PODCAST · education
The Linguist - ESL??????????
by Podcast – Diletante Profission
Cultura Pop, Ilustração, Gastronomia e Ficção
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Minha receita de panetone e chocotone
(essa receita não é do livro pão nosso é uma adaptação minha de outras receitas, mas sempre recomendo esse livro como ponto de partida para a fermentação natural https://amzn.to/2UpMvel ) Como estamos na época dos panetones por todo lado e os panetones estão cada dia piores e mais caros, vou postar […] O post Minha receita de panetone e chocotone apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Cancelamento do Demolidor e a guerra do streamings infinitos
Partindo do cancelamento das séries da parceria Marvel(Disney)/Netflix falei sobre o valor de marca que a Netflix criou, o padrão de serviço de streaming que reformatou nossos hábitos sociais e os possíveis cenários de futuro com a proliferação de diversos serviços concorrentes para auto-distribuição. O post Cancelamento do Demolidor e a guerra do streamings infinitos apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Apagão do mercado editorial: causas e perspectivas — com Guilherme Kroll
Após o fechamento da Fnac a crise nas grandes livrarias virou o centro do mercado editorial. A Saraiva e a Cultura que respondem por grande parte das vendas estão a beira da falência com dívidas milionárias com as editoras que a meses não vêm o retorno financeiro das suas publicações. […] O post Apagão do mercado editorial: causas e perspectivas — com Guilherme Kroll apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Exposição 50 anos de Realismo no CCBBSP
Fui ver a exposição de 50 anos de Realismo no Centro Cultural Banco do Brasil. A exposição é interessante, mas fiz alguns comentários sobre o realismo/fotorrealismo/hiper-realismo como um todo no vídeo/áudio abaixo Serviço ’50 anos de realismo – Do fotorrealismo à realidade virtual’ Até 14 de janeiro de 2019. De […] O post Exposição 50 anos de Realismo no CCBBSP apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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O negociante de inícios de romances – dica de leitura
Fiz uma resenha desse livro que tem um título irresistível e que se desenrola de forma extremamente peculiar. Vale muito a pena ler Matéi Visniec. (o Drácula que eu pintei no vídeo não tem nada a ver com o livro além do personagem viver no mesmo país que o autor) […] O post O negociante de inícios de romances – dica de leitura apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Os 3 mundos – dica de peça de teatro
Os 3 mundos está rolando no teatro do SESI e é uma performance aliada a um espetáculo visual impressionante. Vale a pena ver A resenha em vídeo e áudio está logo abaixo De 02 de setembro a 16 de dezembro Quinta a sábado, às 20h Domingo, às 19h Ficha Técnica […] O post Os 3 mundos – dica de peça de teatro apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Andy – dica de peça de teatro
Seguindo com as dicas de teatro, depois de viajar o Brasil está nos Parlapatões a peça Andy, baseada na vida e obra do artista americano Andy Kaufman. Tem um outro post sobre o Andy, falando do documentário sobre o filme sobre ele, veja aqui . Abaixo a resenha da peça em […] O post Andy – dica de peça de teatro apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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O quarto estado da água – dica de peça de teatro
O Quarto estado da água é uma performance intimista e questionadora sobre a fragilidade da brutalidade masculina. A resenha está em áudio e vídeo na sequência Texto: Flavio Cafiero Direção Geral: Bia Szvat Direção Musical: Fabio Cintra Elenco: Anderson Di Rizzi, Kiko Pissolato e Herbert Richers Stand-In: Francisco Zaiden Músicos: […] O post O quarto estado da água – dica de peça de teatro apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Birdland e o fim do cemitério de automóveis
Birdland será a última peça apresentada no teatro do Cemitério de Automóveis na Frei Caneca. Como eu acho esse um espaço muito peculiar e poderoso que perdemos para a especulação imobiliária resolvi falar um pouco sobre o teatro, sobre o trabalho do Mário Bortolotto e, é claro, sobre Birdland. Informações […] O post Birdland e o fim do cemitério de automóveis apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Quem foi Stan Lee para mim
Stan Lee se foi, não é uma grande surpresa, afinal ele já estava com 95 anos, mas eu gostaria de falar umas palavras sobre o que esse gigante significou da cultura pop para mim. Comente aí o que você pensa sobre o Stan Lee e a importância dele para a […] O post Quem foi Stan Lee para mim apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Star Wars: universo expandido – com Guilherme Kroll - Podcast – Diletante Profissional
Conversei com o Guilherme Kroll, da Balão editorial, sobre o universo expandido de Star Wars. Falamos sobre o que é o universo expandido, quais os melhores livros e um pouco sobre a importância do Star Wars na cultura pop. Você pode ouvir no formato podcast ou em vídeo pelo youtube. […] O post Star Wars: universo expandido – com Guilherme Kroll apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Pão de fermentação natural – parte 2: pão de grãos fermentados - Podcast – Diletante Profissional
No vídeo anterior eu expliquei o meu processo para fazer o fermento que será usado nesse pão. Se você já tem o fermento pronto é só seguir essa receita que eu aprendi com a chef Mari Hirata Tem dois livros da chef no brasil esse: https://amzn.to/2PQyZ0m e esse: https://amzn.to/2QNxalY Tem uma alternativa […] O post Pão de fermentação natural – parte 2: pão de grãos fermentados apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Pão de fermentação natural – parte 1: fermento/levain/massa madre - Podcast – Diletante Profissional
Há alguns anos eu faço pães de fermentação natural. Toda semana asso um pão em casa que dura uma semana toda. Desde que comecei me encantei com a magia de fazer pães usando apenas farinha, água e sal. Obviamente eu errei muito até chegar em um ponto que o pão […] O post Pão de fermentação natural – parte 1: fermento/levain/massa madre apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Jake Parker – o artista por trás do #inktober - Podcast – Diletante Profissional
Estamos perto do mês de outubro quando muitos artistas visuais enveredam em um auto-desafio global de fazer e postar uma arte por dia. Eu sou um grande entusiasta desse evento e, muitas pessoas sabem que ele foi criado pelo artista americano Jake Parker, mas quem é Jake Parker como artista? […] O post Jake Parker – o artista por trás do #inktober apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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#SetembroAmarelo: identificando situações prejudiciais crônicas - Podcast – Diletante Profissional
No colorido cronograma de campanhas de alerta, Setembro ficou com o amarelo para alertar sobre o suicídio, um problema cada vez mais frequente na nossa sociedade. Como eu acho sempre importante falar sobre essas questões psicológicas que são tão ou mais opressivas que as questões físicas, aproveitei para falar sobre algo que muitas vezes antecede o suicídio, que são as situações opressivas crônicas que muitas vezes vamos tolerando por um motivo ou outro. Tem um vídeo antigo meu sobre suicídio aqui Os vídeos do Embrulha para Viagem que eu cito são esses https://www.youtube.com/watch?v=-HDnW9EOHdY e https://www.youtube.com/watch?v=Fngm2apvx1Y O post #SetembroAmarelo: identificando situações prejudiciais crônicas apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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O Filho Mais Velho de Deus – resenha do livro e a situação do autor no Brasil - Podcast – Diletante Profissional
Faz um tempinho que eu li O Filho mais velho de Deus e/ou livro IV, já era para ter resenhado, mas foi ficando de lado. Recentemente o Mutarelli falou em uma entrevista sobre a situação financeira dele como autor e isso tem circulado muito, então aproveitei isso para falar um pouco sobre o livro, um pouco sobre a obra do autor e um pouco sobre a situação do autor nesse panorama do mercado editorial. Veja o vídeo anterior sobre o Mutarelli aqui. Compre O Filho mais velho de Deus aqui https://amzn.to/2QrKU5V Compre O Grifo de Abdera aqui https://amzn.to/2OoxxCc Compre A Arte de produzir efeito sem causa aqui https://amzn.to/2QseeZS Conheça as outras obras do autor https://amzn.to/2CVI1Yp O post O Filho Mais Velho de Deus – resenha do livro e a situação do autor no Brasil apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Análise dos Planos de governo – conclusão: em quem votar? - Podcast – Diletante Profissional
Quem tem acompanhado no podcast e no youtube, fiz um série com a análise das propostas dos 5 principais candidatos a presidência em 2018. Para fechar esse ciclo, fiz esse vídeo com as minhas conclusões sobre os planos que vi e com algumas reflexões sobre o que pensar nesse momento. Aqui no site tem o link para todas as análises tag Eleições 2018 e no youtube tem uma playlist No vídeo tem essa aquarela do Hellboy O post Análise dos Planos de governo – conclusão: em quem votar? apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Análise dos Planos de governo # 5 – Geraldo Alckmin - Podcast – Diletante Profissional
Como eu falei no em outro vídeo/áudio, eu estava procurando uma forma de fazer uma análise geral dos candidatos a presidente. Eu vi várias entrevistas e achei que um bom caminho era fazer uma análise dos planos de governo que cada candidato registrou. Seguindo a ordem de popularidade dos candidatos, a quinta e última análise é da chapa do Geraldo Alckmin. A análise ficou bem curta, proporcional ao plano de governo de 3 (TRÊS!!!) páginas do candidato. E, como sempre, quem quiser comentar, trocar ideias, estamos aí. Nos próximos dias posto uma avaliação geral do que eu vi até aqui. Aqui no site estará na tag Eleições 2018 e no youtube em uma playlist Para baixar o plano de governo vá em http://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2018/BR/BR/2022802018/280000602477//proposta_1533849607885.pdf O post Análise dos Planos de governo # 5 – Geraldo Alckmin apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Análise dos Planos de governo # 4 – Ciro Gomes - Podcast – Diletante Profissional
Como eu falei no em outro vídeo/áudio, eu estava procurando uma forma de fazer uma análise geral dos candidatos a presidente. Eu vi várias entrevistas e achei que um bom caminho era fazer uma análise dos planos de governo que cada candidato registrou. Seguindo a ordem de popularidade dos candidatos, a quarta análise é da chapa do Ciro Gomes. A análise ficou longa também, o plano do Ciro tem muitas propostas, muitas minúcias e vários detalhamentos. Quem tiver paciência de ver tudo, no youtube tem o plano de governo em si com os meus destaques ou pode acompanhar por áudio no podcast. E, como sempre, quem quiser comentar, trocar ideias, estamos aí. Nos próximos dias posto os demais candidatos. Aqui no site estará na tag Eleições 2018 e no youtube em uma playlist Para baixar o plano de governo vá em http://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2018/BR/BR/2022802018/280000605589//proposta_1533938913830.pdf O post Análise dos Planos de governo # 4 – Ciro Gomes apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Análise dos Planos de governo #3 – Marina Silva - Podcast – Diletante Profissional
Como eu falei no em outro vídeo/áudio, eu estava procurando uma forma de fazer uma análise geral dos candidatos a presidente. Eu vi várias entrevistas e achei que um bom caminho era fazer uma análise dos planos de governo que cada candidato registrou. Seguindo a ordem de popularidade dos candidatos, a terceira análise é da chapa da Marina Silva. A análise ficou longa também, o que é curioso, porque no geral é um plano de governo de poucas propostas claras. Quem tiver paciência de ver tudo, no youtube tem o plano de governo em si com os meus destaques ou pode acompanhar por áudio no podcast. E, como sempre, quem quiser comentar, trocar ideias, estamos aí. Nos próximos dias posto os demais candidatos. Aqui no site estará na tag Eleições 2018 e no youtube em uma playlist Para baixar o plano de governo vá em http://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2018/BR/BR/2022802018/280000622171//proposta_1534349620464.pdf O post Análise dos Planos de governo #3 – Marina Silva apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Análise dos Planos de governo #2 – Bolsonaro - Podcast – Diletante Profissional
Como eu falei no em outro vídeo/áudio, eu estava procurando uma forma de fazer uma análise geral dos candidatos a presidente. Eu vi várias entrevistas e achei que um bom caminho era fazer uma análise dos planos de governo que cada candidato registrou. Seguindo a ordem de popularidade dos candidatos, o segundo é a chapa Jair Messias Bolsonaro. A análise ficou bem longa, mais do que a do Lula, inclusive, porque, apesar de não ser uma proposta muito profunda tem pontos bem polêmicos, algumas propostas até muito boas, aliás. Quem tiver paciência de ver tudo, no youtube tem o plano de governo em si com os meus destaques ou pode acompanhar por áudio no podcast. E, como sempre, quem quiser comentar, trocar ideias, estamos aí. Nos próximos dias posto os demais candidatos. Aqui no site estará na tag Eleições 2018 e no youtube em uma playlist Para baixar o plano de governo vá em http://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2018/BR/BR/2022802018/280000614517//proposta_1534284632231.pdf O post Análise dos Planos de governo #2 – Bolsonaro apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Análise dos Planos de governo #1 – Lula/Haddad - Podcast – Diletante Profissional
Como eu falei no em outro no vídeo/áudio anterior, eu estava procurando uma forma de fazer uma análise geral dos candidatos a presidente. Eu vi várias entrevistas e achei que um bom caminho era fazer uma análise dos planos de governo que cada candidato registrou. Vou seguir a ordem de popularidade dos candidatos, o primeiro é a chapa Lula que provavelmente virará Haddad agora que a candidatura foi negada. A análise ficou bem longa, porque eu fui vendo os pontos e dando algumas opiniões. Quem tiver paciência de ver tudo, no youtube tem o plano de governo em si com os meus destaques ou pode acompanhar por áudio no podcast. E, como sempre, quem quiser comentar, trocar ideias, estamos aí. Nos próximos dias posto os demais candidatos. Aqui no site estará na tag Eleições 2018 e no youtube em uma playlist Para baixar o plano de governo vá em http://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2018/BR/BR/2022802018/280000625869//proposta_1534379624949.pdf O post Análise dos Planos de governo #1 – Lula/Haddad apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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O cenário de terror eleitoral que nos cerca - Podcast – Diletante Profissional
Tenho acompanhado o cenário político, tenho visto muitas entrevistas e estou procurando uma forma de abordar a questão que eu acho muito importante. Mas, antes de falar das propostas e tudo mais, tem uma questão muito primária que é a insegurança jurídica dessa eleição que é zero. Independente disso, a gente não deve se furtar de analisar os candidatos e pensar em quem votar, principalmente para o legislativo. Eu achei essas duas ferramentas bacanas e acho que vale a pena compartilhar. Para achar deputado federal em SP https://matcheleitoral.folha.uol.com.br/ Para escolher o presidente https://oiceberg.com.br/calculadora/ No vídeo eu faço uma pintura a gouache inspirada na foto desse fotógrafo aqui: https://www.instagram.com/allanribeiro.ars/ O post O cenário de terror eleitoral que nos cerca apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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A tirania do amor – dica de leitura - Podcast – Diletante Profissional
Fiz uma resenha do novo livro do Tezza, eu sou muito fã desse autor, já tinha outra resenha sobre o livro anterior dele, A tradutora, e como esse novo livro é sensacional, volto ao tema. Aliás, como falo no áudio, esse é um bom livro de entrada para quem não conhece o autor ainda. Eu li um trecho do livro no vídeo, mas tem essa outra frase legal que eu gostaria de destacar. “pai e filho voltarão a se aproximar, mas serão pessoas muito diferentes, astronautas de naves que viajam em diferentes medidas de tempo e espaço, e, no retorno, nada mais será semelhante.” Compre o livro aqui https://amzn.to/2OQs9aO No vídeo eu fiz uma tentativa de arte digital, o resultado, sofrível, é esse. O post A tirania do amor – dica de leitura apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Mensur – dica de HQ - Podcast – Diletante Profissional
Não é exatamente um lançamento, mas eu não exatamente me importo com isso, até porque uma HQ boa deve ser lembrada no lançamento ou 10 anos depois. Então tem aí em áudio e vídeo a resenha da HQ Mensur do Rafael Coutinho. Compre a HQ aqui https://amzn.to/2LpyHeb A outra HQ citada é essa Tekkon Kinkreet https://amzn.to/2Loayov O post Mensur – dica de HQ apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Manual da Demissão - Podcast – Diletante Profissional
Descobri esse livro bem legal em uma palestra na Bienal. Ele está super barato, a promoção na amazon no momento coloca ele por surpreendentes $11,40 e é um livro muito divertido. Falei sobre o livro e aproveitei para falar sobre a relação de emprego e as expectativas da minha geração. Tem a versão em podcast e em vídeo da resenha, a em vídeo rola essa pintura a gouache que deveria ser o retrato da autora, mas fracassei. Compre o livro aqui https://amzn.to/2L6daHo O post Manual da Demissão apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Onde no mundo está o diletante profissional? - Podcast – Diletante Profissional
Não sou muito de falar de mim, mas, dado a longa ausência dos vídeos, áudios, etc talvez faça-se necessário falar um pouco sobre isso. Aproveitei para falar um pouco sobre resenhas, sobre vídeos futuros e sobre um projeto pessoal que eu estou tentando formatar. No fundo um autorretrato em aquarela. Temos versão em áudio e vídeo. O post Onde no mundo está o diletante profissional? apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Samantha! – resenha sem spoilers - Podcast – Diletante Profissional
A Netflix lançou essa nova comédia nacional e olha, me surpreendeu bastante. A série resgata uma conjunto de bizarrices dos nossos anos 80 e a cultura de novas celebridades e ex-celebridade. Tem a resenha em áudio e vídeo aí, mas já adianto, vale a pena assistir. Depois de muito tempo, voltei a fazer aquarela, então ficou mais ou menos, mas não adianta, ou pratica ou não evolui. O post Samantha! – resenha sem spoilers apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Homem-Formiga e Vespa – Resenha sem spoilers - Podcast – Diletante Profissional
Assisti o filme do Homem-Formiga, não achei muito empolgante, mas ok, fiz uma resenha aí. Temos a resenha em versão áudio e vídeo. No vídeo tem um desenho que eu achei bem pouco inspirado… mas é o que tem para hoje. O post Homem-Formiga e Vespa – Resenha sem spoilers apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Luke Cage – 2ª Temporada – Resenha, referências e palpites para a próxima temporada - Podcast – Diletante Pr...
Fiz uma resenha da segunda temporada do Luke Cage, eu aviso quando começam os spoilers, mas acho que é uma resenha mais legal para ver depois de ver a série, porque as informações mais legais estão depois do aviso de spoiler. Como disse, parei um pouco de escrever os textos, a resenha tem a versão em áudio e vídeo, se alguém ainda sente falta do texto, deixa um comentário aí. O post Luke Cage – 2ª Temporada – Resenha, referências e palpites para a próxima temporada apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Jeremias – Pele / Resenha + sorteio - Podcast – Diletante Profissional
Fiz o vídeo/áudio falando sobre a HQ Jeremias que saiu pelo selo Graphic MSP de autoria do Rafael Calça e do Jefferson Costa. Eu comprei a HQ, gostei muito e decidi sortear a minha edição para essa história chegar à mais pessoas. Para concorrer ao sorteio tem que estar inscrito no meu canal no youtube e comentar o vídeo da HQ dizendo que quer concorrer. O sorteio será dia 30/06/18 e poderá ser visto no meu instagram (vou fazer um ao vivo e depois ele fica salvo no stories) Compre a HQ aqui https://amzn.to/2tqIZUm Links citados no vídeo/áudio Lista de mais vendidos Sobre o caso Daytripper (como falei em outros posts eu parei de fazer a versão em texto, há disponível a versão podcast e e vídeo, se você sente falta dos textos, deixa um comentário aí) O post Jeremias – Pele / Resenha + sorteio apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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A extinção dos livros: os vários sintomas da crise editorial brasileira - Podcast – Diletante Profissional
Com o fechamento da Fnac de pinheiros, uma livraria simbólica de são paulo e várias outras questões que estão estourando por todos os lados, resolvi falar um pouco sobre essa crise no ecossistema dos livros no brasil que pode ter repercussões muito graves no futuro como um encolhimento em espiral da leitura do brasileiro. O post A extinção dos livros: os vários sintomas da crise editorial brasileira apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Dia dos namorados relacionamentos, falta de e regras impostas - Podcast – Diletante Profissional
Como eu sou um aproveitador como a família Dória fiz um vídeo sobre o dia dos namorados, mas me dispersei e falei sobre relacionamentos, falta de relacionamentos e regras impostas das sociedade e como nos afeta. Temos aí versões em vídeo e áudio, se você sentir muita falta da versão em texto avisa aí. O post Dia dos namorados relacionamentos, falta de e regras impostas apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Não compre uma TV nova para Copa - Podcast – Diletante Profissional
Vi uma campanha de uma rede varejista em que você leva sua TV usada e se ela estiver funcionando e em condições, “ganha” um desconto de $100″ na compra de uma nova. Quis aproveitar isso para falar um pouco sobre o que eu penso dessa lógica consumista, dessa coisa de sempre ter uma TV nova, maior, melhor. Esse áudio também é um teste de uma série de economia de guerrilha, que está intimamente ligado a essa ideia torpe de consumir o que a gente não pode pagar e não precisa consumir. Tem a versão em vídeo também. O post Não compre uma TV nova para Copa apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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David Letterman na Netflix - Podcast – Diletante Profissional
A Netflix resgatou o David Letterman, um dos grandes comediantes e apresentadores de Talk Show dos EUA. Ele fez 6 entrevistas bem legais, a primeira delas com o Barack Obama. É um formato diferente do talk show, está mais para um bate-papo e vale muito a pena ver. Eu falei um pouco sobre o programa no podcast abaixo. Você também pode ouvir o youtube enquanto acompanha um retrato a carvão do Letterman. Eu continuo com a prática de não postar mais os textos porque achava que as pessoas não liam. MAS, se você sentiu falta do texto, deixa um comentário que eu volto a publicar. O post David Letterman na Netflix apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Han Solo: uma história de Star Wars – resenha sem spoilers - Podcast – Diletante Profissional
Fui ver o filme do Han Solo e achei bem divertido, um filme de ação bem bacana sem se apegar em atender os fãs, apesar do conceito todo do filme em si ser basicamente uma fanfic sobre como o Han conheceu o Chewbacca. Como estou sem tempo e um tanto preguiçoso, essa resenha não tem texto. Falei de cabeça o que eu pensava do filme e está aí disponível em vídeo no youtube ou no formato de podcast para quem quiser ouvir só o áudio. Eu sinto que as minhas resenhas são os textos/vídeos que tem a menor audiência, então vou aproveitar para fazer uma experiência: se você sentiu falta da resenha em texto deixa um comentário aí que eu volto a oferecer a versão em texto também. se não, ouve aí minha opinião sobre o filme (o desenho desse post foi feito em carvão e o vídeo mostra o processo dele) O post Han Solo: uma história de Star Wars – resenha sem spoilers apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Quanto custa o outfit? Bens posicionais e a escalada de consumo - Podcast – Diletante Profissional
Depois de ver esse vídeo https://www.youtube.com/watch?v=-I_RABrD-E8, comecei a pensar muito sobre essa escalada de consumo e essa necessidade das pessoas de ser melhor do que a outra. Indico ainda esse https://www.youtube.com/watch?v=ZhdXD-r6aaM&t vídeo do Eduardo Gianetti que fala com bem mais propriedade do que eu sobre essa situação. Compre os livros do Gianetti aqui todos são ótimos https://amzn.to/2GXV2xh Além da versão podcast, postei uma versão em vídeo no youtube. O post Quanto custa o outfit? Bens posicionais e a escalada de consumo apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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A boa filha - Podcast – Diletante Profissional
Entre outras atividades eu eventualmente traduzo alguns livros. Já traduzi alguns livros bacanas, mas A boa filha é uma joia entre eles. Antes de mais nada, é bom dizer que eu não ganho comissão pela venda do livro, mas isso não me torna totalmente isento, porque quando você mergulha em um livro por vários meses e lê ele praticamente 3 vezes… é difícil não pegar uma certa afeição. Eu sempre fui fã dos livros do John Grisham (talvez mais do que ele mereça pois ele continuou entre meu rol de leituras mesmo depois de desandar bem na qualidade que tinha originalmente). Então, quando li essa a sinopse desse livro da Karin Slaughter já simpatizei com ele por me lembrar da temática do Grisham: Duas meninas são obrigadas a entrar no bosque. Uma foge para salvar a vida. A outra fica para trás. Há vinte e oito anos, um crime horrível sacudiu a vida familiar de Charlotte e Samantha Quinn. A sua mãe foi morta. O seu pai, um conhecido advogado de defesa de Pikeville, ficou prostrado de dor. Transcorridos vinte e oito anos, Charlie tornou-se advogada, seguindo os passos do pai. É a filha ideal. Mas quando a violência volta a aumentar em Pikeville e uma grande tragédia assola a cidade, Charlie vê-se imersa num pesadelo. Não só é a primeira pessoa a chegar à cena do crime, mas também o caso desperta as recordações que tentou manter à margem durante quase três décadas. Mesmo simpatizando com a temática, eu sempre fico um pouco com pé atrás com esses autores de best-sellers americanos. No geral, acho que eles têm ótimas ideias, mas uma escrita ruim ou cansativa. Já no primeiro capítulo a Karin se mostrou uma escritora que trabalha em um nível completamente diferente. Ela tem aquela característica que o americano chama de “page turn” (o tipo de livro que agarra o leitor e faz ele querer continuar lendo sem parar), além de ter uma cadência interna dos capítulos com os ganchos que prendem a atenção até a última página. Mas não é só isso. A prosa dela é excelente, rica visualmente, fluída e, nesse livro em particular, ela pega uma cena extremamente tensa e vai ressignificando o ocorrido em diversas etapas do livro. Você parte de um fato que é contado no começo do livro e, em vários pontos, esse fato é recontado e ganha uma nova camada que são basicamente peças que você nem sabia que estavam faltando mas que mudam todo o sentido. Fora isso, a construção dos personagens do livro é espetacular. Todos os personagens tem uma profundidade gigante que é muito bem explorada. Tudo conduz para um texto com uma carga emocional intensa. É uma história cruel em níveis absurdos, que fica cada vez mais cruel com os personagens e parte o coração do leitor em tantos pontos que olha… é difícil não chorar lendo o livro. Eu não quero falar muito para não estragar as surpresas para ninguém, mas um dos meus personagens preferidos é o Rusty, o advogado de defesa que vive seguindo sua bússola moral e sua crenças inabaláveis. Só lendo mesmo para entender o que eu vou dizer, mas o Rusty é uma espécie do Jó. E todas as questões que envolvem ele o mostram como um personagem de tantas camadas que só é possível compreendê-lo por completo no final do livro. Cada personagem tem seu nível de sofrimento na história. Enfim, puta livro bom. É o tipo de livro que realmente merece ser um best-seller. No Brasil o livro saiu pela TAG, um serviço de assinatura de livros e ele estreou o novo segmento que eles chamam de TAG inéditos. O post A boa filha apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes - Podcast – Diletante Profissional
Sabe aquelas historinhas que todo mundo lê para os filhos em que as princesas em perigo são salvas pelos príncipes e vivem felizes para sempre? Agora estamos em novos tempos então nada mais justo do que criar mulheres fortes, independentes e com uma outra mentalidade desde criança. Então, para as mães e pais terem fábulas melhores para contar para as filhas Elena Favilli e Francesca Cavallo fizeram um livro contando de forma breve, em estilo de conto de fadas, a história de 100 mulheres que fizeram história ao redor do mundo. É um livro muito bem direcionado, um texto muito simples, biografias muito sucintas e com uma linguagem totalmente acessível para os pais lerem para as crianças que ainda não aprenderam a ler ou junto com as crianças em fase de alfabetização. Se for ver bem, pensando é algo bem inovador ter um material desses pensado para esse público. Cada história tem uma ilustração bem bacana, todas feitas por mulheres de vários países, e sua edição original foi financiada por um financiamento coletivo extremamente bem-sucedido. O livro já ganhou um segundo volume com mais 100 histórias e ambos foram publicados no Brasil. Eu dei uma força na tradução dos dois livros e, para comemorar o segundo volume, vou sortear uma edição do primeiro Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes. Para participar do sorteio é super fácil, se inscreve no meu canal no youtube e deixa um comentário no vídeo do sorteio (pode ser algo simples: quero participar). O sorteio vai ser dia 18/05/18 a noite. Eu faço o sorteio ao vivo no meu instagram (@oliboni_ ) e depois ele fica lá 24h para quem quiser conferir. Quem quiser comprar os livros, eles estão com desconto na amazon Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes https://amzn.to/2Ii0waV Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes 2 https://amzn.to/2HW5NFC O post Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Vingadores Guerra: Infinita – resenha + o que vem a seguir - Podcast – Diletante Profissional
Antes de mais nada eu vou falar um pouco sobre o filme em linhas gerais e na hora que for começar os spoilers eu aviso. Bom… o que posso dizer de Vingadores: Guerra Infinita… cara, nem sei. O filme e muito melhor do que o filme que eu sonhava ver 25 anos mas sempre tive a plena convicção que nunca veria. Não dá para dizer que é o sonho realizado de um fã, porque eu nunca ia nem imaginar que uma engrenagem tão complexa como o mundo dos blockbusters teria a capacidade de produzir um projeto multibilionário muito bem articulado com 18 filmes e algumas séries de TV e que se desenrolou ao longo de 10 anos! É o seriado mais caro da história e certamente o mais lucrativo. Mais do que isso, é um projeto que mostrou que mesmos personagens de terceira linha da Marvel podem ter grandes filmes, como Guardiões da Galáxia. Fora a cereja do bolo que é o vilão ser o Thanos, um personagem icônico do Jim Starlin que faz parte do imaginário do fã da Marvel desde a criação dele e das suas grandes sagas. Quando o Thanos aparece no final do primeiro Vingadores, no final de um filme que já tinha superado qualquer expectativa, foi algo delirante, foi a certeza de que eu estava vendo uma coisa impossível. Mas vamos falar um pouco do filme em si. Primeiro: o filme comportou muito bem todos os personagens. Tony Stark teve o protagonismo que merece por ser o personagem que começou de tudo, o Star Lord teve também um destaque gigante, por conta do filme se passar em grande parte no espaço e envolver a equipe dele por causa da Gamora e do Drax. O ritmo é excelente, começa indo direto ao assunto e vai prendendo a atenção até o final. O visual é incrível, alterna cenas super próximas com cenas muito abertas, é lindo demais de ver em IMAX. Eu vi gente reclamando que o Capitão América não tem um protagonismo maior. Isso é bobagem, todos os momentos dele são épicos e esse não era o filme dele, nessa primeira parte os Vingadores estão desarticulados e a Terra é só um dos campos de batalha do filme. É óbvio, não dá para todo mundo ter meia hora de filme só para si, mas, dentro do que cabe para o personagem nessa história, o Capitão está excelente, assim como o Pantera Negra. Segundo: o protagonista da história, na real, é o Thanos e os caras trabalharam o personagem de uma forma muito melhor do que ele já tinha sido trabalhado nos quadrinhos. Nos quadrinhos o Thanos tinha uma motivação meio frouxa. Ele era apaixonado pela morte (literalmente, pela entidade morte) e, para cortejar ela, decide matar metade de todos os seres vivos. No filme, o plano é exatamente o mesmo, exterminar aleatoriamente metade de todos os seres vivos, o que difere é a motivação e a construção. Até mesmo o epiteto dele, Thanos, “o titã louco” faz muito mais sentido no filme. A participação do Homem-Aranha no filme é impecável e divertida demais e o Thor, apesar de continuar um pouco mais cômico do que o devia tem os momentos mais épicos do filme, inclusive um em que a plateia da sala onde eu assisti aplaudiu. Aliás, cabe um destaque para toda a equipe do Guardões da Galáxia, todas as piadas deles ficaram melhores com a interação com os vários outros personagem, principalmente o Rocket. Eu vou entrar agora em alguns prontos que são SPOILERS. se você não viu o filme ainda, aconselho a parar. Na real, pessoalmente se fosse apontar um problema é no filme é a falta de grandes surpresas de impacto. Em linhas gerais o filme aconteceu exatamente como eu achava que ia acontecer e foi muito legal por isso. Mas não tem aquelas surpresas tão chocantes. Mesmo a cena extra, que voltou para a origem das cenas extras com o Nick Fury, não tem um impacto tão grande. Tá, mostra o símbolo da Capitã Marvel, mas só isso. Uma das coisas sensacionais do filme é que ele já começa em alta com o Thanos destruindo a nave onde estava os Asgardianos e arrebentando o Hulk de tal forma que o restante do filme o Banner tenta se transformar, mas a criatura não surge, claramente com medo após ter perdido a primeira luta da vida. Daí para frente, uma surpresa para mim foi a participação do Peter Dinklage, como o anão gigante que forja as armas dos Asgardianos, uma participação bem legal, aliás. Outra ponta legal é o Caveira Vermelha. O ponto que o filme acaba, apesar de ser como eu pensava, com o Thanos vitorioso, funcionou melhor do que eu imaginava pois meio que permite um “vida que segue” para que tenham outros filmes antes da continuação desse em 2019 (antes do próximo ainda tem Homem-Formiga e Capitã Marvel, sendo que Capitã deve ser meio que um entreato de Vingadores). Eu gostei demais da profundidade que deram para o Thanos, ele está longe de ser um vilão. Depois da destruição de Titã, seu planeta natal, por causa da superpopulação, como ele tinha previsto, ele decide se empenhar no seu plano de salvar o universo da superpopulação matando aleatoriamente, sem pensar em raça ou classe social metade de todos os seres. Para isso, ele precisa das joias do infinito para se tornar um deus e poder realizar seu plano com um estalar de dedos. No final para conseguir o que ele quer, ele precisa abrir mão de tudo, até da única pessoa que ele amou. Outra questão interessante é que o Thanos não é aquele vilão evangelizador, ele não quer convencer ninguém que ele está certo, não quer que ninguém entenda, não precisa ser adorado, temido ou qualquer outra coisa assim. Ele só quer salvar o universo do jeito dele. Nesse contexto, os vilões do filme são os Vingadores, que lutam para que ninguém morra, aliás, perdem a luta por agir justamente ao contrário do Thanos e se recusarem a matar o Visão. Ou seja, os Vingadores são postos como personagens egoístas e egocêntricos. Agora para o próximo filme, eu espero que a história passe alguns anos depois, comece com uma cena clássica dos quadrinhos com o Thanos em um milharal e a roupa dele vestindo um espantalho e os heróis que sobreviveram tentando pegar a manopla para desfazer o que ele fez. Provavelmente vão seguir como foi nos quadrinhos, com a Gamora fazendo a função do Adam Warlock. Ela deve estar presa na joia da alma e vai sair de lá e transformar o Thanos em pedra e o Thanos só vai perder porque, no fundo, ele vai se deixar derrotar. Um arco legal que eu acho que pode vir depois dos Vingadores é o Despertar dos Deuses, um arco em que o Thor sai em busca de dos Asgardianos que renasceram entre os humanos. Ah, para quem gosta de referências, a cena que o Hulk é arremessado pelo universo e cai na casa do Doutor Estranho para avisar que o Thanos está vindo, é uma cena dos quadrinhos, só que os quadrinhos o personagem era o Surfista Prateado. Vingadores não é o melhor filme da história do cinema? Não. Vingadores é um mero filme de ação para crianças de todas as idades? Sim. Um blockbuster que só quer ganhar dinheiro? Com certeza. Mas foda-se. É o filme que eu vou lembrar para sempre, o filme impossível que eu consegui ver. O Santo Graal dos fãs de quadrinhos de super-heróis. O post Vingadores Guerra: Infinita – resenha + o que vem a seguir apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Cadafalso e o que eu penso sobre o Proac + Sorteio - Podcast – Diletante Profissional
A Mino lançou recentemente essa HQ do Alcimar Frazão (que tem a participação de alguns outros quadrinhistas no roteiro, como Loureço Mutarelli) que foi financiada pelo PROAC. Frazão é um quadrinhista já bem rodado, que surgiu no começo dos anos 2000 em um fanzine excelente chamado O Contínuo. Em Cadafalso ele reúne uma série de contos curtos que giram em torno da temática da vida limítrofe e da morte. Como em toda coletânea tem algumas histórias que se destacam um pouco mais, uma delas é justamente uma história muda (sem texto) escrita pelo Mutarelli que mostra um pintor renascentista que redefine o sentido do modelo vivo. Outro destaque é o exato oposto, uma história verborrágica do Magno Costa que se passa na guerra civil espanhola e tem vários níveis de reflexão ali. Tirando essas duas, são histórias mais de impacto do que profundidade, algo normal em histórias tão curtas. Agora, é inevitável falar sobre o quanto a arte do Alcimar Frazão chama atenção. Ele trabalha em um estilo de alto contraste, carregado no preto por todo o lado e sem grandes nuances de tom. É um estilo de desenho que de certa forma se perdeu na esteira dos quadrinhos comerciais. Talvez possa de dizer que ficou datado, que ficou muito associado aos mestres dos quadrinhos de Terror do passado, como Bernie Wrightson. Alcimar não fez o salto comercial na arte dele para aproximá-la, por exemplo, do estilo do Mike Mignola, que pode-se dizer que seria a versão atual desse estilo carregado no preto. E veja, isso não é uma crítica, é mais interessante um artista que se mantém em um estilo próprio (principalmente quando o estilo casa com as histórias que a pessoa quer contar), mesmo que não seja tão forte comercialmente, do que um que se torna um mero pastiche do que a moda pede. Aproveitando essa linha de raciocínio, queria falar algumas coisas que eu penso sobre o Proac. O Proac é um programa do governo do estado de São Paulo que distribui uma verba para projetos selecionados, no ano passado o valor pago para cada projeto de quadrinhos foi de $40 mil. Esse valor é um grande incetivo que tem fomentado o quadrinho nacional e, junto com o catarse, virou uma das principais fontes de financiamento dos autores. No caso do Proac, por se tratar de um dinheiro público eu acho que dinheiro deveria ir justamente para projetos que não são sustentáveis comercialmente. (Cabe uma aparte aqui, que dado ao tamanho do mercado brasileiro, mesmo o quadrinhista nacional mais popular tem dificuldade para receber o quanto merece pelo que publica, mas estou pensando aqui mais na questão da existência ou não da obra que em um caso seria publicada mesmo sem o dinheiro público e, em outro, não). Não penso que ganhar um dinheiro seja uma questão exclusivamente de mérito, mas que, por se tratar de dinheiro público, ele deveria ser aplicado em prol da diversidade, deveria garantir a produção do que não se sustenta não pela falta de qualidade, mas pela falta de uma apelo mais comercial do trabalho ou do autor. Nesse ponto, eu acho que dinheiro cabe bem para a um livro como Cadafalso, que é um material ótimo, mas que não tem um apelo comercial tão grande. Vai vender entre o público que conhece o artista, talvez um ou outro que veja uma resenha como essa, mas dificilmente vai ser um título que renderia para esse autor um valor que viabilizaria a publicação sem esse edital. Agora, a outra ponta dessa questão é que esse tipo de material financiado pelo Proac deveria também ser mais acessível. Vejamos o exemplo de Cadafalso, que tem exatamente o mesmo preço do título gringo que foi lançado pela mesma editora, no mesmo mesmo, Ragemoor, ambos por R$ 59,90. O título gringo não recebeu nenhum apoio do governo para a sua publicação, então a escolha da editora é puramente comercial, partindo do princípio que o título é sustentável financeiramente. Ou seja, ele vai gerar um “lucro” (vamos deixar isso entre aspas porque a gente sabe que no Brasil a maioria das editoras de quadrinhos gera um dinheiro que as mantém rodando e não um lucro em si). Ou seja, em teoria, Cadafalso não precisaria gerar esse lucro, porque ele já começa com 40 mil em caixa. Portanto ele deveria ser mais barato, não só por uma questão matemática, mas, porque, se o governo financiou o título com dinheiro do povo e, se ele fez esse título existir, o povo que bancou o título com impostos deveria ter um acesso maior à esse material. Eu sei que $60 não é um preço exorbitante, que o atravessador (a livraria) fica com mais da metade desse valor, mas, ainda assim, a realidade do Brasil é meio complexa, e $ 60 é um valor acessível apenas para uma camada muito estreita da sociedade que fica cada vez mais estreita. Tudo bem, uma parte da tiragem vai para o governo e chega em bibliotecas e escolas e tudo mais. Mas, e veja bem, isso é só uma opinião minha, o dinheiro público deveria seguir um caminho de duas vias: de um lado ele financia o que precisa ser financiado e, de outro, o que o governo financiou deveria ser acessível para a população, principalmente para aqueles para quem a cultura normalmente não é acessível. Enfim, para não dizer que nada nessa questão além de opinar, vou sortear o exemplar que a Mino me mandou. Para ganhar é fácil, basta estar inscrito no meu canal no youtube e deixar um comentário no vídeo sobre a HQ dizendo quer participar do sorteio. Vou fazer o sorteio dia 23/04 a noite ao vivo no meu instagram. Caso não queria esperar, compre o livro aqui https://amzn.to/2GXMdbM O post Cadafalso e o que eu penso sobre o Proac + Sorteio apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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É preciso fazer um curso para desenhar? - Podcast – Diletante Profissional
Eu montei um grupo de estudos de desenho no Facebook com uma intenção de fazer alguns exercícios um pouco mais complexos, mas, senti que as pessoas apresentaram uma necessidade exercício mais fundamentais, algo para aprender desenho do zero. Ao meu ver, para aprender desenho tem dois grandes caminhos (que não se excluem) para o aprendizado de desenho, o acadêmico e o pictórico/gestual. O acadêmico, que é mais teórico e estrutural, que vai pelo caminho das estruturas, ver as coisas como estruturas básicas e ir refinando isso (um exemplo é o trabalho do loomis, que tem uma playlist no canal também) O pictórico/gestual que tem um componente meio zen, que é justamente o caminho do desenhando pelo lado direito. O que ambos têm em comum é que o princípio sempre é sentar, observar um objeto e desenhar, o que difere os dois é a abordagem desse desenho. Assim eu pretendo postar uma playlist com uma progressão de exercícios básicos, que podem ser tentados por qualquer um, vai ser uma playlist longa, vai misturar um pouco de desenho acadêmico e um pouco de gestual e espero que seja um material útil tanto para quem não desenha quanto para quem já desenha, uma vez que nas coisas mais simples estão alguns fundamentos para o que é mais complexo. Os exercícios também serão postados no grupo no facebook e lá será possível que as pessoas postem seus desenhos para o pessoal dar opiniões. Agora, tem um motivo pelo qual eu não fiz isso antes e eu gostaria de deixar bem claro nesse vídeo que vai ficar nessa playlist. Eu não sou professor de desenho, eu acho que um curso bom de desenho é muito essencial e esses exercícios não substituem de forma algum um curso com um bom professor. Para mim, um curso de verdade de desenho é importante em dois níveis: 1- aprender a desenhar é um processo demorado e, muitas vezes, frustrante. Então é muito fácil a gente deixar de praticar, ficar muitos dias sem desenhar e não conseguir estabelecer uma rotina. Muitas pessoas são preguiçosas por natureza, eu sou, por exemplo. O curso dá disciplina e rotina. Você pagou tem aquele compromisso semanal mais o compromisso de fazer os exercícios que o professor passa. Então se você for muito obstinado, se você for muito disciplinado, se você consegue de fato impor uma rotina e seguir, mesmo que depois de três meses de desenho você ainda ache o resultado ruim… tudo bem. Se tem uma tendência a desistir, se quer resultados rápidos… daí é bem mais difícil seguir sozinho. 2- apesar de ser uma profissão que convida para o autodidatismo, porque envolve muito tempo de estudo sozinho, ter um professor ajuda você a economizar tempo. Um professor bom, tem uma estrutura de aula que ajuda você com um processo mais planejado e, com um professor, você pode tirar um monte de encanações e ideias erradas que as vezes a gente fica perdendo muito tempo batendo a cabeça. Às vezes a gente encana com material, ou com qualquer outra besteira e o professor pode ajudar com isso. Fora uma avaliação mais objetiva do caminho a seguir. Pra dar um exemplo, eu gosto muito de pintar e eu tive a oportunidade de ter professores ótimos que me ensinaram coisas que eu tenho certeza que não aprenderia sozinho. São coisas que não tiveram um efeito imediato, mas que até hoje eu vivo buscando porque eu sei que aquele é o caminho. Ter aula de aquarela com um professor muito bom também me ajudou a entender de verdade a importância e o uso dos materiais e ver demonstrações de pintura e poder tirar as dúvidas é algo que muda toda a percepção. Sei que muitas vezes nas cidades do interior não tem um curso, mas as vezes em uma cidade vizinha tenha ou as vezes dá para se programar e passar uma semana em um curso de férias na Quanta, por exemplo. E o curso online? Olha, eu não consigo opinar. Eu nunca fiz um e eu sinto que talvez não seja a mesma coisa, na minha experiência, o presencial para desenho e pintura ainda é o único caminho, MAS, você pode procurar alguém que já fez e ver recomendações. Só fuja de qualquer curso que prometa qualquer tipo de milagre, sabe “aprenda em 3 meses com esse método revolucionário” isso é golpe, sempre. Tem algumas pessoas que dão cursos online que eu sei que são muito sérias, responsáveis e capacitadas como o Thiago Spyked e o Brushwork atelier, mas, realmente, não sei dizer se a questão a distância funciona ou não (talvez até funcione com uma certa disciplina do aluno porque esses caras não me parecem pessoas que fariam esse tipo de curso se não acreditassem de verdade neles) Mas dá para tentar sozinho? Eu acho que tem um limite até onde certas pessoas conseguem chegar sozinhas, pode não ser o seu caso, mas não tem como avaliar isso. O único conselho é: estude bastante, estude sempre, desenhar todos os dias é mais importante do que desenhar muito em um fim de semana, não se prenda em um estilo nem se foque só em uma coisa, não se preocupe com o acabamento, arte-final ou cor até que o desenho tenha uma certa qualidade mínima. Cuidado, muito cuidado com informações na internet, porque cara… é foda eu vejo cada besteira sendo dita em vídeos e tem uma quantidade tão grande de pessoas que são totalmente irresponsáveis com o que falam que pqp. Em pintura, por exemplo, a quantidade de bobagem dita sobre material que pode levar muita gente a gastar muito dinheiro a toa é absurda. E, por último, a maioria das pessoas não lida bem com ficar sozinho, isso é da nossa natureza e o desenhista vai justamente no caminho contrário disso. Então se você tiver um amigo ou amiga que quer estudar também, marcar e criar uma rotina juntos pode ser uma solução. É isso, em breve eu começo com a playlist, então já se inscreva no canal O post É preciso fazer um curso para desenhar? apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Desventuras em série - Podcast – Diletante Profissional
Saiu na Netflix segunda temporada do Desventuras em série, que adapta a série de livros de mesmo nome. Tanto os livros quanto a série são um ponto fora da curva na narrativa juvenil. Quando saiu a primeira temporada da série eu gostei muito, tem esse clima irônico, meio sinistro e depressivo, cheio de mistérios e personagens surreais. A todo momento, Lemony Snicket, o narrador da história dos órfãos Baudelaire que perderam seus pais em um misterioso incêndio, avisa o espectador para desistir da série, para ver outra coisa pois só acontecerão tragédias na vida dessas crianças. De fato, a história de Violet, Klaus e a pequena Sunny é uma espiral de tragédias. Na primeira temporada os irmãos são passados de tutor para tutor, sempre perseguidos por Conde Olaf, um ator fracassado com um trupe sinistra de ajudantes que tenta roubar a todo custo a fortuna dos irmãos. Em paralelo a história deles, há uma trama de uma organização secreta empenhada em ajudar os irmãos, mas que, na prática, sempre acaba deixando eles na mão e Violet tem que inventar algo para salvar os irmãos. A história em si é bem mecânica, bem com uma repetição de estruturas no decorrer dos livros (cada livro foi dividido em dois episódios). Sempre o irmãos encontram um tutor bizarro e o Conde Olaf os persegue com disfarces inusitados e planos desnecessariamente complexos. Na segunda temporada a dinâmica muda um pouco, com os irmãos em fuga por um crime que não cometeram, mas, ainda assim, o ritmo e estrutura são as mesmas, só a espiral de tragédias que se aprofunda. O charme da série, na verdade, não está na história em si, mas na forma como ela é contada e nos personagens. As crianças por si só são peculiares e extraordinárias. Mas são os verdadeiros arquétipos, a inventora que sempre constroi algo para salvar todos, o ponderado que sempre lembra de algo que leu e o bebê impulsivo que muitas vezes resolve a situação. Quando partimos para a ambientação e para o elenco de personagens coadjuvantes a coisa já começa a ficar bem mais interessante. A série se passa em uma época meio indefinida, apesar de ter muita crítica social, tem um visual retrô, meio depressivo. Lembra muito uma Família Addams ou qualquer filme do Tim Burton. Os coadjuvantes são um mais peculiar do que o outro. O banqueiro que está sempre tossindo e deveria cuidar das crianças mas que é enganado por qualquer um, a mulher dele que publica qualquer coisa sem fundamento no jornal em que todos acreditam. Os membros da sociedade secreta que volta e meia retorna a cena. O próprio narrador, com seus fatos bizarros aleatórios e sua obsessão por expressões idiomáticas. Mas a grande estrela da série, sem dúvida alguma é o Conde Olaf interpretado por Neil Patrick Harris. É impressionante como esse personagem parece ter sido escrito para ele. Um vilão fracassado que usa infinitos disfarces e volta e meia canta e dança. Neil Patrick Harris brilha muito na série. Já desde a abertura em que ele canta a contagiante música tema que muda a cada dois episódios, o visual do personagem e dos disfarces até o trabalho físico absurdo de bom do ator. Só por ele já vale ver a série. No fim é isso, apesar do roteiro meio repetitivo, é uma série que vale pelos detalhes, pelas críticas, pelo clima depressivo mas engraçado. É um ótimo divertimento. Não vejo a hora de chegar o ano que vem para ver a terceira e última temporada da série. Compre os livros aqui https://amzn.to/2GRpsWQ Uma outra leitura bacana é a autobiografia do Neil Patrick Harris https://amzn.to/2GO3AeW O post Desventuras em série apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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O fim do sonho americano - Podcast – Diletante Profissional
Vi um vídeo esses dias que compila na forma de uma longa palestra algumas gravações do Noam Chomsky um dos pensadores americanos mais críticos à sociedade americana. Nesse vídeo ele fala basicamente sobre concentração de riqueza. Como a sociedade está organizada de forma a concentrar cada vez mais riqueza nas mãos de poucas pessoas e como isso está corroendo a possibilidade de vida nos EUA. Eu recomendo ver o vídeo, é bem interessante e ele me fez pensar em várias coisas. Vivemos em um momento em que o Brasil se transformou em uma máquina de alinhar as pessoas para uma visão de liberalismo econômico, de direita, de estado mínimo. Isso é muito curioso, porque esse tipo pensamento favorece muito os mais ricos e os ajuda a ficar cada vez mais ricos, aumentando o fosso de desigualdade em troca de um suposto caminho livre para que qualquer um supostamente possa ascender com o esforço suficiente (escrevendo isso me lembrei muito de 3%, porque a série é basicamente isso) E daí você vê o fenômeno que é o pobre de direita, o trabalhador semi-escravizado que defende menos intervenção do Estado nas relações trabalhistas pode achar que essas pessoas estão erradas, iludidas ou loucas. Mas, quando olhamos de perto é muito fácil entender a razão dessas pessoas. O governo brasileiro é muito corrupto, em todos os seus níveis, e extremamente ineficiente. Você tem uma máquina estatal imensa, que consome muito mais de 1/3 da renda de um trabalhador e não oferece praticamente nada em troca. Os postos de saúde são uma batalha, a educação é temerária, a segurança é assustadora, o judiciário é tendencioso. O dinheiro entra na máquina do estado e é redistribuído para empresários com pedágio para políticos que literalmente enchem apartamentos inteiros de dinheiro, que entopem contas em paraísos fiscais. Políticos que entram sem nada no jogo e saem com uma fortuna desproporcional. O alto funcionalismo público, muitos deles escolhidos a dedo pelo jogo político, não só recebe salários muito maiores que a média de qualquer trabalhador, mas têm tantos privilégios são praticamente carregados no colo para o trabalho. E não basta um salário alto, o celular pago, o carro abastecido, a comida servida na boca durante o expediente e mais um monte de extras, o caras precisam além disso roubar e roubar muito. E, quando o dinheiro falta, a solução dos liberais é reduzir os serviços que o estado finge que oferece e aumentar os impostos. E de repente o político resolve trabalhar e passa a regulamentar coisas que são bom senso, criar leis sufocantes que são o convite para o jeitinho, para pagar a propina para o fiscal. Daí você vê seu dinheiro indo e nunca voltando, você se vê pagando proporcionalmente o mesmo tanto de imposto que um multimilionário, às vezes você se vê pagando proporcionalmente mais do que o multimilionário e é óbvio que você vai engrossar o discurso do estado mínimo, dos menos impostos. Não vou falar aqui de questões meio bestas de “ah um iphone é muito mais barato em nova iorque”, porque, na real, se você está se preocupando em comprar um iphone, provavelmente já ganha o suficiente para pagar um plano de saúde, uma escola particular e um condomínio com segurança, então obviamente a única coisa que falta na sua vida é poder comprar um iphone mais barato. Ou seja, você já está acima da grande maioria das pessoas mais sofridas do país, que trabalha todos os dias e não pode pagar por saúde, educação e segurança e não recebe isso do estado também. Eu sei que a lógica do: a pessoa tem que se esforçar, tem que trabalhar mais, é atraente. De fato, quando você se esforça pode conseguir um pouco mais de dinheiro, mas é triste o quanto de esforço e necessário para muitas vezes ficar no limiar da sobrevivência. O problema que vivemos é muito sério e perigoso. O mundo passou a ser governado por um leviatã invisível, uma bola de dinheiro que faz tudo para crescer sem parar. As empresas, os prédios, tudo em larga escala é negociado em forma de ações, que são trocadas como figurinhas por fundos de investimento. Então uma rede varejistas não tem mais um “dono”, tem um bloco de dinheiro e tem uma mesa diretora cuja única função é deixar o bloco de dinheiro contente para ele não ir embora. E como o dinheiro fica contente? Com redução de gastos com mão de obra, com redução de qualidade da matéria-prima e com aumento das vendas. Daí você é esse funcionário massacrado, recebendo pouco e sem auxílio do governo para nada, nem para oferecer uma educação básica para o seu filho. Seu sonho, como é o da maioria dos brasileiros segundo pesquisas, é ter seu próprio negócio. Ou seja, o sonho do oprimido sempre é virar opressor. Mas eu resolvi entrar nesse assunto porque logo mais teremos eleições e esse é um momento importante só que talvez não tenhamos um poder relevante para influenciar as coisas, porque o jogo tem suas cartas marcadas. Então, quando acabar a Copa e começar aquele clima de eleição, antes de defender um candidato, antes de atacar uma pessoa que pensa diferente, antes de postar aqueles textos irritantes “dei unfollow em 20 pessoas que falam x ou y”, se coloca no lugar do outro. Eu não sei se o Brasil tem solução, não sei se tem alguém com gana o suficiente para fechar a torneira da corrupção, nem sei se isso é possível. Não sei se os serviços públicos, dilapidados por décadas têm condição de se reerguer. Esse seria o ideal. O ideal é que quanto mais você ganha, mais você paga de imposto e que esse dinheiro vá de fato, sem paradas para corrupção, para que as pessoas que ganham pouco possam ter o mínimo de conforto. Mesmo que os 1% mais ricos, que as pessoas que estão no controle, não queriam ter esse pensamento por uma questão humanidade, que tenham por uma questão de “se não ajudar esses caras eles vão se revoltar com essa miséria toda e vão assaltar e matar sem parar e eles são a maioria, uma maioria maior do que qualquer segurança que se possa comprar.” Esse é o ideal, mas não sei se é possível, acho que estamos de fato destinados a distopia. Assim sendo, acredite no que você quiser, mas não se atraque com os outros, não ofenda ninguém pelo seu ponto de vista ou pelo ponto de vista do outro. Cada um tem uma situação diferente, se o seu problema é o preço do iphone, ótimo pra você, se o seu problema é que está pagando muito imposto, ótimo também, porque você teve que faturar para poder ganhar o suficiente para se achacado pelo governo. Tudo bem defender o seu ponto de vista. E seu ponto de vista, do lugar onde você está, a partir do seu histórico pessoal, pode ser muito válido. Só pensa antes de atacar quem defende um ponto de vista contrário, porque a necessidade dessa pessoa pode ser muito mais vital que o iphone. Debater, trocar ideias, pensar em soluções, votar em que você acha que pode fazer o que você precisa (mesmo que seja um político que, por sua natureza, provavelmente vai trair cada um dos princípios que colocou no comercial da TV) é legal. Se você não quer nem ouvir outro tipo de ideia, quer ficar com as suas, ou com ideias parecidas, ótimo também. Para de seguir, para conversar quem pensa diferente, só faz isso sem alarde. Porque ofender, brigar, não tentar nem compreender porque outra pessoa pensa diferente… é só mais uma tristeza nesse mundo que não precisa de mais nenhuma ajuda para desandar. Versão em vídeo do post aqui O post O fim do sonho americano apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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1 ano de canal – como fazer sucesso no youtube - Podcast – Diletante Profissional
Completei hoje, (06/04/18) 1 ano de canal no youtube. Comecei o canal Diletante Profissional em uma vibe meio: ah, vou fazer alguns vídeos, se não achar legal, se estiver me tomando muito tempo eu paro. E de lá para cá já são quase 150 vídeos, uma média de quase 3 vídeos por semana, quase duas horas e meia de conteúdo disponível. A ideia de fazer um canal surgiu porque eu senti que o site estava morrendo. Os acessos diminuam, eu não conseguia engajamento nas redes sociais e a tendência era virar um repositório de textos que ninguém lia. Não que eu busque uma fama, uma sucesso de audiência, mas o ideal é que quando você escreve algo outra pessoa leia, ou várias outras pessoas. Isso era uma coisa legal de escrever no Universo HQ, audiência nunca faltava para os textos. Mas, mesmo querendo que outras pessoas leiam, minha vontade sempre foi falar o que eu queria de um jeito mais pessoal, menos técnico, até porque eu não sou jornalista. E falar do que eu quiser, no meu tempo. Sem me amarrar em regras de editorialismo, porque a linha editorial do Diletante Profissional sou eu. Não sei se uma coisa exclui a outra, aparentemente sim já que a audiência do canal não é lá aquelas coisas, mas, no fim, o que eu precisava era só um equilíbrio melhor de relevância e de pessoalidade. Quem assiste meus vídeos sabe que é um formato um pouco diferente do padrão do youtube que é a pessoa lá falando na frente da câmera. Essa sempre foi uma das minhas questões, eu quero passar uma mensagem, bater um papo e não ser reconhecido na padaria. E isso foi de encontro justamente com outra necessidade, eu gosto de pintar, mas, muitas vezes, quem não trabalha com isso, quem é um diletante na pintura e no desenho, precisa de um incentivo a mais, precisa de um cabresto. Então se eu quero fazer um vídeo eu tenho que pintar, ao mesmo tempo que às vezes eu quero pintar e só depois acho um vídeo para aquela pintura. E com isso eu consegui regrar e intensificar minha prática, não virei um grande pintor, estou bem longe disso, mas já dá para ver uma evolução, já começo a poder tentar outras coisas, acerto mais uma pintura ou outra. Até consegui “vender” vários desses estudos ao longo desse tempo. O vender está entre aspas porque um artista profissional certamente se ofenderia com meus preços módicos. O meu interesse, na verdade é mais que esses estudos saiam da minha gaveta e encontrem bons lares do que receber um valor quase simbólico. A título de curiosidade, uma das minhas metas era não investir nem tempo demais e o mínimo de dinheiro possível. Filmo os vídeos com uma câmera simples (por isso a imagem é meio sofrível). Faço os áudios sem cortes, aí tem duas questões, eu não me interessei por aprender a editar o áudio e eu detesto profundamente os vídeos de muita gente que ficam com o áudio picotando a todo momento, então eu gravo, se erro sigo em frente e o erro vai para o ar, mas acho que manter essa naturalidade acaba valendo mais. No meio desse processo acabei colocando os áudios dos vídeos como podcast e parece que tá rolando uns ouvintes. Também recebi vários e-mails , comentários e mensagens de pessoas para quem um vídeo ou outro foi importante e, no fim, esse tipo de interação acaba valendo bem mais do um alto número de audiência. Então é isso, obrigado para quem assiste os vídeos, ouve os áudios, obrigado para quem se inscreveu no canal, para quem deixa comentário, manda e-mail, segue no instagram, acessa o site. Obrigado mesmo. Ah, e como fazer sucesso no youtube? Não faço a mínima ideia, só acho que tudo pode fracassar, então vou fracassar fazendo as coisas do jeito que eu gosto. O post 1 ano de canal – como fazer sucesso no youtube apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Queer Eye - Podcast – Diletante Profissional
A netflix parece que se encontrou no nicho de ressuscitar programas do passado. Recentemente ela relançou o reality show Queer Eye todo repaginado e com uma nova proposta. Queer Eye for the straigth Guy é uma série de 2003 (nos EUA passou no canal Bravo e no Brasil era da Sony inicialmente e depois transitou por outros canais), no momento que explodia a febre dos reality shows e que os canais procuravam encontrar formas mais significativas para usar o formato que levava pessoas reais para o centro dos programas de TV. Queer Eye for the straigth Guy, apesar de, como tudo, ter seus problemas (como o esteriótipo do gay, mesmo sendo um esteriótipo positivo do “gay refinado”), era um programa muito simbólico em vários sentidos. Tinha 5 gays especializados (um em comportamento, um em gastronomia, um em moda, um em decoração e um em estética) que pegavam um sujeito hetero e “reformavam” o cara dos pés a cabeça. O programa sempre pegava casos mais ou menos críticos e pessoas em uma situação que pedia uma mudança (o momento de pedir alguém em casamento, uma festa para apresentar a nova empresa, uma entrevista de emprego). Os especialistas chegavam, mudavam a vida da pessoa, davam várias dicas e deixavam ele pronto para encarar aquela situação. Eram uma espécie de fadas madrinhas modernas A função do programa não era só “melhorar a vida de alguém”, mas trazer o gay como protagonista na TV, aumentar a aceitação do homossexual entre o público hetero e combater o preconceito. A nova versão do programa pela netflix manteve a proposta, trouxe um novo elenco e focou em um uma seleção minuciosa de pessoas para “reformar”. Esse conceito de fazer o programa com menos episódios mas com uma seleção mais representativa ficou muito interessante. A produção conseguiu apresentar histórias que ressoam com problemas pessoais dos especialistas, algo que ajuda a quebrar o esteriótipo que resume a aqueles apresentadores em simplesmente ser “gay” e revelam a personalidade complexa desses cinco especialistas e não só dos “reformados”. Outra mudança da Netflix foi derrubar o “for the straigth Guy”, o que permitiu um episódio onde eles ajudam um gay que está no momento de revelar para a família sua opção sexual. Permite também que eles ajudem uma mulher em outra temporada, por exemplo (o programa original teve um spin off chamado Queer Eye for the straigth Girl). Uma coisa que vale ser dita é que pode parecer trivial as mudanças que o programa faz na vida dessas pessoas, mas, muitas vezes, as pessoas chegam em um ponto em que é preciso de um virada na vida. Elas precisam que alguém as ajude de algum jeito, que zere uma série de questões para que ela possa pensar com mais clareza e seguir em frente. Isso rompe o movimento de inércia descendente na vida da pessoa e coloca ela em um movimento contrário e, quando se está em movimento, é muito mais fácil manter o ritmo de subida. No geral é um programa muito “fofo”, mostra histórias bem legais, os especialistas são bem carismáticos, vale muito a pena ver para se divertir, espero que a Netflix faça outras temporadas. Aliás, uma coisa que eu senti falta que poderia ter nas outras temporadas é uma aparição do equipe original do programa. Elenco: Antoni Porowski – especialista em vinhos e gastronomia Tan France – especialista em moda Karamo Brown – especialista em cultura Bobby Berk – especialista em design Jonathan Van Ness – especialista em visual O post Queer Eye apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Jogador nº 1 – o filme - Podcast – Diletante Profissional
Eu sou um grande fã do livro que deu origem ao filme. (leia minha resenha do livro aqui). Para situar quem não conhece a história, ela se passa no ano 2045, em um mundo distópico em que a situação social foi se esfacelando e a realidade é tão difícil que as pessoas passam a maior parte do seu tempo dentro do OASIS, um jogo de realidade virtual. Esse jogo foi criado por James Halliday e é inspirado em todas as coisas que ele gostava na sua infância nos anos 80. Quando Halliday morre, ele deixa um testamento que diz que há um easter egg (um prêmio secreto) dentro do OASIS. Quem conseguir encontrar 3 chaves escondidas no jogo, receberá toda a herança dele, que inclui o controle sobre o OASIS. Várias pessoas como o protagonista Parzival vivem tentando decifrar esse mistério. O vilão do filme é uma corporação maligna chamada IOI que usa todos seus recursos para encontrar as chaves e assumir o controle do OASIS para ter um controle total sobre a vida das pessoas. (Tem uma ironia aí IOI, lembra muito o nome da empresa AOL, uma das primeiras gigantes da internet que foi absorvida pela Warner que é a produtora do filme). Quando eu li Jogador nº 1, achei um dos livros mais divertidos que eu tinha já tinha lido. Mas tenho que ser bem honesto. O livro não é excelente, ele é um livro técnico, com um roteiro todo fechadinho, seguindo as regras de narrativa e que, se fosse pelo texto em si, não teria relevância alguma. É aquela coisa, é um livro que tecnicamente não tem erros, mas isso não o torna bom. O que faz o livro uma leitura tão deliciosa é que ele vai pegando o leitor pelas referências oitentistas, pelos filmes, as músicas, o esquema de um universo que é um jogo e, principalmente pela dinâmica dos desafios das chaves e o escalonamento das situações que culminam em uma batalha final grandiosa onde vários dos seres mais poderosos da cultura pop se enfrentam. Obviamente eu queria muito ver isso no cinema e nenhum diretor seria mais adequado do Steven Spielberg. Mas vamos falar sobre o filme em si. Eu fiz todo esse prelúdio para dizer que eu gostei do filme porque eu gostei do livro, simples assim. O filme adaptou bem a história, mudou alguns pontos para torná-lo mais próximo de uma aventura cinematográfica cheia de cenas de ação que funcionam muito bem. Como esperado há referências por todos os lados e é possível passar uma vida congelando frame a frame para caçar todas as brincadeiras escondidas ali. Nesse sentido é meio um sonho de uma vida para um fã. Sabe, ver uma corrida maluca com todos os carros clássicos, ver uma batalha com todas as criaturas gigantes que a ficção criou, imergir em um filme e fazer parte das cenas dele. Pelo que eu no rotten tomatoes (site que compila críticas de filmes) a crítica tem sido bem favorável a produção. Agora, minha impressão é que o filme será um fracasso de público. Apesar da coletânea de referências o filme tem uma vibe meio gamer, em uma tentativa de abraçar uma nova geração que é fissurada e video games, mas é um gamer meio “tiozão”, sabe, a visão de alguém que não é gamer tentando agradar alguém que é. E, o público oitentista, apesar de ser grande, é um público mais acomodado, que migrou para as séries, que tem muita coisa para ver no netflix e talvez não vá no cinema. No geral eu não tenho sentido que o filme foi abraçado pelo público, vejo mais gente que gostou tentando convencer outras pessoas à assistir (eu mesmo estou aqui meio que fazendo isso) do que gente ansiosa ver. Junta isso com um filme que é meio morno e não dá para esperar um estouro de bilheteria. A grande sacada do livro, que é impossível trazer para o filme, é que a leitura é uma coisa mais imersiva, que toma mais tempo, exige mais concentração, dá mais margem para a imaginação do leitor deixar tudo mais grandioso. Essa imersão que faz deixa o livro mais impressionante do que realmente é não tem como existir em um filme de duas horas cheio de ação e efeitos 3D. Aliás, o reducionismo que tem que ser feito para o filme funcionar mata um pouco o sentido desse mundo. No livro o OASIS de fato substitui a realidade, as pessoas trabalham no OASIS, estudam no OASIS, Parzival, inclusive, é um estudante nessas escolas virtuais no começo do livro. No filme o mundo parece que foi tomado por zumbis esquizofrênicos que ficam dentro do jogo, mas o OASIS do filme parece não passar disso, de um mero jogo e deixa muitas questões sobre como as pessoas se sustentam nesse mundo, como funciona essa economia. No livro os acontecimentos, as descobertas das pistas e tudo mais demoram vários meses. A vida do Parzival muda muito entre o começo e o fim do livro. Já no filme tudo parece acontecer magicamente em questão de dias. Essas coisinhas vão diminuindo a estrutura do filme. Ele passa a não se sustentar tão bem como narrativa, não engaja tanto só pelas referências… fica meio morno, meio vazio, menor do que o livro. Uma coisa que eu gostei é que deram uma melhorada no papel da Art3mis, ela ficou uma personagem mais forte, com uma sequência própria no mundo real muito boa (a sequência análoga a essa no livro é feita também pelo Parzival). Talvez isso tenha sido projetado para combater algumas acusações de que o livro é machista e olha, até que funciona, mas sei lá, a cena final meio que desconstrói tudo de bom que foi feito nesse sentido. Enfim, eu gostei do filme, gostei muito, era o que eu queria ver, uma versão filmada do livro que me trouxe muita diversão. Mas acho que é um filme que não se sustenta sem o livro. Na real, acho que o melhor caminho é ler o livro, criar a sua visão daquele mundo e daquelas batalhas, se divertir demais com o livro e, depois, partir para o filme. Daí você preenche todos os buracos narrativos do filme com o que você já sabe do livro e se diverte tanto quanto eu. Compre o livro aqui https://amzn.to/2GFZHI4 O post Jogador nº 1 – o filme apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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The End of the F***ing World – Série e HQ - Podcast – Diletante Profissional
Eu simpatizei muito quando vi o trailer dessa série inglesa. Assim que saiu na netflix assisti e gostei bastante da série como um todo. A trama é um garoto e uma garota deslocados socialmente na escola e no convívio familiar que se juntam e fogem das casas dos pais. James (Alex Lawther) tem um desejo se assassinar uma pessoa e acha que Alyssa (Jessica Barden) pode ser a vítima ideal. Alyssa não se encaixa na escola, odeia o padastro e acha que James é uma pessoa que ela pode amar. Essa dupla improvável segue no melhor estilo road movie pelo interior da Inglaterra em busca do pai dela. É uma história muito centrada nos personagens, montada com narrações em off , o que faz o espectador mergulhar na loucura que se passa na cabeça desses garotos. É um misto de maturidade e imaturidade, lógica fria e emoção. Podem parecer personagens distantes da realidade, com loucuras e fixações anormais, mas a arquitetura da vida deles não é tão incomum assim. É uma série que tem seus momentos engraçados, seus momento bizarros e uma série de coincidências surreais que a tornam uma versão aflitiva e psicótica de Meu Primeiro Amor. O que é algo até perturbador de se pensar. Será que The End of the F***ing World é, em muito sentidos, o equivalente a Meu Primeiro Amor para essa geração? A série é acima da média, bem acima da média. Muito bem filmada, com um ritmo excelente do começo ao fim e com uma escolha de atores jovens surpreendentes. Ambos dão um show no papel. Depois da série eu fui ler o quadrinho e qual não foi minha surpresa ao descobrir que a série é uma adaptação quase que 100% fiel da HQ em muitos sentidos. A história é basicamente a mesma, tirando um ou outra questão que envolve a dupla de policiais e a forma como James machucou a mão. O estilo narrativo com o foco que fica em um dos personagens e vai se alternado e a narrativa em off na cabeça deles é muito similar ao estilo da série. O desenho da HQ não é está entre os estilos que mais me agradam, mas funciona bem para a proposta. Acho que no fim o estilo narrativo da HQ acabou funcionando até melhor na série do que na HQ em si, mas é muito interessante o quanto é similar. Chega a ser estranho nenhuma editora ter aproveitado a oportunidade para lançar o título no Brasil, tanto em arte quanto em estilo é uma HQ que caberia bem no catálogo de virias editoras de quadrinhos independentes. O post The End of the F***ing World – Série e HQ apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Releitura: como aproveitar ao máximo seu mapa de influências - Podcast – Diletante Profissional
Apesar de releitura parecer um termo gurmetizado para cópia, acho que é o que melhor se adéqua para o tipo de exercício que eu vou falar que é muito útil e que talvez seja um dos mais importantes no aprendizado do desenho e da pintura. Alguns falam releitura, outros master copy e sempre vai ter que chame pura e simplesmente de cópia, como se fosse alguma ofensa. Mesmo querendo dizer coisas parecidas, vamos separar aqui os termos de forma mais prática. A releitura é quando você pega uma referência de outro artista e faz ela do seu jeito, com a sua técnica ou o seu estilo. Por exemplo, no vídeo desse post eu faço uma releitura do Sargent. A referência original é uma pintura a óleo e, por mais que eu tente manter o mesmo estilo de desenho e pintura, o que eu fiz é uma aquarela que, obviamente, vai sempre chegar a resultados diferentes e tudo bem, porque isso é uma releitura. Um outro exemplo de releitura seria pegar um desenho do Mike Deodato e refazer com o mesmo posicionamento, mesmos valores de luz e sombra mas em um estilo mangá ou um estilo mais indie finalizado no pincel. A master copy é um outro tipo de exercício. Você pega uma obra, por exemplo um quadro a óleo do Sargent e tenta replicá-lo também em óleo, mas seguindo os passos mais prováveis que o pintor seguiu. O objetivo não é só fazer uma mera cópia, mas tentar replicar a lógica de pensamento do artista e aprender com essa lógica. Tem muitos artistas que são mestres nisso, no Brasil tem um cara chamado George Mend que até dá um curso de master copy de pintura à óleo. A cópia pura e simples é uma coisa mais bruta e sem propósito. Pode ser um decalque (colocar um papel por cima do desenho e copiar para transferi-lo), pode ser o uso de um grid. Por mais que tenha algum valor conseguir copiar algo assim, em termos de aprendizado não ajuda tanto, porque você só está copiando linhas, sem aprender a lógica de fato do artista, sem conseguir absorver nada que possa ser útil para o seu trabalho no futuro. Agora, tanto a releitura quanto a master copy são exercícios importantes de aprendizado e são extremamente úteis. Quando você parte de um trabalho muito legal, você já começa com o jogo ganho, porque o artista que você está usando já resolveu as questões de luz e sombra, de composição, de cores e de várias outras coisas que você tem que ficar racionalizando quando está partindo de uma foto para chegar em um desenho ou pintura legal. Tem um monte de gente que fala que copiar a errado, que você tem que criar suas coisas, mas, até aí, tem gente que diz que não se deve usar referência para desenhar. Não precisa escutar nenhuma dessas bobagem. Como Newton disse: se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes. O trabalho de grandes artistas que vieram antes de você tem muito para ensinar. Entender como esses caras brilhantes pensavam, a escolha que faziam, é um caminho não só para chegar no nível deles, mas para ultrapassá-los conforme você estuda artistas diferentes e compõe seu repertório próprio. Aliás, o mapa de influências pode ser uma boa ferramenta para isso. Como eu expliquei nesse post, o mapa de influências nada mais é que uma lista de artistas que você admira e cujo trabalho tem diversos elementos que você queria agregar no seu. Então, se você ama hachura, é válido ver como um Sergio Toppi trabalhava e tentar replicar o trabalho dele e entender as escolhas dele para criar a malha de hachuras. Você não precisa querer virar o Toppi, só pega nele o que interessa, os elementos do trabalho dele que influenciam você e tenta entender a lógica dele para trazer para o que você faz. O único alerta que eu deixaria é algo quase besta de falar, mas sempre que você faz uma coisa dessas é algo que é um exercício, um apuro de técnica e, se você quer postar e falar “olha que legal o que eu fiz” é honesto falar que se trata de uma cópia, de um exercício e citar o autor original. Mais do que honestidade, é algo que evita que você passe vergonha. Não tem nada errado em copiar um artista, só é feio dizer que você criou algo que não criou. O post Releitura: como aproveitar ao máximo seu mapa de influências apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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Jessica Jones – 2ª temporada - Podcast – Diletante Profissional
Demorei um pouco mais do que costumo demorar com essa essas séries da Marvel, mas acabei de ver a Jessica Jones. Antes de mais nada preciso dizer que eu sou um pouco tendencioso quando falo da personagem. A HQ Alias, do Bendis, veio no momento ideal da minha vida, quando eu ainda sentia necessidade de ler quadrinhos de super-heróis, mas já queria muito ler algo que fosse um pouco diferente. Então tenho um carinho pela personagem. Juntou com isso com o fato de que eu acabei gostando muito da escolha da Krysten Ritter e seu nariz arrebitado para a personagem e com a participação do David Tennant (que eu sempre terei apreço pelo seu tempo como Doctor) como Homem Púrpura, um vilão brilhante. Assim é seguro dizer que talvez minha opinião sobre a série não conte muito. A série pode ter um monte de furos (qual série não tem, ainda mais uma de super-heróis), pode ser acusada de ter uma enrolação, de ser lenta ou qualquer coisa assim. Críticos podem falar o que quiser e fazer uma análise técnica do jeito que quiser e podem estar completamente certos no que estão falando. Mas… pra mim, o que importa é que eu gostei dessa temporada da série. Ela tem uma vibe um tanto diferente da primeira que tinha um lance muito opressor e muito frenético do Killgrave que era quase invencível, a questão da perturbação mental da Jessica e aquele ritmo de jogo meio sem fim de gato e rato. Essa temporada é meio de redefinição do personagem. É o que sobrou da Jessica depois da primeira temporada. Então vemos o aprofundamento dos personagens coadjuvantes e uma abertura do leque da história quando se volta para o passado da Jessica, para como ela conseguiu de fato os poderes. Tem duas coisas bem interessantes sobre o roteiro dessa temporada. A primeira é que a história é totalmente fora do que se tinha na HQ. A essência da personagem é bem respeitada, mas a trama em si (que bem ou mal tinha se esgotado no que era possível na primeira temporada) se aprofunda para uma invenção completa para a série e, por mais que caia e um ou outro clichê, a trama se sustentou um original para nortear. A segunda é que, se você ver bem, a temporada não tem um vilão em si. Os problemas e as loucuras da Jessica e das pessoas que orbitam em torno dela já são o suficiente. Cai bem na ideia de uma pessoa que tem poderes de super-herói mas não é um. A história deveria ser de super-herói, mas não é, não tem arqui-inimigo, não tem grande plano, só tem pessoas com um monte de problemas tentando viver e se destruindo sozinhas. Antes de encerrar acho que vale falar uma coisa curiosa que eu notei. Os episódios da série tem 55 minutos. Acho que eu estou tão viciado nas séries de 40 minutos que pra mim cada episódio parecia algo imenso e tão cheio de acontecimentos que me surpreendia. São 55 minutos que parecem a história de 2 horas, mas que, felizmente, não são cansativos. Quem se interessar tem esse ebook legal que fala tudo sobre a trajetória da Jessica Jones nos quadrinhos http://amzn.to/2HNtdIF Veja aqui a versão em vídeo desse texto O post Jessica Jones – 2ª temporada apareceu primeiro em Diletante Profissional.
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