PODCAST · business
Putz, e agora?
by Cassio Politi
No podcast "Putz, e agora?", exploramos aqueles instantes decisivos que definem nossos caminhos, mergulhando nas histórias de gestores que enfrentaram escolhas cruciais. Cada episódio revela a jornada de um gestor por trás de momentos decisivos, compartilhando experiências e aprendizados valiosos sobre lidar com a incerteza e tomar decisões difíceis.
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Faltavam oito dias para a festa de 25 anos quando o mundo fechou | Tábata Karvelis
Uma empresa de eventos corporativos ia comemorar 25 anos com todas as cotas do ano vendidas quando, oito dias antes da festa, veio o lockdown e derrubou os cerca de dez eventos da grade. O risco era existencial: se devolvesse o dinheiro das cotas já pagas, quebrava. A coordenadora de branded content puxou a frente, entendeu antes de todos que um serviço de eventos seria o primeiro a ser cortado pelos clientes, e virou tudo para o digital em etapas, aproveitando um pequeno time de audiovisual que já tinha montado internamente. Foi cedendo espaço aos patrocinadores em crise, filmando na casa dos diretores de máscara e, por fim, construindo uma plataforma de evento online que, em setembro, reuniu quase quatro mil pessoas, o dobro do presencial. Fechou o ano sem devolver um real, e a lição ficou: não perca tempo com raiva do problema nem esperando o mundo voltar ao normal, porque o normal pode nunca mais voltar, ou ser outro.Participantes:Tábata Karvelis, Gerente de Marketing, K2M.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A transferência para os EUA e um convite para lagar tudo chegaram no mesmo dia | Filipe Ferminiano
Depois de seis meses convencendo a consultoria a transferi-lo, um estrategista finalmente recebeu, em plena pandemia de vistos escassos, o código para começar a imigração para os Estados Unidos, o sonho que perseguia. No mesmo dia, um ex-colega ligou convidando-o a virar sócio de uma pequena boutique de marketing no Brasil. Ele cancelou as reuniões, caminhou horas sozinho e escolheu empreender, não por coragem cega, mas por um cálculo honesto: a consultoria e os EUA sempre estariam lá, então o risco tinha volta. Cinco anos depois, a empresa cresceu várias vezes e já paga dividendos aos investidores, e ele construiu uma vida pessoal mais plena. A lição que carrega é decidir medindo o risco real e enxergando quem a escolha impacta, porque o dia em que parar de estar satisfeito com o que faz é o dia de mudar de novo.Participantes:Filipe Ferminiano, Sócio, Zmes.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Um caminhão que mais parecia um trio elétrico foi o estalo para uma empresa de dados | Daniel Luz
Dois amigos recém-saídos da faculdade, um na área de qualidade de uma transportadora, outro cientista de dados num supermercado, perceberam numa mesa de bar que resolviam a mesma coisa: dado mal cuidado escondia problema, dado bem cruzado revelava dinheiro. Um amigo dono de restaurantes ouviu a conversa e virou o primeiro cliente, e no primeiro ano já eram seis projetos, sem nunca terem parado para fundar uma empresa. O desafio real não era técnico, era confiança: dois rapazes de vinte e poucos anos, em plena chegada da LGPD, pedindo para empresas abrirem o cofre mais sensível que tinham. A resposta foi transformar cada projeto em prova, medindo quanto dinheiro gerava para o cliente (um deles rendeu R$ 50 milhões em dois anos), até a desconfiança virar portfólio. A lição que ficou é que negócio bom nasce de uma dor real que alguém paga para resolver, não da afinidade de quem gosta de comida e por isso abre um restaurante.Participantes:Daniel Luz, CEO e fundador, beAnalytic.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A solução que ele foi buscar nos Estados Unidos estava dentro da própria empresa | Genilson Cavalcante
Uma empresa de digitalização de Recife fechou, lá em 2012, um contrato pioneiro com uma grande companhia da área de saúde: ler, indexar e amarrar automaticamente milhares de guias médicas e anexos que antes eram conferidos na mão, folha por folha. O problema é que ela assinou sem saber ainda como entregar, e nada parecido existia no mercado. O fundador voou aos Estados Unidos com duas caixas de papel para testar a ferramenta de um parceiro global famoso, mas ela era lenta demais: processava um dia de documentos em dois dias e meio, quando o prazo era de cinco. A virada não veio de fora, e sim do time que ele tinha deixado pesquisando em casa: usar duas ferramentas comuns em série, uma rápida para o grosso e outra apurada para os 20% difíceis. Deu tão certo que a operação chegou a processar cerca de 2 milhões de guias por mês, e a lição ficou: antes de buscar a resposta lá fora, acredite mais na própria gente.Participantes:Genilson Cavalcante, CEO, Green Paperless.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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O método que ele criou para uma startup virou uma empresa | Manoel Roldão
Sem dinheiro nem gente para contratar programadores numa época de escassez, o líder de tecnologia de uma startup de mobilidade criou um método próprio: em vez de caçar o desenvolvedor pronto, buscava pessoas com potencial e as formava usando o backlog real da empresa como trilha de aprendizado. Funcionou tão bem que a startup virou a única do parque tecnológico sem dor de contratação. Ele propôs levar a ideia adiante em conjunto, mas a burocracia empurrou tudo para "o semestre que vem", e ele percebeu que aquilo era grande demais para ficar preso ali dentro. Largou aos poucos a startup e fundou a própria empresa, com dois braços amarrados de propósito, formação e serviço de tecnologia, porque o método só funciona ensinando com demanda real de cliente pagante. Hoje já formou mais de 1.500 pessoas, atravessou a pandemia reconstruindo o modelo presencial em algo nacional, e prova que a maior vantagem competitiva é enxergar antes dos outros o que é ameaça e o que é oportunidade, e ter a coragem de se mexer.Participantes:Manoel Roldão, Fundador e CEO, Growdev.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Cada área olhava só para o próprio quadrado | Adriano Maskalenkas
Um estrategista gosta de dizer que estratégia é quase uma commodity, qualquer um monta um bom plano, e que o difícil mesmo é a execução. Ele viveu isso ao concluir um planejamento que gerou mais de cem iniciativas, e logo esbarrou não num problema técnico, mas humano: cada área olhava só para o próprio quadrado, enchia o roadmap para parecer importante e via quem chegava querendo priorizar como alguém que veio travar o negócio. Em vez de impor, ele deu visibilidade, quebrou tudo em OKR e montou um painel em que cada área enxergava as iniciativas das outras, e assim cada líder percebia sozinho que a sua entrega morria se não se conectasse com a do vizinho. Aos poucos, os silos viraram engrenagem, cada roda girando a próxima. A lição é que o plano mais brilhante não vale nada imposto, porque empresa é feita de gente, e gente só sai do próprio quadrado por convencimento, nunca por ordem.Participantes:Adriano Maskalenkas, Diretor de Marketing, Inteligência de Mercado e Estratégia, Adejo.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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De gestor de governo a gestor de empresa privada (com uma síndrome do impostor no meio) | Mike Soares
Depois de quase cinco anos construindo carreira no governo, onde saiu de estagiário a líder de um dos principais programas de inovação aberta do país, um gestor se cansou das interferências políticas que travavam tudo e aceitou o convite para estruturar, do zero, a área de aceleração de uma empresa privada. O detalhe é que ele nunca tinha estruturado uma área na vida, e dominava a teoria sem nunca ter executado na prática. Do lado de dentro, veio o que ninguém vê: noites de insônia e a pergunta diária "será que sou um impostor?", agravada por saber que a confiança da empresa tinha prazo de validade e ele precisava provar valor rápido. A resposta ao medo não foi esperar, foi trabalho, estudo e a humildade de dizer "não sei fazer isso, preciso de apoio". Deu certo: virou referência nacional em aceleração, com centenas de startups aceleradas, prova de que a síndrome do impostor se dissolve com suor, não com mágica.Participantes:Mike Soares, Head de Relações Governamentais e Novos Negócios, IEBT.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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O cliente não confiava nele, mas confiava em quem o visitava toda semana | Lucas Heron
Um profissional de growth, acostumado ao mundo 100% digital de campanhas e funil, foi para uma fintech nascente e esbarrou num cliente que não cabia em planilha nenhuma: o pequeno comerciante de barriga no balcão, que anota as contas na mão, não abre e-mail e desconfia de tudo que mexe com o dinheiro dele. Tentar chegar direto nele, com panfleto, aplicativo e porta a porta, bateu na parede, porque ninguém entrega o próprio caixa a um desconhecido. A virada foi parar de falar com o comerciante e falar com quem ele já respeitava havia anos: o vendedor da indústria que o abastecia toda semana. Treinaram e incentivaram esses vendedores, que apresentavam o produto na linguagem e na confiança que já tinham, e a base de adesão recorrente cresceu cerca de 25%. A lição é não julgar o cliente da própria mesa: o que decide o negócio mora na ponta, com quem anota na mão, e só aparece para quem vai até lá.Participantes:Lucas Heron, Gerente de Growth Marketing, Strati.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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O cliente pediu uma solução que a empresa ainda não tinha | Luiz Moura
Já madura e forte no Brasil, uma empresa de gestão de viagens corporativas recebeu o convite do cliente dos sonhos, um grande grupo do setor financeiro que queria unificar as viagens em oito países. O problema é que a solução global pedida ainda não existia na casa. Em vez de fingir que tinha o produto pronto ou deixar a oportunidade passar, a empresa contou a verdade e propôs construir a plataforma junto com o cliente, do zero. Deu tão certo que destravou uma carteira inteira de multinacionais (cosméticos em 15 países, fast-food em 23, tecnologia em mais de 40) e o volume transacionado saltou de R$ 1,4 bilhão para R$ 2,2 bilhões em um ano. A lição é que, muitas vezes, o cliente valoriza mais a atitude de querer resolver do que a solução pronta na prateleira, desde que você jogue limpo sobre o que ainda não tem.Participantes:Luiz Moura, Cofundador e Diretor de Negócios, VOLL.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Ele perdeu a onda do podcast antes de o podcast existir, mas encontraria depois o caminho | Murilo Gernavi
Por volta do ano 2000, ainda adolescente, um rapaz e seus amigos receberam de uma conhecida a sugestão de se gravarem conversando para distribuir em áudio, basicamente um podcast, antes de o termo existir. Acharam viagem e ignoraram. Anos depois, com o podcast já virado fenômeno, ficou o gosto amargo do "e se", que se repetiria quando ele montou o plano de uma provedora de internet no interior, conseguiu até um investidor, mas recuou com medo por ter acabado de ser pai. Só que a virada veio quando aceitou, já numa multinacional, um convite para trocar a área técnica pela comercial, apesar do mesmo medo de sempre, e essa se tornou a melhor escolha da vida dele. A lição que ele tira não é "arrisque sempre" nem "largue tudo e empreenda", e sim se encontrar primeiro: entender qual é o seu papel, porque nem todo o mundo nasceu para empreender, e não há problema nenhum nisso.Participantes:Murilo Gernavi, Head de Canais e Parcerias Latam, Premiersoft.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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O time de marketing que virou fornecedor e deu lucro | Meggy Oliveira
Uma empresa de tecnologia cuidava só da parte técnica das promoções de uma das maiores marcas de bebidas do mundo, enquanto a criação vinha das agências do cliente. Quando uma promoção de volta às aulas travou porque o material das agências não saía, e faltavam só dois meses para o ar, a head de marketing tomou uma decisão ousada: o próprio time assumir a ativação inteira, criação e tecnologia, algo que o marketing interno nunca tinha feito para um cliente de fora. Deu certo porque ela conhecia o time de verdade, não só a competência técnica, mas quem topava a missão de peito aberto. A entrega no prazo abriu uma avenida: aquele time virou um braço de serviços que atendeu outras marcas e, em alguns meses, faturou mais do que custava, transformando o marketing de centro de custo em gerador de receita. Às vezes o próximo grande negócio não está no seu core, está numa eventualidade que ninguém planejou, ao lado do foco.Participantes:Meggy Oliveira, Head Global de Marketing, TRINCA.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A solução caseira parecia mambembe, mas virou uma empresa | Alex Tabor
Numa grande empresa de compras coletivas, o sistema terceirizado de anti-fraude começou a falhar dos dois lados ao mesmo tempo: deixava passar milhões em fraude e, paranoico, barrava 20% das compras num mercado em que a fraude real fica entre 3% e 4%. Trocar o fornecedor de uma vez era a saída óbvia e também a armadilha, porque um sistema novo começa pior, sem os dados e a calibragem que só o tempo dá. Em vez disso, a equipe construiu um software caseiro que mandava as compras para os dois fornecedores ao mesmo tempo e passava só uma fatia pequena para o novo, sem risco. No terceiro mês, o novo já entregava 15% mais faturamento, e a receita disparou. O melhor veio depois: aquele software de porão, feito só para sobreviver, virou uma empresa de pagamentos quando uma grande varejista quis comprá-lo.Participantes:Alex Tabor, CEO e cofundador, Tuna.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A nova equipe de vendas estava motivada; o problema é que ninguém conhecia o produto | Daniel Marques
Um profissional foi contratado para liderar um squad de vendas numa empresa de tecnologia e, no primeiro dia, descobriu a armadilha. A equipe inteira começava naquele mesmo dia, ninguém conhecia o produto, e ele ainda tinha cota própria para bater. Em vez de esperar a estrutura ideal, decidiu tirar água do barco furado com o que tinha. Aproximou o time, foi conquistar o desconfiado especialista de produto com perguntas certeiras (o que abriu as portas dos dados) e montou o primeiro funil para enxergar a operação no escuro. Aquele squad que afundava virou o modelo da empresa, deixou um legado de inteligência de dados e provou a lição que ele carrega: antes de agir, entenda quais dados você tem para enxergar a operação, e comece por aí.Participantes:Daniel Marques, Head of Marketing and Sales, Nortrez.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Na hora de iniciar a entrega, o cliente mudou a regra do jogo | Flavio Paulo
Depois de quase um ano e meio para conquistar um grande cliente, uma empresa de gestão de telecom chegou à assinatura e viu a regra mudar. Um novo diretor exigiu uma garantia estranha ao mercado, a de que, todo mês, seriam encontrados erros e economia dentro de uma meta fixa, sob pena de reduzir o valor pago. O problema é que ninguém pode prometer que o fornecedor vai errar sempre, então a diretoria passou dias inclinada a não assinar. Assinou mesmo assim, não por fé, mas porque os números da fase de testes mostravam que o retorno viria da gestão (como cortar links contratados e usados pela metade), não do erro alheio. Logo na primeira auditoria, de só uma parte da operação, o contrato já tinha se pagado, prova de que risco de empreendedor se assume com número e estratégia, nunca com reza.Participantes:Flavio Paulo, CEO, NSB.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Perdeu o maior cliente sem saber que isso salvaria o futuro da empresa | Flavio Paulo
Logo no início da empresa, um empreendedor de tecnologia fechou um contrato grande que ficou 20 anos na base e chegou a representar 60% do faturamento. Ele sabia da teoria (não depender de um cliente só), mas a conta pagava bem, ocupava a agenda e diversificar sempre ficava para depois. Um dia, sem aviso, o cliente informou que ia levar a operação para outro país.Em vez de demitir, ele preservou o time, montou uma área de marketing de verdade e criou do zero uma diretoria comercial com executivos de mercado, sem deixar de atender contas grandes, só sem depender de uma única. Anos depois, o maior cliente representa cerca de 8% do faturamento, a empresa dobrou de tamanho, e a lição ficou: o conforto de um cliente grande é justamente o que esconde o maior risco.Participantes:Flavio Paulo, CEO, NSB.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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O IPO da Decolar | Paulo Padula
Vindo de uma carreira inteira em bens de consumo, um executivo foi convidado pelos investidores de uma gigante de turismo online para prepará-la, do zero de experiência no setor, para abrir o capital na Bolsa de Nova York. No primeiro dia, a senhora do bar ao lado perguntou se era verdade que o escritório ia fechar, e foi assim que ele soube de um boato que corria entre os que não estavam tão próximos da operação. A empresa tinha perdido quatro líderes para o concorrente, sofrido um baque comercial e o via com desconfiança por ser de fora.Em vez de bancar o especialista que não era, ele fez do dado a sua arma: em vez de negociar tarifa por amizade ou na marra, passou a levar às companhias aéreas planos sob medida e performance mensurada, transformando o cabo de guerra em parceria. Promovido, tocou em poucos meses a transformação de uma empresa de 14 anos em companhia de capital aberto, cuidando ao mesmo tempo de cultura, processos, marca e resultado.Deu certo: a empresa abriu o capital na NYSE em 2017 e virou unicórnio, e ele aprendeu que é na turbulência, não no voo tranquilo, que dá o seu melhor.Participantes:Paulo Padula, Sócio, IEBT.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Ele recebeu o convite dos sonhos, mas não podia largar a própria empresa | Régis Faccini
Dono de uma empresa de software que era o sonho da vida dele, um empreendedor recebeu o convite para virar diretor de growth de uma consultoria de tecnologia que acabara de dobrar de tamanho. O dilema não era trocar de emprego: era tirar o pé do acelerador do próprio negócio bem quando sonhava em fazê-lo crescer para um dia vender. Botou na balança a receita mais previsível, o trabalho com gente que já conhecia e, sobretudo, a família (com esposa e filho, não dava para pensar só no sonho). Aceitou, mas do jeito dele, impondo a transparência: continuaria tocando a própria empresa fora do horário comercial, tudo acordado na frente. Deu certo porque ele sabia onde pisava: só topou porque conhecia o sócio havia anos, prova de que uma boa decisão costuma ser a colheita de um relacionamento plantado muito antes de existir a proposta.Participantes:Régis Faccini, Diretor de Growth, Webpeak.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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O ouro comercial estava na rua, mas vestido de técnico | Aroldo Garcia
Um executivo comercial assumiu uma empresa de segurança eletrônica de médio porte com uma missão-armadilha: crescer faturamento e lucro investindo quase nada. Numa imersão, acompanhou uma instalação e viu um técnico, no meio do serviço, apontar uma falha ao cliente e vender dois equipamentos a mais, uma venda que nenhum vendedor da empresa teria como fazer, porque não estava ali, na obra, com a dor do cliente na frente. Em vez de transformar os técnicos em "vendedores" (o que gerou resistência imediata), rebatizou a ideia de "levantamento de oportunidade" e estruturou tudo com CRM, reunião semanal e recompensa. As equipes técnicas, que já rodavam a rua todo dia, viraram os olhos do comercial dentro dos clientes, e em um ano a receita recorrente cresceu mais de 20%, com custo de aquisição baixíssimo. Muitas vezes o ouro já está dentro de casa: cresce quem enxerga valor em quem já está na folha de pagamento.Participantes:Aroldo Garcia, Gestor Comercial com vasta experiência em múltiplas empresas.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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O sócio pulou fora, mas desistir não era uma opção | Rômulo Simas
Um profissional de tecnologia largou uma carreira consolidada para se dedicar 100% ao próprio negócio, uma empresa que revendia e implementava soluções Google, tocada com um sócio que cuidava da parte técnica enquanto ele vendia. Quinze dias depois de queimar as pontes, o sócio, o único técnico da dupla, avisou que não queria mais: não era para ele. Sem salário e sem o braço técnico, numa época em que bom profissional de TI era raro e caro, ele decidiu não recuar. Quando o sócio voltou atrás dias depois, ainda disse não, por uma lógica fria: quem fica por peso na consciência não entrega o que um negócio recém-nascido exige. Recomeçou com um vendedor de primeira, assumiu ele mesmo o técnico, e daquele recomeço nasceu a empresa que hoje tem mais de 500 clientes e é referência na América Latina.Participantes:Rômulo Simas, CEO e fundador, Movti.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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84
Em pleno lockdown, ela transformou uma entrega de chaves num momento único | Juliana Priester
Contratada por uma construtora em pleno lockdown de 2020, uma profissional de marketing precisava erguer a reputação de uma marca que ia lançar prédios de alto padrão, mas estava sem evento, sem orçamento e sem vacina à vista. A oportunidade rara apareceu na entrega de um empreendimento, tradicionalmente um grande evento presencial, agora impossível. Em vez de mandar a cesta de sempre para a casa dos clientes, ela bancou o criativo com o risco mapeado: agendou cada família num horário individual e fez os próprios colaboradores guiarem o tour, cada um se apresentando pelo que tinha construído ali. No fim, sem que as famílias esperassem, cada uma era levada ao próprio apartamento decorado, com tábua de frios e espumante, para viver ali o primeiro momento no novo lar. Reproduziu todos os ritos da entrega, do discurso do CEO ao encontro com os vizinhos, sem uma única aglomeração, e provou na prática a marca centrada no cliente que precisava construir.Participantes:Juliana Priester, CMO, Outsera.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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83
Foi estudar física e acabou virando executivo da Oracle | Vitor Faria
Um jovem apaixonado por exatas largou a física ao descobrir que, para viver dela no Brasil, teria que virar professor ou acadêmico, e ele queria o mundo corporativo. Migrou para engenharia civil, aposta que parecia segura no auge da construção, em 2009. Só que se formou por volta de 2015, bem quando a Lava Jato derrubou as grandes construtoras e a carreira "garantida" desabou na hora em que ele chegava ao mercado. Sem plano, mandou currículo para bancos, caiu na área de vendas e descobriu ali o que faltava: gostava de gente, de conversa, do jogo comercial. Hoje é executivo de vendas numa gigante de tecnologia, e resume a lição assim: a carreira nem sempre é a que você sonhou, é a que você decide abraçar de cabeça.Participantes:Vitor Faria, Strategic Account Executive, Oracle.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Ele tremia por dentro enquanto religava a empresa inteira | Fabricio França Lima
Numa tarde, o banco de dados de uma operação de cartão de crédito com cerca de 2 milhões de clientes simplesmente caiu, e a empresa inteira parou: ninguém passava cartão, ninguém vendia. O único DBA da casa olhou para os lados e não tinha ninguém, todos os olhos numa pessoa só. Por dentro tremia de nervoso; por fora, fingia calma para não espalhar o pânico pela sala.A diferença é que ele já tinha estudado aquele tipo de falha: reconheceu o problema, digitou o procedimento de recuperação e, em poucos minutos, religou a operação inteira. O que separou o "e agora?" administrável do desastre total não foi sorte nem sangue-frio, foi ter se preparado antes para um problema que ele nem sabia que enfrentaria.Newsletter do Fabrício França Lima ("De Estagiário a CEO") no LinkedIn:https://www.linkedin.com/newsletters/de-estagi%25C3%25A1rio-a-ceo-7283836700483538945/Participantes:Fabricio França Lima, CEO, Power Tuning.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Do nada, o comercial teve que vender um produto sem saída | Fabio Fumis
Um gerente comercial tocava um time de 15 vendedores numa empresa de maquininha de cartão quando a diretoria comprou um negócio de cardápio digital e mandou a mesma equipe sair vendendo tablets para restaurantes. Era um produto fora do core, para um mercado que os vendedores não conheciam, e ninguém acreditava nele: quem queria pedir pelo celular já usava o iFood, e ainda assim o restaurante tinha que investir no equipamento. O time bateu de porta em porta, criou até uma rota noturna, mas as vendas não vinham, e cada vendedor naturalmente migrava a energia para o que pagava a comissão no fim do mês. O projeto acabou morrendo em toda a operação nacional, de quase 4 mil vendedores. A lição ficou: antes de empurrar para a equipe um produto fora do core, meça com dados se o ganho compensa a energia que ele rouba do que já funciona.Participantes:Fabio Fumis, gerente comercial com vasta experiência.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A empresa já tinha quatro negócios; só faltava coragem para separá-los | Bruno Stuchi
Um grupo de tecnologia que nasceu como uma empresa só foi criando negócios por dentro até virar quatro empresas debaixo do mesmo teto, mas tocadas como um bloco só, com os mesmos diretores respondendo por tudo e ninguém sabendo quem dava resultado. Em 2023, ficou claro que a gestão tinha virado insustentável, e a decisão foi separar o bloco em quatro empresas de verdade, cada uma com dono, meta e financeiro próprios.O ponto de virada foi enxergar a conta de cada uma em separado: a estrutura estava inchada e ninguém percebia, porque tudo vinha misturado. Depois da reestruturação, o grupo passou a faturar mais com quase metade da equipe, todas as empresas dando lucro, e ainda financiou a expansão para o exterior com capital próprio. Às vezes o que trava um negócio não é a falta de crescimento, é o crescimento sem estrutura.Participantes:Bruno Stuchi, CEO e fundador, Coaktion.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A empresa que decidiu parar de vender | Gabriel Silva
Entre 2021 e 2023, uma tempestade perfeita (pandemia, migração para a nuvem, home office e marketing afiado) encheu o funil de uma rentaltech de mais leads do que ela conseguia entregar. Crescer rápido demais estrangulou a operação, e em 2024 a empresa tomou uma decisão que soa como heresia para uma companhia de tecnologia: parar de vender. Em vez de caçar clientes novos, remanejou o time comercial para cuidar da base que já tinha, oferecendo novos produtos, consultoria e microsserviços a quem já era cliente. O resultado surpreendeu: mesmo sem prospecção ativa, a empresa bateu as metas financeiras, viu o NPS subir e o custo por lead despencar. Às vezes, o caminho para crescer não é vender mais, é parar de vender e cuidar melhor do que já se conquistou.Participantes:Gabriel Silva, Gerente de Marketing e Produto, Eloca.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Foram dar um chá de cadeira, mas acabaram cutucando a fera | Paulo Sérgio Palmério
Toda loja sofre com o mesmo problema: saber, de verdade, quanto tem em estoque. Numa feira de varejo em Nova York, um empresário brasileiro do setor de software descobriu uma etiqueta com chip (a RFID) que lia o estoque inteiro em minutos, e quis trazer a novidade para o Brasil. Mas o fornecedor mundial o deixou três horas esperando em pé e o dispensou, achando a empresa dele pequena demais. De volta ao Brasil, ele decidiu construir tudo sozinho: escreveu o software, achou um leitor viável e, com um agente financeiro que alugava os equipamentos, entregou a solução por US$ 90 mensais por loja. A recusa acabou sendo um presente, porque a versão brasileira, cheia de saídas criativas, ficou melhor do que a que ele tinha ido comprar lá fora.Participantes:Paulo Sérgio Palmério, CEO, Presence.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Ele vendia dinheiro (literalmente) e passou a vender serviço | Marcelo Pires
Um executivo cuidava da operação latino-americana de uma empresa britânica que fornecia papel-moeda e vendia máquinas de contar e verificar cédulas, usadas por bancos comerciais e centrais. Quando máquinas chinesas muito mais baratas invadiram o mercado, a margem despencou e ele percebeu que, se continuasse só vendendo equipamento, viraria commodity descartável. A virada foi parar de vender a máquina e passar a vender o serviço: cobrava por milheiro de cédulas processadas, num contrato de longo prazo com receita recorrente. O modelo foi parar no Banco Central, no Banco do Brasil e em transportadoras de valores, multiplicou a receita e disparou o EBITDA, e depois foi exportado para outros seis países. Quando o preço do produto vira uma armadilha, às vezes a resposta não é baixar o preço: é parar de vender o produto.Participantes:Marcelo Pires, Director of Business Development, Beyondsoft.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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O concorrente conhecia o presidente, mas não entendia de Harley-Davidson | André Junges
Um vendedor de infraestrutura de TI estava prestes a fechar um projeto de R$ 337 mil reais com um instituto de combate ao câncer, quando surgiu um concorrente com uma vantagem imbatível: acesso direto ao presidente. Ele conseguiu uma última chance de defender sua proposta, mas o presidente, um médico, não entendia de tecnologia e já confiava no concorrente. A saída foi descobrir a paixão do executivo: Harley-Davidson. O vendedor virou a madrugada estudando motos e, na reunião, traduziu os três projetos em três modelos de Harley: o dele, o mais completo, era a versão de luxo. O presidente concluiu sozinho que queria "chegar com mais conforto" e assinou na hora a proposta mais cara, do vendedor que dias antes nem agenda tinha.Participantes:André Junges, CRO, Supero.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A votação do BBB na casa do bilhão | Eduardo Maçan (Creditas)
Nosso convidado chegou à Globo.com para o lançamento do Globoplay, em meio a picos imprevisíveis de acesso. Diante do fim do SMS, liderou estimativas de infraestrutura para sustentar votações online do BBB, que alcançariam bilhões de votos. O desafio era manter o sistema funcionando com tamanho volume.Participantes:Eduardo Maçan, Diretor de Engenharia, Creditas.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Felipe Lindenmeyer, Account Manager, Datum.
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O banco de dados parou e a empresa também | Israel Pinto
O banco de dados da área de ERP teve um problema no sincronismo e a empresa ficou completamente parada. Putz, e agora? Como se resolve isso?Participantes:Israel Pinto, Gerente Senior de TI Global, Citrosuco.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Dayane Câmara, Gerente de contas, Datum.
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O livro sobre a mesa: como a curiosidade mudou o rumo da carreira de Barul | Douglas Barul (Minsait)
Enviado para um treinamento de mainframe no Recife, Barul não imaginava que sua trajetória profissional mudaria por causa de um encontro quase casual. Ao cruzar com alguém que trabalhava com redes Novell — e que fez questão de esconder o jogo — Barul percebeu um detalhe aparentemente simples: um livro sobre a mesa. A partir desse momento, a curiosidade falou mais alto. Ele anotou o título, comprou o livro, estudou por conta própria e abriu as portas para uma nova oportunidade. O resultado? Uma contratação inesperada e anos de aprendizado no Recife. Uma história sobre curiosidade, iniciativa e como pequenas atitudes podem transformar uma carreira.Participantes:Douglas Barul, Head de TI, Minsait.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Nirlaine Reis, Executivo de contas, Datum.
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Se não for meu escopo, eu não faço | Fernando Bonezi
Uma empresa decidiu fazer uma publicidade no intervalo do Fantástico, programa dominical da Rede Globo. A equipe comercial precisaria de indicadores para aferir o retorno sobre o investimento naquela publicidade massiva. O problema é que esse indicador não existia ainda no sistema. Era preciso criar uma tela no dashboard. Para isso, o nosso convidado teve que acionar o time de tecnologia terceirizado, que prestava serviço 24/7. Ele foi informado então de que aquele não era o escopo da empresa terceirizada. Putz, e agora? Como resolve isso?Participantes:Fernando Bonezi, Gerente de Operações de TI, .Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A cannabis era só uma parte do risco | Gustavo Palhares (Ease Labs)
Antes mesmo de a comercialização da cannabis ser aprovada no Brasil, uma empresa decidiu se antecipar e realizar investimentos para atuar como farmacêutica nesse setor. Caso algo desse errado, os fundadores teriam muito a perder.Participantes:Gustavo Palhares, co-CEO, Ease Labs.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Cultura forte no apagão de talentos | Rafael Sampaio (NovaRed)
O desafio global de talentos em cibersegurança é alarmante. São quase 5 milhões de vagas abertas. Para enfrentar o problema, a Novared investiu na cultura como diferencial estratégico. Há sete anos, firmou parceria com o GPTW para medir resultados. Na primeira avaliação, alcançou nota 83, iniciando busca por benchmarks comparativos.Participantes:Rafael Sampaio, Country Manager, NovaRed.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A arquitetura de TI em prol da jornada | Bruno Burlim (BMG)
A antiga arquitetura centralizada havia se tornado frágil e difícil de manter. A equipe decidiu evoluir gradualmente, extraindo partes do legado sem interromper operações. Foram definidos critérios de risco, impacto e compliance para guiar cada passo. Observabilidade e práticas de segurança foram implantadas antes de novas implementações. O resultado foi uma evolução controlada, com ciclos mais curtos e maior escalabilidade.Participantes:Bruno Burlim, Gerente de Engenharia de TI, BMG.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Dayane Câmara, Gerente de contas, Datum.
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Servidores espalhados por 70 unidades | Dennis Milan (Tokio Marine)
Em uma empresa de seguros, surgiu anos atrás um desafio. Cada filial operava com seu próprio servidor, mas pintou a proposta de unificar todos em uma estrutura centralizada. Eram cerca de 70 unidades espalhadas, cada uma com seu sistema independente. Putz, e agora? Como se faz isso. A questão era como transformar tudo em um ambiente único e eficiente. O desafio parecia enorme, mas também cheio de oportunidades.Participantes:Dennis Milan, Diretor de Tecnologia, Digital e Inovação, Tokio Marine.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Bruno Batista, Consultor, Datum.
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Eram só 3 clientes — e isso era um risco | Fabio Montanari (Montanari Tecnologia)
Uma empresa de tecnologia para bancos atendia os três grandes bancos brasileiros. Mas isso gerava um risco e uma necessidade de diversificar mais a receita. Putz, e agora? Como fazer isso?Participantes:Fabio Montanari, CEO, Montanari Tecnologia.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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O trauma de ser gestor | Michael Cardoso (Claro)
No início da carreira, o nosso convidado foi gestor — ainda muito jovem. Anos depois, migrou para a Claro e passou a liderar projetos, mas não pessoas. Ele não queria mais ocupar cargos de liderança, até que foi convidado a liderar novamente. Putz, e agora? Deveria aceitar ou recusar?Participantes:Michael Cardoso, Gerente de TI, Claro.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Eduardo Guedes, Account Manager, Datum.
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Do surfe no Havaí para o mundo da tecnologia | Ilan Blank (Blank IT)
Quando era novo, o nosso convidado teve a chance de ser surfista profissional no Havaí. Ao voltar ao Brasil, abandonou a faculdade que fazia (de veterinária) para entrar tardiamente no mundo de tecnologia. E daí veio a lição de não ter vergonha nem medo do próprio passado.Participantes:Ilan Blank, Cofundador, Blank IT.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Mais de 60 funcionários e quase nenhum cliente | Lucas Vanzin (EVEO)
A trajetória começou com adolescentes empreendendo e logo conquistando espaço no varejo. Após vender a carteira de clientes, veio o desafio: manter uma estrutura sem clientes. A virada foi o foco no B2B, reinventando o modelo de negócio. A transição pós-venda trouxe incertezas e decisões difíceis, como repensar o escritório na pandemia. Dessa reinvenção nasceu o serviço atual, alinhado a um novo posicionamento.Participantes:Lucas Vanzin, CoCEO e cofundador, EVEO.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Na hora do rebranding, o show com os Titãs foi cancelado | Nyara Arcieri (Accesstage)
No início de 2020, a Accesstage se preparava para lançar seu novo posicionamento com um grande evento e show dos Titãs, após ouvir clientes e contratar uma consultoria. Com a chegada da pandemia, o plano precisou mudar. A empresa decidiu seguir com o rebranding, adaptando a estratégia às limitações impostas pelo período.Participantes:Nyara Arcieri, Gerente de Marketing e Growth, Accesstage.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Transformação Empresarial: De Subsidiária a Líder de Mercado | Rodrigo Bocchi (Delfia)
Uma conversa inspiradora sobre coragem, visão e transformação. Vindo da área de contabilidade, Rodrigo decidiu empreender mesmo sem recursos financeiros — e, com a ajuda de um banco que era seu cliente, conseguiu comprar a Delfia. Rodrigo compartilha os aprendizados dessa virada de vida, os desafios de assumir uma empresa e como a ousadia moldou o sucesso da Delfia.Participantes:Rodrigo Bocchi, CEO e fundador, Delfia.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Cem classes, uma biblioteca e um feriado | Eric Rocha (Safra)
Durante o desenvolvimento de um novo Internet Banking para um grande banco, a equipe enfrentou um sério problema de desempenho causado por bibliotecas mal implementadas. O sistema estava consumindo mais memória do que o esperado, o que poderia levar a falhas graves em produção. Com um feriado de 4 dias pela frente, a equipe decidiu aproveitar a janela de tempo para corrigir o problema, dividindo as tarefas e realizando testes rigorosos. No final, a solução foi implementada com sucesso, entregando as principais funcionalidades do sistema dentro do prazo. A união do time e o foco no objetivo garantiram o sucesso do projeto.Participantes:Eric Rocha, Executivo de tecnologia para Arquitetura de Softeware, Engenharia de Software e Inteligência Artificial Generativa, Safra.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Dayane Câmara, Gerente de contas, Datum.
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Implante o PIX para amanhã | Ana Beatriz Dala Déa (GPA)
O processo de implementação do PIX foi desafiador desde o início, com pouca clareza sobre seu funcionamento, e nem os próprios bancos estavam completamente preparados para sua adoção. Apesar disso, havia uma pressão significativa para lançar a ferramenta, mesmo que a legislação permitisse ao varejo adotar o sistema em um momento posterior. No entanto, internamente, no Grupo Pão de Açúcar (GPA), existia uma forte pressão para que o PIX fosse lançado simultaneamente com os bancos. Durante a fase de homologação, surgiram problemas técnicos, já que o sistema simplesmente não funcionava como esperado. O cenário se complicou ainda mais quando, durante os testes nas lojas, os QR Codes utilizados no ponto de venda (PDV) não estavam funcionando corretamente, gerando uma grande preocupação. Apesar dos contratempos, a equipe conseguiu ajustar o sistema para que o PIX passasse a funcionar, mas o processo foi marcado por desafios técnicos e pela necessidade de uma rápida adaptação às circunstâncias.Participantes:Ana Beatriz Dala Déa, Gerente de TI, GPA.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.
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Isso é hora de mudar de emprego? | Danielle Fuza (C6)
Mudar de emprego é uma decisão desafiadora, especialmente quando se enfrenta uma fase difícil da vida pessoal. A busca por equilíbrio entre carreira e família pode tornar esse processo ainda mais complexo. Muitas vezes, é necessário reavaliar prioridades e estar disposto a correr riscos. Ao se abrir para novas oportunidades, é essencial contar com o apoio de quem nos cerca e manter a honestidade sobre nossos receios. No final, ser protagonista da própria carreira pode levar a um recomeço mais alinhado com nossos valores.Participantes:Danielle Fuza, Head of Software Engineering, C6.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Nayara Tozo, Gerente de Contas, Datum.
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Tudo pronto para o show — menos os equipamentos | Eduardo Guerra (Guerra Batista Associados)
Num domingo, um advogado recebeu uma ligação urgente: os equipamentos de um grande show estavam retidos na Alfândega. Conseguiu a liberação na Justiça, mas, no aeroporto, o fiscal não tinha como conferir 20 toneladas de carga. Sem alternativa, ele e a equipe literalmente arregaçaram as mangas e ajudaram na verificação.Participantes:Eduardo Guerra, Sócio Fundador, Guerra Batista Associados.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.
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De experiência do cliente à tecnologia | Leonardo Castilho (Grupo Multi)
Em uma reviravolta de carreira notável, um profissional passou de liderar a experiência do cliente para comandar a área de tecnologia em uma empresa renomada. Sua abordagem inicial foi conhecer pessoalmente sua nova equipe, compreendendo que os desafios tecnológicos frequentemente se originam em questões humanas. Com foco nas pessoas, processos e cultura, ele liderou uma transformação bem-sucedida, integrando novas tecnologias e fortalecendo a resiliência organizacional. Esse líder provou que um profundo entendimento humano é crucial para o sucesso tecnológico.Participantes:Leonardo Castilho, CTO e CEX, Grupo Multi.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Dayane Câmara, Gerente de contas, Datum.
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Pediu demissão e se mandou para os EUA | Roberto Spighel (Morar EUA)
Roberto Spighel pediu demissão da empresa familiar, abrindo mão de um bom salário. Diante da incerteza, prometeu à esposa manter a qualidade de vida. Decidiu empreender – e deu certo.Participantes:Roberto Spighel, Fundador, Morar EUA.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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Coworking na hora errada, mas no lugar certo | Mauricio Galhardo (F360)
A ideia era criar um espaço de coworking. Para isso, um casal de empreendedores foi estudar o modelo, comprou um imóvel, usou recursos próprios, levantou empréstimo no banco e abriu as portas. Porém, a pandemia gerou o grande momento "Putz, e agora?". A saída foi, literalmente, olhar para o terreno do vizinho.Participantes:Mauricio Galhardo, Sócio, F360.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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A explosão de demanda do Zé Delivery na pandemia | Marcelo Malcher (Pravaler)
Em 2019, o Zé Delivery experimentava um crescimento exponencial. O foco em tecnologia permitia que sua equipe melhorasse constantemente as entregas. As vendas mensais dispararam de 20.000 para quase 500.000 unidades. Com o advento da pandemia, veio o momento Putz, e agora?. A necessidade de adaptação digital tornou-se universal, acelerando ainda mais o crescimento dessa empresa, inaugurando uma nova era de oportunidades e desafios.Participantes:Marcelo Malcher, Chief Technology Officer, Pravaler.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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No podcast "Putz, e agora?", exploramos aqueles instantes decisivos que definem nossos caminhos, mergulhando nas histórias de gestores que enfrentaram escolhas cruciais. Cada episódio revela a jornada de um gestor por trás de momentos decisivos, compartilhando experiências e aprendizados valiosos sobre lidar com a incerteza e tomar decisões difíceis.
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Cassio Politi
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