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A Beleza das Pequenas Coisas cover art

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A Beleza das Pequenas Coisas — 483 episodes · page 2 of 5

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Title
101

Madalena Sá Fernandes (parte 2): “O autor usa uma lupa sobre o mundo. Gosto de escrever sobre o minúsculo. Como Manoel de Barros, prefiro insetos a aviões”

102

Madalena Sá Fernandes (parte 1): “Os maiores vilões são pessoas sedutoras e carismáticas de que toda a gente gosta. Muitas vezes somos atraídos para eles”

103

Rita Cabaço (parte 2): “Gostava muito que a minha filha passasse pelo aborrecimento, que pode ser muito criativo. Mas atualmente isso é difícil, as crianças são hiperestimuladas com os ecrãs”

104

Rita Cabaço (parte 1): “A tragédia vista com distância é profundamente cómica. Gosto de pensar no absurdo da vida. Somos todos profundamente absurdos”

105

Zeferino Coelho (parte 2): “As fórmulas são úteis. Mas provavelmente não dão boa literatura. Escolho estar do lado dos livros”

106

Zeferino Coelho (parte 1): “Está a preparar-se tudo para uma nova Guerra Mundial. Temos que nos manter lúcidos. Sinto que a estupidez subiu ao poder”

107

Sara Carinhas (parte 2): “A receita para resistir é continuarmos a ver a beleza nas coisas, sem perdermos a curiosidade sobre os outros”

108

Sara Carinhas (parte 1): “Falta-nos a todos escutar mais e saber fazer perguntas. É assim que descobrimos coisas. E falta-nos relação com o corpo”

109

Helena Roseta (parte 2): “Dispensamos militares na Presidência. Interessava-me mais ver uma mulher nesse lugar, mas a luta é desigual”

110

Helena Roseta (parte 1): “Nas situações de decisão em que todos têm um bocado de razão, na dúvida estou do lado dos mais vulneráveis”

111

Especial Gabriela Moita (parte 1): “O ideal era destruir-se as normas sexuais que são estereotipadas. A norma é mesmo a diversidade."

112

Especial Gabriela Moita (parte 2): “A forma como cada pessoa tem prazer é como uma impressão digital e, nesse sentido, somos todos diversos”

113

Especial Joana Seixas (parte 1): “O fantasma da extrema direita incomoda-me, mas aguça-me o espírito crítico e não me adormece nem me deixa amedrontada”

114

Especial Joana Seixas (parte 2): “Na luta climática as jovens são detidas, obrigadas a despirem-se. Com agricultores ou bombeiros a polícia não o faz”

115

Especial Olga Roriz (parte 1): “Entreguei giz a um grupo de reclusos, pus uma música e propus-lhes que desenhassem no chão a sua cela. Saiu uma obra de arte. Incrível.”

116

Especial Olga Roriz (parte 2): “A dança para mim tem mais de profano. E nela habita um grande erotismo, muita paixão e um olhar obscuro”

117

Cleo Diára (parte 2): “Amava ser uma vilã na série ‘Black Panther’, da Marvel, que no final ficava boa, para os meus sobrinhos gostarem de mim”

118

Cleo Diára (parte 1): “Sou 100% cabo-verdiana, ‘but also tuga’. Sou cachupa ‘plus’ cozido à portuguesa. Sou imigrante, ‘but also’ alfacinha. Vivo num entrelugar”

119

Filipe Vargas (parte 2): “O desafio da meia idade é não amargar, não cair nessa armadilha. É não deixar de ser positivo apesar das pancadas da vida”

120

Filipe Vargas (parte 1): “A arte pode ser um sinal de esperança ou um amplificador da gravidade do que aí vem se não pararmos esta onda de ódio”

121

Mário Cordeiro (parte 2): “Sou movido a paixões. Quando discuto é com a força dos deuses. Defendo as ideias em que acredito com muito entusiasmo”

122

Mário Cordeiro (parte 1): “Quando se fala destas novas gerações como ‘das mais bem preparadas’, digo que são também das mais mimadas e narcisistas”

123

Eduardo Gageiro (1935-2025): “Gostaria de ser recordado como um rapaz de Sacavém que procurou sempre denunciar as injustiças sociais e que vai morrer vertical e com honra. Nunca fui mau para ninguém”

124

Marta Crawford (parte 2): “Muitas mulheres cedem e fingem orgasmos com receio de que a outra pessoa se vá embora. Não vale a pena sexo por obrigação. Comam antes um gelado.”

125

Marta Crawford (parte 1): “Alguns orgasmos são como espirros ou arrotos. Se queremos orgasmos históricos e com mais prazer é preciso tempo e intimidade”

126

Sandra Duarte Cardoso (parte 2): “Não andem distraídos. Defendamos a democracia. Se dissermos adeus à liberdade, o que é que fica?”

127

Sandra Duarte Cardoso (parte 1): “Vejo muita gente infeliz, esgotada. Acredito que a IA pode ajudar a ganharmos mais tempo. Em todas as profissões, até na medicina”

128

André Tecedeiro (parte 2): “O tempo é cada vez mais valioso para mim. Tenho cinco romances alinhavados e preciso dedicar-me à sua criação”

129

André Tecedeiro (parte 1): “Quando somos corpos em perigo, vemos com apreensão as mudanças perigosas no mundo. Mas antevejo uma boa agitação de águas”

130

Noiserv (parte 2): “Não sou melancólico com o passado, nem iludido com o futuro. Embora ambos me afetem, sou bastante do presente”

131

Noiserv (parte 1): “A minha missão enquanto músico é a de fazer parar o tempo e provocar momentos de contemplação e de beleza nos outros”

132

Nuno Cardoso (parte 2): “O teatro é como a heroína, deixa-nos agarrados para a vida. Mas é uma droga benéfica, não nos anestesia, questiona-nos”

133

Nuno Cardoso (parte 1): “Os homens hediondos têm uma profunda insegurança, solidão, raiva e ódio. E têm uma capacidade imensa de se iludir ao espelho de que têm razão e que são boas pessoas”

134

António Costa Silva (parte 2): “O pirilampo usa a escuridão para se iluminar. E em toda a escuridão que existe, nós podemos ser sempre pirilampos”

135

António Costa Silva (parte 1): “Entrámos na idade da desrazão. Já não são os factos, a inteligência e o pensamento que comandam a análise da realidade”

136

Inês Castel-Branco (parte 2): “Porque é que temos de ter todas mamas iguais e perseguir a juventude? Gosto das minhas rugas”

137

Inês Castel-Branco (parte 1): “Temos um leque tão grande de atores que não me parece corajoso um realizador limitar-se sempre aos mesmos”

138

Ferro Rodrigues (parte 2): “A direita utiliza a palavra ‘wokismo’ para atacar os desfavorecidos e as minorias étnicas e sexuais. É o que Trump está a fazer nos EUA”

139

Ferro Rodrigues (parte 1): “Falta ideologia na política. As ideias estão a ser trocadas por soundbites e os programas partidários por figuras de plástico”

140

João Manzarra (parte 2): “O que me fascina em viver ou viajar sozinho é a liberdade total, sem julgamentos. Gosto de ter uma vida não observada, a não ser pelos meus cães”

141

João Manzarra (parte 1): “Chegado à montanha do sucesso ganhei medo da morte, desiludi-me, questionei-me, afastei-me. Agora valorizo isto de trazer alegria às pessoas na TV”

142

Lila Tiago (parte 2): “Como afirma a minha amiga Tita Maravilha, acredito na beleza como vingança. Reconhecermos a nossa própria beleza e do mundo à volta”

143

Lila Tiago (parte 1): “Várias criadoras trans esticam o conceito de monstruosidade até caberem nele de forma confortável, com sedução. Tento essa potência em palco”

144

Rita Blanco (parte 2): “Vão-nos acontecer sempre coisas más. A nós e a tanta gente. A alegria é o que nos resta para lutarmos contra os males do mundo”

145

Rita Blanco (parte 1): “Ser mulher é ter que lutar todos os dias por um lugar. Comigo foi sempre assim. O humor e a dureza têm sido a minha arma”

146

Shahd Wadi (parte 2): “A vida tratou-me bem, apesar da trouxa que levo às costas, com cicatriz. Sonho regressar a uma Palestina livre e desfazer essa trouxa”

147

Shahd Wadi (parte 1): “O povo palestiniano ensina o mundo a bater asas. O genocídio na Palestina diz respeito à liberdade da Humanidade inteira”

148

Sandro Resende (parte 2): “Vêm aí tempos piores. A arte será fundamental para mostrar de forma incisiva aos políticos as vontades do povo”

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Sandro Resende (parte 1): “Aprendi com as pessoas do Júlio de Matos a não ter medo do ridículo e a ser autêntico. O que é muito difícil nesta sociedade”

150

Tiago Pereira (parte 2): “Uma senhora teve um aneurisma enquanto a gravava a cantar. Gravo o fim das coisas, mas também a esperança e a superação”

151

Tiago Pereira (parte 1): “Gravo para humanizar tudo. Não gravo só música, gravo pessoas. Gosto de ouvir velhinhas. Sou um átomo dinamizador de velhinhas”

152

Ana Markl (parte 2): “A síndrome do impostor é uma espécie de vigilante que me impede de cair num dos piores medos que é ser vaidosa, ridícula, cagona”

153

Ana Markl (parte 1): “Temo que o meu filho não cresça em liberdade e não seja feminista. Ser-se misógino tornou-se apelativo. Isso assusta-me”

154

João Costa (parte 2): “Gosto de me relacionar com as pessoas pelo humor e de me rir das minhas pancadas para descomprimir. Levamo-nos demasiado a sério”

155

João Costa (parte 1): “Deixemos as crianças em paz para serem o que são. E não deixemos em paz todos os que promovem o ódio e o bullying”

156

Samuel Úria (parte 2): “A vida dá-me na cabeça e a religião ensina-me a responsabilidade de fazer com que a vida dos outros seja melhor”

157

Samuel Úria (parte 1): “Andamos para trás e de forma atroz. A música pode ajudar-nos. Ela congrega, amacia corações, enquanto escancara ouvidos”

158

Maria Teresa Horta (1937-2025): “Sou uma pessoa extremamente triste, mas não sou frágil. Sempre lutei pela liberdade, desde os 15 anos”

159

Sofia Aparício (parte 2): “Estive dez anos à bulha com uma depressão. Foi doloroso, eu disfarçava a doença, ninguém sabia. Não se fica a mesma pessoa depois disso”

160

Sofia Aparício (parte 1): “Não sou a sedutora dos papéis que me dão para representar. Odeio dar nas vistas. Vivo de fato de treino. Fujo de toda a gente!”

161

Fernando Rosas (parte 2): “Enquanto a extrema direita cavalga o descontentamento social, a História morde-nos a nuca”

162

Fernando Rosas (parte 1): “A tecnologia está ao serviço das forças sinistras de regressão social. Estamos no entardecer das democracias”

163

Rui Cardoso Martins (parte 2): “Um médico analisou-me o coração e achou que eu tinha tido um ataque cardíaco. Mas era uma cicatriz de um desgosto amoroso”

164

Rui Cardoso Martins (parte 1): “Os novos monstros dos fascismos souberam puxar o poder louco do dinheiro e dos egocêntricos donos das redes sociais”

165

Especial ao vivo PodFest com Isabela Figueiredo: “Estou-me nas tintas para o cancelamento! Vou continuar a fazer aquilo que deve ser feito”

166

Especial Fernanda Torres: “Os meus pais ensaiavam as peças na mesa de jantar na minha casa, aprendi por osmose”

167

Especial José Carlos Malato (parte 2): “Fui ao fundo do poço e não fiquei lá. Tenho sabido aproveitar os sinais da vida como uma boleia”

168

Especial José Carlos Malato (parte 1): “Já morri várias vezes nesta vida. Aos 60 anos deixei de beber, de sofrer por amor e já não me apetece morrer”

169

Especial Maria João Pires (parte 2): “A meta nunca é o fim. A meta é o caminho porque não sabemos chegar a meta nenhuma sem olhar para todos os lados e estarmos atentos ao caminho”

170

Especial Maria João Pires (parte 1): “Os limites ajudam-nos a crescer. A ideia de que as coisas podem ser feitas de forma perfeita, ideal e sem esforço é forçosamente uma ilusão, uma cultura americana que invadiu o mundo”

171

Patrícia Portela (parte 2): “Este país ainda é pouco para tudo o que se relaciona com o pensamento. Um país que não pensa é um país adiado”

172

Patrícia Portela (parte 1): “A única volta que encontro para salvarmos o planeta é fazermos menos, viajarmos menos, consumirmos menos e comermos menos”

173

Selma Uamusse (parte 2): “Não canto punk rock, mas nos concertos gosto da disrupção de andar por cima das cadeiras de um auditório e dar as mãos ao público, tornando-nos mais humanos”

174

Selma Uamusse (parte 1): “A minha vulnerabilidade é uma força. Cresci a agradar toda a gente e hoje consigo dizer ‘não’ ou assumir que 'não estou bem'”

175

Joana Seixas (parte 2): “Na luta climática as jovens são detidas, obrigadas a despirem-se. Com agricultores ou bombeiros a polícia nem se aproxima”

176

Joana Seixas (parte 1): “Vivemos a época da clarificação. Os machismos e racismos já existiam, mas envergonhados. Agora estão a soltar-se”

177

Alexandre Vidal Porto (parte 2): “Não esqueço quando o meu marido depositou dinheiro de forma anónima na conta de alguém na penúria, que não gostava dele.”

178

Alexandre Vidal Porto (parte 1): “O preço da liberdade é a eterna vigilância. Temo que um radical de direita mais inteligente que Bolsonaro consiga seduzir o Brasil”

179

Paulo Pascoal (parte 2): “Sei muito bem lidar com pessoas racistas, o que me preocupa é o sistema ainda me excluir”

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Paulo Pascoal (parte 1): “Chamei ao meu livro ‘O Quarto Preto’. O título é uma sátira, um 4º lugar de opressão, ser o primeiro dos últimos”

181

Isabel Lucas (parte 2): “A generosidade das pessoas adviria se todos percebêssemos o que está a acontecer com o clima no planeta”

182

Isabel Lucas (parte 1): “Andamos sem tempo para refletir, para ler e olhar para o outro, o tempo é uma voragem e andamos todos nela”

183

Paula Cardoso (parte 2): “Não se combate fogo com fogo. O amor é a resposta para o que estamos a lidar no nosso quotidiano.”

184

Paula Cardoso (parte 1): “A verdade perdeu peso. Perante factos a desmentir narrativas populistas, misóginas, racistas, diz-se: ‘ah, mas isso não me importa!'”

185

Benedita Pereira (parte 2): “A mãe das desigualdades é a de género. Ser feminista é ser antirracista e anti-homofóbica. A opressão é a mesma”

186

Benedita Pereira (parte 1): “Não tolero a intolerância. Mas, antes disso, há espaço para conversar e não polarizar. E as artes ajudam muito a pensar”

187

Brito Guterres (parte 2): “É preciso criar condições políticas para exercer o amor em todos os bairros. Não basta dizer ‘foste violento, onde está o amor?’”

188

Brito Guterres (parte 1): “Os moradores do Zambujal só recebem assédio, violência policial e sentem que não terão justiça social. É importante escutar estas pessoas”

189

Marco Paulo (1945-2024): “Daqui para a frente será sempre um sorriso. Tudo tem um princípio e um fim. Como a flor que plantei no jardim”

190

Mitó Mendes (parte 2): “Há muitas varejeiras na política e nas instituições. Alimentam-se da desgraça alheia e dos destroços das vidas dos outros”

191

Mitó Mendes (parte 1): “Voltei à música porque a cantiga é realmente uma arma. O momento social e político que vivemos exige que façamos alguma coisa”

192

Luísa Costa Gomes (parte 2): “Mais do que ofegante, as pessoas no jornalismo têm uma resistência física e psicológica sobre-humana, com tantas pressões”

193

Luísa Costa Gomes (parte 1): “O que vemos em massa são livros de autoajuda, proselitismo e didatismo. Um livro não é uma couve lombarda!”

194

Especial Maria Filomena Mónica: “Não me arrependo de nada, nem dos disparates que fiz — e foram bastantes. Mas já não me lembro”

195

Especial Dina: “Nunca deixei que me amarrassem os pés e os punhos. Fui sempre uma mulher muito livre”

196

Especial Fernanda Lapa: “Amo demais o teatro, por isso sofro horrores. É uma paixão a que chamo teimosia e que vai morrer comigo”

197

Especial Eduardo Gageiro: “Nas fotografias que fiz da Maria a despedir-se de Salazar, chocou-me ver a cara dele, parecia um abutre”

198

Marco Mendonça (parte 2): “Quero correr o mundo a trabalhar e participar em projetos com a dimensão e o impacto do ‘Black Panther’ da Marvel”

199

Marco Mendonça (parte 1): “Encaro o humor como lugar de resistência. Há desgraças que me tocam e só rindo mesmo”

200

Olga Roriz (parte 2): “A dança para mim tem mais de profano, do que de sagrado. E nela habita um grande erotismo, muita paixão, um olhar obscuro e vontade de desejar”