Aliadas Podcast podcast artwork

PODCAST · health

Aliadas Podcast

Carolina Duarte e Bárbara Marques, duas psicólogas que estudam gênero e saúde mental, vão compartilhar suas reflexões sobre ser mulher numa sociedade ainda tão desigual e misógina, discutindo temas que atravessam e influenciam a saúde mental de mulheres, trazendo sugestões de como podemos nos cuidar e nos fortalecer individual e coletivamente. Os episódios são quinzenais. Nos encontre no Instagram @aliadaspod ou pelo e-mail [email protected]. Aliadas da sua saúde mental.

  1. 26

    Misoginia

    Misoginia é o ódio, desprezo, aversão ou antipatia às mulheres. Nesse episódio vamos explorar um pouco esse tema a partir de acontecimentos recentes como os movimentos masculinistas nas redes sociais, que se utilizam de velhas ideias e práticas extremamente machistas vendendo-as com uma nova roupagem. O quanto essa crescente onda misógina travestida de auto-ajuda para homens nas redes colabora para o aumento e a manutenção da violência contra às mulheres? De que maneiras podemos nos defender e identificar as armadilhas desse tipo de discurso de ódio? São questões que debateremos nesse episódio, pega seu campari ou sua bebidinha preferida e vem com a gente! Dicas Filme: Entre Mulheres. Livros: Redpill - radicalização e extremismo, de Michele Prado. Seja Homem, a masculinidade desmascarada. JJ Bola. Matérias: Machismo brutal disfarçado de autoajuda - Outras Palavras Como coaches da 'redpill' atraem adeptos na esteira da crise da masculinidade | São Paulo | G1 (globo.com) Xenofobia, intolerância religiosa e misoginia foram os crimes denunciados à Safernet que mais cresceram nas eleições | SaferNet Brasil Como 'red pills' e coaches atraem adeptos na esteira da crise da masculinidade - BBC News Brasil No means no worldwide - não é não no mundo todo. organização global pela prevenção do estupro. No Means No Worldwide Instagram: @livialagatto @claudiacampolina @fran.wt - Rafaela Azevedo @quem.ama.liberta - memorial das vítimas de feminicídio no Brasil. @michele_prado_ba Arte: @biagstudio Edição: @luizpierotti

  2. 25

    Cultura, democracia e saúde mental

    Após um ano intenso, com tantos ataques à democracia, tentando ainda reencontrar um ritmo pós pandemia, percebemos o quanto a cultura e a arte produzem saúde mental. Essa capacidade humana de imaginar, criar, fabular, se expressar artisticamente, metaforizar, está na base da nossa psique. Expressar sentimentos e subjetividades, entrar em contato com o universo criativo do outro, são processos que aumentam nossa potência de vida. Compreendemos a importância da democracia nesse contexto para reverberar esperanças de um processo civilizatório. Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental. DICAS DO EPISÓDIO Exposição Coração na Aldeia, Pés no Mundo - SESC Piracicaba. Exposição Bispo do Rosário, Itaú Cultural. Bloco de carnaval Loucura suburbana - RJ. Rádio Tan Tan, de Santos/SP. Coral Cidadãos Cantantes - SP. Instagram: @daiaratukano e @casadoritmo Documentários: Funk.doc, disponível no HBO max. Axé - Canto de um povo de um lugar, disponível na Netflix. Racionais - das ruas de São Paulo para o mundo, disponível na Netflix. Arte: @biagstudio Edição: @luizpierotti

  3. 24

    Não monogamia: uma perspectiva política

    Descrição  Como você compreende a não-monogamia? Suas relações são hierarquizadas? Quanta autonomia possui quando se relaciona? Nesse episódio vamos discutir sobre esse tema tão presente em relações abusivas e que quase não falamos sobre esse sistema de opressão. Nossa convidada Mariana Matos @marimatos___ traz excelentes reflexões para provocar e deslocar a forma como aprendemos a nos relacionar nesse sistema colonial, patriarcal, racista e capitalista. Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental.  Dicas  Instagram: @naomonoemfoco @afetosinsurgentes @genipapos @coralherreragomez Livros: O desafio poliamoroso, de Brigitte Vasallo Abrir amores, fechar fronteiras, de Brigitte Vasallo.  AURORA: MEMÓRIAS E DELÍRIOS DE UMA MULHER DA VIDA, Joel Birman e Silvana Jeha. Teria King Kong, de Virginie Despentes. Textos:  Imaginando mundos: e se o amor (colonial) não existisse? De Geni Núñez. O que a não monogamia tem a ver com as amizades? De Mariana Bastos. Outras Mamas episódio 131:  Artesania dos afetos, com Geni Núñez. Arte: @biagstudio Edição: @luizpierotti

  4. 23

    Luta Antimanicomial e Feminismo

    O que é a luta antimanicomial e como o feminismo se entrelaça com essa luta? Maio é o mês da luta antimanicomial, e esse tema tão relevante muitas vezes acaba circulando apenas entre pessoas e profissionais da área de saúde mental. Porém a pauta antimanicomial é uma questão que envolve a vida de todos nós, pois a lógica dos manicômios está presente em nossa sociedade e na maneira como todos nós construímos nossa ideia de como funciona o cuidado em saúde mental. Segregar pessoas diagnosticadas com transtornos mentais, seja nos antigos manicômios ou nas atuais “comunidades terapêuticas”, seja pela contenção medicamentosa excessiva, a lógica ainda se preserva nos dias atuais. Vem com a gente conhecer um pouquinho mais dessa luta tão necessária. Dicas: Filmes: Nise: O coração da loucura Olhar de Nise  Imagens do Inconsciente (documentário) O Baile das Loucas Livro: “Mulher, loucura e sociedade” de Franca Basaglia Artigo: “Holocausto ou Navio Negreiro?”: inquietações para a Reforma Psiquiátrica brasileira” Rachel Gouveia Passos. Blog: Girls in Green https://girlsingreen.net Instagram: @carol_gduarte @mulhereseloucura @girlsingreen Edição: @luizpierotti Arte: @biagstudio

  5. 22

    Mães possíveis

    Mães perfeitas, suficientes ou péssimas mães? Quais as possibilidades de maternar atualmente? E quais os maiores desafios? É preciso uma aldeia inteira para se criar uma criança, diz um provérbio africano. Mas como acontece de verdade hoje, aqui e agora? Nesse episódio conversamos com a psicóloga corporal Mariana Lara (@oimarialara). Vem com a gente. As Aliadas da sua saúde mental! Dicas Instagram: @maespeladiversidade; @rabugentosciateatral, com a Peça Flor do Deserto. Podcasts: Corpo Guiança, episódio “Como adultas sobreviventes do narcisismo materno podem fortalecer sua existencia”; @podcastpaispretos. @criarcomasas  Livros: A Maternidade e o encontro com a própria sombra, de Laura Gutman. O Exército de uma mulher só, de Thaiz Leão.  Filmes:  A Partida. A filha perdida. ---------- Arte: Bianca Gonçalves (@ilustrasdabia_) Edição: Luiz Pierotti (@luizpierotti)

  6. 21

    Direitos sexuais e reprodutivos

    Ter direitos e garantias sobre o próprio corpo e sobre as formas de viver e expressar nossa sexualidade de maneira autônoma. Ter acesso a uma rede de cuidados e informação sobre saúde reprodutiva e sexualidade. Tudo isso faz parte dessa temática tão importante, e ao mesmo tempo tão negligenciada atualmente no nosso país. O que o patriarcado tem a ver com isso? Porque é tão difícil a construção da autonomia sobre nossos corpos? Vem passar raiva com a gente, mas também pensar juntas saídas e possibilidades! Dicas:   Filmes:  Absorvendo o tabu O aborto dos outros Fundamentos do Prazer - documentário Netflix.  Livro e série:  O Conto da Aia - Margareth Atwood   Podcast Caso Alyne Pimentel: 20 anos - Portal Catarinas.   Instagram:   @ciclosdevenus  @ascatolicas   Relatório UNICEF sobre Pobreza Menstrual: dignidade-menstrual _ relatório-unicef-unfpa _ maio 2021.pdf

  7. 20

    Longevidade: como cuidar da minha futura velha?

    Em qual lugar colocamos a velhice? É algo que vemos como positivo ou negativo? Nesse episódio refletimos junto com nossa convidada Candice Pomi, que é psicóloga, pesquisadora e especialista em gerontologia e fundadora do perfil @beyond.age, sobre os aspectos físicos, psicológicos, relacionais e espirituais desse processo de envelhecer. É muito importante nos planejarmos para esse destino, perguntando qual a velha que queremos ser? Aqui defendemos o uso da palavra velha, que como disse a Elaine Brum: “a palavra e o ser/estar de um tempo que, se tivermos sorte, chegará para todos”. Vem com a gente, as Aliadas da sua saúde mental. DICAS “A velhice sofreu uma cirurgia plástica na linguagem”, texto de Eliane Brum publicado no Portal Geledés, em 08/03/2014. Série:. A sabedoria do tempo - com Papa Francisco. Livros: “A morte é um dia que vale a pena ser vivido” e “Pra vida toda valer a pena viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes. Ikigai Filme: Ponyo - uma amizade que veio do mar.

  8. 19

    Por que ainda lutamos?

    Mais um Dia Internacional das Mulheres e nos questionamos, por que ainda lutamos? São tantos os desafios vivenciados em uma cultura misógina e patriarcal, que ainda buscamos reunir forças refletindo e enfrentando as diversas formas de violência que nos atingem. Nossa potência pautada na sororidade é o fio condutor desse episódio, pois sem promoção da igualdade de gênero não haverá futuro sustentável. Seguimos transformando essa realidade, atentas e fortes! Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental.

  9. 18

    Saúde mental das pessoas LGBTQIAP+

    Apesar das pessoas LGBTQIAP+ terem conquistado visibilidade e cada vez mais ocuparem espaços sociais, ainda é cotidiana a luta contra estigmas, discriminação e preconceitos, enfrentando todos os tipos de violência. Compreender esse contexto é fundamental para construirmos uma sociedade diversa e que respeita todas as formas de expressões da identidade de gênero e das sexualidades afetivas. Para esse episódio convidamos a psicóloga feminista Paloma Galvão, que traz reflexões sobre a terapia afirmativa, o necessário acolhimento dessas pessoas e como o preconceito e rejeição podem impactar a sua saúde mental. Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental. Instagram: @psicopalomagalvao Dicas: Livro: Terapia Afirmativa: uma introdução à psicologia e à psicoterapia dirigida a gays, lésbicas e bissexuais.  Jogo: Vamos falar de LGBTI+: 100 perguntas para refletir sobre quem é você. Filmes: Manhãs de Setembro e Circumstance. Músicas: Amour Censure, de Hoshi; As Baías, Bia Ferreira e Majur. Instagram: @mairareiss; @a_ceu_aberto; @maespeladiversidade Arte: Bianca Gonçalves @biagstudio Edição: Luiz Pierotti @luizpierotti

  10. 17

    Ciclos

    Qual o significado dos fins e recomeços para você? Você conhece e tem respeitado seus tempos? Quando falamos sobre ciclos estamos olhando para a impermanência das coisas, fato imutável e inerente, mas tão difícil de ser vivenciado na maior parte das vezes. Deixar ciclos que já terminaram é um desafio principalmente quando atribuímos um valor negativo ao fim. compreender a natureza dos processos de vida-morte-vida é deixar certas coisas morrerem e dar espaço para que novas experiências possam surgir. Afinal, onde há começo, há fim! Coragem e aceitação é o que propomos neste episódio. Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental! Arte: Bianca Gonçalves @biagstudio Edição: Luiz Pierotti @luizpierotti

  11. 16

    Saúde mental das mulheres negras

    Você acredita que o racismo impacta na subjetividade das pessoas pretas? Por que é importante olhar para as especificidades do processo de adoecimento e saúde mental das pessoas pretas? Neste episódio vamos conversar sobre saúde mental das mulheres negras e as implicações do racismo e do colonialismo sobre as subjetividades dessas pessoas. Para essa conversa convidamos Elaine Machado (@coletivodembwa), mulher preta, psicóloga, mestra pela UFCSar, atua na área da educação e clínica, fundadora e integrante do Coletivo Dembwa, que oferece atenção em saúde mental para a população preta da cidade de Sorocaba/SP e região. Foi uma conversa riquíssima, vem com a gente ouvir e refletir sobre esse tema tão necessário. Dicas: Filmes: Vênus Negra. Um dia com Gerusa Livros: Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidiano - Grada Kilomba. Eu, Tituba, Bruxa negra de Salém - Marise Conde O Espírito da Intimidade - Sobonfu Some Instagram: @coletivodembwa @projeto_enegrecendo @yonidaspretas e @yogamarginal Música: Virginia Rodrigues e Tiganá Arte: Bianca Gonçalves @biagstudio Edição: Luiz Pierotti @luizpierotti

  12. 15

    Invisibilidade das Mulheres - A quem interessa?

    Invisibilidade das Mulheres - A quem interessa? Ao longo da história da humanidade, quantas mulheres tiveram seus feitos, conquistas e histórias invisibilizadas, apagadas ou diminuídas? Neste episódio nos propomos a trazer a história de algumas dessas mulheres com a intenção de relembrar e honrar suas trajetórias, nos inspirando naquelas que vieram antes de nós e abriram muitos caminhos, nas artes, nas ciências, guerras, e em alguns dos mais importantes momentos da nossa história. Vem com a gente conhecer algumas dessas incríveis mulheres! Dicas do episódio:  Livros: “A Criação do Patriarcado”, de Gerda Lerner “História das Mulheres no Brasil'', de Mary Del Priore. “Chapeuzinho Esfarrapado e outros contos feministas do folclore mundial”, de Ethel Johnston Phelps “Histórias de ninar para garotas rebeldes”, vários autores Filmes:  Torre das Donzelas Nise, coração da loucura.  Documentário “Feminino Cangaço”: https://www.youtube.com/watch?v=wsTCQ7LOeds   Podcasts:  Descansa, Monalisa!, episódio Mulheres e arte. Olhar à Veras, episódio História das Mulheres, com Suzana Veiga. Arte: Bianca Gonçalves @biagstudio Edição: Luiz Pierotti @luizpierotti

  13. 14

    Masculinidades

    Homens não choram, são brutos, não cuidam da saúde, não levam desaforo para casa e estão sempre prontos para o sexo. Em sociedades machistas, essas frases permeiam a cultura e são introjetadas enquanto um ideal de masculinidade hegemônica baseado em modelos e papéis sociais orientados por uma visão patriarcal hegemônica,  na qual são valorizados determinados comportamentos associados ao masculino, inferiorizando os femininos. Os efeitos disso tudo em termos de saúde mental são enormes e nocivos para as mulheres, mas para os homens também, principalmente no que diz respeito à violência gerada. Que tal debatermos sob a perspectiva interseccional as masculinidades, performances estéticas, mitos e estereótipos produzidos com nosso convidado Marco Pereira? Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental. Dicas do episódio:   Filmes: The mask you live in. Moonlight. O silêncio dos homens. Precisamos falar com homens? Documentário da ONU Mulheres.  #repenseoelogio Instagram: @fabiosssousaa @papodehomem Livros: “Erguer a voz”, de bell hooks. “Diálogos Contemporâneos sobre homens negros e masculinidade”,de Henrique Restier.

  14. 13

    Prazer e culpa

    Você sabe o que te dá prazer? Culpa e mulheres caminham de mãos dadas? Essas questões foram  disparadoras da nossa conversa nesse episódio, onde exploramos desde Pandora e Eva, a culpabilização das mulheres como portadoras de todo mal e pecado e o quanto essas ideias, que são a base da nossa sociedade, ainda interferem na nossa capacidade de nos permitir experimentar prazeres diversos de uma maneira mais livre e fluida. Também falamos sobre dicas e sugestões de como podemos aos poucos ir nos livrando das amarras da culpa, para alcançar uma vida mais plena, criativa e prazerosa. Vem com a gente? Dica Aliada:  Filme: Tudo sobre a minha mãe, de Pedro Almodóvar.  Instagram: @prazerela Livros: Usos do erótico: o erótico como poder, de Audre Lorde.  Prazer, uma abordagem criativa da vida, de Alexander Lowen. Vagina, uma biografia, de Naomi Wolf.   A negação da vagina, de Karen Horney.     Edição: Luiz Pierotti @luizpierotti Arte: Bianca Gonçalves @biagstudio

  15. 12

    Sobre o luto

    O luto é uma vivência que todos/as experimentamos ou vamos experimentar algumas vezes durante nossa existência, mas que ainda é tratado como um grande tabu. Viver a experiência da perda de alguém que amamos é experimentar a perda das certezas e da vida tal qual a conhecíamos antes da partida desta pessoa. Essa perda envolve uma gama de sentimentos profundos, os quais têm muito pouco espaço de existir no nosso modo de vida capitalista e utilitarista. Nesse episódio tivemos uma profunda conversa com a psicóloga e psicanalista Mariana Sanchez, na qual pudemos falar sobre escuta, rituais de despedida, significados e sentidos que damos para a morte, e da importância de termos espaços verdadeiros de acolhimento para pessoas que estão em processo de luto. Esperamos que esse episódio possa de alguma maneira abraçar ouvintes que estejam vivendo algum tipo de luto, e que possa ajudar todos/as nós a transformar um pouquinho a maneira como lidamos com a morte. Dicas: Livros :  Notas sobre o luto, de Chimamanda Ngozi Adichie.                                                 Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico, de Vladimir Safatle, Nelson da Silva Junior e Christian Dunker.  O homem e a Morte - Edgar Morin  História da Morte no Ocidente: da Idade Média aos nossos dias - Philippe Ariès O mal estar da pós modernidade - Zygmunt Bauman  Luto e Melancolia - Freud Sobre a morte e o morrer - Elisabeth Kübler-Ross Morte e desenvolvimento humano - Maria Julia Kovács  A morte é um dia que vale a pena Viver. Ana Claudia Quintana Arantes Filmes: O escafandro e a borboleta.                         Dois dias e uma noite A partida Contas do Instagram: @infinito.etc @paliativas _ Edição: Luiz Pierotti (@luizpierotti) Arte: Bianca Gonçalves (@ilustrasdabia_)

  16. 11

    Amizade entre mulheres

    Imagina o que aconteceria se a sociedade potencializasse a amizade entre mulheres? Se preservamos laços de amizade que nos nutrem, apesar da sociedade muitas vezes afirmar que não existem, forçando-nos a acreditar que nós mulheres somos rivais, competitivas, fofoqueiras e más amigas, vale lembrar que isso não é natural, mas sim uma estrutura cultural característica do patriarcado. As práticas de amizade exercidas pelas mulheres podem contribuir para a construção de relações intersubjetivas mais livres, solidárias e múltiplas. Que tal refletirmos sobre nossa amizade? Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental.  DICAS Filme: Thelma e Louise. Livros: Capítulo Gossip, de Mulheres e Caça às Bruxas, de Silvia Federici.  A invenção das mulheres, de Oyèronké Oyêwumí. Podcast: Calma Gente Horrível Edição: Luiz Pierotti (@luizpierotti) Arte: Bianca Gonçalves (@ilustrasdabia_)

  17. 10

    A idade e suas crises

    Quem nunca passou por crises de idade? Quantas neuras temos em cada transição de década? A tal maturidade que a mulher sente é um processo que costuma ser invisibilizado em nossa sociedade. Muitas vezes nos damos conta que o tempo está passando somente quando nos deparamos com comentários ou situações em nosso corpo que nos fazem olhar para como o tempo imprimiu em nossas mentes e corpos tantas experiências que constituem nossos saberes.  No episódio “A idade e suas crises” vamos bater um papo sobre esse tema com nossa convidada Maria Teresa Ferreira, mãe do Davi, feminista negra, podcaster do Enegrecendo (@projeto _enegrecendo) e hoje tentando entender a vida para superar as crises da existência.  Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental. DICAS Podcasts: 50 crises e As Perennials. Instagram: @avosdarazao Filme: Tomates verdes fritos. Série: Grace e Frank. Documentário: Sobre Nós, disponível no Globo Play. Livro: A ciranda das mulheres sábias, da Clarissa Pinkola Estés.  Música: Baila comigo, da Rita Lee. Edição: Luiz Pierotti (@luizpierotti) Arte: Bianca Gonçalves (@ilustrasdabia_)

  18. 9

    Usos da Raiva

    Sentimos raiva? Sim. Mas será que nos sentimos autorizadas a expressar nossa raiva? Neste episódio vamos conversar sobre essa emoção que nem sempre é fácil reconhecê-la e, tampouco liberá-la, já que fomos subjetivadas durante a vida a silenciarmos e a nos comportarmos direito. Afinal, corpos dóceis e gentis são mais facilmente controlados. Disse Audre Lorde: “Toda mulher tem um arsenal bem guardado de raiva potencialmente útil contra aquelas opressões, pessoal e institucional, que fez com que aquela raiva existisse”. A raiva é uma energia que nos mobiliza em direção de algo. O lado bom de expressar nossa raiva e canalizá-la de forma eficaz sem se queimar é movimentar nossa energia criativa visando uma transformação.  Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental.  DICAS Artigo: Os usos da raiva: mulheres respondendo ao racismo, de Audre Lorde. Livros: Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento, de Patrícia Hill Collins. Quem Pode Falar? Falando do Centro, Descolonizando o Conhecimento, capítulo 2, em Memórias da Plantação, de Grada Kilomba. A demarcação do território: Limites da Raiva e do Perdão (conto urso da meia lua), cap. 12, em Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés. A psique do corpo. A dimensão simbólica da doença, de Denise Gimenez Ramos. Filmes: What Happened, Miss Simone? e Estamira.  TED Soraya Chemaly: O Poder da Raiva das Mulheres. Podcast Mamilos, episódio Raiva. Edição: Luiz Pierotti (@luizpierotti) Arte: Bianca Gonçalves (@ilustrasdabia_)

  19. 8

    Esse tal patriarcado

    Falar sobre o patriarcado é tão complexo quanto necessário para entender como esse sistema de dominação-exploração e opressão social de mulheres historicamente se organiza e é sustentado até os dias atuais em nossa sociedade em diversos âmbitos, inclusive nas leis, atravessando nosso modo de ser no mundo. É impossível não refletir sobre o capitalismo e patriarcado, compreendendo como a mercantilização e objetificação do corpo das mulheres foram se constituindo ao longo de décadas. Fato que as questões de gênero estão presentes no adoecimento psíquico, portanto, é muito importante debater essa articulação no sentido de desnaturalizá-las e pensar novas formas de construir o projeto de sociedade que desejamos. Somente através da informação podemos provocar as rachaduras no patriarcado. Avante, aliadas! DICAS Séries: Handmaid's Tale (O conto da Aia), de Margareth Atwood; Coisa Mais Linda e Nada Ortodoxa.  Filme: A fonte das mulheres (La Source des Femmes, 2011), coproduzido por França, Bélgica e Itália e dirigido pelo romeno Radu Mihaileanu. Podcast: Outras Mamas - Episódio Patriarcado do Salário. Livros:  Gênero, Patriarcado e Violência, de Heleieth SAFFIOTI.  Calibã e a Bruxa - Mulheres, Corpo Acumulação Primitiva, de Silvia Federici. Eu, Tituba: Bruxa negra de Salem, de Maryse Condé. A Criação do Patriarcado: História da Opressão das Mulheres pelos Homens. de Gerda Lerner Edição: Luiz Pierotti (@luizpierotti) Arte: Bianca Gonçalves (@ilustrasdabia_)

  20. 7

    Solidão e solitude

    "A gente vive muito em voz alta. Mas, às vezes, a gente não se ouve”, já dizia Guimarães Rosa. Quando falamos sobre solidão e solitude será que sabemos a diferença entre ambos? A solidão pode ter a ver com falta de identificação, pertencimento, desconexão social e diz muitas vezes sobre sentimentos de dor e esvaziamento, mesmo estando diante de uma multidão a pessoa pode se sentir sozinha. Já a solitude é uma escolha consciente e inerente à condição estrutural humana, pois nascemos e morremos solitários/as. Para chegar nela perpassamos um grande desenvolvimento pessoal em que há um sentimento profundo de conexão consigo mesmo e com os outros, diferenciando ambos. Se não aprendemos a lidar com a nossa solidão, dissolvemo-nos na inconsciência da coletividade e corremos inclusive o risco de nos submetermos a relacionamentos abusivos. Então, refletir sobre o que há de potencialidade e de risco nessa capacidade de eu estar sozinha/o, de pensar criticamente com a própria cabeça, de desfrutar da própria companhia nessa experiência de desenvolvimento é fundamental. Vem com a gente refletir sobre o assunto. Viver exige pausas! Dicas do episódio: Livro do Karnal: O dilema do Porco Espinho Filmes: Wall-E, Náufrago e Her, de Spike Jonze.  Vídeo da Casa do Saber em que a psicanalista Maria Homem reflete sobre solidão e solitude: https://www.youtube.com/watch?v=4eyz5-uNGMA Edição: Luiz Pierotti (@luizpierotti) Arte: Bianca Gonçalves (@ilustrasdabia_)

  21. 6

    Desromantizando a Maternidade

    Toda mulher precisa ser mãe para se sentir completa? Ser mãe é uma escolha? Neste episódio vamos refletir sobre a maternidade, sobretudo a compulsória, trazendo o desejo ou não de ser mãe e a importância de dar visibilidade ao mal estar da maternidade. Entendemos que o problema da maternidade está mais relacionado à instrumentalização que o patriarcado fez dela e como os homens são desresponsabilizados da paternidade. Se antes mulheres já estavam cansadas, hoje com a pandemia beiram o esgotamento físico e mental. Sob o ponto de vista feminista, o que se deve fazer é romper com o dispositivo materno, ou seja, com essa imposição de que toda mulher deve ser mãe e, cuidar dentro de padrões ideiais inatingíveis, para se sentir realizada. Desromantizar a maternidade passa por entender que para além de cuidadoras, mães são mulheres seres políticos e sociais, ativas e potentes, então, não se trata de uma essência, mas da naturalização de processos socioculturais. Vamos juntas encontrar coletivamente soluções políticas, econômicas e culturais diante desta estrutura? Vem com a gente! Dicas do episódio Livros: Deslocamentos do feminino, de Maria Rita Kehl.  Calibã e a Bruxa, de Silvia Federici.  Um amor  conquistado, o mito do amor materno, de Elizabeth Batinder. Estudo “Sem parar: o trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, promovido pelas organizações Gênero e Número e SempreViva Organização Feminista. link:  http://mulheresnapandemia.sof.org.br/ Instagram: @maespeladiversidade Mãe na pandemia - single de @juliatizumba e-book do Think Eva “Mães na pandemia” - @think.eva Filmes: O Que Esperar Quando Você Está Esperando (2012), Kirk Jones.

  22. 5

    Autoimagem e corporalidade: o mito da beleza

    Cada sociedade em cada época tem seu modelo de corpo a ser representado. Sabemos que esse processo de constituição do corpo influencia e compõe a subjetividade da mulher, podendo estruturar como seu modo de existir no mundo e as suas relações. As concepções acerca do corpo e da subjetividade feminina desde o patriarcado até aos dias atuais, permeada numa sociedade de consumo, do espetáculo, do narcisismo são expressões da cultura contemporânea na qual o corpo feminino é mostrado como a expressão do corpo-beleza cujo padrão sempre será inatingível, produzindo adoecimento psíquico, dominação e repressão.  Não é nada fácil lutar contra o modelo de corpo feminino imposto pelo mercado de consumo e pelas mídias para conservar a própria singularidade de cada mulher, descontruir tudo que nos imposto significa desenvolver um pensamento mais crítico acerca dos padrões de corpo, de subjetividade e de comportamento socialmente esperados. Mesmo após tantas conquistas das mulheres em diversos setores, será que podemos nos sentir livres? Vem com a gente. As Aliadas da sua saúde mental. Dicas: Instagram: @estudosdocorpogordo @tamanhogorda_ @missgburlesca @movimentocorpolivre Música:  Miss Beleza Universal, de Doralice. Livros: O Mito da Beleza, de Naomi Wolf. Pare de se odiar, de Alexandra Gurgel. Mapeando el corpo território: https://miradascriticasdelterritoriodesdeelfeminismo.files.wordpress.com/2017/11/mapeando-el-cuerpo-territorio.pdf Filmes:  Felicidade por um fio.  Sexy por acidente. La Cinta que Envuelve una Bomba – documentário sobre Frida Kahlo. Artigos:  MATOS, M. I. S.; SOIHET, R. (Org.). O corpo feminino em debate. São Paulo: UNESP, 2003. p. 13-27. Angeli, D. Uma breve história das representações do corpo feminino na sociedade. Revista Estudos Feministas, 12 (2), 243-245, maio/agosto, 2004.  BORIS, G. D. J.; CESÍDIO, M. H. Mulher, corpo e subjetividade: uma análise desde o patriarcado à contemporaneidade. Revista Mal-Estar e Subjetividade, Fortaleza, v. VII, n. 2, p. 451-478, set/2007.

  23. 4

    Autossabotagem e Síndrome da Impostora

    Quantas possibilidades de ser e de existir que sabotamos ao longo da nossa vida, ou que nos foram interrompidas ou não incentivadas? No episódio de hoje vamos bater um papo sobre processos de autossabotagem e síndrome da impostora. Você pode até não ter ouvido ainda esse termo, porém, provavelmente em algum momento da vida já pode ter tido a auto percepção que não era qualificada o suficiente para realizar determinada atividade ou projeto, se sentindo uma fraude. Isso vai além do ambiente de trabalho, portanto nossas reflexões serão no sentido de reconhecermos os processos de autossabotagem não sob o ponto de vista patológico, como uma síndrome, porque senão podemos incorrer no discurso de culpabilizar de forma individual a mulher por se sentir dessa maneira.  Que tal respeitarmos nossos limites, assumirmos nossas vulnerabilidades para que valorizemos nossos fluxos e ciclos de produtividade e criatividade? Vem com a gente! Dicas do episódio: Podcast Chá com a impostora. A coragem de ser imperfeito - Brené Brown Sociedade do Cansaço - Byung chul han Feminismo para os 99% Um manifesto - Cinzia Arruda, Tithi Bhattacharya Nancy Fraser Gigantesca, música de Mariana Volker. Capitu - rapper de Portugal. Campanha “Close the Dream Gap”. Podcast editado por: Luiz Pierotti (@luizpierotti)

  24. 3

    Amor e relacionamentos

    Quando você está se relacionando com alguém, você se esquece de você? A reflexão sobre amor e relacionamentos para mulheres inseridas em uma cultura patriarcal marcada socialmente por vínculos afetivos e relações desiguais de poder fundadas sob o prisma do machismo, racismo, sexismo, e da heteronormatividade compulsória, produz efeitos na saúde mental, podendo gerar uma dependência emocional e de necessidade de aprovação do outro. Desde pequenas vão sendo introjetados valores e regras nesse tipo de cultura, constituindo nossa subjetividade. Porém, esse dispositivo amoroso configura uma certa forma de amar que vulnerabiliza as mulheres. Convidamos todes a refletir conosco: outras formas de se relacionar são possíveis? DICAS LIVROS E ARTÍGOS: Mulheres que correm com os lobos, da Clarissa Pinkola Estés. Erguer a voz, de bell hooks. Vivendo de amor, da bell hooks. O Espírito da Intimidade, Sobonfo Somé. Artigo Original: Use of the Erotic: The Erotic as Power, in: LORDE, Audre. Sister outsider: essays andspeeches. New York: The Crossing Press Feminist Series, 1984. p. 53-59. Tradução feita por Tatiana Nascimento dos Santos – Dezembro de 2009, retirada do Zine “Textos escolhidos de Audre Lorde”. Gênero, subjetivação e perspectivas feministas, organizado por Edlene Silva; Susane Oliveira e Valeska Zanello. Eu dançava sozinha. Mari Matos. Nosotros Editorial. (@marimatos___) AUDIOVISUAL Série: Crazy ex girlfriend. Filme: História de um casamento. Episódio editado por:@luizpierotti

  25. 2

    Autocuidado como política de sobrevivência

    Quanto do seu tempo tem sido dedicado à você mesma? Do que você tem se nutrido? A pandemia tem mostrado cada vez mais a importância dos cuidados na vida cotidiana e como a economia explora as mulheres, já dizia Silvia Federici. Estamos cansadas e em crise. Neste episódio vamos debater o Autocuidado sob uma perspectiva feminista, humanizada e desvinculada do consumo de produtos e serviços. Afinal, se o amor é político o auto amor é revolucionário! Sabemos também que é um processo, um aprendizado de vida para as mulheres que foram educadas historicamente para cuidar dos outros. A revolução começa quando o cuidar de si não vem para agradar os outros, mas sim à si mesma realizando ações que priorizem seus interesses na vida. Ele é coletivo, portanto, não dá para individualizar, culpabilizar somente a mulher. A ideia é construir redes de apoio e relações de afeto, são esses laços de confiança, que podem proporcionar o compartilhamento de alegrias e angústias, nos fortalecendo. Vem com a gente! As Aliadas da sua saúde mental. Dicas de leituras: Livro Calibã e a Bruxa, de Silvia Fererici. Livro Mulheres que correm com os lobos, da Clarissa Pinkola Estés.  Relatório Tempo de cuidar: o trabalho de cuidado não remunerado e mal pago e a crise global da desigualdade, OXFAM, 2019. Disponível em: https://www.oxfam.org.br/justica-social-e-economica/forum-economico-de-davos/tempo-de-cuidar/ O Livro da Saúde das Mulheres Negras: Nossos Passos Vêm de Longe. Werneck, Jurema; Mendonça, Maisa; White, Evelyn C. (Org.) Rio de Janeiro, Pallas: Criola, (2000). Que Sentido Tem a Revolução Se Não Podemos Dançar? Fundo de Ação Urgente pelos Direitos Humanos das Mulheres, Jane Barry e Jelena Djordjevic, EUA, (2007). CÁRDENAS, Ana María Hernández, MÉNDEZ, Nallely Guadalupe Tello. Autocuidado como Estratégia Política. SUR – Revista Internacional de Direitos Humanos – Edição 26, 2017. Disponível em: https://sur.conectas.org/o-autocuidado-como-estrategia-politica/ Fundo de Ação Urgente – América Latina e Caribe. Disponível em: https://fondoaccionurgente.org.co/ Documentos internos. Coletivo Feminista de Autocuidado e Cuidado entre Ativistas. Autocuidado: a próxima fronteira do feminismo (e que deveria ser estendida a todas as mulheres). Helena Bertho. Disponível em: https://www.geledes.org.br/autocuidado-a-proxima-fronteira-do-feminismo-e-que-deveria-ser-estendida-a-todas-as-mulheres/ Re-pensando proteção, autocuidado e segurança de mulheres defensoras de direitos humanos a partir da perspectiva feminista e de mulheres negras. Disponível em: http://themis.org.br/re-pensando-protecao-autocuidado-e-seguranca-de-mulheres-defensoras-de-direitos-humanos-partir-da-perspectiva-feminista-e-de-mulheres-negras/

  26. 1

    A Medicalização

    Como nós mulheres estamos lidando com os sofrimentos da vida? Diante de um mundo que nos exige produtividade, impõe padrões e performances humanamente inatingíveis, um número cada vez maior de mulheres tem buscado em cápsulas a fórmula para suportar as dores da própria vida. Sabemos que a medicação é responsável por muitos benefícios, porém, quando essa medicação serve para silenciar um problema social, ela vem em grande quantidade e pode ter resultados que prejudicam e até mascaram os reais problemas detrás dos sintomas. Nesse sentido, a medicalização excessiva ao corpo da mulher pode se tornar uma violência de gênero. Afinal, quanto isso implica em nossas vidas, no nosso cotidiano, nas nossas escolhas e autonomia? Dicas do episódio: CAPONI, Sandra. Uma sala tranquila: neurolépticos para uma biopolítica da indiferença. São Paulo: Liber Ars; 2019. DEL PRIORE, Mary. Ao Sul do Corpo: condição feminina, maternidades e mentalidades no Brasil Colônia. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1993. MARTINS, Ana Paula Vosne Martins. A ciência dos partos: visões do corpo feminino na constituição da obstetrícia científica no século XIX. Rev. Estud. Fem., v.13, n.3, p.645-6, 2005.   MENDONCA, Reginaldo Teixeira; CARVALHO, Antonio Carlos Duarte de. O consumo de benzodiazepínicos por mulheres idosas. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.), Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, ago.  2005. RAGO, Elisabeth Juliska. A ruptura do mundo masculino da medicina: médicas brasileiras no século XIX. Cad. Pagu, v.15, p.199-225, 2000. ROHDEN, Fabíola. Uma ciência da diferença: sexo e gênero na medicina da mulher. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2001.         VIEIRA, E. M. A medicalização do corpo feminino. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003. Filme: Nise – O coração da loucura.

  27. 0

    Mulheres e loucura

    Quem nunca foi chamada de louca? As mulheres são naturalmente mais propensas a desequilíbrios emocionais? Neste primeiro episódio vamos falar sobre a relação das mulheres com a loucura. Sempre subjugadas do ponto de vista de sua saúde mental, as mulheres que não se encaixam nas normas sociais vigentes, foram e ainda são patologizadas, silenciadas e submetidas a intervenções após diagnósticos. Uma vez estigmatizadas, as mulheres tornam-se vulneráveis, podendo perder sua autonomia. Como ainda estamos sujeitas a intervenções de toda ordem, daremos visibilidade ao tema através de histórias reais, para que nunca mais se repitam. Dicas do episódio: Livros: Holocausto Brasileiro, da Daniela Arbex. Professora Valeska Zanello: Saúde Mental e Gênero / Saúde Mental, Gênero e Dispositivos: cultura e processos de subjetivação.  Livros e lives das professoras Rachel Gouveia e Melissa de Oliveira Pereira. Instagram: @feminismoantimanicomial @mulhereseloucura ENGEL, Magali. Psiquiatria e Feminilidade. In: DEL PRIORE, Mary (Org). História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2006. p. 322-361. GARCIA, Carla Cristina. Ovelhas na névoa: um estudo sobre as mulheres e a loucura. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1994. SANTOS, Walkyria Chagas da Silva. A mulher negra brasileira. Revista África e Africanidades, Rio de Janeiro, ano 2, n. 5, p. 1-5, maio 2009. Silva, Thaiga Danielle Momberg, & Garcia, Marcos Roberto Vieira. Mulheres e loucura: a (des)institucionalização e as (re)invenções do feminino na saúde mental. Psicologia em Pesquisa, 13(1), 42-52. 2019.

  28. -1

    Somos o Aliadas Podcast

    Carolina Duarte e Bárbara Marques, duas psicólogas que estudam gênero e saúde mental, vão compartilhar suas reflexões sobre ser mulher numa sociedade ainda tão desigual e misógina, discutindo temas que atravessam e influenciam a saúde mental de mulheres, trazendo sugestões de como podemos nos cuidar e nos fortalecer individual e coletivamente. Os episódios são quinzenais. Nos encontre no Instagram @alia.saberescoletivos ou pelo e-mail [email protected]. Aliadas da sua saúde mental.

Type above to search every episode's transcript for a word or phrase. Matches are scoped to this podcast.

Searching…

We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.

No matches for "" in this podcast's transcripts.

Showing of matches

No topics indexed yet for this podcast.

Loading reviews...

ABOUT THIS SHOW

Carolina Duarte e Bárbara Marques, duas psicólogas que estudam gênero e saúde mental, vão compartilhar suas reflexões sobre ser mulher numa sociedade ainda tão desigual e misógina, discutindo temas que atravessam e influenciam a saúde mental de mulheres, trazendo sugestões de como podemos nos cuidar e nos fortalecer individual e coletivamente. Os episódios são quinzenais. Nos encontre no Instagram @aliadaspod ou pelo e-mail [email protected]. Aliadas da sua saúde mental.

HOSTED BY

Aliadas Podcast

CATEGORIES

Frequently Asked Questions

How many episodes does Aliadas Podcast have?

Aliadas Podcast currently has 28 episodes available on PodParley. New episodes are automatically indexed when they're published to the podcast feed.

What is Aliadas Podcast about?

Carolina Duarte e Bárbara Marques, duas psicólogas que estudam gênero e saúde mental, vão compartilhar suas reflexões sobre ser mulher numa sociedade ainda tão desigual e misógina, discutindo temas que atravessam e influenciam a saúde mental de mulheres, trazendo sugestões de como podemos nos...

How often does Aliadas Podcast release new episodes?

Aliadas Podcast has 28 episodes. Check the episode list to see recent publication dates and frequency.

Where can I listen to Aliadas Podcast?

You can listen to Aliadas Podcast on PodParley by clicking any episode. We provide an embedded audio player for direct listening, and you can also subscribe via your preferred podcast app using the RSS feed.

Who hosts Aliadas Podcast?

Aliadas Podcast is created and hosted by Aliadas Podcast.
URL copied to clipboard!