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Jabuticaba Sem Caroço
by Jabuticaba Sem Caroço
O podcast que descaroça as notícias do momento e entrega o sumo das informações. De segunda a sexta, os jornalistas Thaiana de Oliveira e Arthur Neto conversam sobre o que movimenta o cotidiano desse admirável país nosso de cada dia.
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#1001 Impacto Vorcaro: divisão no STF, crise de credibilidade e reflexos na corrida eleitoral
A turbulência gerada pelas revelações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e membros do Supremo Tribunal Federal (STF) joga luz sobre uma das crises institucionais mais complexas dos últimos tempos, com potencial efeito sobre a reta final da corrida eleitoral. As conversas expostas pela imprensa e a subsequente quebra de sigilo de relatórios da Polícia Federal pelo ministro André Mendonça criaram um quadro de forte polarização política e jurídica. Nesse cenário, a duas semanas do primeiro turno, fica a questão central: quem ganha e quem perde com essa exposição em cadeia? Até onde vai o escândalo Master? Quais são os caminhos jurídicos para eventuais anulações de provas e como o eleitor e os candidatos absorvem o desgaste de uma crise que une o topo da Justiça e o centro do poder político? Para responder essas e outras questões, recebemos Leonardo Avritzer, cientista político, professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professor visitante do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ), autor do livro "O golpe bateu na trave: democracia, ordem e desordem no Brasil"; e Jorge Folena, advogado, cientista político e presidente da Comissão de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#1000 O fenômeno dos podcasts: a nova era da comunicação sonora?
Celebrando mil edições, o Jabuticaba Sem Caroço revisita a história recente da forma de consumir áudio, informação e entretenimento. Do rádio tradicional às rupturas tecnológicas mais recentes, incluindo o impacto revolucionário da inteligência artificial, quantas identidades sonoras moldam o mercado atual? Quais foram as transformações profundas na indústria dos podcasts e como o perfil do ouvinte evoluiu desde a virada do século? Como a tecnologia reescreveu as regras do jogo? Para celebrar o aniversário do Jabuticaba Sem Caroço e conversar sobre como o podcast virou o centro da comunicação sonora, recebemos Gabriel Marinho, cocoordenador do podcast Cinematógrafo, projeto de extensão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisador audiovisual e doutorando em cinema do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual (PPGCine) da UFF; e Tomás Chiaverini, jornalista, escritor e criador do podcast Rádio Escafandro. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#999 Diálogo em alta, palmadas na rotina? O abismo entre a teoria e a prática na criação de filhos
A maior parte dos brasileiros defende o diálogo como o melhor caminho para educar crianças, mas as práticas violentas persistem no cotidiano. É o que revela a pesquisa "Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes", realizada pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) em parceria com a Quaest. Embora 91% apontem a conversa como a principal estratégia para corrigir comportamentos infantis, os números da prática revelam um cenário contrastante: 62% dos entrevistados admitem já ter gritado com uma criança, 49% reconhecem ter dado tapas e 27% afirmam já ter utilizado objetos para bater. O levantamento também aponta que a violência permanece amplamente tolerada pela sociedade. Prova disso é que 62% dos entrevistados afirmam que não reagiriam caso presenciassem uma criança recebendo palmadas ou puxões de orelha em um espaço público, uma omissão frequentemente ligada à percepção de que a educação dos filhos é uma questão privada ou ao constrangimento de interferir. Para conversar sobre o tema, convidamos Márcia Kalvon, diretora executiva do Infinis; e Soraia Melo, especialista em violência e primeira infância do Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip), coordenadora na Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância e ex-coordenadora da Rede Não Bata, Eduque. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#998 Pets faturados? O crescimento de uma indústria imparável
Em expansão acelerada, o setor pet brasileiro deve atingir o maior faturamento em 2026, superando R$ 80 bilhões — um crescimento de 9,6%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O terceiro maior do mundo no setor, o Brasil tem vivido uma revolução silenciosa no segmento, com a introdução de telemedicina veterinária, IA aplicada à saúde preventiva e ao comportamento animal, aplicativos de monitoramento e planos de saúde pet, entre outras inovações. Como a "humanização" dos animais transformou o perfil de consumo das famílias? Para conversar sobre o assunto, recebemos Clécia Satel, economista, pesquisadora do Instituto Mauro Borges (IMB) e doutora em economia pela Universidade de São Paulo (USP) com o título de pesquisa "Despesas familiares com pets no Brasil"; Beatriz França, especialista em comportamento animal e fundadora da Creche Escola BFA, no Brasil, e da PETLand BFA, em Miami; e Beatriz Destefani, jornalista e sócia-proprietária da Comunica PR, tutora de dois cachorros vira-latas adotados. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#997 Professores sob ataque? Violência em sala de aula desafia escolas e autoridades
Cerca de 65% dos professores afirmam já ter sofrido algum tipo de agressão em sala de aula ou no ambiente escolar. É o que aponta uma pesquisa do Centro do Professorado Paulista (CPP), que reuniu o depoimento de 1.144 professores. A agressão mais comum é a violência verbal, representando 71% das ocorrências, seguida pela psicológica e moral (58%), pela institucional (27%) e pela física (19%). O levantamento mostra que 93,6% dos professores entrevistados defendem uma revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como forma de reduzir o ambiente hostil enfrentado pelos docentes. Para discutir o cenário, recebemos Silvio dos Santos Martins, professor e presidente do CPP; e Geraldo Peçanha de Almeida, pedagogo e psicanalista, especialista em educação infantil. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#996 Cadeira vazia, ausência sentida?
O primeiro debate presidencial recolocou no centro da discussão política uma tática recorrente nos últimos pleitos: a "cadeira vazia". A ausência ganha ainda mais peso quando envolve figuras de destaque. Na ocasião, dos convidados, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, além de Romeu Zema (Novo), optaram por não comparecer, uma postura que tende a se repetir ao longo do primeiro turno. As equipes de campanha justificaram a decisão sob diferentes alegações estratégicas. Para os favoritos, a cartada costuma servir a um propósito duplo: reduzir a exposição a confrontos diretos com adversários de menor musculatura eleitoral; e mitigar o risco de danos à imagem decorrentes de escorregões ou polêmicas inevitáveis. Para debater a ausência dos candidatos, recebemos Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper; e Roosevelt Arraes, sócio-fundador da Arraes & Carboni Sociedade de Advogados, com mais de 20 anos de experiência profissional em direito eleitoral, administrativo e penal, e diretor da Escola Paranaense de Direito. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#995 O Brasil vai entregar o saneamento prometido?
Seis anos após a aprovação do Marco Legal do Saneamento Básico, o Brasil registra avanços importantes na atração de investimentos, em concessões e em projetos de regionalização. No entanto, os números indicam que o ritmo atual ainda está aquém do necessário para cumprir a meta de universalização: garantir água tratada e esgotamento sanitário para todos até 2033. Um levantamento do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, aponta que o investimento médio anual por habitante cresceu 51% entre 2020 e 2024, saltando de R$ 90,54 para R$ 137,02. Apesar da melhora significativa, o valor continua distante dos cerca de R$ 225 estimados pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) como o ideal para alcançar as metas legais. A lacuna na infraestrutura deixa dezenas de milhões de pessoas sem serviços essenciais: atualmente, 15,9% dos brasileiros não têm acesso a água potável e 43,3% não contam com rede de coleta de esgoto. Para conversar sobre o tema, convidamos Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil; e Silvano Silvério da Costa, superintendente de Regulação de Saneamento Básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#994 A polarização virou o novo normal?
Apesar de a pauta comportamental não estar no centro do debate eleitoral, a divisão entre progressistas e conservadores se mantém no Brasil e vai impactar qualquer governo. O que une e o que separa o Brasil? Há como avançar na pauta de costumes sem criar um cisão nacional? Como isso impacta os projetos de governo? Para responder essas e outras questões, convidamos Alberto Carlos Almeida, cientista político, sociólogo e escritor, autor de livros como "A cabeça do brasileiro", ''A cabeça do eleitor'' e ''O voto do brasileiro''; e Giuliano Salvarani, estrategista político e professor de comunicação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#993 E o vento levou? O debate eleitoral diante das mudanças climáticas
Com a iminência cada vez maior de eventos extremos no país, e com as discussões recentes sobre o Super El Niño, o próximo governo não vai poder deixar as mudanças climáticas fora da pauta. Enquanto os candidatos se arranjam com os temas ambientais, organizações da sociedade civil se mobilizam: o Observatório do Clima lançou um plano sobre clima e meio ambiente para as eleições, com tópicos que abrangem o equilíbrio entre a conservação dos biomas e o desenvolvimento econômico; já o Instituto Igarapé entregou aos presidenciáveis seis diretrizes para controlar o desmatamento e enfrentar o crime ambiental na Amazônia. Como o próximo chefe do Executivo federal vai lidar com as mudanças climáticas? As agendas ambientais vão sair do papel? Para conversar sobre o assunto, recebemos Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima; e Carlos Nobre, professor da Cátedra Clima & Sustentabilidade, da Universidade de São Paulo (USP), e copresidente do Painel Científico para a Amazônia. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#992 A crise da segurança pública: os desafios do próximo governo contra a criminalidade
A segurança pública ocupa o topo das preocupações da população e desponta como um dos temas mais sensíveis da corrida eleitoral rumo às urnas de 4 de outubro. É o que reforça uma pesquisa Nexus/BTG divulgada em julho: questionados sobre o principal problema do país, 30% dos entrevistados citaram a violência ou a criminalidade, superando áreas tradicionais, como saúde (25%), corrupção (22%) e educação (15%). O cenário é corroborado pelos levantamentos da Genial/Quaest, onde o tema lidera a percepção pública há meses. Essa mudança reflete fatores estruturais e conjunturais profundos. De um lado, a expansão de organizações criminosas afeta o cotidiano de milhões de cidadãos em todo o território nacional. De outro, soma-se a pressão externa, como a recente classificação de facções como grupos terroristas pelos Estados Unidos, o que abre margem para debates sobre interferência geopolítica. Diante desse tabuleiro complexo, como o próximo governo pretende agir? Para discutir o assunto, convidamos Ignacio Cano, professor do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e membro do Laboratório de Análise da Violência (LAV), da mesma instituição; e Felippe Angeli, advogado e coordenador de advocacy do centro de pesquisa JUSTA. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#991 Engrenagem do poder: os desafios políticos do próximo governo
Nos últimos anos, a relação entre o governo e o centrão foi marcada por atritos, desconfianças e momentos de forte tensão, chegando a flertar com pontos de ruptura. Na disputa presidencial, a maioria das legendas fisiológicas optou pela neutralidade, evitando coligações formais no primeiro turno. No entanto, detendo o maior bloco de parlamentares no Congresso, os partidos de centro continuarão sendo peça incontornável do tabuleiro político, independentemente de quem vença a eleição. Em outras palavras, o próximo presidente precisará negociar para conseguir governar. Como o próximo inquilino do Planalto vai lidar com o Legislativo para garantir sua governabilidade? A articulação com deputados e senadores é o maior obstáculo à vista? E qual o peso da relação com o Judiciário nesse xadrez? Para debater esses e outros dilemas da política institucional, recebemos Paulo Niccoli Ramirez, professor de ciência política na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); e Hilton Fernandes, professor e pesquisador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais (Labop), da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#990 Economia em jogo: o que o próximo governo precisará enfrentar?
Com a reta final da campanha se aproximando, as atenções do eleitorado se voltam de vez para os rumos da economia, um dos pilares mais decisivos da disputa pelo Planalto. Entre os tópicos que prometem polarizar o debate estão a política fiscal, com divergências sobre a manutenção ou a revisão do atual arcabouço; o controle e o papel das empresas estatais; e o futuro das contas públicas. O cenário também inclui propostas sensíveis para o mercado de trabalho, como a flexibilização da CLT e o debate sobre jornadas, além de possíveis mudanças na Previdência e reformas administrativas. Para debater esses e outros desafios econômicos que o próximo governo precisará enfrentar, conversamos com José Luis Oreiro, professor de economia da Universidade de Brasília (UnB); e Sérgio Praça, cientista político e professor visitante da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#989 Bets: do peso no bolso à saúde física e mental
Afastamentos por transtorno de jogo, a ludopatia, cresceram quase 60% em 2025, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As principais consequências do vício vão desde a perda de concentração até o aumento de faltas, os pedidos de adiantamento salarial e o endividamento, tornando-se um desafio para a saúde mental, produtividade e gestão. As empresas devem punir ou criar estratégias de acolhimento e tratamento? Para conversar sobre essa e outras questões, convidamos a escritora Adriana Santiago, diretora do Núcleo de Aplicação e Pesquisa da Psicologia (NuAPP); e Cosme Peres, psicólogo, consultor em gestão de pessoas e vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Espírito Santo (ABRH/ES). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#988 Eleições à vista: o que está em jogo na governança ambiental?
Quem paga a conta da crise climática? Por que ela também é uma questão de desigualdade social? Visando responder e refletir sobre essas perguntas, o Observatório do Clima lançou um plano sobre meio ambiente para as eleições de 2026. Como a justiça climática tem sido abordada pelos principais candidatos? Há movimentação no Legislativo, no Executivo e no Judiciário sobre o tema? Para debater o assunto, convidamos Thaynah Gutierrez, secretária-executiva da Rede por Adaptação Antirracista, parceira do Observatório do Clima; e Carlos Milani, professor titular de relações internacionais no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ) e coordenador do Observatório Interdisciplinar das Mudanças Climáticas (OIMC). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#987 Direitos para além do papel? Como a inclusão ainda enfrenta barreiras no Brasil
A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada entre 21 e 28 de agosto e instituída pela Lei nº 13.585/2017, propõe uma reflexão fundamental: quase uma década após a criação da data, até que ponto os direitos garantidos no papel se traduziram em inclusão efetiva? Quais foram os principais avanços na inserção das pessoas no mercado de trabalho, na educação e na vida em sociedade? O debate ganha ainda mais relevância com a recente entrada em vigor da Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação. A medida visa assegurar a identificação precoce, o desenvolvimento integral e a inclusão plena dos alunos, estabelecendo regras para a criação de um cadastro nacional nas educações básica e superior, exigência prevista desde 2015 na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Embora o Censo Escolar de 2025 tenha registrado cerca de 56 mil estudantes formalmente identificados com altas habilidades ou superdotação, entidades especializadas alertam que o universo real é consideravelmente maior, escancarando a distância entre a legislação protetiva e a capacidade do Estado de mapear e atender adequadamente a suas demandas. Para debater o assunto, recebemos Flávia Cortinovis, coordenadora de emprego apoiado do Cromossomo 21; e Julio Cesar Campos Filho, presidente da Mensa Brasil. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#986 Pacto contra a mentira: justiça e redes sociais no combate à desinformação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou parceria com as principais big techs para enfrentar a desinformação nas eleições, que deverão ser marcadas pelo maior nível de digitalização da história do país. As cooperações integram o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação do TSE, criado originalmente em 2021 e que se consolidou como uma política do Judiciário essencial para a saúde democrática, integrando instituições públicas e privadas. Quais são algumas dessas ações específicas desenvolvidas pelas plataformas? Elas serão eficazes num contexto de tecnologia avançada, em que a inteligência artificial deve estar cada vez mais presente nos conteúdos disparados em massa? Como as plataformas devem identificar fake news e estabelecer esse controle sobre o que é divulgado ou repassado, principalmente em aplicativos de mensagens instantâneas? O que já foi feito e percebido a pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições? Para responder essas e outras questões, convidamos Bruno Mattos, coordenador de projetos do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Fernanda Soares, advogada sócia do escritório Assis e Mendes Advogados, especialista em direito digital e membro efetivo da comissão de compliance, da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e de direito digital da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional São Paulo (OAB/SP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#985 Tarifaço desidratado? Como o Brasil tem reagido após as taxas?
Um mês após a aplicação de novas tarifas pelos Estados Unidos, já é possível mensurar seu impacto definitivo sobre os produtores brasileiros? Os primeiros sinais indicam maior pressão sobre os setores que ficaram fora da lista de exceções, como máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e parte dos produtos de alumínio, que enfrentam perda de competitividade no mercado norte-americano e já revisam projeções de exportação. Em contrapartida, produtos estratégicos, como petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose e suco de laranja foram poupados da sobretaxa, o que ameniza os efeitos sobre o conjunto das exportações brasileiras. No âmbito executivo, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se comprometeram a reunir as equipes o mais brevemente possível, com o objetivo de preservar os vínculos comerciais. O que se percebe dos primeiros impactos do tarifaço? Como anda a busca por novas cooperações de mercado? Para conversar sobre os reflexos no mercado e na indústria brasileira, recebemos Aroaldo Oliveira da Silva, presidente da IndustriALL-Brasil e diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; e Luciana Mello, consultora de negócios e comércio exterior, e professora de relações internacionais do IBMR. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#984 Cimento e aço sustentáveis? Construção civil aposta no enfrentamento às mudanças climáticas
A intensificação de eventos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e secas prolongadas, tem colocado a construção civil diante de um desafio urgente: projetar edificações e infraestruturas cada vez mais resilientes. Aproveitando o Dia Nacional da Habitação, celebrado em 21 de agosto, o setor debate a necessidade de acelerar a adoção de tecnologias voltadas à eficiência energética, ao uso racional da água, à inovação em materiais sustentáveis e ao planejamento urbano para garantir a durabilidade, a segurança e o desempenho das construções frente ao novo cenário climático. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o conhecimento técnico necessário para tornar as cidades mais preparadas para a crise climática já é real, sendo o grande desafio a implementação em larga escala. Para conversar sobre a importância da construção civil sustentável, recebemos Nilson Sarti, vice-presidente da área de Meio Ambiente da CBIC; e Mauricio Mancio, professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#983 O estilo de vida virou a nova propaganda política?
Sai de cena a tradicional foto do candidato na feira comendo pastel e caldo de cana, e entra em campo a rotina fitness. Cada vez mais, os candidatos à Presidência têm exibido corridas, caminhadas, treinos de musculação e hábitos saudáveis nas redes sociais, adotando um estilo de vida que vai muito além da estética. A estratégia busca humanizar a imagem, aumentar o engajamento digital e alcançar especialmente os eleitores mais jovens, que normalmente não acompanham o noticiário político tradicional. Especialistas em marketing político apontam que, embora a construção de uma imagem de vigor físico e energia não seja novidade na política, as redes sociais deram um novo impulso a essa prática. Mais do que vender simpatia, o objetivo é transmitir a mensagem subliminar de que o candidato está com "gás" e preparado para encarar o desgaste e os desafios de governar o Brasil. Para discutir a tendência entre os presidenciáveis, convidamos Felipe Soutello, consultor e especialista em estratégia e marketing político e eleitoral, membro do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (CAMP); e o cientista político Elias Tavares. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#982 Brincadeira com vigilância? O alerta sobre brinquedos com IA
Os brinquedos equipados com inteligência artificial comercializados no Brasil podem representar sérios riscos para o desenvolvimento infantil, que vão desde a manipulação emocional até a coleta intensiva de dados pessoais. É o que revela um estudo técnico desenvolvido pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Para o levantamento, a Sedigi analisou seis dispositivos diferentes vendidos em marketplaces nacionais. A conclusão aponta que esses produtos podem estar em desacordo com as regras previstas na legislação brasileira, incluindo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), motivando a recomendação de que órgãos competentes apurem rigorosamente as irregularidades. Para discutir os impactos dos brinquedos com IA no processo cognitivo e na privacidade infantil, convidamos George Valença, professor do Departamento de Computação da UFRPE e consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês), responsável pela pesquisa; e Juliana Santos, pedagoga e pós-graduanda em dependências digitais, e em saúde mental do professor. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#981 Qual é o impacto das alterações na filiação partidária?
A recente controvérsia envolvendo a situação de filiação partidária do senador Flávio Bolsonaro abre espaço para um debate técnico sobre a segurança dos sistemas da Justiça Eleitoral e as graves consequências jurídicas de eventuais fraudes. Especialistas no tema apontam que o registro oficial e o controle das filiações exigem rigor, sendo crucial determinar se a responsabilidade por inconsistências recai sobre os partidos ou sobre os próprios diretórios. Diante de suspeitas de invasão sistêmica, a Justiça Eleitoral dispõe de mecanismos específicos para restabelecer a verdade dos dados e punir os responsáveis. Como o episódio envolvendo Flávio Bolsonaro serve de alerta para a fragilidade dos procedimentos digitais e a necessidade de blindagem institucional contra manipulações no período pré-eleitoral? Para discutir o assunto, convidamos Alessandro Costa, professor de direito do Centro Universitário de Brasilia (Ceub) e especialista em direito eleitoral; e a cientista política Clarisse Gurgel. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#980 Aposentadoria antes dos 60? Sonho de liberdade ou corrida exaustiva?
Viver com extrema economia para alcançar a independência financeira antes dos 60 anos: essa é a promessa do movimento FIRE (sigla em inglês para Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada), que já soma mais de 1 milhão de seguidores on-line. Diante do aumento do custo de vida, do endividamento e do avanço da idade de aposentadoria, o conceito viralizou nas redes. Quem tem privilégios o suficiente para colocá-lo em prática? E, no fim das contas, o FIRE liberta o indivíduo ou apenas o aprisiona em uma nova métrica de desempenho e controle financeiro constante? Para conversar sobre o tema, recebemos Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em finanças pessoais; e Gabriela Nunes, professora de neurociências e gestão de carreiras da Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#979 Rastreabilidade na Amazônia: quais os desafios para combater crimes ambientais?
Um estudo inédito sobre os desafios e as soluções para ampliar a rastreabilidade das cadeias do gado, da madeira e do ouro na Amazônia Legal, consideradas estratégicas para o enfrentamento de ilícitos ambientais, foi lançado pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). O levantamento analisa mecanismos para combater crimes como desmatamento ilegal, garimpo ilegal, grilagem de terras, fraudes na cadeia da madeira e comercialização de produtos de origem ilícita, além de abordar a crescente atuação do crime organizado nesses mercados. Para conversar sobre o assunto, recebemos Raquel Rosner, advogada do projeto Abrampa pelo Clima; e Paulo Moutinho, cientista sênior do IPAM. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#978 Revolução da naturalidade? A onda do rejuvenescimento facial no Brasil
A busca pelo rejuvenescimento facial passa por uma profunda transformação de comportamento no Brasil e no mundo. Onde antes imperavam as mudanças drásticas e evidentes, hoje ganha força uma estética que preserva a individualidade, priorizando resultados naturais, discretos e duradouros. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), os procedimentos minimamente invasivos seguem em forte ascensão no país, impulsionados pela premissa de um pós-operatório mais rápido e pela valorização da sutileza. Esse movimento reflete uma tendência global: dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês) revelam que o setor registrou um crescimento geral de 42,5% em quatro anos, somando milhões de intervenções cirúrgicas e não cirúrgicas em todo o mundo. Para conversar sobre a tendência, recebemos o dr. Yuri Moresco, cirurgião plástico especializado em cirurgias da face e procedimentos craniofaciais em adultos e crianças, chefe da cirurgia plástica do Hospital Oncopediátrico Erastinho (PR) e membro da SBCP; e a dra. Luiza Archer, médica dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e uma das idealizadoras da plataforma de cursos e e-books Dermatologia Natural. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#977 As mudanças demográficas redesenham o peso regional nas eleições?
Com mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições deste ano, o Brasil registra um crescimento de 1,46% no eleitorado em relação ao último pleito. Mas os dados revelam uma mudança importante na geografia do voto: enquanto o Sudeste perde participação no eleitorado nacional e o Rio de Janeiro apresenta um crescimento praticamente estagnado, de apenas 0,23%, a região Norte lidera a expansão proporcional de eleitores, e o número de brasileiros aptos a votar no exterior dispara mais de 31%. De que maneira essas mudanças demográficas podem alterar o peso político das regiões, influenciar estratégias de campanha e redesenhar a disputa por cargos como presidente, governadores, senadores e parlamentares? Para conversar sobre o tema, recebemos André Martin, professor titular de geografia e coordenador do Laboratório de Geografia Política (GeoPo) do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP); e Victor Escobar David, doutorando em ciências sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e professor de direito constitucional da Universidade Candido Mendes. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#976 Coração de estudante: o retrato da educação no Brasil
Celebrado em 11 de agosto, o Dia do Estudante remonta a 1827, quando Dom Pedro I instituiu os dois primeiros cursos superiores do país: a Faculdade de Direito de Olinda e a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. Mais de 100 anos depois, a fundação da União Nacional dos Estudantes (UNE) marcou de vez o protagonismo político e social da juventude brasileira. Apesar do marco histórico, o acesso ao ensino superior continua a ser um desafio estrutural: especialistas apontam que cerca de 75% dos jovens entre 18 e 24 anos não frequentam a faculdade; e, entre os matriculados, 51% não se formam nem mesmo três anos após o prazo previsto. Ainda assim, exemplos de excelência mostram que é possível mudar essa realidade. No ano passado, a Escola Estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão (SP), foi eleita a melhor escola do mundo em um prêmio global da T4 Education, tornando-se referência internacional graças a uma metodologia humanista e de não violência. E, mais recentemente, dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelaram o destaque de escolas do Nordeste no ranking nacional. Para debater o panorama da educação no Brasil, convidamos Regis Marques, diretor da Escola Estadual Parque dos Sonhos; e Bianca Borges, presidenta da UNE. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#975 Câmbio em transformação? A realidade das multimoedas nas empresas brasileiras
O redesenho nos fluxos internacionais de câmbio provocado pelas transformações geopolíticas tem possibilitado a circulação e o fortalecimento de novas moedas nas operações globais. Dessa forma, empresas brasileiras passaram a conviver com as multimoedas, incorporando rublo, euro, libra, peso mexicano e, principalmente, moedas asiáticas ao dia a dia. Como essas operações passaram a ser fundamentais para a sustentabilidade financeira? Para debater o assunto, recebemos Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais; Bruno De Conti, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e diretor adjunto do think tank Transforma, na mesma instituição; e Francisco Carvalho, fundador e CEO do evento Blockchain.RIO. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#974 Vinte anos da Lei Maria da Penha: mesmo com o marco, violência crescente desafia
Marco civilizatório no país, a Lei Maria da Penha chega aos seus 20 anos sob o desafio de confrontar estatísticas ainda devastadoras. A norma revolucionou a proteção jurídica ao tipificar e coibir agressões físicas, sexuais, morais, psicológicas e patrimoniais. Contudo, formas sutis de violência, desde o controle financeiro ao abuso emocional, continuam a circular de maneira silenciosa no cotidiano das vítimas. A proporção dessa violência estrutural é dimensionada por dados expressivos: o Datafolha indica que mais de 23 milhões de brasileiras com 16 anos ou mais já enfrentaram episódios de violência, e em cerca de 67% das ocorrências o agressor é o parceiro ou ex-parceiro. O panorama de vulnerabilidade ganha contornos ainda mais graves com os resultados do relatório "Elas vivem: a urgência da vida", da Rede Observatórios da Segurança. Monitorando nove estados em 2025, a pesquisa apontou uma média de 12 mulheres vítimas por dia, um crescimento de 9% em relação a 2024, que evidencia o longo caminho que o Brasil ainda precisa percorrer. Para conversar sobre os dados de violência doméstica mesmo no aniversário da Lei Maria da Penha, recebemos Regina Célia Almeida, cofundadora e vice-presidente do Instituto Maria da Penha (IMP); e a defensora pública Rosana Leite, coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos das Mulheres da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (Nudem/DPEMT), mestra em sociologia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e doutoranda em educação da mesma instituição. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#973 Síndrome do regresso: quando a volta para casa se transforma em desafio emocional
Fazer as malas e voltar para casa deveria ser sinônimo apenas de alívio e alegria, mas para muitos a realidade é bem diferente. A síndrome do regresso, termo cunhado pelo neuropsiquiatra brasileiro Décio Nakagawa, é a dificuldade emocional e psicológica de readaptação ao voltar ao país natal após um longo período no exterior. Esse descompasso provoca um luto migratório, deixando a sensação de não pertencer mais a lugar nenhum, atingindo desde jovens em intercâmbio até quem passou anos construindo uma vida lá fora. O processo de readaptação costuma ser lento, podendo durar de seis meses a dois anos, mas encontrar uma rede de apoio que compreenda essas dores é um passo fundamental para normalizar e superar o sentimento. Para conversar e explicar mais sobre a síndrome do regresso, recebemos a psicóloga Sylvia Dantas, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) e vice-coordenadora do grupo de pesquisa Diálogos Interculturais, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP); e Adriana Capuano de Oliveira, docente do curso de relações internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC) e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Migrações Internacionais (Migrepi), da mesma instituição. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#972 Berço ameaçado? O que a tecnologia e os hospitais fazem para proteger recém-nascidos?
Cerca de 66 menores desapareceram por dia em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, reforçando a necessidade de mecanismos mais eficientes de identificação e proteção. Já adotada em nove estados, a coleta biométrica permite a identificação precisa de crianças e o vínculo entre bebês e suas mães, além de ser utilizada em procedimentos como testes, identificação civil e processos de adoção, em atendimento às diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Quais protocolos existem para evitar trocas e sequestros de bebês? Para discutir o assunto, convidamos Simone de Jesus, da equipe de Coordenação de Políticas para Pessoas Desaparecidas da Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública, do Ministério da Justiça; e Alline Campelo, advogada especialista em direito da saúde. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#971 A dois meses das urnas, como anda o calendário eleitoral e o termômetro nos estados?
Faltando exatamente dois meses para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o processo político entra em sua reta decisiva. O momento exige atenção redobrada de eleitores, partidos e imprensa com as regras e prazos do calendário eleitoral. O ritmo se intensifica com o encerramento do prazo para as convenções partidárias, em 5 de agosto, etapa fundamental para oficializar as candidaturas. Logo depois, até o dia 15 de agosto, as legendas devem realizar o registro formal dos nomes escolhidos na Justiça Eleitoral. É nesse cenário de bastidores quentes que o debate público volta os olhos para os dez estados mais populosos do país: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, Pará e Santa Catarina. Juntas, essas unidades da federação concentram impressionantes 75% de todo o eleitorado nacional. A disputa nesses colégios eleitorais estratégicos não define apenas os futuros governadores, mas funciona como um poderoso termômetro e vetor de influência para a corrida à Presidência da República. Afinal, quem lidera as pesquisas mais recentes nesses territórios-chave e como essas correlações de força podem redesenhar o mapa do poder em Brasília? Para comentar o termômetro político, recebemos Priscila Lapa, doutora em ciência política pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Paulo Roberto de Souza, cientista político, professor de pós-graduação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e pesquisador e coordenador de parcerias do Instituto Democracia em Xeque. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#970 Pix da pensão alimentícia: a nova ferramenta contra a inadimplência e o abandono financeiro
Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Governo Federal, a Lei nº 15.479 instituiu o pagamento de pensão alimentícia de forma automática entre contas bancárias, conhecido como “Pix Pensão”. Antes da alteração, o pagamento dependia exclusivamente da ação voluntária do devedor, via transferência manual, boleto ou desconto em folha de pagamento, para assalariados. Com a nova regra, o valor mensal determinado pelo juiz pode ser debitado automaticamente da conta do devedor e creditado diretamente na conta da beneficiária ou do responsável legal. Como vai funcionar, na prática, a nova modalidade de transferência? Além disso, o que acontece se o devedor não tiver saldo em conta? Para conversar sobre a nova forma de pagamento de pensão alimentícia, recebemos a dra. Jakeline Luz Rodrigues, advogada especializada em direito da família, com ênfase na defesa dos direitos de mulheres, crianças e adolescentes; e a economista Carla Beni. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#969 Entre avanços e desafios: o futuro da vacinação no país
O Brasil vive um cenário de oscilação na cobertura vacinal. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apontou que a desinformação é um dos principais entraves para a adesão da população aos imunizantes do Sistema Único de Saúde (SUS). O chefe da pasta também destacou a urgência de blindar o país contra o retorno de doenças já erradicadas, como a poliomielite e a rubéola, e detalhou novas estratégias de mobilização nacional, multivacinação e busca ativa. Para discutir esses e outros assuntos, como o papel histórico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), recebemos o ministro para uma conversa exclusiva. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#968 Consumo da tela: o desejo de status queimou a poupança do brasileiro?
Na era das telas e das redes sociais, a busca por status redefiniu a relação do brasileiro com o dinheiro. A pressão por ostentar o celular do ano ou o carro do momento transformou a percepção de valor: o FGTS (através da modalidade de saque-aniversário), antes visto como uma reserva intocável para o futuro, passou a ser sacado para financiar o consumo de um bem mais imediato ou simplesmente para cobrir gastos do dia a dia. Esse movimento escancara um choque geracional: o planejamento prudente e de longo prazo dos pais deu lugar ao imediatismo financeiro dos filhos, um atrito que ajuda a explicar o endividamento recorde das famílias. Qual será o custo dessa conta quando a velhice chegar, ou diante de um desemprego inesperado? Para entender melhor esse fenômeno, no quarto episódio da série sobre a relação do brasileiro com o dinheiro, conversamos com Daniele Cardoso, educadora financeira, especialista em investimentos e sócia da Forum Investimentos; e Clemente Ganz Lúcio, sociólogo, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#967 A troca da CLT pelo MEI: o que o jovem perde sem o FGTS?
O avanço expressivo de jovens formalizados como Microempreendedores Individuais (MEI) acende um alerta sobre a segurança financeira de uma geração inteira no Brasil. Atraídos pela flexibilidade e pela autonomia do trabalho PJ, esses profissionais acabam operando em um verdadeiro limbo de proteção social. A troca da carteira assinada pelo CNPJ elimina o acesso ao FGTS, pilar histórico de estabilidade. Sem o fundo, o jovem perde não apenas a reserva de emergência para períodos de inatividade, mas também o principal instrumento do brasileiro para a formação de patrimônio e a compra da casa própria. Assim, o que começa como símbolo de liberdade profissional pode culminar, no futuro, em vulnerabilidade econômica crônica. Para conversar sobre as escolhas entre ser CLT ou MEI, recebemos no terceiro episódio da série sobre a relação do brasileiro com o dinheiro Eduardo de Castro, analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae/RJ); e a empreendedora individual Carol Sims, que trabalha com audiodescrição para cegos e é dona de uma empresa de brigadeiros artesanais. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#966 Sustentabilidade financeira: o desafio estrutural do novo Desenrola
Na tentativa de resolver o gargalo do endividamento das famílias, o governo apostou suas fichas no Novo Desenrola Brasil. Mas a troca do crédito antigo e caro por uma dívida renegociada é uma boa estratégia? A grande questão é estrutural: sem um programa robusto de educação financeira que mude hábitos de consumo, o reescalonamento de débitos oferece uma saída definitiva ou apenas adia o próximo colapso nas finanças pessoais? Neste segundo episódio da série sobre a relação do brasileiro com o dinheiro, convidamos Samuel Braun, professor de políticas públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e doutorando em economia política internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Ronaldo Nogueira, ex-ministro do Trabalho do governo Michel Temer e deputado federal (Republicanos-RS). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#965 FGTS na mão, estabilidade no ralo? O dilema da geração endividada
Houve um tempo em que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) simbolizava grandes conquistas: a casa própria, o terreno da família ou aquela reserva sagrada para emergências. Hoje o cenário é outro. Pressionado pelo uso agressivo do cartão de crédito, pela busca de um padrão de vida irreal e pela febre das bets, o país atingiu a marca alarmante de 80 milhões de negativados. É no meio dessa tempestade que o governo lança o Novo Desenrola Brasil, uma tentativa de destravar renegociações e aliviar o sufoco financeiro da população. O programa terá fôlego para conter esse volume colossal de dívidas? O que muda, na prática, no bolso de quem decide aderir? Pode ser um respiro verdadeiro ou é apenas mais um paliativo para uma geração inteira endividada? Para discutir essas e outras questões, participam do primeiro episódio da série sobre a relação do brasileiro com o dinheiro Marcus Labarthe, economista, especialista em mercado de capitais e sócio-fundador da GT Capital; e Reinaldo Domingos, PhD em educação financeira e presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Educação Financeira (Abefin). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#964 Cibercondria: quando o excesso de informação médica se torna inimigo da saúde mental
A ansiedade gerada pela busca obsessiva de sintomas médicos na Internet e pela tendência latente de assumir diagnósticos graves sem respaldo clínico tem nome: cibercondria, também conhecida como hipocondria digital. O fenômeno é cada vez mais comum, impulsionado pelo acesso imediato a dados, pela disseminação viral de conteúdos não confiáveis e, mais recentemente, pela evolução das ferramentas de inteligência artificial. Pesquisar informações sobre saúde na web é um hábito natural da maioria das pessoas, servindo muitas vezes como um norte inicial quando surge um desconforto e não se sabe qual especialista procurar. O problema é quando o comportamento se torna compulsivo. Como o hábito de consultar a Internet para fins médicos pode ser prejudicial à saúde física e mental? Para debater a questão, recebemos Renata Bombine, psicóloga especialista em saúde mental, mestre em saúde pública e pós-graduada em psicopatologia e saúde pública pela Universidade de São Paulo (USP); e dr. César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#963 O fim das águas naturais do Cerrado?
O Cerrado brasileiro perdeu 38% de seus rios, lagos e lagoas naturais nas últimas quatro décadas. O quadro alarmante, provocado pela conversão da vegetação nativa em pastagens, pela supressão de áreas úmidas e pelo aumento desenfreado da captação de água, faz parte da quinta coleção do MapBiomas Água, sob a coordenação de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). O estudo revela uma inversão preocupante no bioma: enquanto a área de corpos hídricos naturais encolheu cerca de 348 mil hectares, os corpos d'água artificiais, como reservatórios e barragens hidrelétricas, tiveram 87% de expansão, ganhando um acréscimo de 496 mil hectares. De acordo com os especialistas, essa crescente concentração de água em reservatórios artificiais ameaça diretamente o funcionamento dos ecossistemas locais e o reabastecimento das reservas subterrâneas do Cerrado, que são vitais para a segurança hídrica de todo o país. Qual a real dimensão desse problema? Para debater o assunto, convidamos Joaquim Pereira, pesquisador do IPAM; e a bióloga Mercedes Bustamante, professora e diretora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#962 Sarampo no Brasil: 10 anos depois do alerta, por que o vírus voltou a preocupar?
Há dez anos, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) declarava que a circulação endêmica do vírus do sarampo havia sido interrompida no Brasil. Com isso, o país ficou apto a receber o certificado de eliminação do sarampo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento, entregue em 2016, reconheceu a eliminação da transmissão da doença em todo o continente americano, com a região sendo a primeira do mundo onde isso aconteceu. O tempo passou, e o aumento do fluxo migratório e a queda na cobertura vacinal fizeram com que o vírus do sarampo fosse reintroduzido no Brasil — o país perdeu a certificação em 2019, tendo registrado mais de 39 mil casos. Após um esforço intenso de imunização, o país conseguiu zerar as transmissões locais e reaver o status de país livre da doença em 2024. No entanto, o fantasma do vírus voltou a assombrar a saúde pública: só em 2026, o Brasil já confirmou oito novos casos de sarampo, acendendo o sinal de alerta máximo nas autoridades sanitárias e acionando o debate sobre a urgência de manter as vacinas em dia. Para conversar sobre as consequências do sarampo e a importância da cobertura vacinal, convidamos Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm); e Eduardo Jorge da Fonseca Lima, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#961 Quem manda no imóvel? O debate sobre a locação por temporada
Impulsionado pelas novas dinâmicas do turismo e da tecnologia, o mercado de aluguel por temporada se consolidou como um dos principais motores econômicos do Brasil, injetando R$ 63 bilhões no PIB nacional. No entanto, em sentido oposto à rápida expansão do segmento, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou o entendimento de que a locação residencial de curtíssima duração em condomínios não é um direito absoluto do proprietário. Pela decisão, a prática pode ser restrita ou proibida, dependendo de autorização expressa em assembleia, com a aprovação de, no mínimo, dois terços dos condôminos. Como conciliar o direito de propriedade, a segurança dos moradores e o avanço da economia e do turismo? Para discutir o assunto, recebemos Fabio Nohan, sócio-proprietário da Pineapples, empresa especializada em gestão completa de imóveis por temporada; Marcelo Borges, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI); e Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, sindicato de hotéis e meios de hospedagem do município do Rio de Janeiro. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#960 Das convenções partidárias às urnas: a largada eleitoral de 2026
O período de convenções partidárias para as eleições de 2026 começou, abrindo a fase decisiva de definição das candidaturas à Presidência. Nos bastidores, a grande disputa é pelo apoio do centrão. A federação União Progressista (União Brasil e PP), dona da maior fatia do fundo partidário, tende à neutralidade, o que representa um forte recuo para os planos de Flávio Bolsonaro e uma vitória estratégica para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os partidos têm até 5 de agosto para homologar suas chapas, e, reforçando o peso político de São Paulo, quatro dos cinco principais pré-candidatos vão oficializar seus nomes pelo estado. Após essa etapa, o prazo para registro formal na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto. Para analisar o impacto dessas costuras e as regras que guiam o processo, recebemos Rafael Cortez, cientista político, professor no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e sócio da Tendências Consultoria; e Hélio Ramos, advogado especialista em direito eleitoral e professor em cursos da área do direito na Universidade de Cuiabá (Unic). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#959 O cuidado à pessoa com obesidade no ambiente corporativo
A obesidade deixou de ser vista como um problema estritamente individual para se tornar prioridade nas estratégias de saúde corporativa no Brasil. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), realizada com organizações que somam mais de 37 mil colaboradores, revela que 36,4% delas já mantêm programas específicos de prevenção e tratamento, enquanto a mesma fatia realiza o rastreamento e a classificação de risco entre seus funcionários. Embora o cenário mostre que ainda há um longo caminho a trilhar, os dados consolidam uma mudança cultural urgente: a condição agora é encarada como um desafio de saúde pública com impacto direto na produtividade, na qualidade de vida e nos custos assistenciais. Para discutir como o ambiente de trabalho pode contribuir para a prevenção e o tratamento da obesidade, e quais são os limites da atuação das empresas nesse tema, recebemos a dra. Débora Yumi, médica e membra da comissão científica da ABQV; e Flávia Coimbra Pontes Maia, endocrinologista e diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#958 A cartografia das emissões de carbono no Brasil
O novo mapa das emissões de carbono no Brasil revela que apenas sete estados concentram 56% dos gases de efeito estufa liberados. Contudo, o maior desafio reside na disparidade de seus perfis: enquanto o desmatamento lidera as emissões no Pará, o setor de energia e transportes move os índices de São Paulo, e a agropecuária dita o peso de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Essa assimetria geográfica evidencia que a política climática nacional não pode se valer de fórmulas genéricas ou centralizadas. Para cumprir as metas globais, o Brasil precisa adaptar sua estratégia região a região, respeitando as vocações e vulnerabilidades de cada estado. O que esse mapa das emissões revela sobre as prioridades da política climática brasileira? E por que estratégias nacionais precisam considerar realidades tão diferentes? Para discutir o assunto, recebemos David Tsai, coordenador do SEEG, o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, do Observatório do Clima; e Giampaolo Pellegrino, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na área de mudança do clima. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#957 Litigância predatória: quando recorrer à Justiça vira abuso
Cerca de R$ 12,7 bilhões. Esse é o custo anual associado à litigância abusiva no Brasil, quando o direito de acesso à Justiça é usado de má-fé para conseguir vantagens ou atrapalhar o Judiciário. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aproximadamente 30% das ações poderiam ser classificadas, sob diferentes critérios, como abusivas. O que está em jogo diante desse fenômeno? Qual o equilíbrio entre acesso à Justiça e abuso processual? E o impacto dessas práticas na efetivação de direitos? Para responder essas e outras questões, convidamos Viviane Brito Rebello, juíza auxiliar do CNJ; e Jean Menezes de Aguiar, advogado e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#956 Política na lousa: o novo desafio das escolas brasileiras
Política se aprende? Com a sanção federal da Lei n° 15.468, que inclui educação política e direitos da cidadania no rol dos componentes curriculares obrigatórios, essa questão passa a fazer parte da rotina das escolas brasileiras. De que forma os colégios podem desempenhar um papel fundamental na formação de cidadãos mais conscientes e preparados para participar da vida pública? Como ensinar política em sala de aula sem transformar a disciplina em disputa ideológica? E o que muda, na prática, para alunos, para professores e para a democracia brasileira? Para responder essas e outras questões, convidamos Fátima Silva, professora e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); e o historiador Fernando Penna, mestre e doutor em educação, professor e diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#955 Plano Safra injeta bilhões no campo e traz novas regras de sustentabilidade
Mais de R$ 225 bilhões foram destinados à agricultura familiar pelo Plano Safra desde 2023, o que beneficiou mais de 2 milhões de pequenos produtores, promovendo uma distribuição mais equilibrada do crédito em todas as regiões do país. Entre julho de 2025 e maio de 2026 foram realizadas mais de 2 milhões de operações de crédito, alcançando R$ 64,5 bilhões contratados. Um dos destaques do período foi o fortalecimento do acesso das mulheres ao crédito rural, com a linha Pronaf Mulher, registrando crescimento de 106% nos financiamentos, que alcançaram R$ 521 milhões. Para conversar sobre a importância do Plano Safra para o setor e os resultados obtidos, recebemos Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; e Fernando Moretti, diretor em políticas da sociobioeconomia da ONG Conexsus. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#954 Os efeitos das temperaturas extremas na saúde
Se o inverno rigoroso castiga o organismo, o calor extremo não fica atrás. Em várias partes do mundo, as frentes de calor têm acendido o alerta máximo das autoridades de saúde. Na França, por exemplo, termômetros já registraram marcas impressionantes — algumas regiões já chegaram a variar entre 44 °C e 50 °C. Já diante do frio extremo, para milhões de brasileiros, a queda brusca das temperaturas representa mais dores nas articulações, agravamento de doenças crônicas e aumento do risco de eventos cardiovasculares. Diante das temperaturas extremas, para mais e para menos, especialistas explicam de que forma isso afeta o nosso organismo, quais grupos estão mais vulneráveis e que medidas podem ajudar a prevenir complicações e proteger a saúde durante o inverno e o verão severos. Para debater as consequências desses extremos na saúde física e mental, conversamos com Matheus Koike, médico reumatologista; e dra. Elaine Coutinho, cardiologista, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#953 Do campo à gôndola: a ameaça do novo El Niño ao agro
Previsto para junho e agosto, o El Niño é uma ameaça ao agronegócio brasileiro e pode aumentar os preços dos alimentos. Nas regiões Norte e Nordeste, a seca prolongada e o calor extremo devem dificultar as produções agrícola e pesqueira e reduzir o nível dos rios amazônicos, prejudicando o transporte de grãos e elevando o risco de incêndios nas áreas produtoras. Já no Centro-Oeste e no Sudeste, o calor excessivo aumenta o risco de queimadas. A tendência é que isso ocorra durante a primavera e o verão, ameaçando a umidade do ar e do solo no início do plantio em alguns estados. E no Sul, o excesso de chuvas e o risco de enchentes ameaçam também o plantio e a colheita. Quais são os efeitos do El Niño na agricultura familiar e no agronegócio brasileiro? Que políticas públicas setoriais estão sendo desenvolvidas? Para debater as consequências do fenômeno, recebemos Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e Marta Camila Carneiro, professora de ESG e mudanças climáticas da Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#952 Os 60+ no mercado de trabalho: necessidade ou escolha?
Os brasileiros estão vivendo mais e, consequentemente, estendendo sua permanência no mercado de trabalho. Um estudo recente divulgado pela Nexus revela que, nos últimos dez anos, o número de trabalhadores com 60 anos ou mais cresceu 53% — um ritmo que supera o do próprio envelhecimento geral da população. Contudo, esse avanço quantitativo acende um alerta vermelho: a maioria dessas vagas está concentrada na informalidade, privando essa parcela da população de carteira assinada, direitos básicos e garantias trabalhistas. O que explica a presença cada vez maior dos idosos no mercado de trabalho? E quais os desafios para garantir oportunidades dignas, proteção social e inclusão profissional a uma população que segue crescendo no país? Para conversar sobre o tema, recebemos Ronaldo Loyola, especialista em psicologia e cultura organizacional; e Janaína Feijó, economista e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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O podcast que descaroça as notícias do momento e entrega o sumo das informações. De segunda a sexta, os jornalistas Thaiana de Oliveira e Arthur Neto conversam sobre o que movimenta o cotidiano desse admirável país nosso de cada dia.
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