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AD_45 David Drew Zingg, c. 1982
David Drew ZinggFlagrante de rua – placas, letreiros e cartazes, c. 1982Rio Branco, AC FotografiaArquivo David Drew Zingg/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. Ao centro, em frente a uma construção de madeira pintada de verde, dois homens estão em pé, lado a lado. À esquerda, um homem negro de bigode usa chapéu claro, camisa branca justa, cinto com fivela grande, calça jeans por dentro de botas marrons de cano alto. À direita dele, outro homem negro está com chapéu de palha torto, camisa clara aberta até o abdômen, cinto com fivela grande, calça jeans com a barra dobrada e sapato preto. A construção tem telhado de duas águas e porta larga central. Acima da porta, uma placa branca com letras vermelhas informa: “FOTO AKIM – Fotografias para documentos em geral”. À esquerda da porta, na parede, há um cartaz no alto com a inscrição “Deputado Estadual - FELIX BESTENE”, uma placa azul com o número 16 e quatro retratos de homens, mulheres e crianças, dispostos em duas colunas. O chão é de terra batida. Ao fundo, no interior do estúdio, uma cortina clara com estampa discreta está parcialmente fechada.De origem norte-americana, o fotógrafo David Drew Zingg chegou ao Brasil em 1959. Em seguida, iniciou uma longa viagem pelo território, fotografando paisagens e personagens do país. Em uma dessas viagens, registrou a fachada do estúdio fotográfico Akim, em Rio Branco, no Acre.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOBarbara BiscaroPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_44 Edgar Kanaykõ Xakriabá, 2018
Edgar Kanaykõ XakriabáCâmera como arco, imagem como flecha, 2018Mobilização Nacional dos Povos Indígenas, Brasília, DFFotografiaAcervo do artistaFotografia em preto e branco. Cinco homens indígenas estão lado a lado, segurando câmeras fotográficas e de vídeo, voltados para a direita. À esquerda, um deles, em pé, segura uma câmera fotográfica com lente longa. Usa camisa de manga comprida e a alça da câmera no pescoço. À frente dele, outro homem segura uma câmera de vídeo com microfone acoplado. Usa camiseta clara, fones de ouvido com microfone e pinturas faciais com linhas paralelas saindo da boca em direção ao queixo e às orelhas. Ao centro, um homem com câmera fotográfica e alça com a marca “Nikon” está com pinturas no rosto: uma linha vertical do nariz à boca e outra lateral, parcialmente encoberta pela câmera. À direita, dois homens seguram câmeras com microfones externos. Um deles usa pulseiras estampadas. À direita, vê-se apenas parte do rosto e das mãos de um homem. O fundo é branco.A produção do fotógrafo Edgar Kanaykõ, do povo indígena Xakriabá, de Minas Gerais, convida a refletir sobre o significado da fotografia e da produção de imagens para os povos indígenas. Se antes a foto era vista como ameaça, hoje é vista como arma para enfrentar o apagamento.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLuana GoulartPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_43 Walter Firmo, 2002
Walter FirmoEnsaio sobre nu e negritude, 2002Santo Amaro, BAFotografiaArquivo Walter Firmo/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. Em um canavial, duas pessoas negras estão de pé, nuas, com os corpos parcialmente encobertos pelas folhas altas da plantação. A mulher está um pouco à frente e mais à esquerda; usa tranças longas que caem sobre o ombro. Atrás dela, mais à direita, está um homem com o cabelo bem curto. Ambos estão voltados para a esquerda. Ao fundo, à esquerda, ergue-se uma pequena construção branca com campanário e sinais de desgaste, que se projeta acima da plantação. O céu azul, com nuvens volumosas, ocupa a parte superior da cena.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃORoquildes JuniorPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_42 Jorge Bodanzky, 1964
Jorge Bodanzky Passeata de calouros da Universidade de Brasília, 1964Brasília, DFFotografiaArquivo Jorge Bodanzky/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Homens brancos jovens caminham aglomerados em uma rua. Estão com o torso nu e usam saias curtas feitas com saco de estopa amarrado na cintura. Vários usam boinas. À esquerda, um deles segura um cartaz onde se lê “O POVO PROTESTA”. Um pouco à frente, outro leva um cigarro à boca. Bem próximo ao centro, um homem com bigode fino e óculos escuros segura um pedaço de madeira com as duas mãos. No peito dele, a palavra “DROP” está escrita à mão. Ao fundo, há carros e outras pessoas trajadas de maneira diversa, incluindo uma criança pequena.Em 1964, Jorge Bodanzky se mudou para Brasília, a recém-inaugurada capital brasileira, para estudar na Universidade de Brasília (UnB). Ali, Jorge registrou momentos marcantes da história brasileira, como as passeatas e protestos contra o regime militar, que havia iniciado naquele mesmo ano, em abril. Durante a ditadura, que durou até 1985, a universidade foi invadida repetidas vezes por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), com perseguição e detenção de professores e estudantes.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLeonardo VenturaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_41 Mario Cravo Neto, 1997
Mario Cravo NetoCarnaval, 1997Salvador, BAFotografiaArquivo Mario Cravo Neto/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. À esquerda e próxima, uma pessoa está de costas, sem camisa. Ela está com uma iguana verde no ombro direito, com o rabo cobrindo a extensão das costas. Sobre a omoplata direita, vista parcialmente, há uma tatuagem preta que representa um lagarto pontilhado. Um braço de pele negra vindo da lateral esquerda toca a iguana com delicadeza; no pulso, há uma pulseira de contas azuis e vermelhas. No fundo desfocado, há várias pessoas vestidas com roupas de verão em tons vibrantes. Algumas carregam grandes caixas de isopor. Atrás delas, um painel com faixas horizontais coloridas cobre a parede, com a inscrição desfocada “TRIO ELÉTRICO” e dois desenhos de olhos. AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOCiliane VendruscoloPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_40 Jorge Bodanzky, c. 1993
Jorge Bodanzky Heidi e as preguiças, c. 1993FotografiaArquivo Jorge Bodanzky/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. Uma mulher branca, de cabelo loiro preso, sorri. Ela carrega no colo um bicho-preguiça, cujos braços peludos envolvem os ombros dela. O animal está com a cabeça voltada para trás. Ao fundo, uma vegetação verde, densa e levemente desfocada. A luz natural é suave, com tons esverdeados.O fotógrafo e cineasta Jorge Bodanzky conheceu Heidi Mosbacher em Manaus, na década de 1990, quando a viu entrar em uma agência dos correios. Ficou sabendo, depois, que Heidi era alemã e vivia isolada na margem do rio Cueiras desde 1973, quando se instalou em uma casa abandonada e passou a dedicar seus dias à vida com as preguiças. Heidi tentou voltar para a Alemanha com as preguiças, mas os pedidos de autorização foram sucessivamente negados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Na foto, Heidi aparece com a preguiça Monalisa, com a qual tinha maior ligação.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃORoquildes JuniorPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_39 Marcel Gautherot, c. 1943
Marcel GautherotCarrancas de proa, c. 1946Rio São Francisco, BAFotografiaArquivo Gautherot/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Um homem está sentado sobre uma estrutura de madeira, com as costas apoiadas em uma carranca. Ele usa chapéu de palha de aba curta, camisa e calça claras, e sapatos escuros. Está de perfil voltado para a esquerda. A carranca, quase do tamanho do homem, é entalhada em madeira, com feições que lembram o rosto de um animal fantástico: olhos arredondados, boca aberta e formas que sugerem uma crina. Ao lado dos dois, há feixes de fibras vegetais trançadas. Ao fundo, o céu claro ocupa toda a parte superior da cena.As carrancas são esculturas feitas geralmente de madeira, encontradas principalmente em embarcações fluviais do rio São Francisco – que atravessa cinco estados brasileiros. As carrancas foram criadas pela necessidade de proteger os barqueiros e suas embarcações dos perigos das águas, como fortes correntezas e seres malignos. Elas servem como amuletos contra os perigos, além de refletirem a herança cultural do povo que vive às margens do rio.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOMiriam LimmaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_38 Rafael Martins, 2025
Rafael Martins Acervo da Laje, 2025Salvador, BAFotografiaAcervo do artistaFotografia colorida. Em uma superfície plana, há a vista parcial de um amontoado de pequenas esculturas feitas em diversos materiais, como madeira, metal e gesso. As peças estão organizadas em camadas, lado a lado e umas atrás das outras, com formas, tamanhos e cores variadas. Da esquerda para a direita, na primeira fileira, há uma carranca de madeira com olhos esbugalhados e boca aberta em vermelho e branco; uma pequena réplica preta da Torre Eiffel, uma escultura em madeira de um homem com chapéu de cangaceiro e sanfona. No centro da composição, há uma imagem de Santo Antônio com o Menino Jesus nos braços. Ao lado, uma escultura de São José com o Menino Jesus e, em seguida, Padre Cícero, com roupa preta, chapéu, bengala e um livro vermelho nas mãos, seguido de outra carranca menor que a primeira. Atrás há outras figuras que se distribuem entre formas humanas e religiosas, e que estão parcialmente encobertas e levemente desfocadas. Ao fundo, um pequeno pedaço de parede clara na parte superior.No subúrbio ferroviário de Salvador, Bahia, encontra-se o Acervo da Laje, um espaço de memória artística, cultural e de pesquisa que reúne uma enorme coleção de objetos e obras de arte doados por moradores da região, como os representados na imagem. AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOAna Gomes MinchoniPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_37 Marcel Gautherot, c. 1964
Marcel GautherotCarnaval, c. 1964Salvador, BAFotografiaArquivo Gautherot/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. No centro de uma rua, uma pessoa caracterizada como boi está no centro da cena. Ela está coberta por um tecido rústico que forma o corpo do animal, com uma cabeça de papel machê pintada de branco, olhos pretos, orelhas e dois chifres curvos. As pernas da pessoa que carrega a estrutura ficam visíveis sob o tecido. Ao redor, há uma aglomeração de pessoas, muitas de pele negra, com roupas leves, chapéus e adereços. Algumas tocam instrumentos de percussão e outras gesticulam. Ao fundo, há prédios com janelas, portas e varandas. A luz do sol é forte, projetando sombras nítidas no chão de tábuas.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOCiliane VendruscoloPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_36 Marcel Gautherot, c. 1950
Marcel GautherotAlumiação, festa popular, c. 1950Manaus, AMFotografiaArquivo Gautherot/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Durante a noite, uma multidão se reúne rodeada por centenas de velas acesas, formando áreas luminosas irregulares que se espalham. Dezenas de pessoas observam, e algumas se agacham para acender novas velas. Usam roupas claras e leves, compostas com sobriedade e uma elegância simples: saias, vestidos, camisas e calças. Algumas crianças são carregadas no colo, outras estão entre os adultos. A fumaça das velas sobe discretamente, misturando-se à escuridão da cena. Ao fundo, as copas das árvores desenham uma faixa escura contínua, reforçando o contraste com o brilho das chamas.Uma das festas populares mais importantes da região de Manaus, no estado do Amazonas, acontece no Dia de Finados, celebrado anualmente em 2 de novembro. Nessa ocasião acontece o ritual da alumiação, quando o povo se reúne para acender inúmeras velas ao redor dos cemitérios públicos.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOMiriam LimmaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_35 Rafael Martins, 2025
Rafael Martins Acervo da Laje, 2025Salvador, BAFotografiaAcervo do artistaFotografia colorida. Em uma parede azul clara, distribui-se uma composição densa de pinturas, placas, máscaras e ex-votos que cobrem quase toda a superfície. Na parte superior, ex-votos em forma de corações, serpentes, mãos e chamas estão pendurados em linha, ocupando toda a largura da parede. Abaixo deles, agrupam-se pinturas que retratam pessoas negras, igrejas, frutas (como pitangas), velas, animais, elementos gráficos e frases escritas à mão, como “A porta da minha mãe era um cais” e “Cozinhar é um ato político”. Muitas dessas obras foram feitas sobre madeira reutilizada e apresentam cores fortes, traços livres e símbolos associados à cultura afro-brasileira, ao cotidiano e à religiosidade popular.Na parte inferior, vê-se parcialmente o encosto de duas cadeiras pretas.No subúrbio ferroviário de Salvador, Bahia, encontra-se o Acervo da Laje, um espaço de memória artística, cultural e de pesquisa que reúne uma enorme coleção de objetos e obras de arte doados por moradores da região, como os representados na imagem. AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOAntonia Gomes MinchoniPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_34 Madalena Schwartz, c. 1974
Madalena SchwartzDzi Croquettes, c. 1974São Paulo, SPFotografiaArquivo Madalena Schwartz/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Duas pessoas são vistas do ombro para cima, frente a frente, em um ambiente interno, com os rostos próximos. Ambas usam turbantes e maquiagem brilhante nos olhos. A da direita, com arranjo de penas no turbante, maquia a da esquerda, que usa flores como enfeite. As duas usam adornos no pescoço. A imagem é escura, e uma luz ao fundo revela parte do ambiente, onde há flores, objetos e um espelho, sugerindo um camarim.Nascida na Hungria, Madalena migrou para a Argentina e em seguida para o Brasil, se estabelecendo em São Paulo. Começou a fotografar com quase cinquenta anos, quando seu filho ganhou uma câmera fotográfica. Na década de 1970, em plena ditadura militar, Madalena construiu um estúdio em seu apartamento, onde registrava personagens de uma época marcada pelo conservadorismo e também pela transgressão. É o caso do grupo Dzi Croquettes, que unia dança, teatro, música e humor em espetáculos com sátira política e subversão dos papéis de gênero.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOMatheus BorgesPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_33 Hiromi Nagakura, década de 1990
Hiromi NagakuraMônica Tsinhötse Eratsi Ô, década de 1990Povo Xavante, Aldeia São Pedro, MTFotografiaAcervo do artistaRetrato colorido de uma mulher idosa do povo indígena Xavante. Ela é vista até a altura dos ombros. A luz incide pelo lado esquerdo e cria uma área de sombra à direita. O cabelo é escuro, liso, e cortado em linha reta acima da testa. As rugas são marcadas e os olhos pequenos estão semicerrados, sem cílios e sem sobrancelhas, como é tradicional entre o povo Xavante. Ela cobre parcialmente o sorriso com a mão enrugada. Está vestida com uma blusa clara. O fundo é escuro e desfocado. À esquerda, há uma superfície de palha trançada.Essa foto foi feita pelo fotógrafo japonês Hiromi Nagakura em visita pelo Brasil, acompanhado pelo ativista e escritor Ailton Krenak, que o guiou por várias aldeias.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃORoberta Constante BarcelliPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_32 EDITADO Haruo Ohara, c. 1948
Haruo OharaKô e filhos desfrutando uma farta safra de caquis, c. 1948Londrina, PRFotografiaArquivo Haruo Ohara/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Uma mulher e três crianças posam diante de uma plantação de frutas. À esquerda, a mulher japonesa usa vestido xadrez de mangas curtas, avental branco com peitilho e lenço na cabeça. Com a mão esquerda, segura dois ramos com caquis arredondados e folhas largas. À frente, um menino de cabelo curto usa camisa de gola, suéter sem mangas e shorts com alças, apoiando a mão em um dos ramos que ela segura. No centro, uma criança com o rosto e as pernas sujos de terra está vestida com jardineira clara sobre camisa de manga comprida e segura a mão esquerda da mulher. À direita, uma menina de cabelo liso e franja usa vestido xadrez e segura outro ramo carregado de caquis.Ao fundo, a copa densa da árvore frutífera preenche a cena, com caquis pendendo entre os galhos.Nascido no Japão, o fotógrafo Haruo Ohara se transferiu para o Brasil em 1927. No estado de São Paulo, sua primeira casa no país, trabalhou com plantio de batatas. Na década de 1930, a família de Haruo Ohara se mudou para o Paraná, onde continuou o trabalho com a terra e se iniciou como fotógrafo nas horas vagas. Durante muitos anos Haruo registrou sua vida familiar privada, criando imagens como esta de Kô, sua esposa, desfrutando uma farta safra de caquis com três de seus filhos.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOArá SilvaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_31 Hiromi Nagakura, década de 1990
Hiromi NagakuraSusana Yanomami, década de 1990Povo Yanomami, Aldeia Demini – Watoriki, AMFotografiaAcervo do artistaFotografia colorida. Vista de cima, uma mulher do povo indígena Yanomami está nua e deitada em uma rede de fibras naturais, com um bebê, também nu, deitado sobre o corpo dela. Estão iluminados por uma tonalidade avermelhada. A mulher tem cabelos escuros, lisos e franja reta. Sorri com os olhos semicerrados. O braço esquerdo está erguido, com o movimento sutil indicado pelo desfoque da imagem nessa área. O bebê, de cabelo ralo e escuro, está com a mãozinha apoiada no peito da mulher, enquanto mama. Ao fundo, há um chão de terra desfocado. No canto superior direito, há uma bacia metálica com alguns objetos dentro.Essa foto foi feita pelo fotógrafo japonês Hiromi Nagakura em visita pelo Brasil, acompanhado pelo ativista e escritor Ailton Krenak, que o guiou por várias aldeias.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃORoberta Constante BarcelliPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_30 Bárbara Wagner, 2016
Bárbara WagnerPatrão é patrão, Pro Rec, série Mestres de cerimônias, 2016Recife, PEFotografiaProjeto comissionado pelo Instituto Moreira Salles, Bolsa ZUM, 2015Bárbara Wagner. Cortesia da artista e Fortes D'Aloia & Gabriel, São Paulo/ Rio de JaneiroFotografia colorida. Sete mulheres jovens estão lado a lado, em pé, posando diante de uma caminhonete branca, em uma rua de terra. Estão com as pernas afastadas ou com uma ligeiramente projetada à frente da outra. Algumas apoiam as mãos na cintura ou nos quadris; outras tocam os cabelos ou os óculos. Há inclinações de tronco e cabeça que acentuam as curvas corporais. Todas são magras e curvilíneas, com diferentes tons de pele e variados estilos de cabelos compridos, em cores e texturas diversas. Todas usam shorts jeans curtos e justos, com detalhes desfiados, estampas ou lavagens variadas. As blusas, em diferentes modelos, são curtas ou ajustadas, com alças finas, recortes ou brilhos. Todas calçam sandálias de salto alto, exceto a mulher à direita, que está de tênis. Usam acessórios como brincos grandes, colares, relógios, bonés e óculos espelhados. Atrás delas, há uma moto vermelha parcialmente à esquerda. Ao fundo, árvores, vegetação rasteira, muros de tijolo e o céu azul com nuvens esparsas.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLeonardo VenturaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_29 Luiz Braga, 1994
Luiz BragaMercearia em Algodoal, 1994Algodoal, PAFotografiaAcervo do artistaFotografia colorida. Dentro de um pequeno comércio popular, um grupo de pessoas pardas, entre crianças e adultos, está reunido diante de um balcão, assistindo a uma televisão ligada que exibe o rosto de um homem branco. O espaço é estreito e coberto por um teto de madeira com vigas aparentes. Acima das pessoas, pendem do forro vários utensílios metálicos como panelas, chaleiras, bacias, funis, formas e bolas de futebol, todos suspensos por ganchos. Ao fundo, as prateleiras ocupam toda a parede verde, lotadas de garrafas, enlatados, pacotes de alimento e produtos de higiene. A maioria das pessoas está de costas. Algumas estão em pé, outras encostadas no balcão ou sentadas em bancos baixos. Uma menina segura uma criança menor no colo. A iluminação é amarelada.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOValeska Michelle da SilvaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_28 Marcel Gautherot, c. 1950
Marcel GautherotFesta de Iemanjá em Rio Vermelho, c. 1950Salvador, BAFotografiaArquivo Gautherot/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Um grupo de mulheres negras está reunido em pé, em fila, bem próximas umas das outras. Estão com vestidos leves, saias e blusas de mangas curtas. Algumas usam lenços amarrados na cabeça. À esquerda, duas mulheres erguem buquês de pequenas flores acima da cabeça. No centro, uma terceira mulher, com lenço amarrado e vestido escuro, olha por cima do ombro para a frente. Elas estão voltadas para uma construção branca com telhado inclinado e abertura escura na parede, onde outras pessoas se agrupam. Acima, bandeirolas atravessam a imagem em diagonais. O céu está claro com poucas nuvens.A Festa de Iemanjá ocorre anualmente no dia 2 de fevereiro, e é considerada a maior manifestação religiosa pública do candomblé no estado da Bahia. No bairro do Rio Vermelho, em Salvador, acontece a festa mais famosa, introduzida por pescadores do bairro do Rio Vermelho na década de 1920. Desde 2020, a festa é reconhecida como Patrimônio Imaterial pela Fundação Gregório de Mattos, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo do município de Salvador.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLeonardo VenturaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_27 Walter Firmo, 1985
Walter FirmoCarnaval, 1985Rio de Janeiro, RJFotografiaArquivo Walter Firmo/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. O interior de um vagão de trem está cheio. No corredor central, um grupo de mulheres negras em pé, com vestidos brancos e volumosos, seguram nas alças do teto. Os trajes são bordados com filetes prateados. Elas usam colares, e várias pulseiras. No canto inferior direito, uma delas está agachada ou sentada. Usa o mesmo tipo de roupa. Está com o rosto voltado para cima, maquiagem prateada nos olhos e segura um cigarro entre os dedos. Os braços estão cobertos por pulseiras metálicas. À esquerda, uma pessoa segura no colo uma bandeja com alimentos, uma moringa de barro alaranjada e um longo colar prateado feito de contas grandes. Outras pessoas estão sentadas e em pé. No teto do vagão, spots de luz centralizados iluminam suavemente a cena.O fotógrafo Walter Firmo, conhecido pelo seu interesse pelas figuras humanas, registrou uma série de festas populares, como o Carnaval carioca. Na foto, a presença de integrantes de uma escola de samba dentro do vagão de um trem, se preparando para o grande desfile no sambódromo, traz para um mesmo contexto a magia da festa e a concretude do cotidiano.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃORoberta Constante BarcelliPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_26 Marcel Gautherot, c. 1964
Marcel GautherotCarnaval, c. 1964Salvador, BAFotografiaArquivo Gautherot/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Duas pessoas estão sobre um chão de madeira, lado a lado, fazendo uma pose. A pessoa da esquerda está com o braço direito estendido para o alto e o esquerdo para baixo, rente ao corpo. Usa peruca escura, máscara clara com uma pluma vertical no topo, vestido curto com franjas e luvas compridas. A pessoa da direita está com as pernas juntas, quadris projetados para frente e o tronco levemente inclinado para trás. O braço esquerdo está estendido à frente, com a mão pendendo para baixo, e a mão direita está apoiada na cintura. Usa chapéu de aba muito larga, decorado com contas, collant com brilhos, mangas bufantes e meia arrastão. Ao redor, há uma pessoa vestida como policial com capacete, pessoas com fantasias variadas e uma multidão sentada ou em pé. Ao fundo, à direita, um prédio colonial com janelas e sacadas.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOCiliane VendruscoloPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_25 Ed Viggiani, 1997
Ed ViggianiFutebol na estação de metrô Brás, 1997São Paulo, SPFotografiaArquivo Ed Viggiani/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. No centro, um poste metálico vertical se estende da base até quase o topo do quadro, onde se curva em ângulo reto para a esquerda. Ao fundo, duas estruturas elevadas de concreto (uma à esquerda e outra à direita do poste) são sustentadas por colunas robustas distribuídas ao longo da via. As estruturas partem da metade superior do poste central e se estendem em direções opostas, formando linhas diagonais que se afastam uma da outra em direção ao horizonte. No chão de cimento, com várias poças d’água espalhadas, um grupo de crianças e adolescentes joga futebol. À esquerda do poste, algumas delas estão reunidas próximas à bola, que está no solo. As sombras alongadas de algumas crianças se projetam no chão molhado. À direita, uma criança salta refletida na poça d’água abaixo. Ao fundo, entre e além das colunas dos trilhos, há prédios altos com janelas retangulares e edifícios comerciais mais baixos com letreiros parcialmente visíveis.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLuana GoulartPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_24 Custodio Coimbra, 2009
Custodio Coimbra Torcida do Flamengo no Maracanã antigo – Fla x Flu, 2009Tijuca, Rio de Janeiro, RJFotografiaArquivo Custodio Coimbra/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. Vista ampla do estádio do Maracanã durante uma partida de futebol entre Flamengo e Fluminense. Na parte superior, a arquibancada está completamente tomada por torcedores. A maioria usa roupas vermelhas, brancas ou pretas. No centro da arquibancada, uma longa faixa horizontal se estende com os dizeres, em letras brancas sobre fundo vermelho e preto: “A MAIOR TORCIDA DO MUNDO”. Abaixo, o campo de futebol com gramado verde, com linhas brancas demarcadas, está ocupado por jogadores das duas equipes distribuídos em diferentes pontos. Na parte inferior, mais próxima, a silhueta escura de uma pessoa com os braços erguidos.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOBento VendruscoloPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_23 Januário Garcia, década de 1980
Januário GarciaMorro do Salgueiro, década de 1980Rio de Janeiro, RJFotografiaArquivo Januário Garcia/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Em um espaço aberto no alto do morro, um grupo de oito homens negros está reunido em torno de uma mesa de pingue-pongue. Dois deles jogam, enquanto os demais observam. À esquerda, um jogador usa camiseta clara com listras escuras nas mangas e shorts curtos. Ele está descalço e inclinado em posição de jogo, segurando a raquete. Do outro lado da mesa, o oponente está vestido com camiseta clara com estampa no peito com a mão direita abaixada na altura da mesa. Ao redor, os demais estão em pé usando shorts. Alguns estão com o torso nu, outros usam camisetas. Três deles estão posicionados à direita, próximos a um morro de pedra. Ao fundo, a paisagem urbana se estende no horizonte com centenas de prédios. Um poste de iluminação está ao centro, atrás da mesa, com um fio estendido na parte superior direita do quadro.Na década de 1970, quando já atuava como fotógrafo independente, Januário Garcia começou a participar de encontros para discutir as questões relacionadas ao racismo no Brasil, onde conheceu nomes centrais do ativismo e pensamento negro, como Beatriz Nascimento e Abdias Nascimento. Januário tornou-se um dos fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU). Na década de 1980, registrou o cotidiano e a religiosidade dos moradores do Morro do Salgueiro, no Rio de Janeiro.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOSocorro AlmeidaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_22 Luiz Braga, 2007
Luiz BragaSom marajoara, 2007Joanes, PAFotografiaAcervo do artistaFotografia colorida. Ao ar livre, sob uma lona azul esticada, uma grande aparelhagem de som com estrutura volumosa e visual futurista ocupa quase toda a largura da imagem. À frente, uma cabine com formas geométricas em relevo exibe faixas luminosas em tons de laranja, amarelo, vermelho e azul. Na parte inferior, dois painéis triangulares iluminados trazem, em letras amarelas, a frase “Espaçonave do Som”. Dentro da cabine, há um jovem pardo, de perfil, com o torso nu, que opera o equipamento. Logo atrás dele, parcialmente encoberta, está outra pessoa com camiseta vermelha. Os dois estão cercados por caixas de som, botões e superfícies metálicas refletivas. Na parte traseira da aparelhagem, há diversas telas e letreiros acesos. No centro, um painel em destaque traz a frase “Tremendão Santo Antônio”, com letras amarelas e roxas. Telas menores exibem logotipos e nomes de marcas, como “Cerveja Cerpa” e “Casa Nazaré”. À frente da cabine, no chão de terra batida, há mesas e cadeiras plásticas vermelhas vazias. À direita, uma bicicleta está encostada no poste de madeira que sustenta a lona, próxima a uma janela com cobogó, blocos vazados de cerâmica. À esquerda, algumas pessoas estão em pé, parcialmente encobertas pela sombra. A iluminação artificial em tons intensos de vermelho e amarelo se reflete nas superfícies metálicas da estrutura.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOCintia AlvesPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_21 Bárbara Wagner, 2016
Bárbara WagnerJoãozinho, Pro Rec, série Mestres de cerimônias, 2016Recife, PEFotografiaProjeto comissionado pelo Instituto Moreira Salles, Bolsa ZUM, 2015Bárbara Wagner. Cortesia da artista e Fortes D'Aloia & Gabriel, São Paulo/ Rio de JaneiroFotografia colorida. Um menino negro, com cabelo curto descolorido nas pontas, está em pé sobre uma laje de concreto cercada por uma mureta de alvenaria com partes quebradas e cimento exposto. Ele usa conjunto esportivo azul, com regata e bermuda, óculos escuros amarelos e espelhados, corrente dourada no pescoço, relógio e uma fita verde amarrada no punho. Segura um rádio comunicador próximo ao rosto e olha para frente. No entorno, há um conjunto de casas de alvenaria, muitas sem reboco. Na rua abaixo, há um pequeno grupo de pessoas em pé e, na parede externa de uma casa, há a pintura desbotada da bandeira do Brasil. Mais ao fundo, há palmeiras e edifícios altos na linha do horizonte. O céu está azul, com nuvens brancas esparsas.Para a construção da série Mestres de cerimônias, composta por vinte fotografias, Bárbara Wagner acompanhou as produções das principais gravadoras de videoclipes de brega funk e funk ostentação em Recife (PE) e São Paulo (SP). Nesse processo, a artista criou imagens que revelam gestos, cenas e estéticas da cultura dos mestres de cerimônias (MCs) nessas duas cidades, com reverberação para todo o território nacional por meio da divulgação desses videoclipes feitos exclusivamente para as redes sociais.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOBento VendruscoloPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_20 José Medeiros, 1947
José MedeirosEnsaio da peça O filho pródigo, com Ruth de Souza, Abdias Nascimento, José Monteiro, Aguinaldo Camargo, Marina Gonçalves e Roney da Silva, 1947Teatro Ginástico, Rio de Janeiro, RJFotografiaAcervo Abdias Nascimento/ Ipeafro, Rio de JaneiroFotografia em preto e branco. Seis pessoas negras posam em grupo, trajadas com tecidos, compondo uma cena teatral. Os rostos e corpos estão intensamente iluminados. No centro, está sentado um homem trajado com um pano escuro que cobre a cabeça e os ombros, preso por um cordão claro ao redor da testa. O corpo está vestido com tecido branco. À esquerda dele, outro homem, com o torso nu, olha para cima. Atrás, um terceiro homem, também com o torso descoberto, olha para o alto com a cabeça levemente inclinada. À frente desses dois, uma mulher com turbante e vestida com tecido claro inclina o rosto suavemente para frente. Ao lado dela, à direita do homem sentado, um jovem olha para frente. Ao fundo, à esquerda, uma mulher de cabelo ondulado está vestida com um tecido branco que cobre apenas um dos ombros. Ela inclina o tronco para frente e mantém o olhar voltado para baixo. O fundo é escuro. Atrás do grupo, há uma pilastra visível à esquerda. Os atores fotografados faziam parte do Teatro Experimental do Negro, fundado em 1944 por Abdias Nascimento – diretor, dramaturgo, pintor, poeta, ativista e o primeiro senador negro da história da República brasileira. O Teatro Experimental do Negro surgiu como uma resposta à exclusão de atores negros dos palcos brasileiros, porém sua trajetória transcendeu o campo do teatro, combinando também educação e ativismo político.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOMatheus BorgesPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_19 Claudia Andujar, 1970
Claudia AndujarSem título, série Rua Direita, 1970São Paulo, SPFotografiaCortesia Galeria VermelhoFotografia colorida capturada de baixo para cima. Um grupo de pessoas adultas está em pé ou caminhando por uma rua estreita, ladeada por edifícios altos. A maioria olha para frente. No canto superior esquerdo há estrelas douradas penduradas e pequenas luzes decorativas. À esquerda, uma mulher branca com cabelo escuro e curto usa vestido vermelho sem mangas. Atrás dela, uma pessoa vestida com paletó cinza, da qual se vê apenas o braço esquerdo, segura sacolas brancas com listras coloridas. Próxima a ela, uma mulher negra usa roupa azul-escura. Ao centro, uma mulher branca com cabelo curto usa um conjunto cinza de paletó e saia e segura uma bolsa escura. Ao lado dela, uma jovem branca de vestido rosa e um jovem branco de camisa xadrez. Atrás deles, outras pessoas parcialmente visíveis, como um homem idoso branco com bigode, boné e uniforme claro com as iniciais PMSP bordadas no braço esquerdo do paletó. As construções nas laterais da rua são retangulares, com janelas enfileiradas. No prédio à esquerda há uma marquise metálica que avança sobre a calçada. No fundo, parte do céu nublado é visível entre os edifícios, onde se lê parte de um letreiro com a palavra “FIXO”.Os registros fazem parte da série de nove fotografias feitas na região central da cidade de São Paulo, na rua Direita, uma das ruas mais movimentadas da capital na década de 1970 e até hoje. Claudia Andujar posicionou a câmera quase encostada no chão, criando uma perspectiva diferente da cidade: a sensação é de que as pessoas parecem maiores, enquanto os prédios parecem menores.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOBarbara BiscaroPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_18 Thomaz Farkas, 1941
Thomaz FarkasMeninos assistindo a jogo de fora do Estádio do Pacaembu, 1941São Paulo, SPFotografiaArquivo Thomaz Farkas/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Cinco meninos estão empoleirados nos galhos secos de uma árvore. Todos estão descalços e usam roupas leves e claras: camisas de manga curta ou dobradas, bermudas com cinto e um deles usa paletó. Debruçados nos galhos, eles olham atentos para algo à frente. Na extremidade de dois galhos finos, um par de tênis foi cuidadosamente fincado, com cada pé equilibrado na ponta. À esquerda, um pouco mais distantes, há outro grupo de crianças empoleiradas em outra árvore. Ao fundo, à direita, no alto de um morro, um pequeno grupo de pessoas em pé está reunido, ao longe e de forma desfocada. À esquerda, casas esparsas e postes com fios compõem a paisagem urbana. O céu claro domina a parte superior da cena.Nascido na Hungria, o fotógrafo Thomaz Farkas mudou-se para o Brasil na década de 1930. Em 1936, em São Paulo, Farkas e a família se instalaram em uma casa no bairro do Pacaembu, onde puderam acompanhar a construção e a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOMiriam LimmaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_17 Hiromi Nagakura, década de 1990
Hiromi NagakuraCrianças Krikati, década de 1990Povo Krikati, Aldeia São José, MAFotografiaAcervo do artistaFotografia colorida. Um grande grupo de crianças do povo indígena Krikati corre por um caminho de terra, em meio à vegetação rasteira. Elas estão vestidas apenas com shorts de diferentes cores, algumas usam enfeites nos tornozelos, na cintura ou cabeça. Seguem para frente espalhadas pela trilha larga que atravessa a cena. A vegetação nas laterais do caminho é esparsa, com arbustos e pequenas árvores. A luz do sol incide projetando sombras no solo com pequenos traços à direita das crianças.Essa foto foi feita pelo fotógrafo japonês Hiromi Nagakura em visita pelo Brasil, acompanhado pelo ativista e escritor Ailton Krenak, que o guiou por várias aldeias.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOArá SilvaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_16 Maureen Bisilliat, 1972
Maureen Bisilliat Série Bahia antiga e nova, 1972BahiaFotografiaArquivo Maureen Bisilliat/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. Em uma praia de areia clara e fofa, há a presença de muitas pessoas negras com trajes de banho. A cena é marcada por corpos em pé e próximos, em diferentes posições. Bem próximo à esquerda, um menino de cabelos curtos está com areia na cabeça e no corpo. Ele está de perfil, com os olhos fechados e os lábios projetados para frente, em bico. O tronco está levemente inclinado para trás, e os braços, parcialmente visíveis, estendem-se à frente. Ao fundo, homens e mulheres usam biquínis ou sungas coloridas. A luz do sol é intensa, marcando na areia sombras inclinadas para a esquerda.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOPedro PapottiPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_15 Maureen Bisilliat, c. 1975
Maureen Bisilliat População local, série Minas, c. 1975Minas GeraisFotografiaArquivo Maureen Bisilliat/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. Duas mulheres negras são vistas de perfil, enquadradas do quadril para cima. Elas estão muito próximas, com os corpos molhados e os rostos ocultos pela forma como se inclinam e se entrelaçam. A mulher à esquerda usa um vestido estampado com flores vermelhas sobre fundo verde-escuro, enquanto a da direita usa vestido azul com pequenos losangos brancos. Ambas estão com os cabelos presos em coques. A mulher à esquerda envolve o pescoço da outra com o braço direito, enquanto a que está à direita segura uma pequena lata com a mão direita. Ela apoia o braço no peito da outra e parece cobrir o próprio rosto. No canto superior direito, um braço estendido, parcialmente visível, despeja água sobre elas com uma pequena lata. Ao fundo, uma parede de reboco desgastado revela camadas de barro, manchas de tinta e rachaduras.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOGeraldo de LimaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_14 Jorge Bodanzky, c. 1995
Jorge Bodanzky Projeto “Navegar Amazônia”, c. 1995AmapáFotografiaArquivo Jorge Bodanzky/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. Um grupo de pessoas pardas está reunido ao redor de uma mesa coberta com toalha branca estampada em azul, durante uma refeição na área externa de uma casa. À esquerda, uma mulher de cabelos escuros presos para trás usa camiseta branca e saia jeans. Ao lado dela, uma jovem de cabelos escuros presos em rabo de cavalo está vestida com uma blusa regata listrada e sorri. Ao centro, uma mulher mais velha, com cabelos curtos e escuros, está com blusa estampada. Ela está com um braço apoiado na mesa e o olhar voltado para a direita. À direita dela, um homem de óculos escuros e tronco nu está sentado, com a mão apoiada na coxa. Outras pessoas estão parcialmente visíveis: uma mulher de costas à direita, com os ombros nus, uma pessoa no canto inferior esquerdo, com o corpo envolto por uma toalha colorida, e um par de mãos visíveis no canto superior direito. Sobre a mesa, há pratos com arroz, salada, camarão e bebidas em lata e copos. Ao fundo, há uma parede bicolor: a parte inferior é verde escura, e a parte superior, clara com manchas irregulares e uma faixa vertical de reboco cinza. Uma estrutura metálica encostada à parede, à esquerda, sustenta roupas penduradas.O projeto “Navegar Amazônia” nasceu no fim da década de 1900, quando Jorge Bodanzky viu as águas de um rio no Amapá e pensou em equipar um barco para levar a internet às escolas ribeirinhas do estado. Na época, não havia nenhum provedor no estado, e a ideia foi prontamente aceita pelo governador. Um barco foi adaptado a um sistema de telefonia via satélite. Nos anos 2000, foi feita a viagem inaugural do projeto, e imagens do percurso foram transmitidas em tempo real para diversas partes do mundo.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOSocorro AlmeidaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_13 Marc Ferrez, c. 1875
Marc FerrezQuitandeiras, c. 1875Rio de Janeiro, RJFotografiaColeção Gilberto Ferrez/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Quatro mulheres negras estão sentadas no chão ou em pedras, junto a uma parede de pedras irregulares, em uma área aberta. À frente delas, há grandes cestos de palha repletos de frutas como bananas e laranjas. À esquerda, uma pequena mesa, coberta com tecido claro, acomoda algumas pencas de bananas. As mulheres usam vestidos longos e tecidos sobre os ombros ou amarrados ao redor do corpo. Cada uma está com a cabeça coberta por turbantes ou panos enrolados. Elas olham para a frente, com expressões neutras. A luz do sol incide diretamente sobre o grupo, marcando as sombras redondas no chão para a esquerda. Ao fundo, à esquerda, um telhado apoiado sobre colunas de madeira projeta sombras, sob as quais se distinguem algumas figuras humanas pouco nítidas.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOCiliane VendruscoloPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_12 Hiromi Nagakura, década de 1990
Hiromi NagakuraCrianças Yanomami, década de 1990Povo Yanomami, Aldeia Demini – Watoriki, AMFotografiaAcervo do artistaFotografia colorida. Duas crianças do povo indígena Yanomami caminham por uma trilha estreita em meio a uma densa vegetação em direção ao fundo da cena. Elas carregam pencas de bananas verdes amarradas por cintas de fibra vegetal que se estendem das costas até a cabeça. Ambas usam finos cordões atravessados no dorso, passando pelos ombros e pelo torso de forma transversal. A criança que está atrás carrega nas mãos duas bananas descascadas. A trilha é cercada por vegetação alta e variada, o solo é de terra úmida com plantas largas, galhos finos e folhagem abundante em diferentes tons de verde.Essa foto foi feita pelo fotógrafo japonês Hiromi Nagakura em visita pelo Brasil, acompanhado pelo ativista e escritor Ailton Krenak, que o guiou por várias aldeias.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃORoberta Constante BarcelliPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_11 Marcel Gautherot, c. 1966
Marcel GautherotLago de Janauacá, c. 1966Manaus, AMFotografiaArquivo Gautherot/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Um homem, com as pernas imersas até quase os joelhos nas águas de um lago, carrega nas costas muitos cachos de banana presos a uma estrutura de madeira amarrada com cordas ao corpo dele. Uma das cordas passa pela testa, e ele cobre o rosto com os braços ao segurá-la. Ele está com o torso nu e usa calça clara com as barras dobradas. Atrás e acima dele, há outro homem em pé, visível apenas pelo torso nu. Ao lado deles, há dois barcos de madeira. No interior do barco à esquerda, há cachos de banana, uma rede de descanso estendida e, no teto, há caixotes de madeira. No barco à direita, no interior, há dois homens e, no teto, alguns cachos de banana. Ao fundo, o céu está claro e limpo.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLeonardo VenturaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_10 Luiz Fernando Silva
Luiz Fernando SilvaColuna Ligas Camponesas, Marcha Nacional Lula Livre, agosto de 2018Formosa, GOFotografiaAcervo MSTFotografia colorida. Uma estrada de terra vermelha corta a imagem do fundo até a parte inferior direita. Sobre ela, uma multidão caminha em fila e empunha bandeiras vermelhas com o símbolo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e bandeiras do Brasil. Muitas pessoas usam camisetas e bonés vermelhos, mochilas e óculos escuros. À esquerda, parcialmente oculta por galhos secos na beira da estrada, uma pessoa negra com roupas coloridas está com o braço erguido, olhando em direção à multidão que passa. O céu é azul, salpicado de nuvens brancas na parte superior.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLeonardo VenturaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_09 Marc Ferrez Homens, 1882
Marc FerrezHomens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café, c. 1882Sapucaia, RJFotografiaColeção Gilberto Ferrez/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Em uma área ampla, cercada por colinas, dezenas de pessoas negras estão dispostas sobre um terreiro de secagem de café. O terreno está coberto por montes de grãos escuros distribuídos em fileiras alinhadas, formando um padrão quadriculado. Mulheres usam vestidos longos e lenços ou turbantes na cabeça. Algumas carregam cestos grandes de palha sobre os ombros ou na cabeça; outras usam rastelos longos. Homens vestidos com camisas claras e calças escuras também operam com rastelos ou carregam sacos. Ao longe, há algumas crianças próximas aos adultos. À esquerda, um homem de chapéu e postura ereta observa a cena com o braço em riste. Ao fundo, há estruturas cobertas por telhados, galpões e um prédio em construção, posicionados diante da base das colinas. A paisagem é cercada por morros cobertos por vegetação rasteira. O céu está claro.Ao abrir seu primeiro estúdio de fotografia, em 1867, Marc Ferrez inseriu um anúncio nos jornais com os dizeres: “Especialista em vistas do Brasil”. Era comum entre os fotógrafos atuantes naquela época construir cenas que emulavam um país moderno e em rota de desenvolvimento, tendo a economia cafeeira do Sudeste como modelo de organização. No entanto, a escravidão já era, naquele período, vista como um sistema arcaico e que deveria ser superado – não à toa, menos de uma década depois da criação da imagem descrita, a escravidão foi abolida, graças a um longo período de resistência e luta do povo escravizado. A imagem descrita, cuja ocupação quase regular do enquadramento leva a crer que a cena foi completamente dirigida, simula uma escravidão pacífica e ordeira, quase como se fizesse parte da paisagem e da ideia de país moderno construído sobre as bases da economia cafeeira escravagista.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOEveline SinPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_08 Peter Scheier, 1960
Peter ScheierTrabalhadores, 1960Praça dos Três Poderes, Brasília, DFFotografiaArquivo Peter Scheier/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Bem próxima, uma pessoa é vista de frente, com o tronco curvado para a frente e o rosto ocultado pela aba de um chapéu de palha de copa redonda e aba larga. Usa camisa de mangas compridas e parece manusear algo fora do enquadramento inferior. À direita, outra pessoa, de costas e também curvada para a frente, usa camisa clara e chapéu de palha. Mais afastadas, à direita, há outras pessoas um pouco desfocadas, todas com roupas claras e chapéus. Ao fundo, está o Palácio do Planalto, em Brasília, um edifício de linhas horizontais, sustentado por colunas curvas brancas. Carros estão estacionados em frente à construção, parcialmente desfocados. A luz é intensa, com contrastes marcados e sombras bem definidas sobre o chão de terra. Entre 1956 e 1960, no governo do presidente Juscelino Kubitschek, a nova capital do Brasil, chamada de Brasília, foi planejada por Lúcio Costa e arquitetada por Oscar Niemeyer, contando com um enorme contingente de trabalhadores vindos de variadas regiões do país, especialmente de Minas Gerais e de estados do Nordeste. Nas fotos feitas pelo fotógrafo alemão Peter Scheier em 1960, na cidade recém-construída, os monumentos arquitetônicos ganham menos destaque do que as figuras humanas da nova cidade.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃODaniel MinchoniPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_07 Thomaz Farkas , 1960
Thomaz FarkasPopulares sobre cobertura do Palácio do Congresso Nacional no dia da inauguração de Brasília, 1960Brasília, DFFotografiaArquivo Thomaz Farkas/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Pessoas ocupam uma área elevada que se projeta do prédio do Congresso Nacional, em Brasília. À direita, onde a superfície se estreita, há um aglomerado compacto. À esquerda, estão mais dispersas: algumas caminham, outras estão paradas. No canto inferior direito, um homem de paletó e calça escuros está de costas. De frente para ele, outro homem, de chapéu, camisa de manga comprida e calça clara, está voltado para a direita. Atrás deles, uma fila de pessoas se estende até o centro da cena. Ao fundo, vê-se a cúpula arredondada do Senado e, mais atrás, as torres retangulares do Congresso. O céu está coberto por nuvens volumosas e claras.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOMiriam LimmaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_06 Tânia Rego, 2023
Tânia RegoCerimônia de posse do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, 2023Brasília, DFFotografiaAcervo Agência BrasilFotografia colorida. No centro de uma rampa pavimentada e inclinada, um grupo diverso caminha. Da esquerda para a direita: uma mulher branca de roupa bege brilhante e calça boca de sino; ao lado, outra mulher branca e loira, de vestido claro e colar grande; em seguida, um homem indígena com cocar amarelo, botoque labial, camisa azul e um colar com a palavra “RAONI”; ao lado dele, o presidente Lula, um homem branco de cabelos curtos e grisalhos, de paletó e calça azul-marinho e gravata. Atrás de Lula e de Raoni, parcialmente encoberta por eles, há uma mulher negra, com cabelo trançado, camiseta branca e calça jeans. Caminhando ao lado de Lula, está um menino negro de óculos, camisa azul estampada e bermuda jeans. De mãos dadas com o menino, um homem branco de paletó e calça brancos com inscrições em preto e vermelho, camisa vermelha e bengala dourada. Atrás do menino, um homem negro de barba grisalha e óculos. Mais ao fundo, entre o menino e o homem de branco, o vice-presidente Geraldo Alckmin está parcialmente visível, um homem branco, grisalho e calvo. Ele usa paletó escuro e gravata vermelha. Em seguida, um homem pardo de boné preto, camiseta estampada e calça bege. Depois, um homem branco de paletó e calça escuros, com barba rala e bigode. E, por fim, um homem pardo de cabelo e barba grisalhos, de paletó escuro abotoado e gravata vermelha. Um pequeno cachorro preto caminha à frente do grupo.À esquerda e à direita desse grupo, soldados com trajes cerimoniais brancos seguram bandeiras vermelhas e brancas, dispostas na diagonal, formando um corredor. Ao fundo, uma multidão compacta ocupa toda a extensão da imagem. Muitas pessoas usam roupas vermelhas e estão com os celulares erguidos.Geralmente, a passagem da faixa para a próxima pessoa a assumir a presidência do Brasil é feita por quem está deixando o cargo. No entanto, quando Lula assumiu seu terceiro mandato como presidente da república, em 2023, a ausência do presidente anterior na cerimônia possibilitou uma quebra de protocolo de passagem da faixa: desta vez, reuniu-se um grupo que pudesse representar o povo brasileiro. Estiveram presentes, além de primeira-dama Janja: a cozinheira Jucimara Santos; o líder indígena e ativista Cacique Raoni, do povo Caiapó; a catadora Aline Sousa, que entregou a faixa para o presidente Lula; o estudante Francisco Filho; o influencer anticapacitista Ivan Baron; o artesão Flávio Pereira; o metalúrgico Weslley Rocha; o professor Murilo Jesus; e a cachorrinha Resistência.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOCiliane VendruscoloPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_05 Evandro Teixeira, 1968
Evandro TeixeiraPasseata dos Cem Mil, 1968Cinelândia, Rio de Janeiro, RJFotografiaArquivo Evandro Teixeira/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. A presença de uma multidão preenche toda a extensão do quadro. Na parte superior à esquerda, uma faixa branca é sustentada por duas hastes verticais. Nela está escrito, em letras maiúsculas: “ABAIXO A DITADURA – POVO NO PODER”.Em março de 1968, no Rio de Janeiro, um estudante que protestava contra a ditadura militar em um restaurante universitário foi morto por um tiro à queima roupa disparado pela polícia. Esse foi o estopim para uma série de protestos que culminaram em uma grande marcha, realizada no dia 26 de junho, no centro da cidade do Rio de Janeiro, que ficou conhecida como “Passeata dos Cem Mil”. Ao rememorar o episódio, o fotojornalista Evandro Teixeira conta que teve a atenção capturada pelos dizeres da faixa e também pela multidão ali presente. Para ele, que nunca havia visto tanta gente junta, as pessoas pareciam estar muito tranquilas e concentradas.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLuana GoulartPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_04 Marcel Gautherot, c. 1956
Marcel GautherotFeira de Penedo, c. 1956Penedo, ALFotografiaArquivo Gautherot/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia em preto e branco. Três meninas estão sentadas no chão de uma rua, com as pernas cruzadas à frente do corpo, entre pilhas de vasos e potes de cerâmica. As cabeças estão cobertas com tecidos claros, e elas usam vestidos estampados. A menina à esquerda está sentada em um grande cesto de palha. Na frente delas há dezenas de pequenas figuras de barro que estão organizadas lado a lado, representando pessoas, animais, móveis, utensílios domésticos e outros elementos do cotidiano. À esquerda, há vasilhas de diferentes tamanhos empilhadas. Do lado direito, há moringas e cestos de palha. Ao fundo, pessoas circulam entre pilhas de objetos e barracas. A luz do sol é intensa, projetando uma sombra fina no chão.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLeonardo VenturaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_03 Carlos Vergara, 1972
Carlos VergaraPoder, série Carnaval, 1972Rio de Janeiro, RJFotografiaAcervo do artistaFotografia em preto e branco. Três homens negros estão em pé, com o tronco nu, posicionados lado a lado. Todos estão com o olhar fixo para a frente e a palavra PODER pintada no peito em letras maiúsculas brancas. O homem à esquerda usa o cabelo crespo armado. Ele está com as mãos unidas na altura do abdômen. Ao centro, outro homem, mais baixo, com cabelo crespo armado, está com as mãos na cintura. À direita, o terceiro homem, o mais alto dos três, está com o cenho franzido. Ele usa um chapéu de abas largas. No entorno, outras pessoas estão dispersas em diferentes distâncias e ocupam o espaço. Ao fundo, grades metálicas, ônibus enfileirados, uma grua inclinada e prédios altos compõem a paisagem urbana.A foto foi feita durante a passagem do bloco Cacique de Ramos, um dos mais tradicionais do Carnaval carioca, criado na década de 1960 por jovens do subúrbio do Rio de Janeiro. A palavra “poder”, escrita no peito, tem como influência principal o movimento black power, criado nos Estados Unidos, na década de 1960, como resposta à discriminação e à violência sofridas pela população afro-americana. Na época, em plena ditadura militar, o bloco onde todos eram simbolicamente caciques encenava a utopia da igualdade.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOBarbara BiscaroPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_02 Maureen Bisilliat, 1978
Maureen Bisilliat Festa de São João, série Bumba-meu-boi, 1978São Luís, MAFotografiaArquivo Maureen Bisilliat/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. Três homens negros, visíveis até o busto, estão posicionados lado a lado, com os dois das laterais parcialmente encobertos pelo homem ao centro. Eles usam roupas bordadas com miçangas e lantejoulas com cores vibrantes. A iluminação é intensa, com sombras marcadas nos rostos e pescoços. Cada um usa um chapéu de formato arredondado, com aba curva virada para frente, ornamentado com pedrarias brilhantes, desenhos bordados e fitas coloridas pendentes. O homem ao centro está de frente, está com uma túnica azul decorada com estrelas bordadas e segura, com as duas mãos à frente do corpo, um bastão de madeira com ponta afunilada. O chapéu preto exibe figuras bordadas, como um coração vermelho. O homem à esquerda está de perfil, com a testa e os olhos cobertos por um véu de miçangas azuis. O traje é vermelho e preto, com detalhes florais bordados, e o chapéu traz aplicações com desenhos de estrelas cadentes e um sol dourado. O homem à direita usa roupa verde-azulada e chapéu com bordados coloridos, incluindo faixas nas cores vermelha, verde e branca. O fundo é escuro.A tradição do Bumba-meu-boi está presente no estado do Maranhão desde o século 18, com o primeiro registro na imprensa local datado de 1829. Além de folguedo popular, o Bumba-meu-boi é também uma grande celebração em torno do boi, do seu ciclo vital e do universo místico-religioso no qual está inserido. Enraizado no catolicismo popular, o Bumba-meu-boi envolve a devoção aos santos juninos São João, São Pedro e São Marçal – diferentemente das manifestações do Boi que acontecem em outras localidades, normalmente ligadas aos festejos natalinos. No Maranhão, o Boi também é marcado pelos cultos religiosos afro-brasileiros locais, como o Tambor de Mina e o Terecô.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOJúlia CarnaúbaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_01 Maureen Bisilliat, 1970
Maureen Bisilliat Figurantes de um auto popular do ciclo do reisado, série Guerreiros, 1970Regiões de Pilar e Maribondo, ALFotografiaArquivo Maureen Bisilliat/ Acervo Instituto Moreira SallesFotografia colorida. Em um ambiente interno, sete pessoas estão ajoelhadas ou sentadas no chão, vestidas com roupas coloridas e coroas altas ornamentadas. A iluminação é baixa, com foco principal no centro, deixando as bordas da imagem na penumbra. As coroas são grandes e verticais, cobertas por miçangas, pérolas, lantejoulas e pequenas esferas coloridas no topo. Algumas têm enfeites em cruz ou outros detalhes no alto. Faixas longas e coloridas descem pelas laterais das coroas até os quadris. Ao centro, mais próxima, uma pessoa está de frente, ligeiramente inclinada para a frente, e segura com a mão direita um objeto pequeno e metálico. Com o braço esquerdo, carrega um tecido azul. As demais pessoas, dispostas em grupo ao fundo e nas laterais, estão parcialmente visíveis. Ao fundo, do teto, um fio pendente sustenta uma lâmpada acesa, que ilumina o grupo de forma suave. O chão está coberto por uma lona marrom.Auto dos Guerreiros é um folguedo alagoano apresentado principalmente entre o Natal e o Dia de Reis, considerado uma brincadeira católica que celebra o nascimento do menino Jesus. O folguedo nasceu de composições com brincadeiras de matrizes indígenas, africanas e europeias, como o Reisado, Auto dos Congos e Caboclinhos. Quase todos os personagens do Auto dos Guerreiros usam espadas e chapéus adornados com motivos religiosos ou em formato de igrejas, enfeitados com pequenos espelhos e fitas multicoloridas.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOJúlia CarnaúbaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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AD_00 Sumário Imagético
Em fundo branco e texto preto, nomes de fotógrafos e fotógrafas estão escritos em letras maiúsculas. Os nomes estão distribuídos de forma espaçada, cada um antecedido por um pequeno círculo preto e seguido pela abreviação “P.” com números que indicam as páginas da publicação.Os nomes são:Bárbara Wagner, Carlos Vergara, Claudia Andujar, Custodio Coimbra, David Drew Zingg, Ed Viggiani, Edgar Kanaykõ Xakriabá, Evandro Teixeira, Haruo Ohara, Hiromi Nagakura, Januário Garcia, Jorge Bodanzky, José Medeiros, Luiz Braga, Luiz Fernando Silva, Madalena Schwartz, Marc Ferrez, Marcel Gautherot, Mario Cravo Neto, Maureen Bisilliat, Peter Scheier, Rafael Martins, Tânia Rego, Thomaz Farkas e Walter Firmo.AUDIODESCRIÇÃOVozes DiversasElaboração de Texto: Cintia Alves Consultoria: Edgar Jacques Edição de Som: Bianca Milanda LOCUÇÃOLeonardo VenturaPAISAGEM SONORACriação e Composição: Juliana Keiko Mixagem e Masterização: Bianca Milanda EDIÇÃO DE ÁUDIO Kerensky Barata
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