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Jabuticaba Sem Caroço

O podcast que descaroça as notícias do momento e entrega o sumo das informações. De segunda a sexta, os jornalistas Thaiana de Oliveira e Arthur Neto conversam sobre o que movimenta o cotidiano desse admirável país nosso de cada dia.

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  1. 673

    #965 FGTS na mão, estabilidade no ralo? O dilema da geração endividada

    Houve um tempo em que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) simbolizava grandes conquistas: a casa própria, o terreno da família ou aquela reserva sagrada para emergências. Hoje o cenário é outro. Pressionado pelo uso agressivo do cartão de crédito, pela busca de um padrão de vida irreal e pela febre das bets, o país atingiu a marca alarmante de 80 milhões de negativados. É no meio dessa tempestade que o governo lança o Novo Desenrola Brasil, uma tentativa de destravar renegociações e aliviar o sufoco financeiro da população. O programa terá fôlego para conter esse volume colossal de dívidas? O que muda, na prática, no bolso de quem decide aderir? Pode ser um respiro verdadeiro ou é apenas mais um paliativo para uma geração inteira endividada? Para discutir essas e outras questões, participam do primeiro episódio da série sobre a relação do brasileiro com o dinheiro Marcus Labarthe, economista, especialista em mercado de capitais e sócio-fundador da GT Capital; e Reinaldo Domingos, PhD em educação financeira e presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Educação Financeira (Abefin). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  2. 672

    #964 Cibercondria: quando o excesso de informação médica se torna inimigo da saúde mental

    A ansiedade gerada pela busca obsessiva de sintomas médicos na Internet e pela tendência latente de assumir diagnósticos graves sem respaldo clínico tem nome: cibercondria, também conhecida como hipocondria digital. O fenômeno é cada vez mais comum, impulsionado pelo acesso imediato a dados, pela disseminação viral de conteúdos não confiáveis e, mais recentemente, pela evolução das ferramentas de inteligência artificial. Pesquisar informações sobre saúde na web é um hábito natural da maioria das pessoas, servindo muitas vezes como um norte inicial quando surge um desconforto e não se sabe qual especialista procurar. O problema é quando o comportamento se torna compulsivo. Como o hábito de consultar a Internet para fins médicos pode ser prejudicial à saúde física e mental? Para debater a questão, recebemos Renata Bombine, psicóloga especialista em saúde mental, mestre em saúde pública e pós-graduada em psicopatologia e saúde pública pela Universidade de São Paulo (USP); e dr. César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  3. 671

    #963 O fim das águas naturais do Cerrado?

    O Cerrado brasileiro perdeu 38% de seus rios, lagos e lagoas naturais nas últimas quatro décadas. O quadro alarmante, provocado pela conversão da vegetação nativa em pastagens, pela supressão de áreas úmidas e pelo aumento desenfreado da captação de água, faz parte da quinta coleção do MapBiomas Água, sob a coordenação de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). O estudo revela uma inversão preocupante no bioma: enquanto a área de corpos hídricos naturais encolheu cerca de 348 mil hectares, os corpos d'água artificiais, como reservatórios e barragens hidrelétricas, tiveram 87% de expansão, ganhando um acréscimo de 496 mil hectares. De acordo com os especialistas, essa crescente concentração de água em reservatórios artificiais ameaça diretamente o funcionamento dos ecossistemas locais e o reabastecimento das reservas subterrâneas do Cerrado, que são vitais para a segurança hídrica de todo o país. Qual a real dimensão desse problema? Para debater o assunto, convidamos Joaquim Pereira, pesquisador do IPAM; e a bióloga Mercedes Bustamante, professora e diretora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  4. 670

    #962 Sarampo no Brasil: 10 anos depois do alerta, por que o vírus voltou a preocupar?

    Há dez anos, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) declarava que a circulação endêmica do vírus do sarampo havia sido interrompida no Brasil. Com isso, o país ficou apto a receber o certificado de eliminação do sarampo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento, entregue em 2016, reconheceu a eliminação da transmissão da doença em todo o continente americano, com a região sendo a primeira do mundo onde isso aconteceu. O tempo passou, e o aumento do fluxo migratório e a queda na cobertura vacinal fizeram com que o vírus do sarampo fosse reintroduzido no Brasil — o país perdeu a certificação em 2019, tendo registrado mais de 39 mil casos. Após um esforço intenso de imunização, o país conseguiu zerar as transmissões locais e reaver o status de país livre da doença em 2024. No entanto, o fantasma do vírus voltou a assombrar a saúde pública: só em 2026, o Brasil já confirmou oito novos casos de sarampo, acendendo o sinal de alerta máximo nas autoridades sanitárias e acionando o debate sobre a urgência de manter as vacinas em dia. Para conversar sobre as consequências do sarampo e a importância da cobertura vacinal, convidamos Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm); e Eduardo Jorge da Fonseca Lima, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  5. 669

    #961 Quem manda no imóvel? O debate sobre a locação por temporada

    Impulsionado pelas novas dinâmicas do turismo e da tecnologia, o mercado de aluguel por temporada se consolidou como um dos principais motores econômicos do Brasil, injetando R$ 63 bilhões no PIB nacional. No entanto, em sentido oposto à rápida expansão do segmento, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou o entendimento de que a locação residencial de curtíssima duração em condomínios não é um direito absoluto do proprietário. Pela decisão, a prática pode ser restrita ou proibida, dependendo de autorização expressa em assembleia, com a aprovação de, no mínimo, dois terços dos condôminos. Como conciliar o direito de propriedade, a segurança dos moradores e o avanço da economia e do turismo? Para discutir o assunto, recebemos Fabio Nohan, sócio-proprietário da Pineapples, empresa especializada em gestão completa de imóveis por temporada; Marcelo Borges, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI); e Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, sindicato de hotéis e meios de hospedagem do município do Rio de Janeiro. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  6. 668

    #960 Das convenções partidárias às urnas: a largada eleitoral de 2026

    O período de convenções partidárias para as eleições de 2026 começou, abrindo a fase decisiva de definição das candidaturas à Presidência. Nos bastidores, a grande disputa é pelo apoio do centrão. A federação União Progressista (União Brasil e PP), dona da maior fatia do fundo partidário, tende à neutralidade, o que representa um forte recuo para os planos de Flávio Bolsonaro e uma vitória estratégica para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os partidos têm até 5 de agosto para homologar suas chapas, e, reforçando o peso político de São Paulo, quatro dos cinco principais pré-candidatos vão oficializar seus nomes pelo estado. Após essa etapa, o prazo para registro formal na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto. Para analisar o impacto dessas costuras e as regras que guiam o processo, recebemos Rafael Cortez, cientista político, professor no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e sócio da Tendências Consultoria; e Hélio Ramos, advogado especialista em direito eleitoral e professor em cursos da área do direito na Universidade de Cuiabá (Unic). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  7. 667

    #959 O cuidado à pessoa com obesidade no ambiente corporativo

    A obesidade deixou de ser vista como um problema estritamente individual para se tornar prioridade nas estratégias de saúde corporativa no Brasil. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), realizada com organizações que somam mais de 37 mil colaboradores, revela que 36,4% delas já mantêm programas específicos de prevenção e tratamento, enquanto a mesma fatia realiza o rastreamento e a classificação de risco entre seus funcionários. Embora o cenário mostre que ainda há um longo caminho a trilhar, os dados consolidam uma mudança cultural urgente: a condição agora é encarada como um desafio de saúde pública com impacto direto na produtividade, na qualidade de vida e nos custos assistenciais. Para discutir como o ambiente de trabalho pode contribuir para a prevenção e o tratamento da obesidade, e quais são os limites da atuação das empresas nesse tema, recebemos a dra. Débora Yumi, médica e membra da comissão científica da ABQV; e Flávia Coimbra Pontes Maia, endocrinologista e diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  8. 666

    #958 A cartografia das emissões de carbono no Brasil

    O novo mapa das emissões de carbono no Brasil revela que apenas sete estados concentram 56% dos gases de efeito estufa liberados. Contudo, o maior desafio reside na disparidade de seus perfis: enquanto o desmatamento lidera as emissões no Pará, o setor de energia e transportes move os índices de São Paulo, e a agropecuária dita o peso de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Essa assimetria geográfica evidencia que a política climática nacional não pode se valer de fórmulas genéricas ou centralizadas. Para cumprir as metas globais, o Brasil precisa adaptar sua estratégia região a região, respeitando as vocações e vulnerabilidades de cada estado. O que esse mapa das emissões revela sobre as prioridades da política climática brasileira? E por que estratégias nacionais precisam considerar realidades tão diferentes? Para discutir o assunto, recebemos David Tsai, coordenador do SEEG, o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, do Observatório do Clima; e Giampaolo Pellegrino, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na área de mudança do clima. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  9. 665

    #957 Litigância predatória: quando recorrer à Justiça vira abuso

    Cerca de R$ 12,7 bilhões. Esse é o custo anual associado à litigância abusiva no Brasil, quando o direito de acesso à Justiça é usado de má-fé para conseguir vantagens ou atrapalhar o Judiciário. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aproximadamente 30% das ações poderiam ser classificadas, sob diferentes critérios, como abusivas. O que está em jogo diante desse fenômeno? Qual o equilíbrio entre acesso à Justiça e abuso processual? E o impacto dessas práticas na efetivação de direitos? Para responder essas e outras questões, convidamos Viviane Brito Rebello, juíza auxiliar do CNJ; e Jean Menezes de Aguiar, advogado e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  10. 664

    #956 Política na lousa: o novo desafio das escolas brasileiras

    Política se aprende? Com a sanção federal da Lei n° 15.468, que inclui educação política e direitos da cidadania no rol dos componentes curriculares obrigatórios, essa questão passa a fazer parte da rotina das escolas brasileiras. De que forma os colégios podem desempenhar um papel fundamental na formação de cidadãos mais conscientes e preparados para participar da vida pública? Como ensinar política em sala de aula sem transformar a disciplina em disputa ideológica? E o que muda, na prática, para alunos, para professores e para a democracia brasileira? Para responder essas e outras questões, convidamos Fátima Silva, professora e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); e o historiador Fernando Penna, mestre e doutor em educação, professor e diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  11. 663

    #955 Plano Safra injeta bilhões no campo e traz novas regras de sustentabilidade

    Mais de R$ 225 bilhões foram destinados à agricultura familiar pelo Plano Safra desde 2023, o que beneficiou mais de 2 milhões de pequenos produtores, promovendo uma distribuição mais equilibrada do crédito em todas as regiões do país. Entre julho de 2025 e maio de 2026 foram realizadas mais de 2 milhões de operações de crédito, alcançando R$ 64,5 bilhões contratados. Um dos destaques do período foi o fortalecimento do acesso das mulheres ao crédito rural, com a linha Pronaf Mulher, registrando crescimento de 106% nos financiamentos, que alcançaram R$ 521 milhões. Para conversar sobre a importância do Plano Safra para o setor e os resultados obtidos, recebemos Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; e Fernando Moretti, diretor em políticas da sociobioeconomia da ONG Conexsus. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  12. 662

    #954 Os efeitos das temperaturas extremas na saúde

    Se o inverno rigoroso castiga o organismo, o calor extremo não fica atrás. Em várias partes do mundo, as frentes de calor têm acendido o alerta máximo das autoridades de saúde. Na França, por exemplo, termômetros já registraram marcas impressionantes — algumas regiões já chegaram a variar entre 44 °C e 50 °C. Já diante do frio extremo, para milhões de brasileiros, a queda brusca das temperaturas representa mais dores nas articulações, agravamento de doenças crônicas e aumento do risco de eventos cardiovasculares. Diante das temperaturas extremas, para mais e para menos, especialistas explicam de que forma isso afeta o nosso organismo, quais grupos estão mais vulneráveis e que medidas podem ajudar a prevenir complicações e proteger a saúde durante o inverno e o verão severos. Para debater as consequências desses extremos na saúde física e mental, conversamos com Matheus Koike, médico reumatologista; e dra. Elaine Coutinho, cardiologista, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  13. 661

    #953 Do campo à gôndola: a ameaça do novo El Niño ao agro

    Previsto para junho e agosto, o El Niño é uma ameaça ao agronegócio brasileiro e pode aumentar os preços dos alimentos. Nas regiões Norte e Nordeste, a seca prolongada e o calor extremo devem dificultar as produções agrícola e pesqueira e reduzir o nível dos rios amazônicos, prejudicando o transporte de grãos e elevando o risco de incêndios nas áreas produtoras. Já no Centro-Oeste e no Sudeste, o calor excessivo aumenta o risco de queimadas. A tendência é que isso ocorra durante a primavera e o verão, ameaçando a umidade do ar e do solo no início do plantio em alguns estados. E no Sul, o excesso de chuvas e o risco de enchentes ameaçam também o plantio e a colheita. Quais são os efeitos do El Niño na agricultura familiar e no agronegócio brasileiro? Que políticas públicas setoriais estão sendo desenvolvidas? Para debater as consequências do fenômeno, recebemos Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e Marta Camila Carneiro, professora de ESG e mudanças climáticas da Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  14. 660

    #952 Os 60+ no mercado de trabalho: necessidade ou escolha?

    Os brasileiros estão vivendo mais e, consequentemente, estendendo sua permanência no mercado de trabalho. Um estudo recente divulgado pela Nexus revela que, nos últimos dez anos, o número de trabalhadores com 60 anos ou mais cresceu 53% — um ritmo que supera o do próprio envelhecimento geral da população. Contudo, esse avanço quantitativo acende um alerta vermelho: a maioria dessas vagas está concentrada na informalidade, privando essa parcela da população de carteira assinada, direitos básicos e garantias trabalhistas. O que explica a presença cada vez maior dos idosos no mercado de trabalho? E quais os desafios para garantir oportunidades dignas, proteção social e inclusão profissional a uma população que segue crescendo no país? Para conversar sobre o tema, recebemos Ronaldo Loyola, especialista em psicologia e cultura organizacional; e Janaína Feijó, economista e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  15. 659

    #951 Geração CNPJ: quem sustenta a casa agora?

    Os jovens donos de negócios no Brasil não empreendem apenas por eles mesmos: quatro em cada dez pessoas com até 29 anos que lideram empreendimentos são chefes no sustento familiar, aponta uma pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O estudo tomou como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre o primeiro trimestre de 2012 e o quarto trimestre de 2025. Nesse período, a participação de jovens responsáveis pela família à frente de uma empresa subiu de 32% para 37%. O levantamento revelou ainda que os jovens donos de negócio são a faixa com maior avanço na formalização nos últimos dez anos, passando de aproximadamente 21% em 2015 para 28% no último trimestre do ano passado. O que explica essa mudança? É uma escolha ou necessidade? Qual o rendimento médio desse perfil de trabalhador? Quais setores se destacam? E como isso mexe com a percepção e os dados sobre emprego e desemprego no Brasil? Para debater a participação do jovem no sustento das contas da casa, convidamos André Spínola, gerente nacional de estratégia e transformação do Sebrae; e Pedro Henrique Duarte Santos, empreendedor, criador da Pedrin do Picolé e Açaí. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  16. 658

    #950 De prompt em prompt… Como a relação da IA com o eleitor molda as escolhas políticas?

    Entre debates, entrevistas, campanhas na televisão, uso de influenciadores e, agora, inteligência artificial, a jornada do eleitor em busca de informações para decidir seu voto está cada vez mais complexa. Segundo pesquisa do Projeto Brief, 62,9% dos eleitores consideram consultar a IA para se informar sobre candidatos nas eleições, somando 22,4% que tratariam a tecnologia como uma fonte útil como qualquer outra; e 40,5% que a consultariam, mas verificariam em outras fontes também. Outros 23,2% preferem fontes humanas, como jornalismo e debates, e apenas 13,9% declaram não confiar na IA para informações políticas. O dado sugere uma mudança importante na forma de consumir informação política e abre uma discussão sobre confiança, credibilidade e verificação de conteúdo em tempos de respostas instantâneas. Para discutir os impactos da inteligência artificial na escolha política, recebemos Caio Almendra, jornalista e cofundador do Instituto Brasileiro de Ciência de Dados (BI0S); e Laura Hauser, socióloga, historiadora e pesquisadora de IA e relacionamentos. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  17. 657

    #949 Quanto custa a vida? Tragédia em salto radical expõe vazio legal e falta de amparo

    A trágica morte de uma jovem após saltar de rope jumping sem a corda de segurança conectada, reacendeu o debate sobre a fiscalização de esportes radicais em pontes e viadutos entre Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo. O acidente evidencia a perigosa distância entre a teoria e a prática na regulamentação dessas atividades. No viaduto Sumaré, na capital paulista, a prefeitura proíbe os saltos, mas empresas seguem vendendo ingressos on-line. O local já havia registrado um acidente grave no ano passado, em que a vítima não recebeu amparo dos organizadores. A realização dessas aventuras em espaços públicos exige autorizações rígidas previstas em leis e decretos municipais, contudo representantes do setor contestam as regras, alegando que a lei não cita nominalmente o rope jump. Quais são os impactos dessa brecha jurídica, que alimenta divergências e coloca vidas em risco em um mercado que carece de controle efetivo? Para debater o assunto, recebemos Ana Carolina Capellini Rigoni, mestre e doutora em educação física; Marco Jota, presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano (ABRJP); e Renan Pretti, psicólogo clínico, especialista em saúde mental, dependência química e psicologia do esporte. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  18. 656

    #948 Os 25 anos do apagão: o Brasil está pronto para a nova era da energia?

    Há 25 anos, o Brasil enfrentava sua maior crise energética, marcada pelo racionamento forçado que expôs a fragilidade da dependência hidrelétrica. O "apagão" de 2001 foi um divisor de águas, impulsionando a diversificação da matriz e o fortalecimento do planejamento nacional. Hoje o cenário é outro: a rápida ascensão das fontes eólica e solar traz novos desafios, como a necessidade de armazenamento e a expansão da rede de transmissão. Revisitamos o legado dessa crise para entender: o Brasil está preparado para a nova era de um sistema elétrico sustentável e em plena transformação? Para lançar luz no assunto, recebemos Pedro Parente, ex-ministro do Planejamento e ex-ministro da Casa Civil no governo de Fernando Henrique Cardoso; e Clauber Leite, diretor de energia sustentável e bioeconomia do Instituto E+, think tank brasileiro. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  19. 655

    #947 Entre páginas e idiomas: a revolução digital brasileira do conhecimento

    Uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) tem consolidado a democratização do ensino digital gratuito no Brasil. Através do MEC Livros, a biblioteca digital já soma 862 mil usuários e 468 mil acessos, destacando a obra "A cabeça do santo" como a mais lida. Com leituras que superam 269 mil horas, a plataforma disponibiliza títulos nacionais e internacionais para empréstimo por 14 dias. O acesso a todo o acervo literário é feito de forma simples, bastando ao cidadão realizar o login com a conta gov.br. Expandindo as oportunidades, o MEC Idiomas surge como um portal autoinstrucional focado na aprendizagem bilíngue. A ferramenta oferece cursos de inglês e espanhol estruturados do nível básico ao avançado (A1 ao C2). Com cerca de 800 aulas disponíveis, o aplicativo de línguas já ultrapassou a marca de 212 mil usuários cadastrados. Ambas as iniciativas utilizam a tecnologia para romper barreiras educacionais e universalizar o conhecimento no país. Para conversar sobre o uso das plataformas no ensino brasileiro, recebemos Jaqueline dos Santos Melo, coordenadora-geral de materiais didáticos da Secretaria de Educação Básica do MEC; e Claudia Costin, professora especialista em políticas educacionais, ex-diretora global de Educação do Banco Mundial e presidente do Instituto Salto. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  20. 654

    #946 O jovem brasileiro está se afastando das urnas?

    Em 2022, o Brasil viu uma onda de engajamento juvenil, com mais de 2,5 milhões de jovens de 16 e 17 anos emitindo o título de eleitor. Para 2026, no entanto, esse entusiasmo perdeu fôlego. Dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam uma queda superior a 20% no alistamento eleitoral dessa faixa etária em comparação ao pico de quatro anos atrás. Especialistas atribuem o recuo a dois fatores principais: a volta da exigência da biometria presencial, que substituiu o formato totalmente digital de 2022; e a ausência de grandes mobilizações nacionais voltadas para esse público, como a campanha histórica que contou com o apoio da cantora Anitta e de outras celebridades. Para conversar sobre esse possível afastamento da política entre os jovens, recebemos o cientista político Victor Escobar; e Jade Beatriz, influenciadora digital, embaixadora do programa Pé-de-Meia e ex-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  21. 653

    #945 Pesca artesanal: a rede que sustenta o Brasil

    Celebrada pela primeira vez, a Semana Nacional da Promoção da Pesca Artesanal valoriza a modalidade em todo o país, destacando a importância da atividade e o incentivo de políticas públicas para o setor e sua cadeia de valores. Considerada um pilar fundamental para a segurança alimentar do país e essencial para a subsistência de milhares de famílias, a pesca artesanal tem sofrido alguns desafios, como a falta de apoio público e o desinteresse da população mais jovem. Quais são as políticas de incentivo para esses profissionais e quem depende da pesca artesanal para sobreviver e comer? Quanto a modalidade movimenta anualmente? Para discutir o assunto, recebemos Cristiano Ramalho, secretário Nacional de Pesca Artesanal do Ministério da Pesca e Aquicultura; e Raimundo Siri, pescador artesanal, coordenador nacional do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP Brasil). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  22. 652

    #944 As raízes históricas e o sentimento por trás das maiores festas juninas do país

    Celebrado em 24 de junho, o Dia de São João vai muito além das tradicionais quadrilhas, comidas típicas e fogueiras: a data representa uma das manifestações culturais mais fortes da identidade brasileira, especialmente no Nordeste, onde cidades como Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) transformam a festividade em grandes eventos que movimentam o turismo e a economia local. E, para somar ao calendário, em 27 de junho, o Dia Nacional do Quadrilheiro Junino chega para regulamentar os profissionais que, por meio de expressão artística cantada, dançada ou falada, transmitem a tradição popular nas festas juninas. Para conversar sobre os impactos econômicos, sociais e afetivos das festas em diferentes regiões do país, convidamos o historiador Manoel Passos Pereira, mestre em história e patrimônio pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal) e especialista no Recôncavo Baiano e nas raízes socioculturais do Brasil; e Luiz Marins, presidente da União das Entidades de Arraiais e Grupos de Quadrilhas do Estado do Rio de Janeiro (Ueraquerj). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  23. 651

    #943 Copa do Mundo: poluição ambiental entra em campo e dá goleada

    A expansão da Copa do Mundo para 48 seleções gerou um efeito colateral preocupante. Um estudo da plataforma global de contabilização de carbono Greenly projeta que o torneio na América do Norte vai emitir 7,8 milhões de toneladas de gás carbônico, o dobro do registrado no Catar. O deslocamento em massa por três países continentais transformou o evento na edição mais poluente já realizada. Para além do impacto de longo prazo, o clima do verão estadunidense ameaça o cronograma atual dos jogos. Altas temperaturas combinadas com tempestades severas e raios já acionaram o plano de contingência da organização para possíveis paralisações de partidas. A Seleção Brasileira sentirá essa volatilidade de perto na fase de grupos: jogará em três regiões com perfis meteorológicos totalmente distintos, com atenção redobrada para a rodada em Miami, área historicamente afetada por tempestades intensas durante os meses de julho. O Brasil tem encabeçado os debates ambientais, mas como ficam as políticas praticadas por outros países? E o rendimento físico e mental dos atletas, diante da exposição ao calor intenso? Para conversar sobre o tema, recebemos Délcio Rodrigues, diretor-executivo da organização ClimaInfo; e Luiz Fernando Lukas, educador físico pós-graduado em musculação e treinamento de força. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  24. 650

    #942 Facções ou terroristas? O novo dilema da segurança no Brasil

    O desejo de 60% dos brasileiros de rotular o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, revelado pela pesquisa Quaest, reflete o esgotamento social diante da violência urbana. O tema ganha contornos de política externa quando o eleitorado se divide sobre a conveniência de Washington adotar a mesma classificação para as facções do país. Sob a ótica do direito internacional, a equiparação altera as regras do jogo, visto que afetaria a soberania nacional, a cooperação na área de segurança e o fluxo financeiro global. O endurecimento da lei seria capaz de desarticular o poder econômico dessas organizações ou acabaria gerando tensões diplomáticas e efeitos colaterais na preservação das liberdades individuais? Para responder essas e outras questões, recebemos Roberto Uchôa, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Thiago Bottino, professor de direito na Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  25. 649

    #941 Redução da maioridade penal avança no Congresso: o que está em discussão?

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o parecer favorável à tramitação do Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixa a maioridade penal em 16 anos. Foram 44 votos a favor e 18 contra o projeto original do ex-deputado Gonzaga Patriota. Agora, cabe à presidência da Casa legislativa instituir uma comissão especial para debater o teor do texto, que precisará passar por votações em dois turnos no plenário e, posteriormente, pelo crivo do Senado para virar lei. A sessão expôs o choque de visões em Brasília: enquanto governistas apontam retrocesso civilizatório e violação de cláusulas pétreas da Constituição, defensores da PEC alegam plena conformidade jurídica internacional. Críticos da sociedade civil reforçam que a redução da maioridade falha em resolver gargalos da segurança, sugerindo foco na inclusão social e na educação. Para conversar sobre os impactos da proposta na governança social e os desdobramentos políticos, convidamos Coronel Tadeu (PRD-SP), deputado federal; e Humberto Adami, advogado, mestre em direito, presidente da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OABRJ), e dirigente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  26. 648

    #940 O imposto de renda e o bolso do cidadão entraram em descompasso?

    Com o recorde de 44,5 milhões de envios, o balanço do Imposto de Renda 2026 registrou 2,2 milhões de declarações retidas na malha fina. Erros cadastrais e omissões de renda foram os principais motivos, fazendo crescer as suspeitas no primeiro ano após a extinção da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF). A regularização voluntária livra o cidadão de multas pesadas e o recoloca na fila de restituição antes do próximo lote, em 30 de junho. Nos bastidores de Brasília, o debate agora gira em torno do fim da declaração anual, com planos de transição para um modelo automático já em 2027, visto que o grande desafio do governo é traduzir as mudanças fiscais em bem-estar real. Na contramão disso, um levantamento da Quaest aponta que 65% dos brasileiros não sentiram o impacto financeiro da nova faixa de isenção de R$ 5 mil. Para conversar sobre a importância de regularização do imposto de renda, os impactos da isenção e a promessa do fim da declaração, recebemos Welinton Mota, contador especializado em direito tributário e diretor tributário da Confirp Contabilidade; e Tamires Barbosa, contadora e membra do Conselho Regional de Contadores do Rio de Janeiro (CRC-RJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  27. 647

    #939 Música para estudar ou fazer outras atividades: aliada ou mais uma distração entre tantas?

    Em quais atividades a música realmente é uma aliada importante e em quais ela pode reduzir a capacidade de realização de tarefas? O tema divide opiniões, visto que muitas pessoas escutam música durante os estudos ou enquanto trabalham, à medida que outros preferem o silêncio. Aqueles que ouvem música ao estudar dizem que o hábito acaba ajudando na leitura, além de aumentar o foco e a motivação, ou bloquear ruídos externos. No entanto, segundo especialistas, a música pode, sim, atrapalhar o estudo, principalmente se tiver letras ou melodias agitadas, visto que o cérebro processa palavras em músicas cantadas, reduzindo a retenção do conteúdo. Em um mundo de possibilidades variadas de distração, com a evolução da tecnologia, a música se torna vilã ou aliada da concentração? Para debater o assunto, recebemos o dr. Felipe Barros, médico neurologista e membro da Comissão de Medicina do Estilo de Vida da Academia Brasileira de Neurologia (ABN); Eduardo Assad Sahão, multi-instrumentista, regente, pesquisador e doutorando em cognição musical da Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Marcia Victorio, doutora em ciências da educação, mestre em educação musical e pós-graduada em educação musical pelo Conservatório Brasileiro de Música. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  28. 646

    #938 Biomas sob ameaça? Como o Brasil tem se preparado para a chegada do El Niño?

    A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), alertou que o planeta pode enfrentar um aumento de secas extremas, chuvas intensas e ondas de calor nos próximos meses. O motivo é o provável retorno do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico. Há 80% de chance de o fenômeno se desenvolver entre junho e agosto deste ano. Embora a intensidade máxima ainda seja incerta, a maioria dos modelos climáticos indica que o evento será, no mínimo, moderado, com fortes chances de atingir níveis severos. Historicamente, no Brasil, o El Niño intensifica a seca no norte do país e provoca fortes chuvas no sul. Contudo, o cenário atual projeta um risco generalizado de eventos graves em todas as regiões brasileiras. Diante disso, o alerta da ONU é claro: o mundo precisa se preparar para extremos climáticos. Como o governo brasileiro tem se organizado para lidar com o super El Niño? Para conversar sobre o tema, recebemos Maria Clara Sassaki, especialista em meteorologia e porta-voz da Tempo OK; e Gustavo Oliveira, doutor em economia florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  29. 645

    #937 Futebol além do tradicional: a inclusão que transforma o esporte

    O futebol tem ganhado novas adaptações. Existe a modalidade onde se joga caminhando, e não correndo, promovendo, assim, a inclusão para pessoas da terceira idade. Também há a modalidade sobre cadeira de rodas que são motorizadas e equipadas com defesas frontais (parachoques) para um chute com maior alcance. Há também o futebol de cegos, que é um esporte adaptado do futsal, praticado por pessoas com deficiência visual parcial ou total. As partidas são realizadas em ambientes totalmente silenciosos, para que os atletas possam ouvir as orientações dos membros da equipe e o som do guizo costurado na parte interna na bola. A Rússia, por exemplo, sediou o Primeiro Torneio Internacional Amistoso de Futebol para Cegos entre clubes dos países do BRICS, em Moscou. Para conversar mais sobre a inclusão no esporte, recebemos Ricardo Leme, presidente da Walking Football Brasil, organização oficial da modalidade no país; Gabriel Penedo Batista, atleta da Associação Gaúcha de Futsal para Cegos (Agafuc) e da seleção brasileira de futebol de cegos; e Marcos Antonio Santos, o Marcão, superintendente de Paradesporto e Projetos Inclusivos na Secretaria de Estado da Mulher e Políticas Inclusivas, do governo do Rio de Janeiro. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  30. 644

    #936 É possível criar um marco da IA que seja 'atemporal'?

    O Marco Legal da Inteligência Artificial (PL 2338/2023) ganhou prioridade máxima no Congresso Nacional. O avanço do projeto tem sido incentivado pela proximidade das eleições, com o objetivo de estabelecer regras claras contra a desinformação e os abusos digitais. A influência da Internet nas campanhas eleitorais brasileiras já é alvo de discussão há mais de uma década, considerando o uso das redes sociais por políticos em campanhas. Relacionada ao tema, uma pesquisa recente do Aláfia Lab, laboratório independente de pesquisa sobre Internet, comunicação e sociedade, mostra que 43% dos brasileiros associam notícias falsas a temas políticos. Os dados também indicam que há diferenças entre a esquerda e a direita na percepção da desinformação e no uso de inteligência artificial. Dessa forma, surge a seguinte reflexão: é possível criar um marco regulatório de IA que acompanhe todas as transformações associadas ao uso da ferramenta? Para discutir esse cenário, convidamos Vandor Rissoli, professor doutor de engenharia de software da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do Laboratório de Tecnologias Educacionais (LaTEd), da mesma instituição; e Zeca Dirceu, deputado federal (PT-PR) e membro da Comissão Especial sobre Inteligência Artificial da Câmara dos Deputados. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  31. 643

    #935 Como a economia da atenção esvazia o bolso dos brasileiros?

    Em um mundo saturado de estímulos, o recurso mais escasso e valioso não é o petróleo ou o ouro, mas sim a atenção. Cunhado em 1971, o conceito de "economia da atenção" ganhou contornos alarmantes na era digital. Hoje, redes sociais, streamings e e-commerces travam uma guerra silenciosa e feroz pelo tempo de tela, utilizando algoritmos predatórios e design persuasivo para transformar segundos em lucro. Nesse ecossistema em que o produto são as pessoas, a gratuidade das plataformas é uma ilusão: quanto mais tempo de navegação, mais dados são gerados, alimentando uma indústria de anúncios hiperpersonalizados que moldam desejos com precisão cirúrgica. A ascensão de influenciadores digitais contribui ainda mais para o fenômeno: as redes sociais se tornaram espaços onde tendências são ditadas, marcas são promovidas e decisões de compra são orientadas. Na era da economia da atenção, vivemos em uma ditadura do clique? Para debater o assunto, recebemos Regina Monge, especialista em neurobranding, neurociência aplicada aos negócios e à economia da atenção, e fundadora do Neurobranding Lab; e o economista Caio Augusto. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  32. 642

    #934 Coração na chuteira: por que a Copa mexe tanto com os brasileiros?

    Desde o primeiro título mundial, em 1958, a Copa do Mundo deixou de ser apenas um torneio de futebol para se transformar em um dos maiores símbolos de identidade e pertencimento do povo brasileiro. Se é ano de Copa, o país muda de ritmo: as ruas e avenidas são decoradas com as cores da bandeira, famílias e amigos se reúnem em frente à televisão nos bares e restaurantes, e até mesmo algumas rotinas de trabalho se adaptam aos horários dos jogos. Muito mais do que o amor pelo futebol, a Copa desperta memória afetiva, tornando-se quase um ritual coletivo. O que o mundial suscita na população brasileira? Para conversar sobre o assunto, recebemos Chico Brinati, professor de jornalismo da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e pesquisador; e Gonçalves, ex-jogador do Botafogo e da Seleção Brasileira. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  33. 641

    #933 Óleo de cozinha: perigo que contamina os lençóis freáticos e o solo

    A dúvida sobre o descarte do óleo de cozinha é um problema recorrente nos lares brasileiros. Quando descartado de forma irregular, o impacto aparece rapidamente: a substância polui rios e mares, entope encanamentos e redes de esgoto, aumenta o risco de enchentes e eleva os custos de tratamento da água. No solo, dificulta a infiltração, prejudica plantas e microrganismos, e favorece a proliferação de pragas. Na contramão disso tudo, um projeto desenvolvido entre a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Instituto Singular Ideias Inovadoras tem aproveitado os óleos de cozinha para transformar a substância em sabão. O projeto, nomeado OmìAyê, que significa purificação das águas e da terra em iorubá, vem há oito meses transformando a problemática do descarte de óleo incorreto e ajudando a refletir sobre o assunto. A sociedade tem consciência dos prejuízos causados pelo descarte irregular e de soluções sustentáveis para esse óleo? Para conversar sobre o assunto, recebemos Nathalie Gil, CEO da Sea Shepherd Brasil, organização de conservação marinha sem fins lucrativos; e Jéssica Delgado, coordenadora do projeto OmìAyê. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  34. 640

    #932 Disputa de narrativas? O embate das páginas de fofoca e a imprensa tradicional

    Perfis de entretenimento e fofoca cresceram 654% em alcance no último ano. É o que aponta o levantamento exclusivo do Projeto Brief, plataforma especializada em pesquisas sobre redes sociais que revelou esse fenômeno alarmante. Mais do que canais de distração, essas páginas passaram a operar como uma verdadeira infraestrutura de comunicação política, movendo-se nas sombras, sem qualquer transparência. O estudo aponta um paradoxo digital: mesmo produzindo significativamente menos conteúdo, esses perfis alcançaram o dobro da audiência da mídia tradicional. Enquanto veículos jornalísticos publicaram cerca de 1,26 milhão de matérias nos últimos dois anos, as páginas de fofoca mantiveram um ritmo de postagens três vezes menor e, ainda assim, muito mais eficiente em engajamento. Para conversar sobre as implicações do crescimento das páginas de fofoca, recebemos Carol Luck, pesquisadora de antropologia digital, formada em gestão pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pós-graduada em antropologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), e associada do Centro para Imaginação Crítica (CCI/Cebrap); e Carol Romano, psicanalista e autora do livro "Por que as relações importam (tanto)?". Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  35. 639

    #931 De 'hábito metódico' a negócio promissor: o boom dos organizadores pessoais

    Ter um guarda-roupa perfeitamente setorizado por cores, tipos de peças e estações, ou uma cozinha onde cada utensílio está posicionado estrategicamente para o uso diário, pode parecer apenas o hábito de alguém muito metódico. No entanto, o que antes era visto como um capricho doméstico virou um mercado proeminente que vem movimentando a economia e atraindo cada vez mais adeptos. Embora o resultado final possa parecer "invisível" a olhos desatentos, a atuação do personal organizer (ou organizador pessoal) se consolidou como um negócio altamente lucrativo. Para conversar sobre o crescimento e o amadurecimento da profissão, recebemos Ana Alarcon, presidente da Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP); e Adriana Tomaz, personal organizer formada pela OZ! Organize Sua Vida desde 2019, certificada em organização residencial e mudança, e associada da ANPOP. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  36. 638

    #930 Imprensa livre: Brasil melhora no ranking, mas cenário ainda é sensível

    A liberdade de imprensa global atingiu seu nível mais baixo em duas décadas, de acordo com relatórios promovidos por organizações especializadas. No entanto, o Brasil subiu cinco posições e assumiu o 52º lugar, ultrapassando os EUA pela primeira vez, mesmo com uma situação classificada como "sensível". O exercício da profissão no país ainda enfrenta agressões e censura judicial, como a recente ordem de busca e apreensão contra um jornalista maranhense por reportar sobre um veículo oficial. Apesar dessas violações às garantias constitucionais, investigações como as revelações do "caso Master" reafirmam o papel indispensável do jornalismo investigativo para o interesse público. Para conversar sobre o cenário e as condições do jornalismo nacional, especialmente em ano eleitoral, convidamos Samira Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); e Letícia Kleim, coordenadora jurídica da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  37. 637

    #929 O que a história da AIDS nos ensinou sobre saúde, 45 anos depois?

    O marco inicial do que viria a ser conhecido como AIDS foi o dia 5 de junho de 1981. Nessa data, o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) em Atlanta, nos Estados Unidos, registrou um aumento atípico de casos de sarcoma de Kaposi e de pneumonia causada pelo fungo Pneumocystis carinii (atualmente P. jirovecii) em homens jovens. Até então, essas patologias eram raramente vistas em indivíduos com sistema imunológico saudável. Apenas um ano depois, em 1982, a nova condição recebeu oficialmente o nome de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, na sigla em inglês). Quatro décadas e meia após os primeiros relatos, o cenário mudou drasticamente: quais avanços foram decisivos para o desenvolvimento do tratamento? Como é a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus da imunodeficiência humana, o HIV? Para responder essas e outras questões, convidamos dr. Mário Biill, médico infectologista; e Alexandre Putti, jornalista e produtor de conteúdo, que convive com o HIV e é um dos embaixadores globais de prevenção ao HIV/Aids da conferência internacional que acontece em julho. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  38. 636

    #928 Sustentabilidade em sala: a escola na linha de frente em iniciativas ambientais

    A Comissão de Educação da Câmara aprovou um projeto que obriga a inclusão da educação ambiental, climática e sustentável no currículo da educação básica (redes pública e privada). Integrados às disciplinas tradicionais, os novos conteúdos abrangerão temas como justiça climática, economia circular e competências socioemocionais (empatia e cooperação). Além disso, as escolas deverão adotar práticas obrigatórias em seus planos pedagógicos, incluindo hortas, compostagem e reciclagem, consumo racional de água e energia. Para debater os benefícios da inclusão das iniciativas socioambientais no ambiente escolar, recebemos Andrea Sander, pesquisadora do Serviço Geológico do Brasil (SGB), coordenadora do programa SGBeduca; e Cláudia Coelho Santos, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), doutora em ecologia aplicada, com atuação em educação ambiental, e integrante da Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea) e da Rede de Educação Ambiental da Bahia (Reaba). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  39. 635

    #927 O abismo brasileiro: onde se vive melhor e pior no país

    As profundas desigualdades regionais do país permanecem estagnadas: enquanto 18 das 20 cidades mais bem colocadas concentram-se nas regiões Sul e Sudeste, 19 das 20 com pior desempenho estão situadas no Norte e no Nordeste. É o que aponta um ranking inédito divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) com organizações parceiras, que traçou um mapa da qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros em 2026. O diagnóstico foi feito por meio do Índice de Progresso Social (IPS), que avalia o bem-estar da população com base em 57 indicadores sociais e ambientais. Utilizando dados de fontes oficiais, como Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e MapBiomas, o índice analisa dimensões essenciais, como meio ambiente, inclusão social, moradia e oportunidades de desenvolvimento. Além dos fatores econômicos tradicionais, quais outras dimensões são levadas em conta para avaliar o progresso social dos municípios? Para discutir o tema, recebemos Melissa Wilm, coordenadora do Índice de Progresso Social (IPS Brasil); e Juliano Pamplona Ximenes Ponte, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (UFPA), coordenador do núcleo Belém do Observatório das Metrópoles e membro do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  40. 634

    #926 O peso do 'caso Vorcaro' na corrida presidencial

    A revelação de diálogos entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, versando sobre o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, disparou alertas na engrenagem eleitoral da oposição. O episódio reverteu a curva de ascensão do parlamentar, que vinha sustentando um empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e provocou oscilações negativas em pesquisas de opinião recentes. Adotando uma estratégia defensiva, o pré-candidato do PL passou a contestar a idoneidade dos institutos de pesquisa. O desdobramento do caso suscita um debate crucial: qual será a real magnitude do impacto do caso Vorcaro na consolidação das candidaturas para a disputa eleitoral? Para discutir o assunto, convidamos Robson Carvalho, cientista político e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB); e Alberto Rollo, advogado especialista em direito eleitoral e constitucional. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  41. 633

    #925 O apagão ferroviário: o custo do retrocesso

    Em 1949, a malha ferroviária brasileira contava com 35 mil quilômetros de extensão. Hoje, encolheu para 30 mil quilômetros. Para compreender o tamanho desse retrocesso, basta comparar o Brasil com outras nações de dimensões continentais, como a China, que possui 165 mil quilômetros de malha ferroviária; e a Índia, que dispõe de 68 mil quilômetros de rede. Esses números evidenciam que o transporte ferroviário se tornou um dos grandes gargalos da economia nacional. Atualmente, os trens movem menos de 18% de toda a carga do país, embora concentrem 100% do transporte de minérios e metade do escoamento de grãos. Como isso afeta a economia nacional? Qual é o impacto no bolso, devido ao frete concentrado em rodovias? Para responder essas e outras questões, convidamos Davi Barreto, diretor-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF); e Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  42. 632

    #924 As doulas do início e do fim da vida

    As doulas, profissionais que acompanham a gestação e o parto, agora têm sua profissão regulamentada na Lei 15.381, de 2026. Pelo texto, doula é a profissional que oferece apoio físico, informacional e emocional à pessoa durante a gravidez e, especialmente, durante o parto, buscando a melhor evolução desse processo e o bem-estar da gestante, parturiente e puérpera (mulher no período pós-parto). Para atuar, são exigidos ensino médio e curso de qualificação profissional em doulagem. Além das doulas que cuidam de gestantes e apoiam o nascimento de recém-nascidos, uma nova atribuição foi criada: as que apoiam pessoas que estão no fim da vida. São acompanhantes não médicas que oferecem apoio emocional, espiritual e prático a quem está atravessando essa fase. O trabalho também inclui suporte a familiares, especialmente durante o processo de despedida e luto. Na prática, essa atuação costuma acontecer em casa ou em ambientes de cuidado, como hospitais e instituições de longa permanência. Para discutir a implementação da profissão das doulas, convidamos Morgana Eneile, doula e presidente da Federação Nacional de Doulas do Brasil (FenadoulasBR); e Jana Gentili, advogada, doula e doutoranda em saúde coletiva no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), pesquisadora da Rede Transnacional de pesquisas sobre Maternidades destituídas, violadas e violentadas (Rema). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  43. 631

    #923 Desintrusão, mas nem tanto: a persistência do garimpo ilegal e os impactos no Pará

    O garimpo ilegal ainda é um problema latente na sociedade brasileira; mesmo diante de ações repressivas do Estado, a exploração de minerais prossegue e conserva alta capacidade de adaptação. Segundo um estudo de pesquisadores da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e do Instituto Mãe Crioula, a retirada de garimpeiros desencadeou uma série de novas dinâmicas e evidenciou vulnerabilidades, pois não desestruturou as bases econômicas do garimpo ilegal e nem pôs fim a conflitos na região. Além do impacto ambiental negativo, a pesquisa aponta impactos sociais e econômicos preocupantes, pois o garimpo ilegal se sustenta por meio de um circuito econômico que inclui outras atividades, como comércios, postos de combustíveis e serviços em geral em Jacareacanga e outros municípios no Pará. Para discutir os reflexos do garimpo ilegal na sociedade brasileira, recebemos Aiala Colares Couto, geógrafo, bacharel em direito, pesquisador da UEPA e diretor-presidente do Instituto Mãe Crioula; e Maria Leusa Munduruku, ativista indígena. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  44. 630

    #922 Eles estão entre nós: o aumento de milícias e facções nos bairros brasileiros

    Cerca de 41,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais reconhecem a presença de grupos criminosos organizados, como facções ou milícias, no bairro onde residem. É o que aponta o relatório "Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança", elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento indica ainda que cerca de 68,7 milhões de pessoas convivem diretamente com o poder territorial exercido por essas organizações, que se capilarizam das capitais ao interior do país. Qual é o impacto desse fenômeno na economia local, com taxações do crime, fornecedores únicos e Internet controlada pelos criminosos? Consequentemente, como isso afeta o dia a dia dessas comunidades? Para conversar sobre os impactos da permanência de milícias e facções nos bairros, recebemos David Marques, gerente de programas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Carolina Grillo, professora do Departamento de Sociologia e Metodologia das Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI), da mesma instituição. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  45. 629

    #921 O trânsito brasileiro segue sem freio?

    A criação do Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito, a ser celebrado em novembro, reacende o debate sobre a violência nas estradas brasileiras e a necessidade de ampliar políticas públicas de prevenção. Apesar da leve redução nos acidentes e nas mortes em rodovias federais registrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 2025, mais de 6 mil pessoas ainda perderam a vida no trânsito em apenas um ano. A nova data, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apoia as diretrizes do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que prevê maior participação da sociedade e dos órgãos públicos em campanhas e ações educativas. Quais são os desafios da fiscalização? O que falta para o Brasil reduzir o número de vítimas e mortos por acidentes de trânsito? Para debater o assunto, convidamos Alysson Coimbra, representante do Movimento Não Foi Acidente; e Paulo Buriti, gerente corporativo da CORPVS, uma das maiores empresas de segurança privada do Brasil. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  46. 628

    #920 Pé na tábua: indústria automotiva volta a crescer no Brasil

    A indústria automotiva brasileira pisou no acelerador no primeiro quadrimestre de 2026. Impulsionada por resultados que superaram as expectativas mais otimistas do setor, a produção nacional de veículos registrou uma alta de 4,9% entre janeiro e abril, consolidando o retorno definitivo aos patamares de atividade anteriores à pandemia de COVID-19, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Apesar do cenário de celebração, o setor avança com o sinal de alerta ligado em duas frentes externas. A primeira delas é a crise de semicondutores e chips eletrônicos; embora menos severa que nos anos anteriores, a instabilidade na cadeia global de suprimentos continua exigindo atenção redobrada da engenharia logística. A segunda é o mercado de exportações. Embora os embarques tenham ensaiado reações pontuais, o saldo acumulado das vendas para o exterior ainda é amargo, penalizado diretamente pelo prolongado desaquecimento econômico da Argentina, historicamente o principal parceiro comercial das montadoras instaladas no Brasil. Para conversar sobre a importância da indústria automobilística nacional, recebemos Antonio Jorge Martins, economista e professor de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), coordenador acadêmico nos cursos da área automotiva da universidade; e Thiago Sugahara, integrante do conselho diretor e diretor do Grupo de Trabalho de Veículos Leves da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  47. 627

    #919 Quando o perigo senta ao lado: a complexidade da violência entre estudantes

    A violência dentro das escolas brasileiras deixou de ser um alerta pontual para se tornar uma crise crônica. Em apenas uma década, os casos mais do que triplicaram: saltaram de 3,7 mil em 2013 para alarmantes 13,1 mil em 2023, segundo dados nacionais analisados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A violência física lidera o ranking, sendo responsável por metade das ocorrências, seguida de perto pela psicológica (23,8%) e pela sexual (23,1%). O levantamento ainda revela que, em 35,9% dos casos, o agressor era alguém do círculo de convivência da vítima, como um amigo ou conhecido, o que expõe a complexidade do problema dentro do próprio ecossistema escolar. Diante desse cenário crítico, a recente regulamentação da Lei nº 14.164/2021, assinada em abril, inclui no currículo da educação básica conteúdos voltados à prevenção da violência, com medidas que reforçam o papel da escola não apenas como um espaço de aprendizado, mas fundamentalmente de proteção. Para conversar sobre os impactos da violência escolar na saúde de alunos e professores, recebemos Thaís Dias Luz Borges Santos, coordenadora-geral de acompanhamento e combate à violência nas escolas, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação (SECADI/MEC); e Veridiana Parahyba Campos, socióloga com pós-doutorado em andamento no Núcleo de Estudos da Violência (NEV), da Universidade de São Paulo (USP), e pesquisadora no Projeto Observatório de Direitos Humanos em Escolas (PODHE), também da USP. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  48. 626

    #918 Transição energética no mar: como o sol está mudando a pesca noturna?

    Pescadores artesanais do litoral fluminense estão trocando o barulho dos geradores a diesel e gasolina pelo silêncio da energia solar. A inovação tecnológica vem transformando a pesca noturna de lula, substituindo os antigos equipamentos poluentes e barulhentos por painéis fotovoltaicos. Impulsionada pelo projeto SustentaMar, a mudança reduz custos operacionais, minimiza o impacto ambiental e melhora significativamente as condições de trabalho em alto-mar. A iniciativa é mantida pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), integrando um esforço amplo para modernizar e conferir sustentabilidade à principal atividade pesqueira da região. Para conversar sobre o projeto, convidamos Ana Helena Bevilacqua, gerente de projetos socioambientais, conservação e clima do Funbio; Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro; e Sérgio Ricardo Potiguara, coordenador do Movimento Baía Viva e mestre em ciências ambientais pelo Instituto de Florestas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  49. 625

    #917 O perigo na tela: ataques digitais revelam crise na cibersegurança brasileira?

    O Brasil sofreu mais de 750 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2025. É o que aponta um relatório elaborado por empresas especializadas em cibersegurança. Além dos ataques, o país concentrou 187,5 milhões de atividades de distribuição de malwares, softwares projetados para causar danos ou obter acesso não autorizado a sistemas digitais, tendo grande aumento no segundo semestre do ano e apresentando um crescimento significativo de 535% na comparação com 2024. O que falta para o Brasil fortalecer e consolidar suas políticas de cibersegurança? Para conversar sobre o tema, recebemos Pedro Martins, mestre em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisador do grupo de pesquisa Persona e coordenador acadêmico da organização Data Privacy Brasil; e Alexandre Brum, CEO da Vultus, consultoria especializada em gestão de riscos cibernéticos. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

  50. 624

    #916 Escala 6 x 1: governo Lula conseguirá avançar no Congresso após sucessivas derrotas?

    A discussão sobre o fim da escala 6 x 1 ganhou um cronograma acelerado na Câmara dos Deputados, servindo como um teste de fogo para a articulação política do governo Lula. O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da comissão especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho (PEC 221/19 e PEC 8/25), apresentou o planejamento para concluir a votação do texto no plenário até o dia 27 de maio de 2026. Enquanto o Palácio do Planalto e as centrais sindicais defendem a medida como um ganho civilizatório, o setor privado reage com forte preocupação. Com as eleições gerais de outubro de 2026 se aproximando, a pauta da jornada de trabalho também mexe profundamente com o tabuleiro político. Para discutir os embates entre Executivo e Legislativo na discussão de pautas sociais, recebemos Paulo Roberto Souza, cientista político, professor de pós-graduação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), pesquisador e coordenador de parcerias do Instituto Democracia em Xeque; e Daiana Santos, deputada federal (PCdoB-RS), primeira vice-presidente da Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6x1. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

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