entre o Ocidente e o Oriente.Fox e Roku: A Fox pretende adquirir a Roku (empresa de dispositivos e plataforma de streaming). A estratégia visa acelerar a entrada da Fox — que é uma empresa tradicional de mídia (legacy) — no mercado de streaming focado em receitas de anúncios.Restrição de Redes Sociais no Reino Unido: O governo britânico proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos, motivado pelo aumento nos índices de ansiedade, depressão e suicídio entre jovens. A medida segue o exemplo do que já foi aprovado na Austrália. Embora mude a percepção dos formuladores de políticas públicas sobre os danos das redes, não deve impactar fortemente as ações da Meta.Modelo de Exportação: O índice CSI 300 subiu, beneficiado pelo alívio nos preços do petróleo (o que é bom para a Ásia, que é majoritariamente importadora). No entanto, os dados macroeconômicos mostram que a China não consegue migrar para um modelo focado no consumo interno.Sinais de Recessão Doméstica: As vendas no varejo caíram 0,6% em maio (primeira contração mensal desde dezembro de 2022), enquanto a produção industrial subiu 4,5%. O setor imobiliário segue em crise estrutural, com queda de 13,7% nos investimentos e recuo de 3,5% nos preços dos imóveis em maio.Balanço do PBOC: O Banco Central Chinês mantém as taxas de juros estáveis (em patamares mínimos de 12 meses: 3% para 1 ano e 3,5% para 5 anos) para priorizar a estabilidade cambial — essencial para as exportações — em vez de cortar taxas para estimular a demanda interna, temendo problemas na moeda.Ibovespa Descolado: O Brasil não acompanhou o otimismo global e fechou em queda de 0,42%, operando praticamente como um "beta" (reflexo direto) do petróleo
-
72
EPISÓDIO 15/06 - Acordo Geopolítico, Choque Energético e os Impactos nas Decisões dos Bancos Centrais e no Setor de Tecnologia
Cenário Geopolítico e Acordo Irã-EUADetalhes do Acordo: Foi veiculado um acordo entre iranianos e norte-americanos no qual o Irã se compromete a não proliferar armas nucleares. Em contrapartida, os EUA realizarão o descongelamento de 25 bilhões de dólares em ativos iranianos.Abertura do Estreito de Ormuz: O acordo prevê a abertura do estreito a partir de sexta-feira, segundo informações atribuídas a Donald Trump.Riscos de Execução: Apesar de notícias apontarem riscos na execução do acordo, o palestrante considera pouco provável que haja um desfazimento do que foi pactuado.Pressão sobre Trump: O ex-presidente teria acelerado as negociações preocupado com sua popularidade, especialmente após ter sido vaiado por um público seleto no jogo 3 das finais da NBA (entre New York Knicks e San Antonio Spurs).Visão sobre o Petróleo: O palestrante relembra sua análise de final de ano (compartilhada no YouTube), onde previa a queda do petróleo devido ao interesse americano em energia barata. Contudo, o desequilíbrio na cadeia de suprimentos provocado pela crise deve adiar a queda dos preços por alguns anos, já que o Estreito de Ormuz escoa 20% da produção mundial.Projeções para 2027 (Preço do Barril):Goldman Sachs: U$ 80Morgan Stanley: U$ 80Société Générale: U$ 75UBS: U$ 85Citi: U$ 72 (o alvo mais baixo para o longo prazo)Perspectiva de Recessão: Considerada improvável nos próximos 12 meses, diante dos fundamentos reportados pelas empresas.Abertura dos Mercados: Os mercados abriram de forma muito positiva, com o petróleo despencando e as bolsas subindo forte.Desempenho Asiático: O mercado asiático fechou em alta expressiva, com destaque para o Nikkei (Japão) e o Kospi (Coreia do Sul), impulsionados pelo fato de serem países importadores de energia e fortes no setor de tecnologia (como empresas de memória).IPO da SpaceX: Ocorreu na sexta-feira. As ações saíram a U$ 150, fecharam a U$ 160 e, no pré-market, já miravam U$ 170, avaliando a empresa em quase 2,5 trilhões de dólares. O palestrante critica esse valuation, considerando os múltiplos exagerados, o que reforça a visão dos bears de que estamos em uma bolha. A entrada da SpaceX no índice Nasdaq em julho deve inflar artificialmente o múltiplo preço/lucro prospectivo.Inteligência Artificial (Anthropic vs. OpenAI): O mercado tem falado mais da Anthropic do que da OpenAI. A Anthropic suspendeu o acesso de estrangeiros ao modelo Fable 5 por motivos de segurança nacional (EUA), visando evitar jailbreak e espionagem industrial por parte de empresas chinesas. Os usuários estrangeiros foram redirecionados para o modelo Opus 4.8.Pressão no Banco Central: O Copom vinha sendo pressionado pelo aumento das expectativas de inflação nos relatórios Focus e pelo IPCA acima da meta (acumulado em 4,72% em 12 meses).Corte de Juros: Com a resolução do conflito geopolítico e a queda do petróleo, abre-se espaço para cortes de juros caso as expectativas se acomodem. É possível um corte de 25 basis points na próxima reunião da "Super Quarta", mas ainda é prematuro prever o retorno ao ciclo normal de quedas. O mercado desconfia desse espaço, projetando a taxa em 13% ao ano no fim do ano.Atividade Econômica: O palestrante nota que o Brasil segue com dados macroeconômicos surpreendentes (atividade e emprego) para o nível atual de juros. Muitas empresas enfrentam despesas financeiras altas e processos de reestruturação, mas alguns setores parecem não ser afetados pela taxa alta, possivelmente devido ao crédito subsidiado.Europa: Beneficiou-se do acordo. O Banco Central Europeu (BCE) teve um aumento de 25 basis points, e o Bank of England (BoE) decide sua política nesta semana. A contenção da inflação pelo petróleo pode evitar novas altas de juros pelo BoE.China: Matéria do Financial Times destaca a boa relação risco-retorno das empresas chinesas de IA, que estão muito mais baratas que as americanas.
-
71
EPISÓDIO 12/06- IPO da SpaceX hoje! A minha visão sobre as consequências indiretas
Impacto do IPO da SpaceX: O foco do áudio é analisar as consequências e os desdobramentos do recente IPO da SpaceX, enfatizando a injeção de liquidez que o evento trouxe para o mercado. Implicações de Lock-up: O autor explica que o lock-up de 6 meses imposto aos investidores iniciais da SpaceX significa que boa parte desse capital ficará retido, não podendo ser vendido imediatamente, porém, isso não impede que esses investidores utilizem as ações como garantia para empréstimos. Expectativas de Mercado: O áudio menciona que muitos analistas antecipam que o capital injetado deve retornar ao mercado, podendo gerar uma alta expressiva em outros ativos, caso as projeções estejam corretas. Possibilidade de Venda: Existe a possibilidade de queda em outras ações para fazer frente à injeção de capital na SpaceX, o que é sustentado pela notícia de que a BlackRock solicitou uma reserva de 5 bilhões para o IPO. Rebalanceamento do Nasdaq: O autor comenta que o rebalanceamento do Nasdaq no dia 22 de junho incluirá a SpaceX e outras empresas de data centers de inteligência artificial, o que exige atenção dos investidores. Investimento no Brasil: O áudio critica a falta de opções atrativas na bolsa brasileira e a situação macroeconômica, sugerindo que o investidor foque em ETFs de Nasdaq, SP500 ou BDRs como alternativas, sendo mais vantajoso que tentar montar uma carteira de investimentos local, dada a escassez e a má precificação das empresas listadas no Brasil.
-
70
EPISÓDIO 11/06 - Análise de Semicondutores (Nvidia e Intel), Inflação Global e Estratégias de Proteção de Carteira
Análise do Mercado Americano e Rotação de AçõesCorreção nos Índices: O palestrante destaca a recente correção nos índices americanos, como o Nasdaq e o S&P 500, considerando o movimento natural após as fortes altas recentes.Divergência no Setor de Semicondutores:Empresas que vendem e se beneficiam diretamente da demanda por semicondutores estão apresentando ótimos resultados e crescimento de receita (ex: Marvel).Por outro lado, empresas focadas em CAPEX (compradoras de infraestrutura e semicondutores) que ainda não demonstraram retorno sobre o capital investido em seus balanços estão sendo punidas pelo mercado (ex: Oracle e Broadcom caindo drasticamente).Nvidia:Apresentou uma queda de aproximadamente 15% em relação ao topo, o que é visto como uma volatilidade normal.O palestrante argumenta que a empresa está sendo negociada a 20 vezes o lucro futuro (o nível mais baixo em um ano e dos últimos três anos).Com métricas fortes como Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 46%, Retorno Sobre Capital Investido (ROIC) de 33,8% e margem líquida acima de 50%, ele considera a ação muito barata e uma oportunidade atrativa (screaming buy), embora reforce que não é uma recomendação de investimento.Broadcom: Também corrigiu bastante e está negociando próxima às mínimas de preço/lucro dos últimos anos. O palestrante menciona que grandes clientes (como o Google) buscam diversificar fornecedores para não dependerem apenas dela ou da TSMC.Intel: Menção ao fato de o investidor Stanley Druckenmiller ter aberto uma posição grande na empresa. Há um movimento coordenado entre empresas e o governo norte-americano para tentar "ressuscitar" a Intel e criar uma cadeia de suprimentos local nos EUA.Dados dos EUA:O CPI (inflação ao consumidor) veio em 4,2% no índice principal (headline), impulsionado por energia e combustíveis. O núcleo (core) veio em 2.9%.Esses dados devem pautar a postura de Kevin Warsh, que assumirá o Federal Reserve. O palestrante duvida de um discurso mais brando (dove) devido à inflação persistente, reduzindo as expectativas de cortes de juros na próxima reunião.Decisões de Outros Bancos Centrais:Banco Central Europeu (BCE): Expectativa de aumento de 25 pontos-base nos juros, refletindo uma situação desfavorável para a Europa.Canadá: Manteve a taxa de juros em 2,25% para proteger sua moeda frente ao dólar americano.Brasil: O palestrante vê um cenário similar ao canadense quanto ao espaço limitado para corte de juros. Se houver cortes agressivos, o câmbio (que já subiu de R$ 5,00 para R$ 5,18) pode disparar ainda mais, impactando a inflação.Uso de Derivativos: O palestrante reforça a importância de aproveitar momentos em que o VIX (índice do medo) está baixo para comprar proteções (hedges) baratas para a carteira, em vez de tentar adivinhar o momento exato de topo ou fundo do mercado (market timing).Eventos do Dia: Menção à estreia da Copa do Mundo (com o jogo do México) e às finais da NBA (New York Knicks contra o Spurs).Conteúdo: Promessa de novos vídeos no YouTube comparando a atual bolha de IA com a bolha da internet dos anos 2000, além de uma análise sobre a estratégia do Nubank com o cartão Ultravioleta no patrocínio do Iron Man.
-
69
EPISÓDIO 10/06 - Das Tensões Geopolíticas e IPO da SpaceX ao Impacto Econômico dos Divórcios no Brasil
Escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã após um ataque a um helicóptero norte-americano.Donald Trump e Marco Rubio afirmaram que pretendem revidar o ataque.Apesar do conflito geopolítico, o mercado de petróleo segue relativamente estável, com o barril cotado na casa dos $92 a $94.Correção na Nasdaq: Queda de aproximadamente 4,63% nos últimos 5 dias, sinalizando uma rotação de capital do setor de tecnologia para ações de valor.Dow Jones: Segue estável ou subindo levemente, confirmando essa rotação de carteira.Liquidez para o IPO da SpaceX: A realização de lucros recente no mercado também é vista como um movimento para gerar liquidez para o IPO da SpaceX, marcado para a próxima sexta-feira, 12 de junho (Dia dos Namorados no Brasil). Há relatos de que até o capital especulativo de criptoativos está migrando para a SpaceX.Branding de Musk: Destaque para a habilidade de Elon Musk em construir uma forte marca pessoal e uma legião de fãs (tema de matéria no The Wall Street Journal), o que facilita a captação de recursos para a SpaceX e a xAI. Menção ao apoio de grandes aliados institucionais, como o bilionário Ron Baron (Baron Capital).Visão sobre IA: O palestrante continua muito otimista (bullish) com a tese de IA no longo prazo. No entanto, prefere alocações mais conservadoras no setor (com múltiplos mais razoáveis, preferindo Marvel e Broadcom em vez de Arm). Ele mantém posições em Nvidia, Microsoft, Broadcom e no setor de segurança cibernética.Análise da Nvidia: Concorda com a visão do megainvestidor Dan Loeb de que a Nvidia está barata devido ao seu forte backlog contratado para os próximos 3 anos. Nota, porém, uma pressão de mercado, já que muitas empresas tentam migrar do uso de GPUs de treinamento para chips de inferência mais baratos e eficientes.Gestão de Carteira: O palestrante comenta que sua carteira tem um beta alto (1,3 a 1,6 em relação à Nasdaq) e sofreu correções recentes, mesmo utilizando proteções (hedges) como put spreads.CPI dos EUA (Hoje): Principal evento do dia. A expectativa é de uma inflação oficial (headline) acima de 4% ou 4,2% devido à alta dos combustíveis. Isso tem pressionado os yields dos títulos americanos (30 anos a 5% e 10 anos a 4,5%), elevando o custo de capital global.Banco Central do Canadá: Decisão sobre a taxa de juros acontece hoje, com investidores (como o fundo Capitalo) apostando em corte de juros devido à desaceleração econômica local.Cenário na China: Dados mostram o pior cenário para os chineses: inflação alta ao produtor (comprimindo margens por causa dos combustíveis) e cenário deflacionário (inflação muito baixa) para o consumidor interno. Por outro lado, as exportações de semicondutores e produtos ligados à IA seguem fortíssimas.A bolsa brasileira é vista como pequena e devolveu praticamente todos os ganhos do ano. No Brasil, a estratégia recomendada pelo palestrante é focada em deep value (ações subavaliadas e com foco em dividendos).Para investimentos mais agressivos em tecnologia e crescimento (growth), o foco deve continuar nos EUA.O palestrante menciona que pretende gravar um vídeo sobre a disputa envolvendo os EUA e o Brasil em relação ao Pix.Ajuste de Conteúdo: O palestrante pretende mudar a capa de um vídeo sobre a SpaceX no YouTube para refletir melhor o conteúdo (que analisa a empresa e seu IPO, e não apenas o patrimônio de Musk).Live Temática (Hoje às 20h): Transmissão com a Dra. Feolaine (Juíza de Paz) e Clara Regis sobre a queda do número de casamentos e o aumento de divórcios no Brasil com base em dados do IBGE.A discussão abordará os impactos econômicos e sociais dessa mudança demográfica (como o fato de 20% dos lares brasileiros serem compostos por solteiros, afetando o planejamento imobiliário e as estratégias de varejo), além do comportamento da Geração Z em relação a relacionamentos.
-
68
EPISÓDIO 9/06 - Euforia e Questionamentos no Setor de Tecnologia frente à Deterioração Macroeconômica no Brasil
1. Setor de Semicondutores e Inteligência Artificial nos EUARecuperação e Alta do Setor: Houve forte recuperação após a queda de sexta-feira, o que afasta, no momento, a preocupação com uma "bolha" no setor devido à alta demanda.Desempenho de Ações: Destaque para a Marvel (alta de quase 10% com entrada no S&P 500), Broadcom, Nvidia, Cerebras e AMD.Análise de Valuation: O interlocutor ressalta que as avaliações (valuations) estão exageradas e fora da realidade, sendo a Broadcom a única empresa que ainda apresenta alguma razoabilidade. Ele vê as entradas atuais como movimentos especulativos (trend following).Parceria Nvidia e SK Hynix: Anúncio de cooperação para o fornecimento de memórias para o próximo chip da Nvidia. O CEO da Nvidia visitou a Coreia do Sul, impulsionando os players de memória coreanos (como o índice Kospi).Restrições de Oferta: A TSMC não está conseguindo suprir toda a demanda dos fabricantes de chips e resiste a pressões da Nvidia para aumentar a produção por se tratar de um setor cíclico.IPO da OpenAI: Anunciado para o outono (provavelmente entre setembro e outubro), devendo ser listada na faixa de 1 trilhão de dólares. O interlocutor pondera que as finanças da empresa são complicadas, pois ela queima muito caixa e perde espaço para concorrentes como a Anthropic e o Gemini (Google).IPO da SpaceX: Críticas ao documento de perspectiva (S1) da empresa. Citando Steve Eisman, o interlocutor compara o prospecto a um "livro de ficção científica" que não beneficiará o investidor de varejo devido ao valuation inicial muito alto.Drenagem de Liquidez: Estes grandes IPOs devem sugar muita liquidez do mercado. Há a suspeita de que fundos globais estejam liquidando posições em mercados emergentes (como o Brasil) e no S&P para se prepararem para essas estreias. Além disso, as novas regras da Nasdaq permitirão a inclusão da SpaceX no índice em apenas 15 dias.Captação de Recursos: Empresas como Google (com ancoragem da Berkshire Hathaway) e Meta estão aproveitando o momento favorável de mercado para emitir novas ações (follow-on).Financiamento de Capex: A estratégia permite levantar dezenas de bilhões de dólares para financiar investimentos em infraestrutura (capex) gerando uma diluição muito pequena para os acionistas (cerca de 2%), evitando a emissão de dívidas.Alerta aos Investidores: O momento sinaliza a necessidade de maior cautela e a adoção de movimentos mais defensivos nas carteiras, dado o cenário inflado de preços no ecossistema de semicondutores e a falta de margem de segurança.Apple: Expectativa em torno do lançamento de uma nova versão da Siri integrada com Inteligência Artificial. Menção à transição de liderança no segundo semestre com a chegada de John Turner (com perfil voltado para hardware).Europa (Setor Bancário): Proposta de 35 bilhões de dólares do banco Intesa Sanpaolo pelo Monte dei Paschi di Siena, o que poderia criar o segundo maior banco da Zona do Euro.China: Dados fortes de exportação na balança comercial (superávit de 105 bilhões de dólares, acima da previsão de 92 bilhões). Porém, houve queda na importação de petróleo devido ao uso de estoques próprios. O setor de tecnologia chinês continua performando mal no ano por conta de regulações estatais, mas o interlocutor mantém perspectiva positiva de longo prazo por acreditar que o país ofertará modelos de linguagem mais baratos em razão da grande oferta de energia.EUA (Política e Mercado): Menção à presença de Donald Trump em um jogo da NBA em Nova York, onde foi muito vaiado, sinalizando baixa popularidade e insatisfação com a falta de resolução de conflitos externos.Queda do Ibovespa: O índice brasileiro devolveu praticamente toda a alta do início do ano, registrando um ganho acumulado baixo (na faixa de 4,93%). O setor financeiro também passa por grande correção.
-
67
EPISÓDIO 08/06 : Resiliência Econômica nos EUA Eleva Juros e Corrige Semicondutores, Enquanto o Brasil Enfrenta Pressão Inflacionária e Mudança Fiscal
Resultados dos índices:S&P 500: Queda de 2,64%, fechando em 7.383 pontos.Nasdaq: Queda de 4,18% (impactado pelo beta mais alto e exposição à tecnologia), fechando em 25.709 pontos.Dow Jones: Queda de 1,35%.Resultado acima do esperado: Foram adicionadas 172 mil vagas de emprego, contra uma expectativa de cerca de 70 mil.Impacto nos juros: O dado forte demonstrou a resiliência da economia americana, fazendo o mercado reprecificar a curva de juros (Treasuries) e praticamente embutir um aumento da taxa do Fed Funds para 4% até o final de 2026.Visão pessoal: Não há indícios de que o Fed ou o conselho pretendam aumentar os juros no momento, mas o Payroll gerou forte pressão e reprecificação nos ativos, especialmente nos de maior duration (sensíveis a juros longos e intermediários).Venda de Blackstone: Posição reduzida em mais da metade (com intenção de zerar) devido à mudança na tese de corte de juros e problemas regulatórios/setoriais (como o caso da Blue Owl).Gargalo Energético na IA: A nova tese foca em empresas que fornecem infraestrutura energética para os data centers de Inteligência Artificial.Dificuldades nos EUA vs. China: Os EUA enfrentam problemas de infraestrutura e custos de energia elétrica que estão encarecendo o custo por token de LLMs (Google, OpenAI, Anthropic). A China, embora atrás no topo da tecnologia de IA, não possui esse gargalo energético.Proposta de Elon Musk: Justifica a defesa de migrar data centers de IA para a órbita (aproveitando melhor a energia solar) e a fusão da xAI com a SpaceX.Status dos Valuations: O setor de energia para IA já apresenta valuations esticados e contêm caráter especulativo (bolha), exigindo análise qualitativa rigorosa.Causa da queda: O setor de semicondutores (memórias, GPUs, fabricantes) acumulava 70% de alta no ano; a correção é vista como natural (limpeza de excessos e realização de lucros).Valuations das Big Techs: Empresas como Nvidia, Google, Meta, Microsoft e Amazon não estão em patamares de bolha em termos de múltiplos.Caso da Micron: Embora não seja uma bolha por múltiplos, passou por uma reprecificação muito rápida e fora do histórico, tornando a assimetria de risco-retorno menos favorável.Resultado da Broadcom: Apesar de apresentar um resultado espetacular, frustrou expectativas irreais do mercado (price to perfection), gerando um efeito dominó de correção no setor.Especulação sobre Memórias (HBM): Há boatos/especulações de estoque excessivo e potencial diminuição na demanda por novas memórias de alta largura de banda, afetando empresas como a Nvidia de forma derivada (mesmo com fundamentos intactos e lançamento do chip RTX Spark).Grandes IPOs no horizonte: Empresas como SpaceX, Anthropic e OpenAI estão drenando liquidez do mercado privado e gerando vendas de posições em outros fundos para garantir capital de entrada.Mudança de regras no Nasdaq: O índice mudou as regras para permitir a entrada de empresas com apenas 15 dias de negociação, visando aproveitar o fluxo dessas listagens. O S&P 500 mantém rigidamente a regra de 12 meses.Concentração de Venture Capital: O mercado privado de capitais concentrou muito dinheiro em pouquíssimas empresas de IA, o que deve gerar distorções de fluxo e índices no mercado público.Expectativa do Relatório Focus: Projeção de leve aumento na inflação, câmbio e juros, o que pressiona o Banco Central e diminui o espaço para cortes na Selic (teses de Selic de um dígito em 2026 foram descartadas).Dívida Pública Insubstituível: Cenários de IPCA + 8% são insustentáveis no longo prazo para a dívida brasileira, gerando risco estrutural (rumo ao calote).Mudança na Tributação de Offshore: A nova regra (tributação de 15% anuais sobre ganho de marcação a mercado, inclusive variação cambial) desincentiva o investimento no exterior e a fuga de capital. Investidores profissionais enfrentam desvantagem de performance e avaliam estruturas transparentes de ETFs ou mudança de domicílio fiscal.
-
66
EPISÓDIO 5/06 - Valuations esticados em IA, os resultados de CrowdStrike e Broadcom
Resultados Corporativos e Reação do Mercado CrowdStrike e Broadcom: Ambas as empresas apresentaram bons resultados no último trimestre, porém suas ações caíram após a divulgação. O Papel dos Múltiplos: O mercado financeiro está operando com múltiplos muito elevados. Qualquer resultado que não supere as expectativas — as quais já estão bastante otimistas — pode levar a correções acentuadas nos preços das ações.Detalhes das Empresas CrowdStrike: Empresa de cibersegurança que obteve bons números, com receita e EPS (lucro por ação) acima das expectativas. Apesar disso, houve uma queda entre 9% e 11% após o anúncio, devido à desaceleração na qualidade do EBITDA, múltiplos elevados e vendas por insiders. Broadcom: Atua no setor de semicondutores e é fundamental na fabricação de chips, incluindo o TPU do Google. Apresentou crescimento robusto no trimestre, mas a decepção com o guidance (projeção de crescimento) para o próximo ano causou frustração no mercado.Contexto Econômico e Análise Geral Cenário Atual: O mercado está refletindo sobre a valorização das empresas no setor de Inteligência Artificial (IA) e as expectativas para os próximos anos. Dados Macroeconômicos: A atenção está voltada para o Non-farm Payroll (dados de desemprego nos EUA), que é um indicador fundamental para a economia norte-americana e para as projeções da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed). Ações e Diversificação: O apresentador observa uma possível rotação de setores e sugere cautela, recomendando a diversificação dos investimentos para não focar exclusivamente em empresas ligadas à IA, caso o investidor deseje uma exposição a longo prazo.
-
65
EPISÓDIO 3/06 - Tensão Brasil e EUA, inflação na Europa e a força da bolsa americana
Conflito no Oriente Médio: O narrador menciona o troca de ataques entre norte-americanos e iranianos perto do Barein e do Kuwait. Isso dificulta a resolução do conflito, gerando um "vai e vem" de manchetes e incerteza no mercado. Petróleo: O barril de Brent está na casa dos 96 dólares, indicando que o preço está perto dos 100 dólares. Inflação na Europa: Veio forte, com um 3,2% de CPI, sugerindo uma possível subida de 25 basis points pelo Banco Central Europeu na próxima semana. S&P 500: Apresenta 9 dias consecutivos de alta, o que, segundo o narrador, demonstra que o mercado está menosprezando o conflito no Oriente Médio e apostando na tendência da Inteligência Artificial. Empresas e IA: O narrador menciona que as empresas estão entregando e revisando para cima os seus guidances, sendo a Meta um exemplo disso. O narrador planeja fazer um vídeo no YouTube sobre o assunto, incluindo os desligamentos de Mark Zuckerberg. EUA e Cortes de Juros: Não há propensão para cortes de juros nos EUA no momento. Análise do Mercantilismo: O autor menciona uma discussão sobre o mercantilismo em paralelo à IA, e a escassez de oferta, o que leva a tokens mais caros e custo de processamento elevado. Dicas de Investimento: O narrador afirma que, para o investidor, pode valer a pena apostar em empresas de energia e infraestrutura devido aos gargalos que impedem o aumento da capacidade da IA. Brasil e EUA: As tarifas impostas por Donald Trump podem afetar as exportações brasileiras. PIX e Pagamentos: O PIX impactou as empresas de processamento de pagamentos como a Visa e Mastercard. Segurança: A necessidade de proteção e salvaguarda, incluindo uma tutela robusta para evitar ataques cibernéticos, como ransomware.
-
64
EPISÓDIO 2/06 - IPO DA ANTHROPIC, emissão de ações do google e novo gpu da NVIDIA
Inteligência Artificial (IA): O mercado está focado em notícias ligadas à IA. Foi destaque o anúncio do IPO da Anthropic, que tenta realizar a abertura de capital antes da OpenAI, intensificando a concorrência entre empresas de modelos de linguagem. O orador observa que a Anthropic foi fundada por ex-membros da OpenAI e que sua preocupação central é a segurança dos modelos. Impacto dos IPOs de Tecnologia: Há a expectativa de que os IPOs de grandes empresas (Anthropic, entre outras ligadas a IA) drenem muita liquidez do mercado. Nvidia e o mercado de Hardware: O orador comentou o lançamento do chip RTX Spark da Nvidia e como isso impacta empresas de hardware como HP, Lenovo e Microsoft. Ele mencionou a parceria da Nvidia com o ecossistema de PCs, o que poderia afetar a Apple. Emissão de ações (Equity) do Google: Foi comentada a emissão de 80 bilhões de dólares em ações do Google (Alphabet), com a Berkshire Hathaway ancorando essa emissão. Outros assuntos: Foram citados o prejuízo dos Correios (3,16 bilhões), a redução do preço do querosene de aviação pela Petrobras, e o cenário de aumento de juros na Europa, marcado para o dia 11 de junho. O orador também fez comentários sobre a CrowdStrike, Bitcoin (e a venda de ações de Michael Saylor), e sobre a dinâmica do mercado de câmbio, especificamente a desvalorização do Iene.
-
63
EPISÓDIO 1/06 - IA, Geopolítica, Inovações Tecnológicas e Indicadores Globais
Desempenho dos Mercados: O mês de maio terminou com uma alta histórica, destacando-se o NASDAQ com um avanço de 8%. Inteligência Artificial (IA): A IA continua sendo a grande tendência que movimenta os mercados. Geopolítica (EUA-Irã): Há indicativos de que os Estados Unidos e o Irã podem encaminhar um acordo para acabar com o conflito, com o ex-presidente Donald Trump buscando uma solução para impedir a proliferação de armas nucleares e a manutenção de urânio enriquecido. Nvidia e a nova tecnologia: A Nvidia, em parceria com a Microsoft, lançará um novo superchip (RTX Spark) voltado para PCs, visando permitir o processamento de funções de inteligência artificial em dispositivos pessoais, o que representa um avanço sobre as fabricantes de processadores Intel e AMD. Setor de Tecnologia: Existe uma expectativa de que este novo chip da Nvidia impacte significativamente as empresas que rodam com Microsoft e o mercado de fabricantes de computadores. Petróleo: O preço do barril segue abaixo de 100 dólares, servindo como métrica para o monitoramento de riscos. Volatilidade: O índice VIX apresentou uma queda, indicando uma redução na volatilidade. IPO da SpaceX: A SpaceX planeja um IPO para o dia 12 de junho, o que deve impactar a composição dos índices S&P 500, NASDAQ e NASDAQ 100. Economia Europeia e China: A projeção de inflação na Europa segue aumentando, com os juros dos títulos alemães em alta. A China também tem se beneficiado de notícias recentes do setor de fabricação de PCs e computadores. Panorama Brasileiro: O mercado local apresenta uma perspectiva de baixa possibilidade de cortes na Selic, e o endividamento brasileiro continua sendo um ponto de atenção. Calendário Macroeconômico: O áudio destaca a importância de acompanhar o calendário semanal, mencionando dados como o ISM Manufacturing PMI, inflação na Europa (CPI), pedidos de seguro-desemprego nos EUA e o relatório de folha de pagamento (Non-Farm Payroll).
-
62
EPISÓDIO 29/05 - Geopolítica do Petróleo, o Boom da IA e as Transformações no Mercado Brasileiro
1. Cenário Internacional e CommoditiesAcordo Irã-EUA: Há relatos da Bloomberg de que os dois países estão próximos de um cessar-fogo mais duradouro, o que traria estabilidade ao mercado de petróleo.Mercado de Petróleo: O Brent estabilizou na casa dos US$ 90. O Wall Street Journal reportou que o Irã tem usado uma "frota fantasma" para escoar petróleo pelo Estreito de Ormuz, justificando a precificação atual apesar das tensões geopolíticas.Dados do PCE nos EUA: O índice de inflação americano (PCE) veio ligeiramente abaixo do esperado no comparativo mensal (0,2% contra 0,3% esperado), o que reduziu as curvas de juros nos EUA e impulsionou as bolsas (S&P e Nasdaq) para máximas históricas (all-time highs).Anthropic vs. SpaceX: A Anthropic captou US$ 65 bilhões no mercado privado e alcançou um valuation de US$ 965 bilhões, aproximando-se do patamar de trilhão. O autor compara o caso com a SpaceX de Elon Musk, que teve o teto de seu valuation reduzido pelos bancos para US$ 1,8 trilhão para o IPO, indicando um forte otimismo do investidor privado com a Anthropic e certo ceticismo institucional sobre a inserção da xAI no ecossistema de Musk.IA e o Mercado de Trabalho: Há uma preocupação crescente com o desemprego estrutural gerado pela IA, afetando principalmente cargos de entrada para recém-formados. Foi citado o episódio em que Eric Schmidt (ex-CEO do Google) foi vaiado em uma universidade americana por falta de sensibilidade ao falar que os jovens seriam substituídos pela tecnologia.Tributação: Governos ao redor do mundo começam a debater a criação de tributos sobre folhas salariais associadas à substituição de humanos por IA, buscando desincentivar o desemprego em massa.Mercado Asiático: Kospi e Nikkei em alta, enquanto as techs chinesas seguem apresentando desempenho fraco.Classificação de Facções como Terroristas: Os EUA categorizaram organizações criminosas brasileiras como terroristas, o que pode gerar sanções severas do Tesouro americano a bancos e empresas brasileiras envolvidos indiretamente em lavagem de dinheiro. O autor recomenda a leitura do livro Choke Points sobre o uso de sanções financeiras como arma geopolítica.Homologação do BRB: O STF homologou o acordo entre a União e o Banco de Brasília (BRB), garantindo o resgate da instituição e sua continuidade jurídica sem a necessidade de recorrer novamente ao FGC.PEC 6x1 e Empregabilidade: Discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Uma matéria do Valor Econômico aponta a baixa produtividade do trabalho no Brasil como um entrave para o controle da inflação. Além disso, os dados mais recentes mostram uma desaceleração expressiva nas contratações via CLT devido aos altos encargos trabalhistas.Bolsa e Câmbio: O Ibovespa segue em ritmo de correção, sem atrair grande fluxo de investidores estrangeiros, e o dólar se manteve estabilizado na casa dos R$ 5,00 (embora haja visões de que esteja desalinhado frente ao cenário externo).ExpoDireito (Brasília): Participação em um painel às 17h sobre cartórios de títulos, documentos e pessoas jurídicas ao lado do Dr. Dixmer Vallini Neto, disponibilizando o cupom de desconto "ANOREG50".Lançamento do Icon: Presença às 19h no lançamento do empreendimento imobiliário biofílico da incorporadora Base, na Quadra 500 em Brasília.
-
61
EPISÓDIO 28/05 - Do Choque do Petróleo à Revolução da IA: O Panorama Completo das Tensões Globais, Inflação Americana e as Mudanças Econômicas no Brasil
🌍 Geopolítica e Mercado de EnergiaTensões entre EUA e Irã: Foram registrados novos ataques norte-americanos ao Irã, gerando instabilidade e volatilidade no mercado de petróleo.Preço do Barril: O petróleo Brent opera na casa dos $93 e o WTI por volta dos $90, refletindo a expectativa do mercado por uma resolução do conflito.Posicionamento de Trump: Donald Trump tenta minimizar as preocupações com sua popularidade e com as questões eleitorais enquanto busca um acordo com os iranianos.Prévias do Partido Republicano (GOP): Os candidatos apoiados por Trump têm vencido as prévias, mas com margens de votos cada vez mais apertadas.Disputa no Texas: No cenário para o Senado no Texas, destaca-se a alta arrecadação do candidato democrata James Talarico em relação ao candidato republicano, que tem migrado para uma linha mais populista em comparação à ala tradicional do partido.Dado do PCE nos EUA: O principal indicador econômico do dia é o PCE (inflação nos EUA). O mercado projeta uma alta de 0,5% na comparação mensal e 3,8% na anual, com o núcleo (core) esperado em 3,3%, o que pode pressionar o Fed a discutir novos aumentos de juros.Pedidos de Auxílio-Desemprego: Expectativa do mercado de 1.780.000 novos pedidos nos EUA.Bancos Centrais Estrangeiros: Destaque para a decisão de juros na África do Sul e uma forte tendência de alta de juros na Europa pelo BCE.Movimento de "Risk-Off": Investidores globais adotam uma postura mais defensiva, reduzindo a exposição a riscos, o que gerou uma leve correção no Bitcoin e maior retenção de caixa.Cenário Asiático: As bolsas Nikkei e Kospi seguem impulsionadas pelo setor tecnológico. Já na China, há forte preocupação com a baixa demanda interna; o índice de tecnologia chinês acumula queda de aproximadamente 28% desde janeiro.OpenAI em Dificuldades: A empresa não atingiu suas metas e objetivos internos, perdendo o protagonismo de vanguarda para a Anthropic, embora já tenha entrado com um pedido sigiloso de IPO para os próximos meses.IPO da SpaceX: Será o primeiro grande IPO do setor; o palestrante menciona ter gravado um vídeo de 50 minutos analisando o formulário S-1, governança e perspectivas da companhia.Correção em Semicondutores: Após ralis expressivos que colocaram empresas como Micron e SK Hynix no clube do trilhão de dólares, o mercado iniciou uma realização de lucros (Qualcomm caiu 6,2% e Intel recuou 1,4%).IA como Projeto de Estado: A Inteligência Artificial é apontada como uma revolução industrial focada em trabalhos de colarinho branco, sendo tratada pelos EUA como uma ferramenta de hegemonia política e econômica contra a China.Indicadores e Desemprego: Expectativa para o dado de desemprego na casa dos 5,9%. O Banco Central segue com pouca margem de manobra devido às projeções de inflação acima do teto da meta.Ibovespa e Dólar: O Ibovespa segue estagnado na casa dos 175 mil pontos (acumulando queda de 6,17% no mês), enquanto o dólar é cotado a R$ 5,06, em meio a preocupações fiscais contínuas.Fim da Escala 6x1 (PEC): A Câmara aprovou a PEC que altera a jornada de trabalho para 5x2 (redução de 44 para 40 horas semanais). O projeto vai ao Senado sob forte pressão do setor produtivo devido aos impactos na baixa produtividade do país.Socorro ao BRB: Houve uma articulação entre a União e bancos privados para salvar o Banco de Brasília (BRB), evitando um rombo de R$ 17 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), semelhante ao que ocorreu no caso do Banco Master.Imposto de Renda: Alerta sobre o prazo final de entrega da declaração do IR até o dia 31 de maio. O autor gravou um conteúdo específico sobre tributação de estruturas offshore.Atualizações do Canal: Celebração da monetização do canal no YouTube, novas parcerias com a Meta para marcas internacionais e testes com ferramentas de tradução simultânea via IA.
-
60
EPISÓDIO 27/05 - A Nova Onda da IA nas Memórias, Alerta Inflacionário no Brasil e as Apostas Contra o Consenso no Dólar
Aqui está o resumo dos principais pontos abordados no áudio do panorama de mercado do dia 27 de maio, dividido por temas para facilitar a leitura:Destaque da Micron: A empresa teve uma alta expressiva de cerca de 17% no último pregão, atingindo a marca de 1 trilhão de dólares em valor de mercado.SK Hynix: A companhia sul-coreana de memórias também acompanhou o movimento de alta.Nova onda da IA: O fluxo de investimentos em IA, que antes focava em empresas de GPUs (como a Nvidia), agora está migrando e puxando o setor de empresas de memória.Demanda e restrições: Há uma preocupação crescente com a forte demanda de energia para tecnologia. Os EUA enfrentam restrições de oferta devido a excesso de regulações e amarras para expansão, ao contrário da China, que possui energia barata.Mudança política e impactos: Uma matéria do Financial Times indicou que benefícios fiscais para energias renováveis nos EUA podem ser revogados na transição do governo Biden para o governo Trump.Data Centers em órbita: Citou a ideia de Elon Musk de enviar data centers para o espaço como uma alternativa para resolver o problema energético através da energia solar.Inflação vs. Desemprego: Neel Kashkari (membro do Fed) enfatizou que o risco inflacionário hoje é maior do que o risco de aumento do desemprego, e os choques no Oriente Médio podem persistir.Dados aguardados: As curvas de juros americanas arrefeceram um pouco (título de 10 anos a 4,47%), mas o mercado aguarda com forte expectativa o dado do PCE (indicador de inflação preferido do Fed) na quinta-feira.IPCA-15 e Projeções: O mercado aguarda o IPCA-15. Um estudo do Itaú (divulgado no Valor Econômico) apontou que a alta do petróleo pode impactar o IPCA em 1,25%, podendo levar a inflação para 5,20% no fim do ano (acima do teto da meta de 4,5%).Selic: O banco Citi revisou a projeção da taxa Selic para 13,75% no fim do ano, sinalizando espaço mínimo para cortes.Crítica à taxa de juros: O palestrante considera inviável para o país manter metade de sua dívida atrelada a uma Selic tão alta, afirmando que o Brasil pode "quebrar" se esse ritmo persistir. Apesar disso, ele vê oportunidades de longo prazo em ativos reais (como o setor imobiliário) quando os juros finalmente caírem.Dólar para cima: Destacou uma entrevista de Marcio Appel (Adam Capital) à InfoMoney. Appel (que foi um dos primeiros a apostar na Nvidia no Brasil) afirmou que o dólar vai subir muito, contrariando o consenso de queda.Produtividade americana: O argumento de Appel é que o avanço da Inteligência Artificial aumentará drasticamente a produtividade dos EUA, fortalecendo a moeda deles. O palestrante afirmou concordar com essa visão fora do consenso.Ásia: Bolsas da Coreia do Sul e o índice Nikkei (Japão) operam em forte alta. No entanto, as empresas de tecnologia chinesas continuam fracas, gerando perdas para investidores devido ao receio do risco regulatório de Pequim (relembrando o caso da Alibaba).Europa: Visão pessimista sobre a economia europeia, citando sérios problemas fiscais e políticos no Reino Unido, com a disparada dos Gilts (títulos públicos britânicos). Por outro lado, mantém entusiasmo com o setor tecnológico dos EUA, mesmo ciente das críticas imperialistas e de vigilância abordadas no livro AI Empire.Monetização do YouTube: O canal do palestrante foi oficialmente monetizado, e ele agradeceu aos colaboradores Pedro e Edmilson pelo apoio.Expo Direito: Confirmou presença na próxima sexta-feira no evento "Expo Direito", voltado a profissionais e estudantes da área jurídica. Ele palestrará sobre Registro de Títulos e Documentos e RCPJ ao lado do Dr. Dixmer Vallini Neto. Disponibilizou o cupom ANOREG50 no Instagram para 50% de desconto na inscrição.
-
59
EPISÓDIO 26/05 - Relatório Global: Tensões Geopolíticas, Alerta de Inflação no Brasil e o "Preço Esticado" do Rali de IA
Geopolítica e CommoditiesTensões entre EUA e Irã: Embora as negociações pareçam caminhar para um desfecho, ataques militares norte-americanos no sul do Irã geraram novos atritos e dificultam o processo. O Irã corre contra o tempo para fechar um acordo devido à necessidade de escoamento de petróleo, mas ainda há impasses sobre sanções financeiras e a posse de urânio enriquecido.Petróleo em Alta: O barril de Brent é negociado a US$ 96 e o WTI na casa dos US$ 92. Existe a possibilidade de aumento no spread entre ambos, já que os EUA estão conseguindo ofertar uma grande capacidade de petróleo.Pressão na Curva de Juros: A alta do petróleo pressiona as expectativas inflacionárias. Na curva de juros norte-americana, o título de 10 anos caiu para 4,48%, o de 2 anos ficou em 4,06% e o de 1 ano em 3,81%, evidenciando um custo de oportunidade muito elevado.Prêmio de Risco Zero: Uma matéria do Wall Street Journal apontou que o mercado está praticamente com zero de equity risk premium (calculado pelo rendimento de lucros das empresas para o próximo ano menos os juros de 10 anos). Diante disso, o autor avalia que uma correção de cerca de 10% nas bolsas seria saudável para dar fôlego ao mercado.SpaceX e xAI: A SpaceX, avaliada em mais de 100 vezes o EBITDA, virou um conglomerado que recentemente incorporou a xAI. Contudo, a xAI queima muito caixa para criar data centers de IA, o que acaba anulando o fluxo financeiro positivo gerado pela Starlink e pela Starship. O IPO da SpaceX está previsto para 12 de junho e deve vir inflado.Cerebras: Mencionada como outro exemplo de IPO excessivamente inflado. Embora as ações tenham disparado na estreia, já recuaram cerca de 30% em relação ao preço inicial. A empresa está avaliada em US$ 56 bilhões para uma receita de US$ 510 milhões e lucro líquido de US$ 87 milhões em 2025.Nvidia: As ações da companhia vêm corrigindo desde a divulgação dos resultados. Apesar de o balanço ter sido ótimo, as expectativas do mercado eram exageradas. Além disso, a Nvidia enfrenta um gargalo estrutural de oferta por parte da TSMC, que não quer expandir a capacidade de produção de semicondutores de forma agressiva por se tratar de um mercado cíclico.Preocupação na Europa: Caso o conflito no Oriente Médio não se resolva, o Banco Central Europeu (BCE) pode ser forçado a subir juros para conter a inflação. Isso seria péssimo para a região, que já enfrenta desaceleração econômica, problemas demográficos e baixa produtividade.Fechamento Misto na Ásia: O índice Nikkei caiu e Hong Kong ficou estável. Por outro lado, o índice Kospi (Coreia do Sul) subiu forte, impulsionado pelas fabricantes de componentes e memórias tecnológicas que se beneficiam do rali de IA. A China segue sob ceticismo, com um mercado imobiliário e consumo doméstico ainda fracos.Alerta no Boletim Focus: Pela primeira vez, o relatório mostrou a projeção da inflação oficial (IPCA) para o final do ano acima do teto da meta (que é de 4,5%), batendo 5,04%. A previsão para a taxa Selic se manteve estável em 13,25% e o câmbio projetado ficou em R$ 5,17. Essa deterioração das expectativas deixa o Banco Central de mãos atadas para realizar novos cortes de juros.Desempenho do Ibovespa: O índice roda na casa dos 177 mil pontos, mostrando uma correção expressiva desde meados de abril, afetando principalmente os setores imobiliário e financeiro.Indicadores da Semana: O mercado aguarda dados de Confiança do Consumidor e o índice de inflação PCE (na quinta-feira) nos EUA. No Brasil, a atenção se volta para o IPCA-15, que será divulgado amanhã.Posicionamento do Autor: Diante do cenário esticado e da baixa volatilidade recente, o autor menciona ter aumentado suas posições em hedges (proteções cambiais/de mercado) por estarem mais baratos, considerando uma correção de mercado iminente e saudável.
-
58
EPISÓDIO 25/05 - Geopolítica, Fronteiras da Tecnologia e os Impactos na Economia Brasileira
Relações Internacionais e CommoditiesAcordo entre EUA e Irã: Os jornais reportam que ambos os países estão mais próximos de um acordo de trégua. No entanto, persistem impasses por parte dos iranianos em relação ao urânio enriquecido e à manutenção de sanções financeiras por parte dos EUA. O mercado reagiu positivamente à notícia, levando o petróleo Brent de volta a patamares abaixo de US$ 100.Evasão de Sanções via Cripto: Uma matéria do Wall Street Journal revelou que o regime iraniano movimentou bilhões de dólares por meio da Binance para contornar as sanções norte-americanas e o sistema Swift. Esse cenário deve impulsionar uma maior fiscalização e regulação sobre a Binance e outras exchanges nos EUA.Resultados da Nvidia: Os fortes números divulgados continuam repercutindo positivamente. Apesar de uma leve queda no after-market, a empresa demonstra robusta geração de caixa e a manutenção de um forte investimento (Capex) em Inteligência Artificial por parte das hyperscalers.Polêmica no Podcast All In: Durante o programa, Chamath Palihapitiya ponderou que o conhecido investidor Michael Burry é um "generalista" e não possui o preparo analítico necessário para avaliar o mercado de GPUs e a aplicação prática de IA.IPO da SpaceX: Rumores na imprensa apontam para a abertura de capital da empresa, que pode se tornar o maior IPO da história, com valuation estimado em US$ 2 trilhões. O destaque fica para a Starlink (internet via satélite), apontada como o verdadeiro motor gerador de receita da companhia, funcionando como a "AWS" da SpaceX. Como ponto de atenção em governança, Elon Musk reteria 85% do poder de voto e conta com pacotes de remuneração agressivos atrelados a metas ambiciosas, como atingir US$ 7,5 trilhões de valor de mercado.Sentimento do Consumidor nos EUA: O indicador medido pela Universidade de Michigan atingiu as mínimas na semana passada, registrando o terceiro declínio consecutivo. Historicamente, atingir o fundo (bottom) nesse indicador costuma ser um bom sinalizador para a recuperação das ações nos meses seguintes.Feriado de Memorial Day: Devido ao feriado nos EUA e na Europa, os mercados globais estão fechados hoje, o que resulta em um volume de negociação mais baixo na bolsa brasileira.Dados Inflacionários (PCE): O principal indicador econômico da semana será o PCE (índice de inflação norte-americano) na quinta-feira, dado muito utilizado pelo Fed. A autoridade monetária possui pouca margem para cortar juros, cenário reforçado pela posse de Kevin Warsh na Casa Branca.Treasuries e Dívida Global: Os títulos de 10 anos dos EUA fecharam a 4,56% na sexta-feira. A visão do locutor é de que os governos de países desenvolvidos devem corroer suas grandes dívidas gerando inflação (juros reais negativos), o que torna importante a alocação em ativos reais com poder de precificação.Outros Indicadores Globais: A semana reserva a divulgação do IPCA-15 e PIB (1º tri) no Brasil, PIB dos EUA (segunda leitura), CPI na Alemanha e PMIs na China. No Japão, manifestações de Kazuo Ueda (presidente do BoJ) indicam a manutenção de juros reais negativos para corroer a dívida local.Aperto Monetário: As expectativas de inflação e da taxa Selic subiram no Boletim Focus, encostando no topo da meta e deixando o Banco Central de mãos atadas para novos cortes. Esse panorama tem gerado uma correção nos ativos de renda variável.Mercado Imobiliário Binário: Com os juros altos por mais tempo, o setor de incorporação sofre um revés e passa a se concentrar nas duas extremidades estáveis: o segmento de baixa renda (impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida) e o de alto padrão/luxo (insensível às oscilações macroeconômicas). A classe média acaba sendo a mais prejudicada por ficar desatendida no meio desse espectro.Oportunidades no Setor: Diante do pico dos juros e do aperto atual, podem surgir oportunidades transitórias e atrativas para a aquisição de imóveis com preços mais baixos do que os praticados há um ou dois anos.
-
57
EPISÓDIO 22/05 - Resultados Fortes de IA e Big Techs Impulsionam Bolsas Americanas e Ondas de IPOs, Enquanto Juros Altos e Nova Indústria Isolam Brasil e China
Mercado Americano e Resultados de EmpresasNvidia: Superou as expectativas de mercado e apresentou um forte direcionamento (guidance) futuro, o que continua sustentando a tendência de alta para inteligência artificial e semicondutores.Índices S&P 500 e Nasdaq: O S&P 500 segue na casa dos 5.400 pontos (alta de 8% no ano) e o Nasdaq mantém tendência de alta de 15% no ano, impulsionado pelas empresas de tecnologia.Walmart: Divulgou bons resultados para o primeiro trimestre, mas apresentou um guidance mais conservador devido a um consumidor norte-americano mais seletivo e pressões nos custos de energia e gasolina.Balanços Gerais: Das 500 empresas do S&P 500, 485 já divulgaram seus lucros, com cerca de 78% superando as expectativas de receita e lucro.Corte de Funcionários (Techs): Destacou-se que a Meta (de Mark Zuckerberg) demitiu cerca de 8.000 funcionários por videoconferência e que outras empresas (como a Amazon) seguem reduzindo equipes e buscando eficiência através da IA.A ata do Fed indica que os juros devem se manter elevados até o final do ano, com possibilidade de aumento em 2027 caso as tensões no Oriente Médio e o preço do petróleo continuem subindo.Embora os índices PMI de manufatura e serviços ainda mostrem força, o Fed Philly Manufacturing Index veio bastante abaixo do esperado, divergindo da tendência da semana.Os pedidos de auxílio-desemprego (jobless claims) vieram em linha com o esperado.SpaceX: O IPO está confirmado para junho de 2026 e promete ser o maior da história para o varejo. Contudo, há uma ressalva sobre problemas de governança devido ao controle centralizado de Elon Musk.OpenAI: Entrou com pedido sigiloso de IPO.Anthropic: A expectativa é de que também aproveite a janela de IPOs. Foi mencionada a contratação de Andrej Karpathy (ex-OpenAI e MIT) pela Anthropic, o que o locutor comparou a uma transferência de peso no futebol (como Cristiano Ronaldo indo do Real Madrid para o Barcelona).Fundos de Venture Capital: Estão pressionados para liberar capital, já que concentraram muitos investimentos em IA nos últimos anos.O locutor menciona que não costuma reduzir posições em ações de tecnologia (Big Techs), preferindo fazer proteções (hedges) com derivativos, pois considera ações como Nvidia e Amazon "baratas" diante do fluxo de caixa que geram e do financiamento próprio de Capex.Brasil: Uma matéria do Valor Econômico destacou o arrefecimento do interesse do investidor estrangeiro, com saída de capital e correção no Ibovespa (que já entregou metade da performance do ano). O locutor ressalta a dificuldade do mercado brasileiro por ser composto majoritariamente por empresas da "velha indústria", enquanto o investidor global busca tecnologia. Além disso, critica a estrutura da dívida brasileira (50% atrelada à Selic em patamares altos).China: Também enfrenta desinteresse e ressalvas regulatórias e de proteção ao investidor, gerando prejuízos no setor de tecnologia.
We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.
No matches for "" in this podcast's transcripts.
No topics indexed yet for this podcast.
Loading reviews...
ABOUT THIS SHOW
Aqui você encontra conteúdos variados sobre temas essenciais para o seu dia a dia: compartilhamos visões sobre investimentos e economia para você cuidar do seu dinheiro, realizamos análises jurídicas de legislação e jurisprudência, fazemos resenhas de leituras inspiradoras e discutimos os assuntos mais comentados do momento. Nosso objetivo é te informar e te ajudar a crescer, seja no campo financeiro, pessoal ou nas tendências atuais.Raphael Abs Musa de Lemos é Doutor e Mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
HOSTED BY
Raphael Abs Musa
Loading similar podcasts...