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A Beleza das Pequenas Coisas — 483 episodes · page 3 of 5
Olga Roriz (parte 1): “Os corpos estão miseráveis, a definhar, a parar. Já nem sequer sabemos dançar. Por isso digo que os bailarinos salvaram-se”
Marco Martins (parte 2): “Há beleza na forma de sobreviver em lugares escuros. Numa imensa escuridão a Humanidade ganha novos contornos e revela-se mais.”
Marco Martins (parte 1): “Interessa-me a arte que questiona, que dá voz ao outro, pois há cada vez menos espaço para a reflexão na vida comum.”
Catarina Furtado (parte 2): “Estou numa fase extremamente bonita. E picante. Esta liberdade é uma verdadeira companhia”
Catarina Furtado (parte 1): “Tenho autoridade para dizer que a Humanidade ainda presta. O lado bom pode adormecer o monstro que nós temos”
Gaspar Varela (parte 2): “Irritam-me os fascistas, machistas, homofóbicos e transfóbicos. Aí, a cantiga é também uma arma”
Gaspar Varela (parte 1): “Com a tour da Madonna percebi que a guitarra portuguesa encaixa noutros estilos. E que fazer música é também política”
Maria João Pires (parte 2): “A minha vida sem o piano teria sido bem melhor. Fui muito condicionada pelo piano. Mas, como estou viva, ainda posso mudar”
Maria João Pires (parte 1): “A competição é um erro, uma mentira. Tenho horror e isso é brutal na música. Competição não rima com arte”
Especial Mísia (1955-2024): "A vida fez-me tudo o que lhe competia, foi boa e horrível, foi tudo. E foi plena"
Tozé Brito (parte 2): “Quem fazia maior guerra às Doce eram as mulheres, porque não gostavam que os seus homens as fossem ver”
Tozé Brito (parte 1): “Se eu tive uma vida de rock’n’roll? Fiz as asneiras todas. O catálogo completo. Mas nunca me levei demasiado a sério”
André Barata (parte 2): “A luta pelo ócio é aprendermos a perder-nos”
André Barata (parte 1): “Defendo o direito a um rendimento para todas as pessoas independentemente do trabalho"
Ana Lua Caiano (parte 2): “Gosto muito dos momentos de silêncio para criar, mas também gosto muito do barulho da cidade para as minhas canções”
Ana Lua Caiano (parte 1): “Não sou uma pessoa amargurada, mas as minhas canções refletem um lado mais negro ou perverso do mundo”
Dulce Maria Cardoso (parte 2): “Ter-me tornado cuidadora da minha mãe é a experiência mais radical de tudo o que vivi. É devastador”
Dulce Maria Cardoso (parte 1): “A arte é profundamente inútil no presente, mas é muito útil na construção de futuros”
Augusto Santos Silva (parte 2): “A diversidade sempre foi o que nos fez. A pureza portuguesa não existe. A pureza era aquela coisa dos nazis.”
Augusto Santos Silva (parte 1): “A democracia precisa de mais perguntas que acabam com sinal de interrogação e de menos exclamações”
Cláudia Jardim (parte 2): “Tenho pavor da extrema-direita. É um monstro massificador de ignorância, ódio e repressão”
Cláudia Jardim (parte 1): “O mundo está complexo. Mas, de vez em quando, há uma florzinha que surge do meio do estrume e isso é incrível”
Gabriela Moita (parte 2): “Há uma explosão histórica que falta acontecer, os homens aceitarem que não têm que corresponder à exigência de masculinidade”
Gabriela Moita (parte 1): “O erotismo é o prazer e o prazer está no corpo todo, da ponta do cabelo à ponta do pé. O maior órgão sexual é a pele”
Judite Canha Fernandes (parte 2): “O capitalismo está a transformar-nos em produtos de venda. Não sou e nunca serei um produto ou estrela pop”
Judite Canha Fernandes (parte 1): “Para vivermos da escrita é preciso atravessar uma cortina de pavor para a entrega ser comparável ao amor”
José Carlos Malato (parte 2): “Toda a gente quer ter o seu próprio ‘talk show’ menos eu. Fui infeliz a apresentar o 'Sexta à Noite'. Foi traumático!”
José Carlos Malato (parte 1): “Tem sido uma vida inteira a navegar águas verdes sem fundo e a adiar o espelho. Deixei de beber, de sofrer por amor e já não me apetece morrer”
Ana Gomes (parte 2): “Não é possível fingir que não se passam horrorosos crimes de guerra em Gaza contra o povo da Palestina. É preciso coragem política para reconhecer o Estado da Palestina"
Ana Gomes (parte 1): “Aguiar-Branco tem de exercer a autoridade perante as alarvidades que os grunhos do Chega dizem. Se isso se permite na Assembleia, permite-se no café ou autocarro”
Pedro Penim (parte 2): “Mudei-me para Istambul quando o meu marido era lá correspondente da BBC. O amor precisa de investimento”
Pedro Penim (parte 1): “O que me move no teatro são os aplausos e o terreno de experimentação sobre o agora, fértil e perigoso, em forma de arte”
Joana Guerra Tadeu (parte 2): “A violência contra imigrantes no Porto vem da fragilidade do homem branco com medo de não ser o rei do mundo”
Joana Guerra Tadeu (parte 1): “É preciso fechar estradas, atirar tinta ao poder e às empresas que atacam o clima e a Humanidade que quer ter um futuro”
Miguel Vale de Almeida (parte 2): “Fui o deputado 'testa de ferro' para o casamento igualitário. Só voltaria à política se houvesse um novo movimento que precisasse de mim numa situação de emergência”
Miguel Vale de Almeida (parte 1): “A reparação histórica que importa é a dos efeitos do colonialismo, é a desigualdade de oportunidades por causa do racismo”
Tiago Rodrigues (parte 2): “Faço teatro a aproveitar a imperfeição e a rugosidade da tentativa como força vital. Não quero saber de rodapés, quero é janelas abertas”
Tiago Rodrigues (parte 1): “Para escrever o discurso mais perfeito de um fascista passei horas a estudar como eles mentem e manipulam. E passei horas a tomar duche para me libertar”
Ana Paula Tavares (parte 1): “É preciso virarmos a mesa. Não havia nenhum romantismo nesse passado que provocou grande sofrimento sobre as mulheres”
Ana Paula Tavares (parte 2): “A velhice tem-me ensinado a virtude da lentidão. Ajuda a sermos mais perfeitos e a termos mais atenção pelas coisas”
Raquel Freire (parte 1): “Há uma parte da população que gostaria de voltar à ditadura fascista. Nem pensem. Somos muitas mais a querer liberdade e democracia!”
Raquel Freire (parte 2): “Sou uma radical do amor. É através do amor que vivo, que me exprimo, e é a luz que me guia em todas as minhas acções”
Joana Vasconcelos (parte 1): “O erro tem de ser superior ao sucesso. Há que ter a coragem para errar. Quase todas as minhas peças começaram por grandes erros”
Joana Vasconcelos: (parte 2): “A minha sombra existe e é forte. Quanto maior a luz, mais presente está a sombra. Quero libertar-me das minhas sombras”
Lisa Vicente (parte 1) “Emociono-me sempre a fazer partos. Mas é tão valioso gostar de fazer um parto, como é valioso acompanhar uma mulher que pede uma interrupção da gravidez. Não há coisas mais válidas do que outras”
Lisa Vicente (parte 2) “O desafio destes tempos é estarmos mais confortáveis e conhecedores da diversidade dos corpos, das identidades, vivências e capacidades. Incluamos a diversidade como riqueza da sociedade”
Rui Costa Lopes (parte 1): “Com esta direita radical há uma perda de vergonha de certas ideias de preconceito e discriminação que estavam adormecidas na cabeça das pessoas e começam a ficar normalizadas”
Rui Costa Lopes (parte 2): “Celebremos os 50 anos do 25 de Abril dando valor e lugar à moderação e repensemos as certezas, com escuta, diálogo e empatia”
João Salaviza (parte 1): “Perdermos a capacidade de espanto é uma tragédia individual e social. O cinema pode devolver-nos perguntas e o espanto”
João Salaviza (parte 2): "Os prémios permitem continuar a filmar, mas não dizem nada sobre a sua qualidade. Não teria dado prémios a metade dos filmes que ganharam Palmas de Ouro, Ursos de Ouro e Óscares"
Diana Niepce (parte 1): “Não me coloquem no papel da vítima ou da heroína, como num ‘meme’ inspiracional do Instagram. As pessoas com deficiência não existem para inspirar os corpos normativos com histórias de superação”
Diana Niepce (parte 2): “O estranhamento e a imperfeição são deslumbrantes. Sermos diferentes não é um defeito. Continuemos a lutar por uma democracia que não é uma visão única, com valores que não são opiniões subjetivas”
Alexandra Lucas Coelho (parte 1): “O espelho está voltado para Israel. Como podem os descendentes dos judeus de Auschwitz transformar Gaza num campo de extermínio?”
Alexandra Lucas Coelho (parte 2): “Escrevo contra todo o tipo de fronteiras. Viver é uma luta de libertação. Somos todos florestas densas e vastas e tantas vezes vêem em nós apenas uma árvore”
Episódio especial com Lela, a madame das noites picantes de um dos mais antigos bares de alterne lisboetas: "Esta vida é um romance"
Episódio ao vivo com Márcia e Susana Peralta: “Temos recursos infinitos dentro de nós, há coisas que as máquinas nunca vão conseguir fazer melhor do que os humanos”
Especial Fim de Ano com Lídia Jorge: “Os escritores olham para a realidade de olhos fechados a procurar a alma do mundo. Somos como fósforos, ardemos no escuro. Somos testemunhas do tempo”
Especial Natal com Siza Vieira: "O sentido da vida é navegar no meio dos escolhos e planícies onde nos deslocamos. Está-me sempre a faltar tempo. O trabalho não me salva da melancolia, mas ajuda-me muito"
Tânia Graça (parte 1): “A minha luta pela liberdade das mulheres vem da falta dela. Os meus primeiros anos não foram bons. Mas vejo cor na cinza. É uma ferida que fiz florir”
Tânia Graça (parte 2): "Mulheres vocais, que trabalham muito, de sucesso, podem ter ao seu lado homens igualmente incríveis. Tenho neste momento comigo não só alguém que me aceita, mas que me celebra"
Especial José Tolentino Mendonça, Prémio Pessoa 2023: “A vida tem sido esplêndida para mim. Tem-me dado um património de sede, uma latência de desejo”
Diogo Faro (parte 1): “Dizem que sou polémico. Não defendo orgias obrigatórias. O que defendo é mais habitação, melhor SNS e menos discriminação”
Diogo Faro (parte 2): “Muitos humoristas já fizeram piadas sobre mim. Tornou-se fácil baterem-me por ser humorista e ativista. São todos muito originais com a mesma piada”
Maria José Campos (parte 1): “Continua a haver muitas pessoas com medo de fazer o teste de VIH por causa da discriminação. Esse silêncio mata”
Maria José Campos (parte 2): “Acredito que nas próximas eleições as pessoas vão decidir bem. E não vão dar espaço a uma direita racista, homofóbica e sem qualificação, num ataque à democracia”
Ana Moura (parte 1): “Engavetar uma artista é matá-la. Até porque não somos só uma coisa a vida inteira. Estamos em constante transformação”
Ana Moura (parte 2): “A comunidade 'queer' tem-me ensinado muito sobre autoestima, porque enfrenta desde sempre dificuldades na vida, e olhares pela janela, e conseguem ainda assim manifestar amor. É de enorme grandeza”
Cláudia R. Sampaio (parte 1): “Na poesia vou a sítios muito obscuros. É como estar à beira de um precipício, quase a cair, e ficar nessa vertigem. Viver é uma vertigem”
Cláudia R. Sampaio (parte 2): “Talvez o medo que tenha seja de mim própria. Medo de falhar aos outros, do dia de amanhã e do estado do mundo. Sou muito lúcida”
Beatriz Gosta (parte 1): “Um pseudo-humorista chamou-me puta, porque sou uma mulher livre. Dá dó. Acordem, não é ofensa uma mulher ser dona do corpo e da vontade”
EBeatriz Gosta (parte 2): “No hotel, depois de um show de sucesso, palmas, ‘selfies’, adrenalina, ligas a TV, róis um chocolate e bate aquela solidão. Sentes falta de partilhar”
Nelson Nunes (parte 1): “Escrever pode ser uma finta à morte, sabendo que ela vai ganhar. No amor e no humor há esse adiamento da morte. É bom falarmos e rirmos dela”
Nelson Nunes (parte 2): “Não tomamos bem as rédeas do nosso tempo. Por isso, na mesa onde escrevo, tenho uma folha a dizer 'não'. Para tudo o que não é importante”
Maurício de Sousa (parte 1): “A vida é feita de fado, samba e rock and roll. Se sou uma rock star da BD? Não tenho tanta preocupação em me colocar num pedestal. Sempre estive do meu tamanho”
Maurício de Sousa (parte 2): “O sentido da vida é fazer com que as pessoas ao nosso lado estejam felizes. Tenho pressa, quero ter mais tempo para entender, ouvir, ler, viver, e chegar a mais mundos com ‘A Turma da Mônica’”
Filipe Sambado (parte 1): “Não grito no café ´Sou uma pessoa não binária! Tratem-me pelos pronomes certos!’ Gostamos é que nos tratem bem e que possamos ver a bola juntos”
Filipe Sambado (parte 2): “Gostaria que as minhas músicas fossem ‘hits’, preocupo-me em chegar ao público, mas quando faço uma canção quero é sentir que chega a um ponto de sublime”
Catarina Vasconcelos (parte 1): “Faço filmes porque a minha mãe morreu e porque quero ter muitas vidas dentro desta. Filmar é viver mais e espreitar muito”
Catarina Vasconcelos (parte 2): “Eu leio poesia e sou romântica e a Cláudia lê ciência e acha que o amor romântico é uma seca. O amor e a liberdade podem tudo”
Manuel Beja (parte 1): “No futebol masculino e nas empresas portuguesas não conheço pessoas LGBT fora do armário. A visibilidade é importante e tem valor político”
Manuel Beja (parte 2): “Iniciei a adoção do meu filho no Brasil, onde vivi. O Guilherme veio para casa com um ano e um mês. Tornou-me mais feliz e completo”
Laborinho Lúcio (parte 1): “Gostaria que a Igreja estivesse preparada para desocultar a sexualidade dos padres e acabasse com a castidade”
Laborinho Lúcio (parte 2): “Tenho 81 anos e o meu desejo é demorar o máximo tempo possível a estar velho. A vida é fantástica, cabeçada aqui e ali, e tenho pena que acabe”
Capicua (parte 1): “Os homens nunca são fãs das mulheres. Nos concertos delas é raro estarem homens na primeira fila. Género não deveria ser critério”
Capicua (parte 2): “O feminismo não é um Porto-Benfica, é uma luta pela igualdade, pelos direitos humanos e também é bom para a saúde mental dos homens”
Vem aí uma nova temporada de conversas 🎧 ❤️ 🌈
Miguel Guilherme (parte 1): “Terei tido momentos de ilusão a achar-me o maior. Considerarmo-nos o pináculo de algo é ridículo e a realidade dá-nos chapadas”
Miguel Guilherme (parte 2): "Quero ter prazer e estar em pleno em tudo o que faço. Estou com menos medo de falhar e da morte agora que estou mais velho”
Gisela Casimiro (parte 1): “Acontecem-me pessoas que se transformam em poemas. Mas a poesia surge-me até na piscina quando reparo numa luz que não havia”
Gisela Casimiro (parte 2): “Sempre fui mais alvo de raiva do que a pessoa que pudesse exprimir a sua raiva. Mas o que me move é o sonho”
Isabel Moreira (parte 1): “António Costa desmontou um ‘bluff’ porque o discurso catastrofista do Presidente não cola com os bons resultados do Governo"
Isabel Moreira (parte 2): “Estou sem lugar desde que o meu pai morreu. A dor é tão profunda. Ele legitimava-me com um amor incondicional”
Hugo van der Ding (parte 2): “Nos dias maus é no humor onde vou buscar força. Mas se estou mal, danço, leio, choro e dou espaço à tristeza"
Hugo van der Ding (parte 1): “Se perdermos tempo a desmontar o sexismo, homofobia, racismo, as pessoas chegam lá. É o que quero fazer com a minha voz"
Isabela Figueiredo: “Escrevo sobre assuntos que partem da minha ferida aberta. Eu enfio-me dentro dos meus livros"
Mia Tomé: “Cresci a destoar do que era a norma, por causa do meu corpo, cara e voz. Essas impedições fizeram-me voar de outra forma”
Especial com Alberto Pimenta: “Não me considero em nenhuma lista de bem pensantes e bem falantes. Sou alguém à procura de quem sou”
Francisco Louçã: “Há irritantes em Portugal que acham que as pessoas vivem melhor se tiverem menos, se o salário for pior”
Clara Não: “Sou uma mulher ‘queer’. Não me importa o genital da pessoa, nem o género com que se identifica para me relacionar”
Especial Inclusão: até que ponto a frase “todos diferentes, todos iguais” se sente na lei e no quotidiano das pessoas com deficiência?