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Jabuticaba Sem Caroço
by Jabuticaba Sem Caroço
O podcast que descaroça as notícias do momento e entrega o sumo das informações. De segunda a sexta, os jornalistas Thaiana de Oliveira e Arthur Neto conversam sobre o que movimenta o cotidiano desse admirável país nosso de cada dia.
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#945 Pesca artesanal: a rede que sustenta o Brasil
Celebrada pela primeira vez, a Semana Nacional da Promoção da Pesca Artesanal valoriza a modalidade em todo o país, destacando a importância da atividade e o incentivo de políticas públicas para o setor e sua cadeia de valores. Considerada um pilar fundamental para a segurança alimentar do país e essencial para a subsistência de milhares de famílias, a pesca artesanal tem sofrido alguns desafios, como a falta de apoio público e o desinteresse da população mais jovem. Quais são as políticas de incentivo para esses profissionais e quem depende da pesca artesanal para sobreviver e comer? Quanto a modalidade movimenta anualmente? Para discutir o assunto, recebemos Cristiano Ramalho, secretário Nacional de Pesca Artesanal do Ministério da Pesca e Aquicultura; e Raimundo Siri, pescador artesanal, coordenador nacional do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP Brasil). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#944 As raízes históricas e o sentimento por trás das maiores festas juninas do país
Celebrado em 24 de junho, o Dia de São João vai muito além das tradicionais quadrilhas, comidas típicas e fogueiras: a data representa uma das manifestações culturais mais fortes da identidade brasileira, especialmente no Nordeste, onde cidades como Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) transformam a festividade em grandes eventos que movimentam o turismo e a economia local. E, para somar ao calendário, em 27 de junho, o Dia Nacional do Quadrilheiro Junino chega para regulamentar os profissionais que, por meio de expressão artística cantada, dançada ou falada, transmitem a tradição popular nas festas juninas. Para conversar sobre os impactos econômicos, sociais e afetivos das festas em diferentes regiões do país, convidamos o historiador Manoel Passos Pereira, mestre em história e patrimônio pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal) e especialista no Recôncavo Baiano e nas raízes socioculturais do Brasil; e Luiz Marins, presidente da União das Entidades de Arraiais e Grupos de Quadrilhas do Estado do Rio de Janeiro (Ueraquerj). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#943 Copa do Mundo: poluição ambiental entra em campo e dá goleada
A expansão da Copa do Mundo para 48 seleções gerou um efeito colateral preocupante. Um estudo da plataforma global de contabilização de carbono Greenly projeta que o torneio na América do Norte vai emitir 7,8 milhões de toneladas de gás carbônico, o dobro do registrado no Catar. O deslocamento em massa por três países continentais transformou o evento na edição mais poluente já realizada. Para além do impacto de longo prazo, o clima do verão estadunidense ameaça o cronograma atual dos jogos. Altas temperaturas combinadas com tempestades severas e raios já acionaram o plano de contingência da organização para possíveis paralisações de partidas. A Seleção Brasileira sentirá essa volatilidade de perto na fase de grupos: jogará em três regiões com perfis meteorológicos totalmente distintos, com atenção redobrada para a rodada em Miami, área historicamente afetada por tempestades intensas durante os meses de julho. O Brasil tem encabeçado os debates ambientais, mas como ficam as políticas praticadas por outros países? E o rendimento físico e mental dos atletas, diante da exposição ao calor intenso? Para conversar sobre o tema, recebemos Délcio Rodrigues, diretor-executivo da organização ClimaInfo; e Luiz Fernando Lukas, educador físico pós-graduado em musculação e treinamento de força. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#942 Facções ou terroristas? O novo dilema da segurança no Brasil
O desejo de 60% dos brasileiros de rotular o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, revelado pela pesquisa Quaest, reflete o esgotamento social diante da violência urbana. O tema ganha contornos de política externa quando o eleitorado se divide sobre a conveniência de Washington adotar a mesma classificação para as facções do país. Sob a ótica do direito internacional, a equiparação altera as regras do jogo, visto que afetaria a soberania nacional, a cooperação na área de segurança e o fluxo financeiro global. O endurecimento da lei seria capaz de desarticular o poder econômico dessas organizações ou acabaria gerando tensões diplomáticas e efeitos colaterais na preservação das liberdades individuais? Para responder essas e outras questões, recebemos Roberto Uchôa, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Thiago Bottino, professor de direito na Fundação Getulio Vargas (FGV). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#941 Redução da maioridade penal avança no Congresso: o que está em discussão?
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o parecer favorável à tramitação do Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixa a maioridade penal em 16 anos. Foram 44 votos a favor e 18 contra o projeto original do ex-deputado Gonzaga Patriota. Agora, cabe à presidência da Casa legislativa instituir uma comissão especial para debater o teor do texto, que precisará passar por votações em dois turnos no plenário e, posteriormente, pelo crivo do Senado para virar lei. A sessão expôs o choque de visões em Brasília: enquanto governistas apontam retrocesso civilizatório e violação de cláusulas pétreas da Constituição, defensores da PEC alegam plena conformidade jurídica internacional. Críticos da sociedade civil reforçam que a redução da maioridade falha em resolver gargalos da segurança, sugerindo foco na inclusão social e na educação. Para conversar sobre os impactos da proposta na governança social e os desdobramentos políticos, convidamos Coronel Tadeu (PRD-SP), deputado federal; e Humberto Adami, advogado, mestre em direito, presidente da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OABRJ), e dirigente do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#940 O imposto de renda e o bolso do cidadão entraram em descompasso?
Com o recorde de 44,5 milhões de envios, o balanço do Imposto de Renda 2026 registrou 2,2 milhões de declarações retidas na malha fina. Erros cadastrais e omissões de renda foram os principais motivos, fazendo crescer as suspeitas no primeiro ano após a extinção da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF). A regularização voluntária livra o cidadão de multas pesadas e o recoloca na fila de restituição antes do próximo lote, em 30 de junho. Nos bastidores de Brasília, o debate agora gira em torno do fim da declaração anual, com planos de transição para um modelo automático já em 2027, visto que o grande desafio do governo é traduzir as mudanças fiscais em bem-estar real. Na contramão disso, um levantamento da Quaest aponta que 65% dos brasileiros não sentiram o impacto financeiro da nova faixa de isenção de R$ 5 mil. Para conversar sobre a importância de regularização do imposto de renda, os impactos da isenção e a promessa do fim da declaração, recebemos Welinton Mota, contador especializado em direito tributário e diretor tributário da Confirp Contabilidade; e Tamires Barbosa, contadora e membra do Conselho Regional de Contadores do Rio de Janeiro (CRC-RJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#939 Música para estudar ou fazer outras atividades: aliada ou mais uma distração entre tantas?
Em quais atividades a música realmente é uma aliada importante e em quais ela pode reduzir a capacidade de realização de tarefas? O tema divide opiniões, visto que muitas pessoas escutam música durante os estudos ou enquanto trabalham, à medida que outros preferem o silêncio. Aqueles que ouvem música ao estudar dizem que o hábito acaba ajudando na leitura, além de aumentar o foco e a motivação, ou bloquear ruídos externos. No entanto, segundo especialistas, a música pode, sim, atrapalhar o estudo, principalmente se tiver letras ou melodias agitadas, visto que o cérebro processa palavras em músicas cantadas, reduzindo a retenção do conteúdo. Em um mundo de possibilidades variadas de distração, com a evolução da tecnologia, a música se torna vilã ou aliada da concentração? Para debater o assunto, recebemos o dr. Felipe Barros, médico neurologista e membro da Comissão de Medicina do Estilo de Vida da Academia Brasileira de Neurologia (ABN); Eduardo Assad Sahão, multi-instrumentista, regente, pesquisador e doutorando em cognição musical da Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Marcia Victorio, doutora em ciências da educação, mestre em educação musical e pós-graduada em educação musical pelo Conservatório Brasileiro de Música. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#938 Biomas sob ameaça? Como o Brasil tem se preparado para a chegada do El Niño?
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), alertou que o planeta pode enfrentar um aumento de secas extremas, chuvas intensas e ondas de calor nos próximos meses. O motivo é o provável retorno do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico. Há 80% de chance de o fenômeno se desenvolver entre junho e agosto deste ano. Embora a intensidade máxima ainda seja incerta, a maioria dos modelos climáticos indica que o evento será, no mínimo, moderado, com fortes chances de atingir níveis severos. Historicamente, no Brasil, o El Niño intensifica a seca no norte do país e provoca fortes chuvas no sul. Contudo, o cenário atual projeta um risco generalizado de eventos graves em todas as regiões brasileiras. Diante disso, o alerta da ONU é claro: o mundo precisa se preparar para extremos climáticos. Como o governo brasileiro tem se organizado para lidar com o super El Niño? Para conversar sobre o tema, recebemos Maria Clara Sassaki, especialista em meteorologia e porta-voz da Tempo OK; e Gustavo Oliveira, doutor em economia florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#937 Futebol além do tradicional: a inclusão que transforma o esporte
O futebol tem ganhado novas adaptações. Existe a modalidade onde se joga caminhando, e não correndo, promovendo, assim, a inclusão para pessoas da terceira idade. Também há a modalidade sobre cadeira de rodas que são motorizadas e equipadas com defesas frontais (parachoques) para um chute com maior alcance. Há também o futebol de cegos, que é um esporte adaptado do futsal, praticado por pessoas com deficiência visual parcial ou total. As partidas são realizadas em ambientes totalmente silenciosos, para que os atletas possam ouvir as orientações dos membros da equipe e o som do guizo costurado na parte interna na bola. A Rússia, por exemplo, sediou o Primeiro Torneio Internacional Amistoso de Futebol para Cegos entre clubes dos países do BRICS, em Moscou. Para conversar mais sobre a inclusão no esporte, recebemos Ricardo Leme, presidente da Walking Football Brasil, organização oficial da modalidade no país; Gabriel Penedo Batista, atleta da Associação Gaúcha de Futsal para Cegos (Agafuc) e da seleção brasileira de futebol de cegos; e Marcos Antonio Santos, o Marcão, superintendente de Paradesporto e Projetos Inclusivos na Secretaria de Estado da Mulher e Políticas Inclusivas, do governo do Rio de Janeiro. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#936 É possível criar um marco da IA que seja 'atemporal'?
O Marco Legal da Inteligência Artificial (PL 2338/2023) ganhou prioridade máxima no Congresso Nacional. O avanço do projeto tem sido incentivado pela proximidade das eleições, com o objetivo de estabelecer regras claras contra a desinformação e os abusos digitais. A influência da Internet nas campanhas eleitorais brasileiras já é alvo de discussão há mais de uma década, considerando o uso das redes sociais por políticos em campanhas. Relacionada ao tema, uma pesquisa recente do Aláfia Lab, laboratório independente de pesquisa sobre Internet, comunicação e sociedade, mostra que 43% dos brasileiros associam notícias falsas a temas políticos. Os dados também indicam que há diferenças entre a esquerda e a direita na percepção da desinformação e no uso de inteligência artificial. Dessa forma, surge a seguinte reflexão: é possível criar um marco regulatório de IA que acompanhe todas as transformações associadas ao uso da ferramenta? Para discutir esse cenário, convidamos Vandor Rissoli, professor doutor de engenharia de software da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do Laboratório de Tecnologias Educacionais (LaTEd), da mesma instituição; e Zeca Dirceu, deputado federal (PT-PR) e membro da Comissão Especial sobre Inteligência Artificial da Câmara dos Deputados. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#935 Como a economia da atenção esvazia o bolso dos brasileiros?
Em um mundo saturado de estímulos, o recurso mais escasso e valioso não é o petróleo ou o ouro, mas sim a atenção. Cunhado em 1971, o conceito de "economia da atenção" ganhou contornos alarmantes na era digital. Hoje, redes sociais, streamings e e-commerces travam uma guerra silenciosa e feroz pelo tempo de tela, utilizando algoritmos predatórios e design persuasivo para transformar segundos em lucro. Nesse ecossistema em que o produto são as pessoas, a gratuidade das plataformas é uma ilusão: quanto mais tempo de navegação, mais dados são gerados, alimentando uma indústria de anúncios hiperpersonalizados que moldam desejos com precisão cirúrgica. A ascensão de influenciadores digitais contribui ainda mais para o fenômeno: as redes sociais se tornaram espaços onde tendências são ditadas, marcas são promovidas e decisões de compra são orientadas. Na era da economia da atenção, vivemos em uma ditadura do clique? Para debater o assunto, recebemos Regina Monge, especialista em neurobranding, neurociência aplicada aos negócios e à economia da atenção, e fundadora do Neurobranding Lab; e o economista Caio Augusto. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#934 Coração na chuteira: por que a Copa mexe tanto com os brasileiros?
Desde o primeiro título mundial, em 1958, a Copa do Mundo deixou de ser apenas um torneio de futebol para se transformar em um dos maiores símbolos de identidade e pertencimento do povo brasileiro. Se é ano de Copa, o país muda de ritmo: as ruas e avenidas são decoradas com as cores da bandeira, famílias e amigos se reúnem em frente à televisão nos bares e restaurantes, e até mesmo algumas rotinas de trabalho se adaptam aos horários dos jogos. Muito mais do que o amor pelo futebol, a Copa desperta memória afetiva, tornando-se quase um ritual coletivo. O que o mundial suscita na população brasileira? Para conversar sobre o assunto, recebemos Chico Brinati, professor de jornalismo da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e pesquisador; e Gonçalves, ex-jogador do Botafogo e da Seleção Brasileira. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#933 Óleo de cozinha: perigo que contamina os lençóis freáticos e o solo
A dúvida sobre o descarte do óleo de cozinha é um problema recorrente nos lares brasileiros. Quando descartado de forma irregular, o impacto aparece rapidamente: a substância polui rios e mares, entope encanamentos e redes de esgoto, aumenta o risco de enchentes e eleva os custos de tratamento da água. No solo, dificulta a infiltração, prejudica plantas e microrganismos, e favorece a proliferação de pragas. Na contramão disso tudo, um projeto desenvolvido entre a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Instituto Singular Ideias Inovadoras tem aproveitado os óleos de cozinha para transformar a substância em sabão. O projeto, nomeado OmìAyê, que significa purificação das águas e da terra em iorubá, vem há oito meses transformando a problemática do descarte de óleo incorreto e ajudando a refletir sobre o assunto. A sociedade tem consciência dos prejuízos causados pelo descarte irregular e de soluções sustentáveis para esse óleo? Para conversar sobre o assunto, recebemos Nathalie Gil, CEO da Sea Shepherd Brasil, organização de conservação marinha sem fins lucrativos; e Jéssica Delgado, coordenadora do projeto OmìAyê. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#932 Disputa de narrativas? O embate das páginas de fofoca e a imprensa tradicional
Perfis de entretenimento e fofoca cresceram 654% em alcance no último ano. É o que aponta o levantamento exclusivo do Projeto Brief, plataforma especializada em pesquisas sobre redes sociais que revelou esse fenômeno alarmante. Mais do que canais de distração, essas páginas passaram a operar como uma verdadeira infraestrutura de comunicação política, movendo-se nas sombras, sem qualquer transparência. O estudo aponta um paradoxo digital: mesmo produzindo significativamente menos conteúdo, esses perfis alcançaram o dobro da audiência da mídia tradicional. Enquanto veículos jornalísticos publicaram cerca de 1,26 milhão de matérias nos últimos dois anos, as páginas de fofoca mantiveram um ritmo de postagens três vezes menor e, ainda assim, muito mais eficiente em engajamento. Para conversar sobre as implicações do crescimento das páginas de fofoca, recebemos Carol Luck, pesquisadora de antropologia digital, formada em gestão pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pós-graduada em antropologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), e associada do Centro para Imaginação Crítica (CCI/Cebrap); e Carol Romano, psicanalista e autora do livro "Por que as relações importam (tanto)?". Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#931 De 'hábito metódico' a negócio promissor: o boom dos organizadores pessoais
Ter um guarda-roupa perfeitamente setorizado por cores, tipos de peças e estações, ou uma cozinha onde cada utensílio está posicionado estrategicamente para o uso diário, pode parecer apenas o hábito de alguém muito metódico. No entanto, o que antes era visto como um capricho doméstico virou um mercado proeminente que vem movimentando a economia e atraindo cada vez mais adeptos. Embora o resultado final possa parecer "invisível" a olhos desatentos, a atuação do personal organizer (ou organizador pessoal) se consolidou como um negócio altamente lucrativo. Para conversar sobre o crescimento e o amadurecimento da profissão, recebemos Ana Alarcon, presidente da Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP); e Adriana Tomaz, personal organizer formada pela OZ! Organize Sua Vida desde 2019, certificada em organização residencial e mudança, e associada da ANPOP. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#930 Imprensa livre: Brasil melhora no ranking, mas cenário ainda é sensível
A liberdade de imprensa global atingiu seu nível mais baixo em duas décadas, de acordo com relatórios promovidos por organizações especializadas. No entanto, o Brasil subiu cinco posições e assumiu o 52º lugar, ultrapassando os EUA pela primeira vez, mesmo com uma situação classificada como "sensível". O exercício da profissão no país ainda enfrenta agressões e censura judicial, como a recente ordem de busca e apreensão contra um jornalista maranhense por reportar sobre um veículo oficial. Apesar dessas violações às garantias constitucionais, investigações como as revelações do "caso Master" reafirmam o papel indispensável do jornalismo investigativo para o interesse público. Para conversar sobre o cenário e as condições do jornalismo nacional, especialmente em ano eleitoral, convidamos Samira Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); e Letícia Kleim, coordenadora jurídica da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#929 O que a história da AIDS nos ensinou sobre saúde, 45 anos depois?
O marco inicial do que viria a ser conhecido como AIDS foi o dia 5 de junho de 1981. Nessa data, o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) em Atlanta, nos Estados Unidos, registrou um aumento atípico de casos de sarcoma de Kaposi e de pneumonia causada pelo fungo Pneumocystis carinii (atualmente P. jirovecii) em homens jovens. Até então, essas patologias eram raramente vistas em indivíduos com sistema imunológico saudável. Apenas um ano depois, em 1982, a nova condição recebeu oficialmente o nome de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, na sigla em inglês). Quatro décadas e meia após os primeiros relatos, o cenário mudou drasticamente: quais avanços foram decisivos para o desenvolvimento do tratamento? Como é a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus da imunodeficiência humana, o HIV? Para responder essas e outras questões, convidamos dr. Mário Biill, médico infectologista; e Alexandre Putti, jornalista e produtor de conteúdo, que convive com o HIV e é um dos embaixadores globais de prevenção ao HIV/Aids da conferência internacional que acontece em julho. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#928 Sustentabilidade em sala: a escola na linha de frente em iniciativas ambientais
A Comissão de Educação da Câmara aprovou um projeto que obriga a inclusão da educação ambiental, climática e sustentável no currículo da educação básica (redes pública e privada). Integrados às disciplinas tradicionais, os novos conteúdos abrangerão temas como justiça climática, economia circular e competências socioemocionais (empatia e cooperação). Além disso, as escolas deverão adotar práticas obrigatórias em seus planos pedagógicos, incluindo hortas, compostagem e reciclagem, consumo racional de água e energia. Para debater os benefícios da inclusão das iniciativas socioambientais no ambiente escolar, recebemos Andrea Sander, pesquisadora do Serviço Geológico do Brasil (SGB), coordenadora do programa SGBeduca; e Cláudia Coelho Santos, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), doutora em ecologia aplicada, com atuação em educação ambiental, e integrante da Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea) e da Rede de Educação Ambiental da Bahia (Reaba). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#927 O abismo brasileiro: onde se vive melhor e pior no país
As profundas desigualdades regionais do país permanecem estagnadas: enquanto 18 das 20 cidades mais bem colocadas concentram-se nas regiões Sul e Sudeste, 19 das 20 com pior desempenho estão situadas no Norte e no Nordeste. É o que aponta um ranking inédito divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) com organizações parceiras, que traçou um mapa da qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros em 2026. O diagnóstico foi feito por meio do Índice de Progresso Social (IPS), que avalia o bem-estar da população com base em 57 indicadores sociais e ambientais. Utilizando dados de fontes oficiais, como Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e MapBiomas, o índice analisa dimensões essenciais, como meio ambiente, inclusão social, moradia e oportunidades de desenvolvimento. Além dos fatores econômicos tradicionais, quais outras dimensões são levadas em conta para avaliar o progresso social dos municípios? Para discutir o tema, recebemos Melissa Wilm, coordenadora do Índice de Progresso Social (IPS Brasil); e Juliano Pamplona Ximenes Ponte, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (UFPA), coordenador do núcleo Belém do Observatório das Metrópoles e membro do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#926 O peso do 'caso Vorcaro' na corrida presidencial
A revelação de diálogos entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, versando sobre o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, disparou alertas na engrenagem eleitoral da oposição. O episódio reverteu a curva de ascensão do parlamentar, que vinha sustentando um empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e provocou oscilações negativas em pesquisas de opinião recentes. Adotando uma estratégia defensiva, o pré-candidato do PL passou a contestar a idoneidade dos institutos de pesquisa. O desdobramento do caso suscita um debate crucial: qual será a real magnitude do impacto do caso Vorcaro na consolidação das candidaturas para a disputa eleitoral? Para discutir o assunto, convidamos Robson Carvalho, cientista político e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB); e Alberto Rollo, advogado especialista em direito eleitoral e constitucional. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#925 O apagão ferroviário: o custo do retrocesso
Em 1949, a malha ferroviária brasileira contava com 35 mil quilômetros de extensão. Hoje, encolheu para 30 mil quilômetros. Para compreender o tamanho desse retrocesso, basta comparar o Brasil com outras nações de dimensões continentais, como a China, que possui 165 mil quilômetros de malha ferroviária; e a Índia, que dispõe de 68 mil quilômetros de rede. Esses números evidenciam que o transporte ferroviário se tornou um dos grandes gargalos da economia nacional. Atualmente, os trens movem menos de 18% de toda a carga do país, embora concentrem 100% do transporte de minérios e metade do escoamento de grãos. Como isso afeta a economia nacional? Qual é o impacto no bolso, devido ao frete concentrado em rodovias? Para responder essas e outras questões, convidamos Davi Barreto, diretor-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF); e Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#924 As doulas do início e do fim da vida
As doulas, profissionais que acompanham a gestação e o parto, agora têm sua profissão regulamentada na Lei 15.381, de 2026. Pelo texto, doula é a profissional que oferece apoio físico, informacional e emocional à pessoa durante a gravidez e, especialmente, durante o parto, buscando a melhor evolução desse processo e o bem-estar da gestante, parturiente e puérpera (mulher no período pós-parto). Para atuar, são exigidos ensino médio e curso de qualificação profissional em doulagem. Além das doulas que cuidam de gestantes e apoiam o nascimento de recém-nascidos, uma nova atribuição foi criada: as que apoiam pessoas que estão no fim da vida. São acompanhantes não médicas que oferecem apoio emocional, espiritual e prático a quem está atravessando essa fase. O trabalho também inclui suporte a familiares, especialmente durante o processo de despedida e luto. Na prática, essa atuação costuma acontecer em casa ou em ambientes de cuidado, como hospitais e instituições de longa permanência. Para discutir a implementação da profissão das doulas, convidamos Morgana Eneile, doula e presidente da Federação Nacional de Doulas do Brasil (FenadoulasBR); e Jana Gentili, advogada, doula e doutoranda em saúde coletiva no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), pesquisadora da Rede Transnacional de pesquisas sobre Maternidades destituídas, violadas e violentadas (Rema). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#923 Desintrusão, mas nem tanto: a persistência do garimpo ilegal e os impactos no Pará
O garimpo ilegal ainda é um problema latente na sociedade brasileira; mesmo diante de ações repressivas do Estado, a exploração de minerais prossegue e conserva alta capacidade de adaptação. Segundo um estudo de pesquisadores da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e do Instituto Mãe Crioula, a retirada de garimpeiros desencadeou uma série de novas dinâmicas e evidenciou vulnerabilidades, pois não desestruturou as bases econômicas do garimpo ilegal e nem pôs fim a conflitos na região. Além do impacto ambiental negativo, a pesquisa aponta impactos sociais e econômicos preocupantes, pois o garimpo ilegal se sustenta por meio de um circuito econômico que inclui outras atividades, como comércios, postos de combustíveis e serviços em geral em Jacareacanga e outros municípios no Pará. Para discutir os reflexos do garimpo ilegal na sociedade brasileira, recebemos Aiala Colares Couto, geógrafo, bacharel em direito, pesquisador da UEPA e diretor-presidente do Instituto Mãe Crioula; e Maria Leusa Munduruku, ativista indígena. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#922 Eles estão entre nós: o aumento de milícias e facções nos bairros brasileiros
Cerca de 41,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais reconhecem a presença de grupos criminosos organizados, como facções ou milícias, no bairro onde residem. É o que aponta o relatório "Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança", elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento indica ainda que cerca de 68,7 milhões de pessoas convivem diretamente com o poder territorial exercido por essas organizações, que se capilarizam das capitais ao interior do país. Qual é o impacto desse fenômeno na economia local, com taxações do crime, fornecedores únicos e Internet controlada pelos criminosos? Consequentemente, como isso afeta o dia a dia dessas comunidades? Para conversar sobre os impactos da permanência de milícias e facções nos bairros, recebemos David Marques, gerente de programas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Carolina Grillo, professora do Departamento de Sociologia e Metodologia das Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI), da mesma instituição. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#921 O trânsito brasileiro segue sem freio?
A criação do Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito, a ser celebrado em novembro, reacende o debate sobre a violência nas estradas brasileiras e a necessidade de ampliar políticas públicas de prevenção. Apesar da leve redução nos acidentes e nas mortes em rodovias federais registrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 2025, mais de 6 mil pessoas ainda perderam a vida no trânsito em apenas um ano. A nova data, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apoia as diretrizes do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que prevê maior participação da sociedade e dos órgãos públicos em campanhas e ações educativas. Quais são os desafios da fiscalização? O que falta para o Brasil reduzir o número de vítimas e mortos por acidentes de trânsito? Para debater o assunto, convidamos Alysson Coimbra, representante do Movimento Não Foi Acidente; e Paulo Buriti, gerente corporativo da CORPVS, uma das maiores empresas de segurança privada do Brasil. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#920 Pé na tábua: indústria automotiva volta a crescer no Brasil
A indústria automotiva brasileira pisou no acelerador no primeiro quadrimestre de 2026. Impulsionada por resultados que superaram as expectativas mais otimistas do setor, a produção nacional de veículos registrou uma alta de 4,9% entre janeiro e abril, consolidando o retorno definitivo aos patamares de atividade anteriores à pandemia de COVID-19, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Apesar do cenário de celebração, o setor avança com o sinal de alerta ligado em duas frentes externas. A primeira delas é a crise de semicondutores e chips eletrônicos; embora menos severa que nos anos anteriores, a instabilidade na cadeia global de suprimentos continua exigindo atenção redobrada da engenharia logística. A segunda é o mercado de exportações. Embora os embarques tenham ensaiado reações pontuais, o saldo acumulado das vendas para o exterior ainda é amargo, penalizado diretamente pelo prolongado desaquecimento econômico da Argentina, historicamente o principal parceiro comercial das montadoras instaladas no Brasil. Para conversar sobre a importância da indústria automobilística nacional, recebemos Antonio Jorge Martins, economista e professor de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), coordenador acadêmico nos cursos da área automotiva da universidade; e Thiago Sugahara, integrante do conselho diretor e diretor do Grupo de Trabalho de Veículos Leves da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#919 Quando o perigo senta ao lado: a complexidade da violência entre estudantes
A violência dentro das escolas brasileiras deixou de ser um alerta pontual para se tornar uma crise crônica. Em apenas uma década, os casos mais do que triplicaram: saltaram de 3,7 mil em 2013 para alarmantes 13,1 mil em 2023, segundo dados nacionais analisados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A violência física lidera o ranking, sendo responsável por metade das ocorrências, seguida de perto pela psicológica (23,8%) e pela sexual (23,1%). O levantamento ainda revela que, em 35,9% dos casos, o agressor era alguém do círculo de convivência da vítima, como um amigo ou conhecido, o que expõe a complexidade do problema dentro do próprio ecossistema escolar. Diante desse cenário crítico, a recente regulamentação da Lei nº 14.164/2021, assinada em abril, inclui no currículo da educação básica conteúdos voltados à prevenção da violência, com medidas que reforçam o papel da escola não apenas como um espaço de aprendizado, mas fundamentalmente de proteção. Para conversar sobre os impactos da violência escolar na saúde de alunos e professores, recebemos Thaís Dias Luz Borges Santos, coordenadora-geral de acompanhamento e combate à violência nas escolas, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação (SECADI/MEC); e Veridiana Parahyba Campos, socióloga com pós-doutorado em andamento no Núcleo de Estudos da Violência (NEV), da Universidade de São Paulo (USP), e pesquisadora no Projeto Observatório de Direitos Humanos em Escolas (PODHE), também da USP. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#918 Transição energética no mar: como o sol está mudando a pesca noturna?
Pescadores artesanais do litoral fluminense estão trocando o barulho dos geradores a diesel e gasolina pelo silêncio da energia solar. A inovação tecnológica vem transformando a pesca noturna de lula, substituindo os antigos equipamentos poluentes e barulhentos por painéis fotovoltaicos. Impulsionada pelo projeto SustentaMar, a mudança reduz custos operacionais, minimiza o impacto ambiental e melhora significativamente as condições de trabalho em alto-mar. A iniciativa é mantida pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), integrando um esforço amplo para modernizar e conferir sustentabilidade à principal atividade pesqueira da região. Para conversar sobre o projeto, convidamos Ana Helena Bevilacqua, gerente de projetos socioambientais, conservação e clima do Funbio; Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro; e Sérgio Ricardo Potiguara, coordenador do Movimento Baía Viva e mestre em ciências ambientais pelo Instituto de Florestas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#917 O perigo na tela: ataques digitais revelam crise na cibersegurança brasileira?
O Brasil sofreu mais de 750 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2025. É o que aponta um relatório elaborado por empresas especializadas em cibersegurança. Além dos ataques, o país concentrou 187,5 milhões de atividades de distribuição de malwares, softwares projetados para causar danos ou obter acesso não autorizado a sistemas digitais, tendo grande aumento no segundo semestre do ano e apresentando um crescimento significativo de 535% na comparação com 2024. O que falta para o Brasil fortalecer e consolidar suas políticas de cibersegurança? Para conversar sobre o tema, recebemos Pedro Martins, mestre em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisador do grupo de pesquisa Persona e coordenador acadêmico da organização Data Privacy Brasil; e Alexandre Brum, CEO da Vultus, consultoria especializada em gestão de riscos cibernéticos. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#916 Escala 6 x 1: governo Lula conseguirá avançar no Congresso após sucessivas derrotas?
A discussão sobre o fim da escala 6 x 1 ganhou um cronograma acelerado na Câmara dos Deputados, servindo como um teste de fogo para a articulação política do governo Lula. O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da comissão especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho (PEC 221/19 e PEC 8/25), apresentou o planejamento para concluir a votação do texto no plenário até o dia 27 de maio de 2026. Enquanto o Palácio do Planalto e as centrais sindicais defendem a medida como um ganho civilizatório, o setor privado reage com forte preocupação. Com as eleições gerais de outubro de 2026 se aproximando, a pauta da jornada de trabalho também mexe profundamente com o tabuleiro político. Para discutir os embates entre Executivo e Legislativo na discussão de pautas sociais, recebemos Paulo Roberto Souza, cientista político, professor de pós-graduação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), pesquisador e coordenador de parcerias do Instituto Democracia em Xeque; e Daiana Santos, deputada federal (PCdoB-RS), primeira vice-presidente da Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6x1. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#915 Split payment: a reforma no consumo?
O Ministério da Fazenda anunciou um novo modelo de cobrança automática de impostos, introduzido pela reforma tributária sobre o consumo: o split payment, que passará a separar o valor dos tributos no exato momento da compra. A medida será implementada gradualmente a partir deste ano, iniciando por transações via Pix, boletos e transferências bancárias, e sendo expandida posteriormente para cartões de crédito e débito. Como funciona o split payment e quais os objetivos desse novo sistema? Ele tornará o processo mais transparente? Para conversar sobre o assunto, recebemos Adriana Melo, especialista em finanças e tributação; e Sarina Manata, assessora jurídica da Fecomércio de São Paulo. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#914 A desigualdade cognitiva gerada pela superexposição a telas
Estamos testemunhando o surgimento de uma nova e silenciosa disparidade: a desigualdade cognitiva. O debate, antes focado apenas no "tempo de tela", agora exige uma pergunta mais profunda: que tipo de arquitetura mental essas experiências estão moldando, e em quem? Sem mediação pedagógica e políticas públicas robustas, a desigualdade se instala na própria capacidade de pensar. O que vemos é uma geração que enfrenta a erosão da atenção plena, com janelas de concentração que mal superam os cinco minutos. O isolamento social e a dificuldade em resolver problemas complexos dão lugar a uma irritabilidade crônica e, em casos mais graves, a sinais claros de abstinência. O "digital" deixou de ser apenas uma ferramenta para se tornar um divisor de águas no desenvolvimento cerebral humano? Para debater os impactos das telas na cognição humana, recebemos Ana Carolina D'Agostini, psicóloga e pedagoga, especialista em saúde mental no Instituto Ame Sua Mente; e José Toufic Thomé, psiquiatra, professor e coordenador do curso "Psicodinâmica sobre Crises Disruptivas" no Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#913 A crise silenciosa dos rios da Mata Atlântica
Um novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica sobre a água dos rios do bioma revela um cenário desolador: com base em mais de 1,2 mil análises, realizadas em 14 estados ao longo de 2025, constatou-se que quase 80% dos pontos monitorados apresentam qualidade apenas regular, e nenhum atingiu o nível "ótimo". Apenas 3,1% das amostras foram consideradas de boa qualidade, enquanto focos de poluição severa persistem, especialmente em rios "invisibilizados" pelas malhas urbanas de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. Para discutir o assunto, recebemos Aline Cruz, bióloga da causa "Água Limpa" da SOS Mata Atlântica; e Marco Moraes, geólogo, escritor e autor do livro "Planeta hostil: como as ações humanas estão mudando a Terra e fazendo dela um lugar imprevisível e perigoso". Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#912 A urna 'trintou'
A urna eletrônica de votação completa 30 anos em 2026, consolidando-se como um dos sistemas mais seguros e auditáveis do mundo, embora ainda seja alvo de questionamentos. Como a tecnologia eleitoral evoluiu no Brasil? Qual a importância da urna eletrônica para a democracia brasileira? Como o sistema tornou mais ágeis os processos de votação e apuração? O Brasil é influência para outros países? Para celebrar o aniversário da urna e responder a essas e outras questões, recebemos Alexandre Bustos, chefe da seção de urnas eletrônicas do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP); e Ricardo Vita Porto, advogado especialista em direito eleitoral e presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB SP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#911 A arte de viver mais: como a criatividade protege o cérebro brasileiro?
O Brasil está grisalho, e os números confirmam: a pirâmide etária inverteu. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, revelam que quase 60% da nossa população já ultrapassaram os 30 anos. No entanto, o verdadeiro desafio não é apenas viver mais, e sim viver melhor. Uma descoberta recente de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) destaca que a criatividade é uma ferramenta contra o declínio cognitivo. Práticas como dança, música e pintura não são apenas lazer; elas atuam como uma "reserva cerebral" que pode retardar o envelhecimento da mente em até sete anos, reduzindo drasticamente o risco de doenças como o Alzheimer. Como usar a criatividade para ter uma velhice mais saudável e longeva? Para discutir o cenário brasileiro, recebemos Milton Crenitte, médico geriatra, doutor em ciências pela USP e consultor em longevidade; dr. Renato Anghinah, professor titular de neurologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e professor livre docente em neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); e Thais Bento Lima-Silva, gerontóloga, professora do curso de gerontologia da USP e PhD em neurologia pela mesma universidade. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#910 Tchau, abono salarial?
Uma mudança silenciosa nas regras de concessão promete reduzir o alcance do abono salarial no Brasil. A estimativa do Ministério do Trabalho é alarmante: entre 2026 e 2030, cerca de 4,5 milhões de pessoas deixarão de receber o benefício. A conta é simples, mas amarga: o salário mínimo sobe acima da inflação, mas o teto para receber o abono não acompanha esse ritmo. Mas o que isso significa na prática para o bolso dos brasileiros? Para conversar sobre a medida, recebemos Clara Brenck, pesquisadora associada do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das desigualdades (Made) e professora de economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e Marilane Teixeira, professora do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#909 Só, mas não isolado? A ascensão do morar sozinho no Brasil
O número de brasileiros que vivem sozinhos nunca foi tão alto. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) revelam que o perfil desse público é composto majoritariamente por homens adultos e mulheres idosas. Mas o que motiva essa escolha e quais são os novos desafios dessa tendência? Curiosamente, a conveniência de morar perto do trabalho ficou em segundo plano. O brasileiro hoje prioriza a qualidade de vida e a autonomia de decidir sobre sua própria rotina. No entanto, esse estilo de vida traz desafios modernos. O maior deles não é a solidão, que aparece atrás nas preocupações, mas a segurança. Os brasileiros estão trocando a convivência humana pela vigilância digital? Para discutir a tendência, convidamos Jefferson Mariano, sociólogo, professor de economia na Faculdade Cásper Líbero e analista socioeconômico do IBGE; e Wagner Costa, psicólogo com especialização em psicologia positiva e mestrado em ciências da saúde. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#908 Resistência x vulnerabilidade: como a Floresta Amazônica resiste à 'savanização'?
A Floresta Amazônica possui uma resiliência surpreendente, mas está mudando de face. Mesmo após sofrer com incêndios, secas extremas e tempestades, as áreas degradadas demonstram alta capacidade de regeneração. Estudos científicos revelam que a recuperação, no entanto, ocorre sob novas condições ecológicas, com perda de diversidade e substituição de espécies vulneráveis por outras generalistas, mais resistentes. Como a resiliência da Amazônia é reflexo das mudanças climáticas? Para conversar sobre essa transformação florestal, recebemos Leandro Maracahipes, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e da Universidade de Yale (EUA), apoiado pelo Instituto Serrapilheira e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); e Natali Silveira, coordenadora de projetos de florestas e restauração no Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#907 Saúde mental no trabalho: o que muda com a nova NR-1?
A saúde mental agora é prioridade absoluta na agenda das empresas brasileiras. Com a recente atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as organizações passam a ter a obrigação legal de identificar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente corporativo, como estresse extremo, metas abusivas e sobrecarga. Na prática, a nova regra exige que as empresas comprovem formalmente a identificação de riscos psicossociais, além de definir medidas de controle e realizar treinamentos para suas equipes. Para debater a nova norma no direito à saúde mental, recebemos Bárbara Ferrari, advogada especialista em direito do trabalho e sócia do Ferrari & Rodrigues Advogados; e Chrystina Barros, especialista em gestão de saúde. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#906 CPMI do tráfico de armas: iniciativa vai trazer soluções reais?
Especialistas, profissionais de segurança e representantes da sociedade civil articulam a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar o tráfico de armas e munições no Brasil. A proposta surge da necessidade urgente de um diagnóstico nacional atualizado sobre as rotas e os mecanismos que alimentam o mercado ilegal, fortalecendo facções criminosas e elevando os índices de violência armada. A CPMI vai conseguir ser uma importante ferramenta no debate e enfrentamento ao tráfico de armas? Para conversar sobre a iniciativa e o cenário brasileiro, convidamos o Pastor Henrique Vieira, deputado federal (Psol-RJ), membro da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados; e André Batista, coronel da reserva da Polícia Militar do Rio de Janeiro, ex-comandante do Comando de Operações Especiais (COE) e especialista em segurança pública. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#905 CPF, NIS e fraudes: o desafio de fazer o dinheiro chegar a quem precisa
O Brasil registrou mais de 890 mil famílias que recebiam ao menos um salário mínimo mensal somente em benefícios sociais até o fim de 2025, segundo dados do DATA Brasil. O cenário levanta questionamentos sobre a eficiência dos mecanismos de controle e integração de cadastros, haja vista irregularidades como duplicidade de registros, uso de diferentes cidades e inconsistências no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e no Número de Identificação Social (NIS), permitindo o acúmulo indevido de benefícios. Como solucionar esse problema? Em uma sociedade cada vez mais informal, como conseguir celeridade na ajuda em situações de crise? Para debater o assunto, recebemos Carla Beni, economista e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV); e Jimmy Medeiros, professor da Escola de Ciências Sociais da mesma instituição. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#904 100 anos de Milton Santos: o pensador que ensinou o Brasil a enxergar o próprio território
No dia 3 de maio de 2026, o geógrafo Milton Santos completaria 100 anos. Referência mundial, ele transformou a geografia ao conectar território, globalização e desigualdades, sempre com um olhar crítico e voltado para a realidade dos países periféricos. Professor da Universidade de São Paulo (USP) desde os anos 1980, Milton Santos formou gerações e deixou uma obra que segue atual: uma ferramenta para entender e questionar como o espaço reflete desigualdades. Para relembrar a contribuição dele para o pensamento contemporâneo, recebemos Jaime Tadeu Oliva, professor e pesquisador do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, formado em geografia pela mesma universidade, onde foi aluno de Milton Santos, responsável pela coordenadoria de projetos no Fundo Pessoal de Milton Santos; e Nina Santos, neta do geógrafo Milton Santos, pesquisadora em comunicação e secretária-adjunta de políticas digitais na Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#903 Gigantes do clima: como as baleias-jubarte ajudam a salvar o planeta?
As baleias-jubarte passaram a ser vistas como aliadas no combate à crise climática, ajudando a capturar carbono e a estimular o fitoplâncton, essencial na absorção de CO₂. No Brasil, a recuperação da espécie chama atenção: ações de conservação ampliaram a população de cerca de 2.500 indivíduos, no início dos anos 2000, para aproximadamente 35 mil. O avanço reforça a conservação marinha como peça estratégica na agenda climática. Se as baleias ajudam a regular o clima e ainda geram valor econômico, por que essa pauta ainda não está no centro das políticas globais? Como equilibrar a exploração econômica dos oceanos com a preservação de espécies que também geram valor ambiental e financeiro? Para debater esse cenário, recebemos Eduardo Camargo, diretor do Instituto Baleia Jubarte; e Liliane Lodi, coordenadora da equipe de cetáceos no Projeto Ilhas do Rio. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#902 Boom de viagens e cidades em disputa: quando o turismo expulsa moradores
O Brasil bateu recorde no setor aéreo em 2025, com quase 130 milhões de passageiros, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), incluindo 28,4 milhões em voos internacionais (+13,4%). O salto revela não só a retomada da aviação, mas uma nova dinâmica de mobilidade, com impactos diretos no turismo, no comércio e na infraestrutura. Mas esse crescimento traz um efeito colateral cada vez mais visível: a pressão sobre o custo de vida nas cidades turísticas. O avanço de aluguéis de curta temporada, como via Airbnb, tem sido associado a processos de gentrificação, encarecendo moradias e deslocando a população local. O boom de viagens está impulsionando a economia local ou acelerando a expulsão de moradores nas cidades turísticas? Até que ponto plataformas de aluguel de curta temporada estão agravando a crise de moradia? O Brasil deve seguir exemplos internacionais e limitar esse modelo ou apostar no turismo como motor econômico a qualquer custo? Para conversar sobre o assunto, convidamos Mônica Medeiros, idealizadora do TurisMall; e Alexandre Queiroz Pereira, professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador do Observatório das Metrópoles, do Núcleo Fortaleza. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#901 STF sob pressão: o que tem causado a crise institucional no Judiciário?
Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada em abril, apontou que 71% da população concorda que o Supremo Tribunal Federal (STF) é essencial para proteger a democracia, enquanto 24% discorda. Embora a essencialidade da Corte seja reconhecida, para 75% dos entrevistados, os ministros detêm "poder demais", e o mesmo percentual acredita que a confiança na instituição é menor hoje do que no passado. O cenário se agrava com suspeitas envolvendo ministros, citadas em investigações e debates no Congresso, além do aumento de críticas políticas e propostas de reforma do Judiciário, como a criação de mandatos fixos para ministros. Entre pressão institucional, desgaste de imagem e embates políticos, o STF enfrenta um momento sensível de sua relação com a sociedade e os demais Poderes. O que está por trás da crise envolvendo o STF e o Congresso? Quais tipos de reforma seriam possíveis? Para conversar sobre o assunto, recebemos Paulo Niccoli Ramirez, cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); e Antonio Carlos de Freitas Júnior, advogado, doutor em direito constitucional pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Fundação Santo André (FSA). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#900 Recuperação ou despedida? O recorde silencioso de empresas à beira do colapso no Brasil
O volume de recuperações judiciais bateu recorde, segundo dados da Serasa Experian, divulgados no início de abril. Ao todo, 977 processos de recuperação judicial foram iniciados só em 2025, o maior volume desde 2016. O levantamento também indica que 2.466 companhias estão atualmente em recuperação judicial no país, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2012. O avanço de 13% em relação ao ano anterior reforça que não se trata de um ponto fora da curva, mas de um movimento consistente. Com os números da economia indo bem, o que justifica isso? Para conversar sobre o assunto, recebemos Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating; e Claudio Montoro, advogado especialista em recuperação judicial e professor do Insper na disciplina de recuperação judicial de empresas. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#899 Acúmulo invisível? Na era digital, nada mais te pertence?
Com o avanço da digitalização, o hábito de colecionar discos e livros passou para a esfera digital. Com a assinatura de streamings, muitos pagam por músicas e filmes que podem desaparecer do catálogo e por espaços virtuais onde são armazenadas memórias que raramente são revisitadas. Sem ocupar espaço físico, esse novo acúmulo parece inofensivo, mas revela uma mudança profunda: a troca do "ter" pelo "acessar" sem abandonar o impulso de guardar. O acúmulo digital é uma forma de preservação ou impede criar memórias reais e significativas? Para conversar sobre o assunto, recebemos João Finamor, professor de marketing digital e mídias sociais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); e Rosangela Adell, psicóloga clínica, especialista em ABA (atendimento à TEA), neurociência afetiva e teoria psicodinâmica. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#898 Sem dinheiro para nada? Municípios brasileiros enfrentam vulnerabilidade climática e fiscal
O Brasil tem mais de 1.500 municípios em situação de vulnerabilidade climática e fiscal. O que isso significa na prática? Cidades que precisam de verbas para se adaptar aos efeitos cada vez maiores dos eventos extremos, por não terem dinheiro em caixa, não conseguem contrair empréstimos para obras de adaptação a esses eventos. Os estados em situação mais crítica são: Acre, com 77% dos municípios, enfrentando vulnerabilidade climática e fiscal; Maranhão, com 75%; Amapá, com 69%; Goiás, com 65%; e Tocantins, com 60%. Paraíba, Alagoas e Piauí, todos na região Nordeste, também aparecem com percentuais acima de 50%. Para discutir os impactos da vulnerabilidade fiscal e climática nos municípios brasileiros, recebemos Adriana Pinheiro, assessora de incidência política e orçamento público do Observatório do Clima; e Carlos Eduardo Young (Cadu), economista e professor titular do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#897 Novela de frutas: entretenimento inofensivo ou ferramenta de ódio?
Uma nova febre tomou conta das redes sociais brasileiras: as novelas de frutas. Criados por inteligência artificial, esses vídeos curtos dão vida a legumes e verduras em roteiros que simulam o cotidiano humano. No entanto, por trás da estética lúdica e das histórias rápidas, há um fenômeno alarmante: o uso dessas ferramentas para propagar desinformação e discurso de ódio de forma subliminar — tendência que não está isolada. Vídeos infantis protagonizados por animais hiper-realistas também têm sido utilizados para introduzir narrativas violentas e perturbadoras, acendendo o alerta de pais, educadores e especialistas em segurança digital. Um usuário que produza uma história do tipo pode responder legalmente pelo conteúdo ou ele se enquadra com expressão artística? Para debater o assunto, recebemos Ciane Lopes, estrategista em marketing digital e professora da Pós-Graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais da Estácio de Juiz de Fora (MG); e José Luiz Nunes, professor de direito da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro (RJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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#896 Pulando a janela: o que o número de trocas partidárias diz sobre a política brasileira?
Ao menos 122 deputados federais trocaram de partido durante a janela partidária, período em que parlamentares eleitos pelo sistema proporcional puderam mudar de legenda sem perder o mandato. A movimentação antecipa estratégias eleitorais, influenciada tanto por alianças regionais quanto por alinhamentos nacionais em torno de pré-candidatos à Presidência. O Partido Liberal (PL) foi o que mais ampliou sua bancada, enquanto o União Brasil registrou a maior redução. Outros partidos que cresceram foram o Podemos e o Partido Social Democrático (PSD), que emplacou um pré-candidato à Presidência como terceira via diante do cenário de polarização. Por outro lado, siglas como o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Solidariedade não sofreram oscilações no número de parlamentares. A ideologia política ainda significa alguma coisa? Qual o impacto político no dia a dia do Congresso e na governabilidade dessas trocas? Para refletir e discutir o cenário, recebemos Victor Escobar David, mestre em sociologia política pelo antigo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), doutorando em ciências sociais na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e professor de direito constitucional da Universidade Candido Mendes; e Reimont, deputado federal (PT-RJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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O podcast que descaroça as notícias do momento e entrega o sumo das informações. De segunda a sexta, os jornalistas Thaiana de Oliveira e Arthur Neto conversam sobre o que movimenta o cotidiano desse admirável país nosso de cada dia.
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