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Podcast Teologia pra Gente

Devocionais bíblicos diários que nos ajudam a conhecer a palavra de Deus e o Deus da palavra.

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  1. 1195

    COMO UM SALVO DEVE ENFRENTAR AS ADVERSIDADES DESTA VIDA

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 17/08/2026                                                                                  TÍTULOCOMO UM SALVO DEVE ENFRENTAR ASADVERSIDADES DESTA VIDATEXTO Os chamados salmos de romagem sãoimportantes a vida do salvo no sentido em que demonstram como Deus deseja queestes enfrentem as circunstâncias que também fizeram parte da experiência dossalvos no Antigo testamento. As expressões usadas no salmo 125 nos permitemsaber que ele se refere a um período de adversidade vivida pela nação deIsrael, provavelmente debaixo da opressão de uma nação inimiga, como pode serentendido na linguagem utilizada no verso 3 “Porque o cetro de impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos,para que o justo não estenda as suas mãos para a iniquidade”. Estareferência ao domínio de uma nação estrangeira sobre Israel nos permiteconjecturar a respeito de várias narrativas no livro de Juízes, período em queIsrael sofreu invasões tanto por parte dos filisteus como de outras naçõescananitas, além dos períodos em que tanto assírios como babilônicos dominaram anação. Houveram também momentos onde o povo de Deus sofreu debaixo do reinadode seus próprios reis ímpios, como Jeroboão e Acabe. Desta forma temosentão neste salmo a descrição de servos de Deus vivendo debaixo da opressão dehomens ímpios por um período possivelmente prolongado. Isto se torna importantepara a igreja de Cristo uma vez que esta mesma condição se estendeu a ela em seusprimeiros anos e em diferentes períodos de sua história. Assim, este salmo esuas preciosas promessas falam também aos salvos que vivem debaixo da opressãodeste mundo, tentados a abrir mão de sua fé diante do poder de seus inimigos,os convidando a confiarem no Senhor.Aprimeira grande promessa encontra-se no verso 1 “Os que confiam no Senhor serão como omonte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre”. Reconheçamos que aqui a promessa não se refere a não sofremos ainvestida por parte de inimigos que buscam nosso mal, mas sim que estasinvestidas não nos destruirão. A razão para isso é apresentada no verso 2 “Assim como estão os montes à roda deJerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre”.Nossa firmeza diante dos ataques inimigos não se deve a nossa própria força oucapacidade, mas unicamente a presença do Senhor conosco. É baseado nestacerteza que o salmista declara sua confiança no verso 3 “Porque o cetro de impiedade nãopermanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as suas mãospara a iniquidade”. Mesmo que os períodos debaixo daopressão inimiga fossem difíceis, o Senhor promete que são passageiros eincapazes de nos destruir. O trecho final deste cântico revela a forma comoDeus deseja que seus filhos reajam a tais circunstâncias. Ao invés de ódio eamargura diante do sofrimento, Deus espera de seus filhos que estes busquem aEle em oração, que intercedam por aqueles que se encontram debaixo da opressão,como lemos no verso 4 “Faze bem, ó Senhor, aos bons e aos que são retos decoração”. Finalmente, o salmista demonstra sua confiança noSenhor tanto em relação a seus malfeitores quanto em relação a sua nação “Quanto àqueles que se desviam para osseus caminhos tortuosos, levá-los-á o Senhor com os que praticam a maldade; pazhaverá sobre Israel”. É inegável que circunstâncias que geram ansiedade e uma sensação deinjustiça e maldade estarão sempre à espreita dos salvos neste mundo. É em meioaos momentos de instabilidade que experimentam nesta vida que o salmo 125 servecomo um precioso lembrete quanto à necessidade de fortalecerem sua fé econfiança no Deus inabalável. 

  2. 1194

    O DESPREZO A SANTIDADE DO MATRIMÔNIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS: O DESPREZO AOS VOTOS MATRIMONIAIS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 16/08/2026                                                                                  TÍTULOO DESPREZO A SANTIDADE DO MATRIMÔNIO E SUASCONSEQUÊNCIAS: O DESPREZO AOS VOTOS MATRIMONIAISTEXTOO atento leitor dassagradas Escrituras encontra no décimo terceiro capítulo da epístola aoshebreus uma solene exortação quanto a santidade do matrimônio “Veneradoseja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos fornicadores, eaos adúlteros, Deus os julgará” (Hebreus13:4). O que possivelmente poucos salvos fazem é questionar a estreita ligaçãoentre a decadência espiritual tanto de igrejas quanto de salvos em particularcom a desobediência deliberada a exortação encontrada na epístola aos hebreus. Creioser necessário indagarmos com sinceridade esta questão.Serou não um bom marido ou uma boa esposa afeta a vida espiritual dos salvos emCristo? Háligação entre o desprezo pela fidelidade aos votos matrimoniais e a fraquezaespiritual vista tão abundantemente em nossos dias? Em sua primeira epístola oapóstolo Pedro, falando aos maridos, os exortando quanto as consequências dodesprezo aos votos maritais “Igualmente vós, maridos, coabitai com elascom entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós osseus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossasorações” (1 Pedro 3:7).  A expressão usada por Pedro “coabitai comelas com entendimento” tem o sentido de compreender e satisfazer osdesejos, objetivos e frustrações, as forças e fraquezas, sejam físicas,emocionais ou espirituais da esposa. Quando Pedro fala a respeito do maridohonrar sua mulher, ele se refere a honra concedida por meio de palavras, tempoe bens materiais. Porém, Pedro acrescenta a sua exortação um solene aviso: casoo marido não cumpra com seus deveres matrimoniais, Deus promete disciplina-loimpedindo suas orações, ou seja, deus não o abençoará enquanto ele não conduzircom sabedoria e seriedade seu relacionamento matrimonial. Nenhum homempode pensar que provará das bênçãos de Deus se não der atenção e cuidado paracom a esposa e também pela família. Não pensem as mulheres que o mesmo não éverdade em relação a elas. O papel da esposa é muito claro nas Escrituras,começando por uma ordem repetida três vezes no Novo Testamento: a esposa deveser sujeita a seu marido. No mesmo texto onde fala aos homens Pedro tambéminstrui as mulheres, utilizando-se da figura veterotestamentária de Sara,esposa de Abraão “Porque assim se adornavam tambémantigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aosseus próprios maridos; como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; daqual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto” (1 Pedro3:5,6). Oprincípio utilizado aqui é de que a humilde confiança em Deus produz na mulhera capacidade de se submeter sabendo que esta atitude não será prejudicial a seubem-estar ou personalidade. Por isso, da mesma forma que para com o marido,também para a esposa a causa da falta de bênçãos em seu lar pode ser seudesprezo pelos votos matrimoniais, a falta de respeito pelo seu marido. Éinteressante recordar a forma como o livro de Provérbios por reiteradas vezesalerta as mulheres a respeito de seu comportamento no lar, que tanto podem serde benção como também geradores de grandes dificuldades, como é alertado nocapítulo 21 “É melhor morar numaterra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça” (Provérbios 21:19), e no capítulo 19 “O filho insensato é uma desgraça para o pai, e um gotejarcontínuo as contendas da mulher” (Provérbios 19:13).Sejamcientes então tanto maridos como esposas, que sua atitude para com o matrimônioestá intimamente ligada a condição espiritual de cada um.          

  3. 1193

    A COMPANHIA DAQUELES QUE VERDADEIRAMENTE ENCONTRAM A JESUS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 15/08/2026                                                                                  TÍTULOA COMPANHIA DAQUELES QUE VERDADEIRAMENTE ENCONTRAM AJESUSTEXTOO atento leitor das Escrituras encontra no quinto capítulo do evangelhodo Senhor segundo Marcos uma viva narrativa do encontro entre Jairo e o SenhorJesus. O que encontramos aqui, talvez da forma mais profunda que possa serencontrada nos evangelhos, é uma perfeita ilustração do que significa umencontro verdadeiro com Cristo.Como resultado de seuverdadeiro encontro com Jesus, Marcos sofreu o ataque de pessoas que procuraramlhe desencorajar de seu intuito, assim como foi fortalecido pela intercessão deJesus diante do ataque a sua fé. Uma vez desvencilhado de tais questões, anarrativa de Marcos nos revela que, finalmente, eles seguiram em direção aolocal onde jazia a filha de Jairo. Porém,ao chegarem à casa de Jairo, quando certamente o interesse da multidão eraenorme, Jesus toma uma atitude “E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João,irmão de Tiago” (Marcos 5:37). É importante observarmosque não era incomum que Jesus reprimisse o anúncio de seus feitos. O próprioMarcos narra no primeiro capítulo de seu evangelho o caso de um homem leproso aquem Jesus curou e impediu que o noticiasse abertamente “E,advertindo-o severamente, logo o despediu. E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém;” (Marcos 1:43–44). A não obediência aesta ordem trouxe dificuldades ao ministério de Jesus, como bem Marcos narra “Mas, tendo ele saído, começou aapregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus jánão podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fora em lugaresdesertos; e de todas as partes iam ter com ele” (Marcos 1:45). É visívelque Jesus não busca popularidade, anunciar seus feitos geraria uma propagandaem massa, mas este não era seu interesse. Por isso, quando Jesus chega à casade Jairo, ele permite que apenas três de seus discípulos mais próximos oacompanhem, juntamente com os pais da menina, e isto nos ensina uma preciosalição: aqueles que verdadeiramente encontraram a Jesusdevem estar cientes que a companhia nesta caminhada é escassa. Jesus deixouisto claro em seu ensino registrado no sétimo capítulo do evangelho segundoMateus “Entraipela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz àperdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, eapertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus7:13,14). Verdadeiramente o caminho espaçoso é bem frequentado, não faltacompanhia aqueles que o escolhem, porém, no caminho apertado que conduz a vidahá pouca companhia, e constantemente aqueles que seguem por ele tem osentimento de andar sós. É por causa deste falso sentimento de solidão que oautor da epístola aos hebreus nos diz, “PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados deuma tão grande nuvem de testemunhas” (Hebreus 12:1). Há uma multidão desalvos que já completaram sua carreira e aguardam os fiéis de hoje completaremtambém as suas. Caroamigo que verdadeiramente já encontrou pela fé a Jesus Cristo, não se deixeabater pela pouca companhia em sua jornada cristã. Elias também permitiu estáfalsa noção em seu coração, o que permitiu seu desencorajamento e solidão, atéque o Senhor lhe revelasse que lhe acompanhavam outros sete mil fiéis que nãose dobraram a idolatria. A companhia no caminho da fé é escassa, porém valiosa,há Pedro e Paulo, João e Tiago, Timóteo e Barnabé, assim como uma multidão dehomens e mulheres que anonimamente tiveram um verdadeiro encontro com Jesus. 

  4. 1192

    O VALOR DA PRESENÇA DE DEUS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 14/08/2026                                                                                  TÍTULOO VALOR DA PRESENÇA DE DEUSTEXTOEm nossas meditações nos salmos de romagem, chegamos agora ao Salmo 124.Nosso interesse maior ao examinar este conjunto de salmos é demonstrar comonosso Deus deseja que enfrentemos as circunstâncias que também fizeram parte davida de seus filhos no Velho Testamento.A circunstância histórica deste salmo nos leva a reconhecer Davi comoautor deste salmo, tendo por pano de fundo pelo menos três ocasiões onde alição apresentada aqui bem se encaixa. A primeira delas é seu confronto com ogigante Golias, a segunda hipótese é sua fuga de diante do rei Saul, descritano primeiro livro de Samuel, e a terceira os desdobramentos da rebelião de Absalão,também descritos por Samuel. Não há como determinarmos qual destas narrativasrepresenta a ocasião utilizada por Davi ao escrever este salmo, porémreconhecemos que qualquer uma das três citadas bem se encaixa no propósito doautor.Davi inicia seu cântico citando por duas vezes “Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado” (v. 1,2). Ametáfora utilizada aqui era bem conhecida por ele, uma vez que utiliza a figurade um exército que tem ao seu lado o mais forte guerreiro, aquele que decidi abatalha em seu favor. Davi continua a utilizar metáforas ao dizer que, se oSenhor não fosse para Israel este poderoso guerreiro “Eles então nos teriam engolido vivos” (v. 3), comparando seusinimigos a um terremoto que os consumiria definitivamente. Outra metáforapresente é a de um terrível incêndio, que não poupa nada em seu redor, comparadoa ira de seus oponentes. O conjunto de metáforas é finalizado pela imagem deuma devastadora enchente “Então as águasteriam transbordado sobre nós e a corrente teria passado sobre a nossa alma” (v.4). Até aqui Davi descreveu a imagem do que teria ocorrido com a nação deIsrael caso o Senhor não tivesse interferido em favor deles, de forma que osúltimos versos deste salmo exaltam o poder e a presença de Deus “Bendito seja o Senhor, que não nos deu porpresa aos seus dentes. A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dospassarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos” (v. 6,7). Davi aqui seutiliza novamente de metáforas, a primeira delas do ataque de um predadorselvagem, a segunda de um pássaro que cai na armadilha. Ambas conduzem aconclusão do salmista ao reconhecer que fora a presença de Deus que impediu quefossem destruídos “O nosso socorro estáno nome do Senhor, que fez o céu e a terra” (v. 8). Há verdades preciosas neste salmo aos salvos em Cristo. Assim como ofora a Israel, o Senhor continua sendo a causa de seu povo não ser destruído,como bem nos lembra João em sua primeira epístola “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o queestá em vós do que o que está no mundo” (1 João 4.4). Da mesma forma que osalmista, os salvos em Cristo devem estar cônscios que o inimigo de suas almasnão desiste de seus planos maléficos, como bem descreve o apóstolo Pedro “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo,vosso adversário, anda ao derredor, como leão bramando, buscando a quem possatragar” (1 Pedro 5:8). Finalmente, e acima de tudo, assim como salmista, osalvo em Cristo deve viver consciente do que representa a presença de Deus emsua vida, de forma que seu clamor seja o mesmo que fortaleceu o salmista emsuas dificuldades “O nosso socorro estáno nome do Senhor, que fez o céu e a terra” (v. 8).   

  5. 1191

    O DESPREZO A SANTIDADE DO MATRIMÔNIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS: A PRÁTICA DO DIVÓRCIO COMO ALGO ACEITÁVEL

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 13/08/2026      TÍTULOO DESPREZO A SANTIDADE DO MATRIMÔNIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS:A PRÁTICA DO DIVÓRCIO COMO ALGO ACEITÁVELTEXTOO atento leitor dassagradas Escrituras encontra no décimo terceiro capítulo da epístola aoshebreus uma solene exortação quanto a santidade do matrimônio “Veneradoseja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos fornicadores, eaos adúlteros, Deus os julgará” (Hebreus13:4). Ao observarmos a visível decadência espiritual tanto de igrejas como dossalvos em Cristo em particular, questionamos a ligação desta decadência com aforma como a santidade do matrimônio tem sido desprezada. Creioser mais uma vez necessário indagarmos com sinceridade esta questão.Aponto como causa destavisível decadência espiritual a naturalização com a qual a questão do divórciotem sido tratada nas igrejas. Se em décadas passadas era de certa forma incomumencontrar salvos que tenham desfeito seu compromisso de casamento, nos dias éde certa forma comum encontrar entre os salvos aqueles que já contraíram novasnúpcias por segunda ou terceira vez. Não pense que isto é um problemaexclusivamente moderno, já no antigo testamento Deus usou o profeta Malaquias afim de denunciar os graves pecados da nação de Israel após o exílio babilônico:práticas comerciais injustas, retenção dos dízimos, apatia espiritual e,conforme vemos no segundo capítulo de seu livro, a prática desordenada dorepúdio entre os filhos de Deus, que haviam normalizado algo que Deusreprovava, e não sentiam remorso algum pelo que estavam fazendo, em um dosperíodos de maior decadência espiritual provado por eles, “Porque o Senhor,o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência coma sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portantoguardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais” (Malaquias 2.16).Vemos o mesmo acontecendo nos evangelhos entre os fariseus, que oficializavamseu divórcio simplesmente declarando-o por três vezes diante das autoridades” eentregando a mulher uma carta de repúdio, sendo que na maior parte das vezes amulher não teria de onde tirar seu sustento e ficava a mercê de circunstânciaque a denegriam na sociedade, o que levou Jesus a declarar “Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser porcausa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com arepudiada comete adultério” (Mateus 5:32). Também entre as igrejas do períodoapostólico vemos como o desprezo a santidade do matrimonio era um sinal defraqueza espiritual. Uma das principais razões que levou o apóstolo Paulo aescrever a igreja em Corínto foi o desprezo pela seriedade do matrimônio, tãocomum naquela cidade e copiado pela igreja do Senhor.  Foi necessário que Paulo instruísselongamente aqueles irmãos dizendo, “Mas aos outros digoeu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente emhabitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e eleconsente em habitar com ela, não o deixe” (1 Coríntios 7:12,13).Não é sem causa que, entre as igrejas descritas no Novo Testamento a igreja emCorínto seja colocada como a de mais débil poder espiritual. Desta forma verificamosque em todos os tempos e condições onde o povo de Deus se mostrou fracoespiritualmente a marca do desprezo pela santidade do matrimônio estavapresente. Isso não é mera coincidência. Vemos assim que é urgentemente necessáriauma reaproximação dos salvos e igrejas de um padrão bíblico quanto a santidadedo matrimônio a fim de serem restauradas ao antigo poder espiritual que antesdemonstravam, dando ouvidos a solene exortação de hebreus “Veneradoseja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos fornicadores, eaos adúlteros, Deus os julgará” (Hebreus13:4).        

  6. 1190

    A ATITUDE DE JESUS PARA COM AQUELES QUE VERDADEIRAMENTE O ENCONTRAM

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 12/08/2026                                                                                  TÍTULOA ATITUDE DE JESUS PARA COM AQUELES QUE VERDADEIRAMENTE OENCONTRAMTEXTOO atento leitor das sagradas Escrituras encontra no quinto capítulo doevangelho de Jesus segundo Marcos uma preciosa e singular narrativa que serveperfeitamente a fim de demonstrar o que verdadeiramente significa encontrar aJesus Cristo. É maravilhosa forma como Marcos apresenta está verdade, iniciandopela apresentação sincera de Jairo quanto a sua desesperadora condição,prosseguindo pela atitude graciosa de Jesus em ir com ele ao encontro de suafilha enferma, do angustiante teste causado pela questão da mulher que foicurada ao tocar em Jesus, pelo surgimento de homens que procuraram desencorajarJairo de seu intento, e agora, da atitude graciosa de Jesus a, mais uma vez,colocar-se como um escudo a fé de Jairo. O objetivo dos homensdesencorajadores foi detido em uma atitude simples, porém cheia de significado,tomada por Jesus. Assim que é anunciada a morte da filha de Jairo, os homensque vieram a ele procuraram dissuadi-lo de continuar ao lado do Mestre, dizendo“A tua filha está morta; para que enfadasmais o Mestre? ”. Seria natural que o próprio Jairo lhesrespondesse, uma vez que era um homeminstruído, com autoridade de ser um dos principais da sinagoga. Mas antes queele respondesse é Jesus que toma a frente, como bem nos faz ver a narrativa deMarcos “E Jesus,tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crêsomente” (Marcos 5:36). O casonão era mais com Jairo, agora a questão era com Jesus Cristo. Quão precioso éobservar nas Escrituras esta graciosa atitude do Mestre para com aqueles que verdadeiramenteo encontram, Ele não os deixa a mercê de suas próprias capacidades ou forças,nem os abandona a sua própria sorte, mas intercede poderosamente em favordeles. Quando verdadeiramente encontramos a Jesus, é Ele que toma a frente denossas questões, Ele está sempre pronto a nos defender, a preservar nossa fé.Veja o caso de Pedro no capítulo 22 do evangelho segundo Lucas. Nesta ocasiãoJesus celebrou pela última vez a páscoa com eles, alertando-os de que haviaentre eles um traidor. Além de indagar quem entre eles seria aquele que trairiao Mestre, os discípulos começaram também um debate a respeito de quem deles erao maior, momento em que Jesus lhes exorta quanto ao verdadeiro serviço paraDeus. A seguir, Jesus diz algo impactante diretamente a Pedro “Simão, Simão,eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti,para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teusirmãos” (Lucas 22:31,32). O Mestre era ciente das fraquezas edificuldades de Pedro, assim como da ânsia de satanás em destruir uma dasprincipais lideranças entre seus discípulos. O termo rogar tem o sentido deexpressar uma petição baseada em uma necessidade real. Satanás desejava colocarPedro em uma condição em que desistir da fé seria a mais atraente das opções, eele não estava ciente deste fato. Caroamigo que verdadeiramente encontrou a Jesus, o inimigo de tua alma desejaabalar tua fé no Salvador. Suas estratégias e artifícios são engenhosos, porvezes nos passam até desapercebidos, mas não a Cristo. Ele sabe de nossafraqueza e intercede por nós! Quão preciosa é a verdade exposta por João em suaprimeira epístola “MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, sealguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1João 2:1). Assim como o foi a Jairo, Jesus é aquele que responde pelos seus.    

  7. 1189

    COMO REAGIR AO DESPREZO E OPOSIÇÃO

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 11/08/2026                                                                                  TÍTULOCOMO REAGIR AO DESPREZO E OPOSIÇÃOTEXTOEm nossas meditações nos salmos de romagem, chegamos agora ao Salmo 123.Nosso interesse maior ao examinar este conjunto de salmos é demonstrar comonosso Deus deseja que enfrentemos as circunstâncias que também fizeram parte davida de seus filhos no Velho Testamento. A lição do central do Salmo 123 tratada reação dos filhos de Deus ao desprezo e oposição deste mundo. O contexto deste salmo apontapara o fim do cativeiro babilônico, momento em que os judeus puderam enfimregressar a sua terra. Este retorno ocorreu em etapas, e em cada uma delas elesprovaram de forte oposição por parte dos povos que parcialmente haviam ocupadoa Palestina, e que usavam do desprezo como ferramenta de intimidação edesencorajamento daqueles que retornavam, como bem descreve o salmista “Tem piedade de nós, ó Senhor, tem piedade de nós, pois estamossobremodo fartos de desprezo. A nossa alma está extremamente farta da zombaria daqueles que estão àsua vontade e do desprezo dos soberbos” (versos 3,4). É comovente perceber que após os setenta anos dehumilhação e desprezo enfrentados por eles na Babilônia, seu retorno à terraprometida é marcado pela mesma condição, de tal forma que o salmista descrevesua condição como fartos de sofrer a zombaria de seus inimigos. Tal fato nos leva a pensar, que reação se espera de pessoasconstantemente desprezadas e ridicularizadas por seus semelhantes? Como vocêreagiu quando enfrentou em menor ou maior grau a mesma condição? A grande liçãodeste salmo é nos conduzir a forma como nosso Deus nos capacita a enfrentarsituações como esta pelo poder concedido pelo seu Espírito. Note qual foi areação do salmista, representado em duas figuras. A primeira figura é terna egraciosa, “A ti levanto os meus olhos, ó tuque habitas nos céus” (v.1). A imagem invocada aqui é de uma criança que,ao se ver em perigo, busca contato com os olhos de seu pai, onde encontraconsolo e segurança. A segunda imagem é a de um servo que se encontra diante deseu senhor em meio a recepção de pessoas importantes, seus olhos estão atentosas mãos de seu senhor, aguardando suas ordens, como bem descreve o salmista “Assim como os olhos dos servos atentam paraas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva para as mãos desua senhora” (v. 2). Diante do humilhação e desprezo enfrentados pelosalmista, ao invés de ira e violência, o que se vê nele é um a atitude desubmissão e confiança em seu Senhor “... assimos nossos olhos atentam para o Senhor nosso Deus, até que tenha piedade de nós”(v. 2).Há preciosas lições aos salvos neste salmo. Primeiramente, jamais seesqueça que nosso Salvador provou abundantemente desta mesma dor em sua jornadaterrena, como bem descreve Isaías “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, eexperimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam orosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum” (Isaías 53.3). É por esta razão que Pedro assim nos exorta “Se pelo nome de Cristo sois vituperados,bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glóriae de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, églorificado” (1 Pedro 4.14). Talvez você conclua que tal reação é difícildemais a um cristão, razão pela qual encerro estes pensamentos com o preciosoencorajamento do apóstolo Paulo aos coríntios “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus,que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação darátambém o escape, para que a possais suportar” (1 Coríntios 10.13).    

  8. 1188

    O DESPREZO A SANTIDADE DO MATRIMÔNIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS: A PRÁTICA DO JUGO DESIGUAL

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 10/08/2026                                                                                  TÍTULOO DESPREZO A SANTIDADE DO MATRIMÔNIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS:A PRÁTICA DO JUGO DESIGUALTEXTOO atento leitor dassagradas Escrituras encontra no décimo terceiro capítulo da epístola aoshebreus uma solene exortação quanto a santidade do matrimônio “Veneradoseja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos fornicadores, eaos adúlteros, Deus os julgará” (Hebreus13:4). O que possivelmente poucos salvos fazem é questionar a estreita ligaçãoentre a decadência espiritual tanto de igrejas quanto de salvos em particularcom a desobediência deliberada a exortação encontrada na epístola aos hebreus. Existeligação entre a decadência na vida matrimonial e a decadência espiritual? Sernegligente para com os deveres matrimoniais afeta nossa relação com Deus? Odesprezo pela santidade do matrimônio enfraquece o poder espiritual da igreja?Creio ser necessário indagarmos com sinceridade esta questão.Primeiramente, é possívelreconhecer que a decadência da espiritualidade da igreja e dos salvos emparticular está ligada, entre outros fatores, ao desprezo pela santidade domatrimônio e as causas disto podem ser encontradas na Bíblia. Uma das maisantigas estratégias de enfraquecimento espiritual do povo de Deus adotadas porsatanás é promover a associação entre os filhos de Deus e pessoas incrédulas, oque a Bíblia chama de jogo desigual. Um exemplo claro desta estratégia malignapode ser percebido no caso de Balaão, chamado pelo rei moabita Balaque a fim deamaldiçoar o povo de Israel. O Senhor impediu que Balaão fizesse isso, fazendocom que ele proferisse bênçãos ao invés de maldições, porém Balaão encontrou uma outra forma de fazer mal aos israelitas, comoregistrado no décimo primeiro capítulo do livro de Apocalipse, “Masalgumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrinade Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos deIsrael, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem” (Apocalipse 21.14). A estratégia utilizada por Balaãofoi incitar os judeus ao jugo desigual com pessoas pagãs, e o resultado destepecado é registrado no livro de Números “Juntando-se, pois, Israel aBaal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel” (Números25.13). Não foram as maldições de Balaão a causa do declínio espiritual danação de Israel neste momento, mas seu desprezo pela santidade do matrimônio e,em particular, a separação entre os filhos de Deus e os filhos das trevas. Não é sem causa que emsua primeira epístola aos coríntios o apóstolo Paulo assim nos exorta quanto aesta questão “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedadetem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E queconcórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E queconsenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deusvivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seuDeus e eles serão o meu povo” (2 Coríntios 6:14 a 16). O termo “jugo desigual” trata de pessoas quenão são semelhantes, que tenha pensamentos diferentes, e que, ao unirem-se emqualquer forma de sociedade com os filhos de Deus, irão enfraquecer seutestemunho e poder espirituais. Pense em casais compostos de forma mista porsalvos e perdidos, onde cada um possui juízo diferente para assuntos como aideologia de gênero, a disciplina dos filhos e a santidade do dia do Senhor.Como tais salvos, que desprezaram a santidade do matrimônio por meio do jugodesigual, tratarão destas questões? Como Deus poderá ser glorificado em meio aisto? Assim confirmamos biblicamente que sim, o desprezo a santidade domatrimônio traz prejuízos a vida espiritual das igrejas e dos salvos em Cristo,o que seremos sábios em evitar.          

  9. 1187

    OS DESENCORAJADORES DAQUELES QUE VERDADEIRAMENTE ENCONTRAM A JESUS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 09/08/2026                                                                                  TÍTULOOS DESENCORAJADORES DAQUELES QUE VERDADEIRAMENTEENCONTRAM A JESUS TEXTOOs atentos leitores das sagradas Escrituras farão bem em examinar comatenção a narrativa do encontro entre Jairo e Jesus, conforme narrado peloevangelista Marcos no quinto capítulo de seu evangelho. Já tendo observado aconduta exigida daqueles que encontram a Jesus, assim como a resposta do Senhora fé de tais pessoas e o teste comum a todas, nos deparamos agora com mais umapreciosa lição desta narrativa, sempre que alguém verdadeiramente tiver umencontro genuíno com o Salvador o reino das trevas levantará pessoas dispostasa desencoraja-las de seguir a Cristo.A narrativa de Marcosé direta quanto a esta questão “Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, aquem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre? ” (Marcos5:35). Primeiramente, observemos o caráter apressado de tais pessoas, uma vezque Marcos nos revela que sua intromissão se deu “Estando ele ainda falando”,uma referência a fala final de Jesus para com a mulher que fora curada.Resolvida a questão desta mulher era natural que Jairo, acompanhado de Jesus,se dirigisse diretamente ao local onde se encontrava sua filha enferma, fatoque tais pessoas desejam desencorajar, demonstrando outra faceta de seucaráter, a insensibilidade, revelada na forma como anunciam a Jairo a morte desua filha “A tua filha estámorta; para que enfadas mais o Mestre? ”. É recomendável cuidado esensibilidade ao se dar a notícia do falecimento de um ente querido, porémestes homens não demonstraram nenhum respeito por Jairo, seu anuncio é abrupto,feito não para consolar mas para desencorajar, demonstrando que a notícia damorte da filha não era a intenção principal, mas sim servir de pretexto a fimde que Jairo deixasse de seguir Jesus. A expressão usada por eles “para que enfadas mais o Mestre?”, tem o sentido de esfolar, tirar a pele, perturbar, procurando convencer aJairo que sua atitude em buscar por Jesus era um incomodo que deveria cessarimediatamente, que sua causa era uma perturbação diante de tantos outroscompromissos de Jesus.Mais uma vez a narrativade Marcos se demonstra profundamente preciosa aqueles que verdadeiramente pelafé encontraram a Jesus Cristo. É estratégia conhecida do reino das trevas, umavez que não pode impedir este encontro, desencorajar a permanência ao lado doSalvador. o próprio Senhor demonstra isso em seu conhecido sermão do monte aoapresentar a figura de uma porta estreita e de um caminho apertado. Se astrevas não puderam impedir uma pessoa de entrar pela porta estreita, ela fará,o possível para impedi-la de andar pelo caminho apertado, ou seja, todo aqueleque verdadeiramente encontra a Jesus sofrerá pressão por parte dedesencorajadores que desejam perturbar sua confiança no sincero interesse deJesus. Para aqueles homens o fato que um dos principais expoentes de suasinagoga tivesse procurado a Jesus era uma derrota difícil de aceitar. Caro amigo que já tomouum passo de fé a fim de confiar em Cristo, não te desanimes pela presençadaqueles que procuram te desencorajar nesta jornada. Possivelmente algunsdestes desencorajadores virão de tua própria família. Quanto a isso o apóstoloPaulo exortou a Timóteo procurando deixa-lo ciente desta questão “E também todosos que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (IITimóteo 3:12). Também o Mestre foi claro a nos encorajar dizendo “Bem-aventuradosos que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino doscéus” (Mateus 5:10). Portanto, assim como Jairo, siga firme em suadecisão.  

  10. 1186

    A SERIEDADE DO PECADO DA APOSTASIA

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 08/08/2026                                                                                  TÍTULOA SERIEDADE DO PECADO DA APOSTASIATEXTOOsatentos leitores das sagradas Escrituras encontram no décimo capítulo daepístola aos hebreus a mais severa admoestação contra o pecado da apostasia,dirigida a pessoas que enfrentavam a possibilidade de abandonar o evangelho,aos quais o autor da epístola exorta dizendo “Porque, se pecarmos voluntariamente,depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta maissacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:26).Entreos argumentos apresentados pelo autor da epístola aos hebreus, o verso 28 buscano décimo sétimo capítulo do livro do Deuteronômio a posição da lei quantoaqueles que deliberadamente se negavam a obedece-la, dizendo “Quebrantandoalguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou trêstestemunhas” (verso 28). Ao tratar da questão da apostasia, Moisésregistrou que aquele que transgredisse a lei do Senhor e se curvar-se diante deoutros deuses e este fato fosse denunciado por pelo menos duas ou trêstestemunhas, tal pessoa seria apedrejada a fim de retirar o mal dentre o povode Deus. Ao utilizar a expressão “sem misericórdia” o autor da epístola aoshebreus deseja salientar que não havia sacrifício expiatório previsto na leiaqueles que cometiam o pecado de apostasia, ou seja, aqueles que o praticavamestavam cientes de seu destino.  Estesevero veredito foi utilizado como exemplo pelo autor a fim de enfatizar que,se apostasia era algo gravíssimo aos olhos da lei mosaica passageira, ele eraainda mais grave em relação ao eterno evangelho de Cristo, conforme lemos “De quanto maiorcastigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, etiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravoao Espírito da graça? ” (verso 29). O tema central da epístola aoshebreus é a superioridade da pessoa e obra de Cristo sobre a mordomia do antigotestamento. A revelação que temos no Novo Testamento é superior àquela dada aosjudeus, de forma que o conhecimento de Deus que uma pessoa tem a disposiçãohoje é infinitamente superior, de forma quer a base do argumento do autor é quemais conhecimento resulta em mais severo castigo, uma vez que aquele que seafasta da verdade do evangelho demonstra seu desprezo pela pessoa do SenhorJesus, assim como considera sua obra sacrificial como algo comum e sem valor, oque se constitui em um insulto ao Espírito Santo que procura lhe convencer deseus pecados. O autor da epístola aos hebreus lança exortação de forma dura erealista quanto a condição daqueles que tem tal atitude para com o evangelho aodizer “Porquebem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, dizo Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nasmãos do Deus vivo” (versos 30,31). Caroamigo que tem seguido o evangelho de Cristo, você já percebeu que entre asseitas que combatem o evangelho há um grande número de pessoas que um diacompuseram as fileiras cristãs? Quantos filhos de salvos em Cristo, quantosjovens enviados as universidades, hoje militam contra a mensagem de salvação. Atais cabe a preciosa exortação de Pedro no quarto capítulo do livro de Atos,lembrando-lhes que, fora da misericórdia e graça concedidas aos pecadores emCristo, não há nenhuma esperança de libertação do poder e condenação do pecado“ E emnenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há,dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12).    

  11. 1185

    COMO ORAR POR SUA IGREJA

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 07/08/2026                                                                                  TÍTULOCOMO ORAR POR SUA IGREJATEXTOEm nossas meditações nos salmos de romagem, chegamos ao Salmo 122. Nossointeresse maior ao examinar este conjunto de salmos é demonstrar como nossoDeus deseja que enfrentemos as circunstâncias enfrentadas por seus filhos noVelho Testamento, ensinando-nos a buscar sua orientação em todo tempo. A liçãodo salmo 122 envolve nossa relação com a casa de Deus, e seremos sábios emouvi-la.Este salmo de romagem se diferencia dos demais porque seu autor, Davi,não necessitava de peregrinar a Jerusalém, uma vez que ali residia, como podeser visto no verso 1 “Os nossos pésestão dentro das tuas portas, ó Jerusalém”. É importante reconhecer quequando este salmo foi escrito o templo em Jerusalém ainda não havia sidoconstruído, de forma que a arca do testemunho era guardada em uma tendapreparada para este ofício, como lemos em 1 Crônicas “Davi também fez casa para si na cidade de Davi; e preparou umlugar para a arca de Deus, e armou-lhe uma tenda” (1Crônicas 15.1). Adevoção de Davi é demonstrada pela sua relação com a cidade santa e sua funçãona adoração de seu povo “Alegrei-me quando medisseram: Vamos à casa do Senhor”(v. 1). Davi a descreve como uma cidade compacta, unida, “Onde sobem as tribos, as tribosdo Senhor, até ao testemunhode Israel, para darem graças ao nome do Senhor” (v. 4). Em Jerusalém encontrava-se a sede do reinado e do sacerdóciojudaicos, ali estavam o rei e o sumo-sacerdote, representantes da autoridadedivina, além disso, a cidade de Jerusalém havia sido inúmeras vezesameaçada e outras vezes destruída por seus inimigos externos, de forma que aoração do rei se volta a sua preservação “Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam” (v. 6). Davi também se recorda dos muitos males que se sucederam acidade causada pelas divisões internas entre o povo do Senhor “Haja paz dentro deteus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios” (v. 7). Durante as grandes peregrinações religiosas tanto judeus comogentios se dirigiam a Jerusalém, de forma que o rei intercede por eles “Por causa dos meus irmãos e amigos,direi: Paz esteja em ti” (v. 8). Finalmente,a paz da cidade representava tranquilidade a nação e aos adoradores que sedirigiam a ela, razão pela qual Davi clama “Por causa da casa do Senhor nosso Deus, buscarei o teubem” (v. 9).Há uma preciosa lição para nós neste salmo de Davi, onde o homem segundoo coração de Deus dirige sua intercessão em prol da paz e tranquilidade de suacidade e país, reconhecendo que estas qualidades acabam por abençoar o povo deDeus que ali se encontra. Da mesma forma é importante que reconheçamos o valorde interceder pela paz e tranquilidade nas cidades e países onde a igreja deCristo se reúne. Paulo reconheceu a importância deste fato ao escrever aTimóteo “admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações,intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, paraque tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade ehonestidade” (1 Timóteo 2.1,2). O que Paulo conclui,é que a ordem em paz em uma cidade ou país acaba por abençoar o povo de Deusque ali se encontra. Nosso Mestre nos exortou dizendo que não pertencemos aeste mundo, mas aqui estamos até que Ele nos chame para si. Por isso, enquantoaguardamos nossa pátria eterna, intercedemos pela pátria terrena, a fim de nelaservirmos ao nosso Deus.  

  12. 1184

    O TESTE DA FÉ NAQUELES QUE VERDADEIRAMENTE ENCONTRAM A JESUS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 06/08/2026                                                                                  TÍTULOO TESTE DA FÉ NAQUELES QUE VERDADEIRAMENTE ENCONTRAM AJESUSTEXTOOs atentos leitores das sagradas Escrituras encontram na narrativa doquinto capítulo do evangelho do Senhor segundo Marcos uma preciosa lição a respeitodo que verdadeiramente significa encontrar Jesus. A primeira grande lição destanarrativa se deu na forma sincera em que Jairo expõe seu caso, requisito básicopara que Jesus o abençoasse. Encontramos igual benção nas simples palavrasusados por Marcos para descrever a atitude de Jesus diante do que lhe pediraJairo ao dizer que “Ele foi com ele”, ou seja, Jesus tomou para si anecessidade que era unicamente de Jairo.É interessanteperceber que Marcos interrompe a narrativa neste ponto em que Jesus passa aacompanhar Jairo, incluindo então a narrativa da cura de uma mulher enferma queé curada ao tocar Jesus. Não há como sabermos qual foi o tempo decorrido nestanarrativa de cura, mas podemos entender que tal fato atrasou o tão necessário eurgente socorro da filha de Jairo, quando tudo apontava que a questão em breveiria ser resolvida, o que nos fornece mais uma preciosa lição quanto ao quesignifica verdadeiramente encontrar Jesus. Vocêjá percebeu que tais incidentes são rotineiros na vida daqueles queverdadeiramente depositam sua confiança no poder de Jesus Cristo? Como questõesque se encaminhavam para uma solução são repentinamente obstruídas por fatossurgidos em meio ao socorro que parecia tão próximo. Observe o caso de Marta eMaria, seu irmão Lázaro, a quem Jesus amava, estava gravemente enfermo, o queas levou a enviarem um urgente pedido de socorro ao Senhor Jesus. A expectativadelas é que Jesus se apressaria em vir socorre-los, porém o que encontramos nanarrativa de João é “Quandoouviu, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava” (João11:6). Jesus somente chegou a Betânia quatro dias após o sepultamento deLázaro, tendo então ouvido das irmãs a mesma expressão de dor diante do quehavia ocorrido “Senhor, se tuestivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (João 11:21). Porque taisfatos ocorrem? Qual o objetivo de os salvos serem provados desta forma? Jesusnão poderia ter se apressado e evitado o mal e sofrimento na família de Lazaro? Porque a mulher que havia doze anossofria de uma enfermidade teve que ser curada exatamente quando Jaironecessitava urgentemente da presença de Jesus junto à sua filha enferma? Jesusnão poderia ter evitado este incidente e socorrido a menina prontamente? Pedro nosconsola em sua primeira epístola ao nos conceder uma preciosa razão “Para que a prova da vossa fé, muitomais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache emlouvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:7). Arazão destes incidentes é dupla: eles servem para que a fé dos salvos sejapurificada de tudo aquilo que não seja o poder do Senhor e, como disse Jesus achegar a Betânia, estes incidentes, mesmo que difíceis e dolorosos para ossalvos, redundam na glória do nome de Deus, “E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é paramorte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado porela” (João 11:4).Caroamigo, se você já verdadeiramente encontrou a Jesus Cristo, saiba que todos aquelesque verdadeiramente o encontraram enfrentarão circunstâncias que visam provar epurificar sua fé. Não se sinta derrotado quanto o Senhor lhe fizer esperar pelabenção prometida, o poder de Jesus nunca falha, mesmo que tenhamos que aguardarpor sua manifestação.  

  13. 1183

    COMO AGIR DIANTE DO TEMOR

    DEVOCIONALDIÁRIODATA05/08/2026                                                                                  TÍTULOCOMO AGIR DIANTE DO TEMORTEXTOO conjunto dos salmos 120 a 134 é conhecido dos atentos leitores dasEscrituras como salmos de romagem, uma vez que eram entoados durante asperegrinações judaicas para as festas religiosas em Jerusalém. O ensino centraldestes cânticos é demonstrar como nosso Deus deseja que enfrentemos ascircunstâncias enfrentadas por seus filhos no Velho Testamento, ensinando-nos abuscar a orientação o do Senhor em todo tempo. A lição do salmo 121 trata decomo Deus trabalha a fim acalmar o nosso coração enquanto enfrentamos ostemores desta vida.Em sua peregrinaçãoanual, os judeus que residiam na faixa litorânea do território de Israelenfrentavam uma dura subida pelos montes que cercavam a cidade. Nestasmontanhas as condições geográficas e meteorológicas eram desafiadoras, havendoainda o perigo dos salteadores em meio a viagem. É era a razão da indagação dosalmista “Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem omeu socorro? ” (v. 1). A resposta é imediata “O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra” (v. 2).  Os versos seguintes são a resposta dosalmista a si mesmo, relembrando verdades que irão acalmar seu coração. Elereconhece que o Senhor “Não deixarávacilar o teu pé” (v. 3) e que seu cuidado é ininterrupto “... aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel” (v. 3,4). O peregrino enfrentava o calor do sol e o frio da noite,circunstâncias mutáveis e por vezes imprevisíveis, que porém, não alteravam ocaráter daquele que zelava por eles “O Senhor é quemte guarda; o Senhor é atua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite” (v.5,6). Os males que os cercavam em sua jornada eram muitos, com opoder de lhes causar dor e sofrimento, porém, diante da inquietude, mais umavez o salmista recorda a sua própria alma que “O Senhor teguardará de todo o mal; guardará a tua alma” (v. 7). A grande lição destesalmo está na razão pela qual o salmista podia descansar em meio aos perigos edificuldades de sua jornada. Ele encerra o salmo dizendo que “O Senhor guardaráa tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre” (v. 8). A certeza desta afirmação estava na verdade que o Senhorestabeleceu um pacto eterno com seu povo, pelo qual se comprometia a guardá-lose protege-los, como bem registrou Moisés “Porquea porção do Senhor é seu povo; Jacó é a parte da sua herança. Achou-o numaterra deserta, e num ermo solitário e uivos; cercou-o, instruiu-o, e guardou-ocomo a menina de sus olho” (v. Deuteronômio 32.9,10). É importante recordarque esta promessa não impediu que a nação de Israel sofresse duros golpes deseus inimigos, chegando quase à beira da extinção.Você já percebeu queem meio a nossos piores temores, o que o Senhor nos concede vai muito além dolivramento físico? Assim como aconteceu com Israel, a razão do cuidado de Deuspara com seus filhos reside no maravilhoso pacto realizado na cruz, como bemrelembra o apóstolo Paulo “Que diremos,pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nemmesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos nãodará também com ele todas as coisas? ” (Romanos 8.31,32). Reconheça que oSenhor jamais nos prometeu uma viagem tranquila, o que Ele nos promete é quechegaremos ao final da jornada salvos e seguros “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém asarrebatará da minha mão” (João 10.28). Não há porque temer!  

  14. 1182

    O QUE OCORRE QUANDO ALGUÉM VERDADEIRAMENTE ENCONTRA A JESUS

    DEVOCIONALDIÁRIODATA04/08/2026                                                                                  TÍTULOO QUE OCORRE QUANDO ALGUÉM VERDADEIRAMENTE ENCONTRA AJESUSTEXTOO atento leitor das Escrituras encontra na narrativa do encontro entreJairo e Jesus, apresentado por Marcos no quinto capítulo de seu evangelho, umaprofunda ilustração do que verdadeiramente significa conhecer pessoalmente aJesus Cristo. Após apresentar adesamparada condição de Jairo e seu sincero pedido de socorro para que Jesus oacompanhasse até onde se encontrava sua filha enferma, somos confrontados com agraciosa atitude de Jesus, narrada com simplicidade pelo evangelista “E foi com ele” (Marcos5:24). O que Jesus fez aqui? Pensemos em algumas questões importantesenvolvidas. Certamente Jesus podia curar a filha de Jairo a distância,simplesmente ordenando que tal fato ocorresse, mas Jesus vai com ele. A filhaera de Jairo, provavelmente Jesus não a conhecia, mas Jesus foi com ele. Aangústia pela circunstância da enfermidade da menina era de Jairo, não deJesus, mas mesmo assim Jesus foi com ele. Em suma, o problema era inteiramentede Jairo, não de Jesus, o que não impediu que Jesus fosse com ele. Esta simplesnarrativa nos fornece uma maravilhosa representação de Jesus como nossoSalvador. O pecado cometido por nossos primeiros pais no Éden e suasconsequências foram lançados sobre todos os seus descendentes, como bem Paulonos diz em sua carta aos romanos, “Portanto, como por um homem entrou o pecado nomundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porisso que todos pecaram” (Romanos 5:12). O problema do pecado sempre foiapenas nosso, seres humanos, tanto suas causas quanto em suas consequências. Asdores e angústias resultantes desta terrível condição sempre foram apenasnossos, o sofrimento causado pelo pecado sempre foi uma consequência de nossatriste condição. O que Jesus fez diante disto? Ele tomou sobre si uma condiçãoque não era sua, mas nossa, como bem Paulo expõe aos filipenses ao dizer-nosque Jesus “... sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, masfez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-sesemelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo,sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:6–8). Aquelacruz não era para Ele, ela era a justa retribuição por nossos pecados, masJesus foi a ela por nós.  O profetaIsaías descreve perfeitamente o que Jesus fez “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossasdores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, eoprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído porcausa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, epelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:4,5). Isaías revela que o Messias tomaria sobre si aenfermidade de outros, que as transgressões que causaram sua morte não lhepertenciam, que o castigo derramado sobre Ele, era destinado a outros. Caroamigo, você reconhece está preciosa verdade? Assim como fez com Jairo, ao tomarpara si algo que era de Jairo, Jesus não precisava ter vindo a este mundo, ele nãoprecisava suportar a afronta de homens pecadores. O problema que o trouxe aquinão era de sua responsabilidade, mas mesmo assim Ele veio. Que está verdade lheleve a confessar a mesma verdade que o apóstolo Paulo confessou a Timóteo “Estaé uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio aomundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (I Timóteo 1:15).  

  15. 1181

    APOSTASIA

    DEVOCIONALDIÁRIODATA03/08/2026                                                                                  TÍTULOAPOSTASIATEXTOO termo apostasia temo sentido de afastar-se, desviar-se, abandonar deliberadamente uma crença aqual se seguia, do que Judas Escariotes é um exemplo claro segundo o relato deLucas no primeiro capítulo do livro de Atos “Para quetome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir parao seu próprio lugar” (Atos 1.25).Não é incomum no relato bíblico que até mesmo líderes que serviram a igreja emalgum momento pratiquem a apostasia, passando a combater o evangelho e causarmales aos servos de Deus, tendo como exemplos Himeneu e Fileto, denunciadospelo apóstolo Paulo em sua segunda carta a Timóteo “E a palavra desses roerá comogangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; os quais se desviaram daverdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns”(2 Timóteo 2:17,18). O mesmo Paulo denunciou também, por mais de umavez, a apostasia cometia por Alexandre que, rejeitando a fé evangélica,tornou-se um opositor de seu ministério. Também o apóstolo João precisouenfrentar a oposição de apóstatas da fé, os quais denunciou em sua primeiraepístola ao dizer “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem denós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos denós” (1 João 2:19). Porém, é no décimo capítulo da epístola aos hebreusque encontramos a mais severa admoestação contra o pecado da apostasia,dirigida a pessoas que enfrentavam a possibilidade de abandonar o evangelho,aos quais o autor da epístola exorta dizendo “Porque, se pecarmos voluntariamente,depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta maissacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:26). Aqui a apostasia é definidacomo um pecado cometido por alguém que se afasta da verdade após conhece-la,decidindo por seguir um caminho segundo suas próprias leis. A menção a umpecado voluntário demonstra que esta é uma atitude tomada com plenoconhecimento de sua gravidade e responsabilidade. Afinal,qual a real gravidade do pecado de apostasia? São duas as questões envolvidas.Primeiro, afastar-se de Cristo após conhecer a verdade do evangelho, coloca oapóstata em uma condição onde “já não resta mais sacrifício pelos pecados”, ouseja, não há outro lugar onde o apóstata pode tratar de sua condição a não serna cruz de Cristo. No caso dos destinatários originários da epístola aoshebreus, isso significava que um retorno ao judaísmo era algo absolutamenteinútil, uma vez que o perfeito sacrifício de Cristo na cruz aboliu para sempreos limitados sacrifícios determinados na lei. A segunda questão que demonstra agravidade da condição dos apóstatas é revelada pelo autor da epístola ao dizerque aquilo que os espera é “... uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, quehá de devorar os adversários” (Hebreus 10.27). O que aguarda aquele que,tendo tomado conhecimento das bênçãos do evangelho, se afasta desta verdade, éunicamente a expectação do juízo de Deus. Tragicamente, aquele que se afasta doevangelho parece incapaz de reconhecer está verdade, uma vez que permitiu queseus orgulhos argumentos o cegassem e lhe dessem a falsa sensação de segurança.Aestes restam a dura exortação do sexto capítulo da mesma epístola aos hebreus “Porque éimpossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial,e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra deDeus, e os poderes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados paraarrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus,e o expõem ao vitupério” (Hebreus 6:4 a 6).      

  16. 1180

    COMO AGIR DIANTE DA DIFAMAÇÃO E DA MENTIRA

    DEVOCIONALDIÁRIODATA02/08/2026                                                                                  TÍTULOCOMO AGIR DIANTE DA DIFAMAÇÃO E DAMENTIRATEXTOO conjunto dos salmos 120 a 134 é conhecido dos atentos leitores dasEscrituras como salmos de romagem, uma vez que eram entoados durante asperegrinações judaicas em direção a Jerusalém durante as grandes festas anuaisdeterminadas pela lei. Nosso olhar sobre esses salmos visa perceber ossentimentos revelados neles e que eram experimentados pelos peregrinos. Oensino central destes cânticos é demonstrar como nosso Deus deseja queenfrentemos as circunstâncias enfrentadas por seus filhos no Velho Testamento,ensinando-nos a buscar a orientação do Senhor em todo tempo, como bem diz osalmista “Na minha angústia clamei aoSenhor, e ele me ouviu” (Salmo 120.1).A condição do peregrino no Salmo 120 é a de quem enfrenta o duro golpeda difamação e da mentira, “Senhor,livra minha alma dos lábios mentirosos e da língua enganadora” (v. 2). Seugrito de socorro clama que o Senhor remova tais pessoas de seu caminho,impedindo que continuem a difama-lo. Esta constante campanha de difamaçãodirigida contra o salmista era mantida por aqueles que com ele habitavam,extenuando suas forças e limitando sua capacidade de produzir a paz entre eles “Ai de mim, que peregrino em Meseque, e habito nas tendas de Quedar. A minha almabastante tempo habitou com os que detestam a paz. Pacifico sou, mas quando eufalo já eles procuram a guerra” (v. 5 a 7). É de se esperar que diante de uma circunstância como está, quando adifamação e a mentira são usadas como armas a fim de nos angustiar eintranquilizar, que nosso pedido a Deus seja o de nos livrar de tais pessoas,assim como fez o salmista. A grande lição deste salmo é que Deus escolhe umaoutra forma de lidar com esta circunstância. Ao invés de lidar com osdifamadores, Deus lidou com o coração do salmista, levando-o a entender o resultadoda ação daquelas pessoas “Que te serádado, ou que te será acrescentado, língua enganadora? Flechas agudas dopoderoso, com brasa vivas de zimbro” (v. 3,4). Ele simplesmente mostrou aosalmista que aquelas pessoas acabariam por provar de seu próprio veneno, e porfim enfrentando o juízo que pertence somente a Deus. Ao enfrentar circunstânciasemelhante, sendo difamado até mesmo por irmãos em Cristo, e sofrendo as doresde um espinho na carne, o apóstolo Paulo rogou ao Senhor por três vezes paraque tais questões tivessem fim, até que o Senhor lhe revelou o real objetivo detais provações “A minha graça te basta,porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12.9), o quetrouxe entendimento e paz ao coração do apóstolo.Há no salmo 120 preciosas lições ao salvo em Cristo. Quão importante éque reconheçamos a difamação como a forma mais eficaz utilizada pelo inimigo afim de corroer a paz na família e na igreja, fato que devemos reconhecer e porisso nos manter vigilantes a fim de que jamais sejamos encontrados comodifamadores e roubadores da paz de alguém. Da mesma forma é importantereconhecermos que não é estranho que Deus envie seus servos a lugares ondesofrerão abundantemente por causa da maligna difamação promovida pelo reino dastrevas. Quão importante é que, nestes momentos, nos lembremos que os propósitosdo Senhor são maiores que nossas momentâneas tribulações, e assim suportemoscom alegria a provação, sendo obedientes a exortação do Senhor “A ninguém torneis mal por mal; procurai ascoisas honestas perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver emvós, tendes paz com todos os homens” (Romanos 12.17,18). 

  17. 1179

    UM VERDADEIRO ENCONTRO COM JESUS

    DEVOCIONALDIÁRIODATA01/08/2026                                                                                  TÍTULOUM VERDADEIRO ENCONTRO COM JESUSTEXTOO atento leitor das Escrituras encontra no quinto capítulo do evangelhodo Senhor segundo Marcos uma viva narrativa do encontro entre Jairo e o SenhorJesus. O que encontramos aqui, talvez da forma mais profunda que possa serencontrada nos evangelhos, é uma perfeita ilustração do que significa umencontro verdadeiro com Cristo.Primeiramente, épreciso que reconheçamos a razão pela qual tantas pessoas que também buscaram aJesus não foram abençoadas da forma como Jairo o foi. Entre tantas narrativasdisponíveis nos evangelhos é o próprio Marcos que nos fornece um bom exemplo darazão deste fato. O capítulo 9 de seu evangelho narra o encontro entre o pai deum menino possuído por um espírito maligno e o Senhor, a narrativa feita poreste pai é impactante “Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espíritomudo; E este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range osdentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, enão puderam” (Marcos 9.17,18). Adescrição cruel do estado de seu filho é somada a seu comovente pedido “E muitas vezes o tem lançado nofogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixãode nós, e ajuda-nos” (Marcos 9.22). Encontramos um forte contraste aestes fatos no capítulo seguinte, quando um jovem educado e religioso tambémbusca ao Senhor, aparentemente possuído de uma piedosa vontade “E, pondo-se a caminho, correu paraele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, quefarei para herdar a vida eterna? ” (Marcos 10.17). Diferente do queinicialmente se possa concluir, o resultado da busca deste aparentementepiedoso homem por Jesus não resulta em sua benção, uma vez que suainsinceridade é publicamente desmascarada pelo Mestre “E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-teuma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesourono céu; e vem, toma a cruz, e segue-me. Mas ele, pesaroso desta palavra,retirou-se triste; porque possuía muitas propriedades” (Marcos10.21,22). Já em relação ao caso do pai que trouxe diante do Senhor a cruarealidade de sua condição, o desenrolar do encontro é absolutamente diferente “E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer,tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas,disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade” (Marcos 9.23,24). Estasnarrativas nos apresentam dois homens que buscaram a Jesus, um foi abençoado, ooutro não. Qual a razão por isto ocorreu? Esta questão torna a narrativa doencontro entre Jairo e Jesus uma perfeita ilustração do que significa umverdadeiro encontro com o Senhor. Ao narrar os fatos referentes a Jairo, Marcossimplesmente nos diz “E eisque chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o,prostrou-se aos seus pés, E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está àmorte; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva” (Marcos5.22,23). O que Jairo apresentou ao Senhor ao encontrar-se com Ele foi sua maissincera condição. Não havia mais ninguém a quem recorrer, Jairo encontrava-secompletamente desamparado de qualquer outra esperança, a não ser o poder deJesus Cristo, o que nos concede uma preciosa lição.Caro amigo, não esperenenhum socorro vindo dos céus enquanto teu clamor ao Senhor não corresponder asinceridade e realidade de tua desamparada condição. Nada alcançaras dEle a nãoser que clames em total desamparo e confiança que não há outra alternativa anão ser sua misericórdia. Somente aqueles que reconhecem sua miséria serãoatendidos.     

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    O PRIVILÉGIO DE CONTRIBUIR

    DEVOCIONAL JULHO 2026

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    O PREÇO DE NOS DEIXAR ILUDIR

    DEVOCIONAL JULHO 2026

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    SALVOS E PERDIDOS

    DEVOCIONAL JULHO 2026

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    O SIGNIFICADO E USO DO INCENSO

    DEVOCIONAL JULHO 2026

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    O MANTIMENTO SÓLIDO

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 31/05/2026TÍTULOO MANTIMENTO SÓLIDOTEXTOTodo diligente leitor dassagradas Escrituras que se dispor a examinar e praticar a santa palavra de Deusencontrará nela o poder e direção que necessita. O constante exame da verdade éelemento inegociável no progresso da alma em direção a seu Salvador, por isso aepístola aos hebreus ocupa lugar privilegiado entre a boa leitura praticada portodo aquele que ama ao Senhor. Faremos bem, pois, em examina-la.Ao final do quartocapítulo de sua epístola, o autor desta carta passa a expor o maravilhosoministério sacerdotal de Cristo em favor de seu povo, enaltecendo suasuficiência para com os salvos ao dizer “Visto quetemos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus,retenhamos firmemente a nossa confissão” (Hebreus 4.14). Oministério sacerdotal de Cristo em favor dos salvos é a garantia que suaspetições e necessidades serão atendidas, uma vez que mediadas pela justiça deseu bom salvador. Por isso o autor desta carta faz questão de confirmar acapacidade deste sumo sacerdote acima de qualquer circunstância ao dizer “Porque não temos um sumo sacerdote que não possacompadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós,em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hebreus 4.15), convidandoentão seus leitores a usufruírem de tal intercessão “Cheguemos,pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdiae achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus4.16).Encontramos nos dezprimeiros versos do capítulo 5 a mesma temática, revelando a perfeição de nossosumo sacerdote. Porém ao chegarmos ao versículo 11 o autor nos dá a entenderque se faz necessária uma firme exortação, a fim de que esta preciosa verdadenão seja desperdiçada. Sua intenção é demonstrar que uma específica deficiênciapor parte dos salvos pode leva-los a não usufruírem desta verdade em sua vidadiária, por isso os exorta, apontando seu erro “porquantovos fizestes negligentes para ouvir” (Hebreus 5.11). A preguiça em ouvir e atentar para averdade da palavra de Deus impedia aquelas pessoas de usufruírem plenamente dosacerdócio de Cristo em favor deles, a tal ponto que o autor lhes dirige umaforte reprimenda ao dizer “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, aindanecessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentosdas palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitaisde leite, e não de sólido mantimento” (Hebreus5.12). Ao invés de avançarem em direção a um maior conhecimento da verdade doevangelho, aquelas pessoas se tornaram preguiçosas e letárgicas para com averdade da palavra de Deus.O autorda epístola passa então a demonstrar-lhes as danosas consequências destaprática, dizendo-lhes “Porque qualquer que ainda sealimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino”(Hebreus 5.13). A pouca prática da verdade tornara aqueles cristãosincapazes de andarem por suas próprias forças, sendo necessário que alguémsempre os conduzisse pela mão em sua jornada cristã. Porém esta condição podiae deveria ser mudada, uma vez que uma prática constante por parte deles permitiriaseu sólido crescimento espiritual, como lhes é exortado “Mas o mantimentosólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidosexercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hebreus 5.14). Aoobservarmos está firme exortação, somos levados a reconhecer quantos cristãosem nossos dias vivem nesta mesma condição, tendo como causa unicamente suanegligência para com o aprendizado e prática da palavra de Deus, sendo elespróprios os responsáveis por sua fraqueza e fracasso espiritual. É a vontade doSenhor para os salvos que se alimentem vigorosamente de sua palavra, a fim deque o alimento sólido os fortaleça. O primeiro passo para a prática destaverdade é reconhecer que esta é uma responsabilidade sua. 

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    MAS O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 30/05/2026TÍTULOMAS O JUSTO VIVERÁ PELA FÉTEXTOOdiligente leitor as sagradas Escrituras encontram no capítulo 10 da epístolaaos hebreus uma encorajadora exortação a prosseguir firmemente em sua devoçãoao Senhor Jesus Cristo, independente das circunstâncias que o cerquem. No textoque compreende os versos 32 a 39 deste capítulo, o autor da carta aos hebreusprocurou encorajar seus ouvintes por meio de três verdades preciosas, iniciandopela exortação “Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que,depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições” (Hebreus 10.32), ondeele procura encoraja-los por meio da lembrança de tudo o que já haviam vividopor amor a Cristo. Da mesma forma, sua segunda exortação os chama a olhar parafrente e para a grande recompensa prometida pelo Senhor, ao lhes dizer “Nãorejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão” (Hebreus 10.32). Seu encorajamento final nestapassagem de hebreus capítulo 10 se dá pelo foco em uma verdade preciosa dasEscrituras, a qual deve nortear a vida dos filhos de Deus, quando diz “Mas ojusto viverá pela fé; e, se alguém se retirar, a minha almanão tem prazer nele” (Hebreus 10.38). Reflitamos, pois, nesta preciosaexortação.Aodirigir a seus ouvintes está presente exortação, o autor da epístola aoshebreus procura lhes mostrar a importância de permanecerem na prática da fé quehavia dado início a sua jornada cristã, ou seja, o método pelo qual Deus osorientava permanecia o mesmo, pela fé haviam iniciado sua vida cristã, pela fédeveriam prosseguir, pois esta é a conduta que Deus esperava deles. Porém,encontramos aqui uma severa advertência ao lermos “e,se alguém se retirar, a minha alma não tem prazer nele” (Hebreus 10.38).Aexpressão retroceder refere-se ao abandono de um salvador que outrora foiconfessado, porém não de forma sincera, sendo o retrocesso o contrário doousado avanço dos salvos. A exortação aqui serve para admoestar aqueles queestavam dispostos a voltar as práticas do judaísmo de que não há outra forma de agradar a Deus fora da dependência e intercessão deJesus Cristo, não havendo outra maneira de viver para Deus a não ser pelaconfiança no sangue de Jesus. Literalmente o que ele nos ensina é que nãoexiste nada bom fora de Jesus, o que deve nos desencorajar a procurar outrocaminho.A exortação seguinte usada peloautor desta epístola visa relembrar-lhes de sua condição de plena segurança emCristo, ao dizer-lhes “Nós,porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles quecreem para a conservação da alma” (Hebreus10.39). O período enfrentado por estas pessoas foi fortemente marcado peloretrocesso de muitos que haviam temporariamente deixado as fileiras do judaísmoa fim de conhecerem a verdade do evangelho. Porém as lutas e perseguiçõescontra a igreja levaram muitos deles a voltarem ao judaísmo, onde fatalmentenão encontrariam a graça suficiente que lhes era oferecida apenas em Cristo esua cruz. De tais pessoas jamais é dito que haviam depositado sua fé pessoal emJesus, de forma que, ao se retirarem das fileiras cristãs, revelavam suaincredulidade. Porém a respeito daqueles que verdadeiramente haviam depositadosua fé em Jesus o autor desta epístola revela que se espera deles é queprossigam em frente.Desta foram, a exortaçãodesta passagem nos leva a concluir que ao estagnar em nossa vida cristã devemosreconhecer que não há nenhum outro lugar onde poderemos provar das bençãos deDeus, levando-nos a relembrar a preciosa verdade proferida pelo apóstolo Pedroao ser questionado pelo Senhor se também ele desejava abandona-lo, ao que Pedrosimplesmente respondeu “Senhor, paraquem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6.68). 

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    OS PERIGOS DO ECUMENISMO

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 29/05/2026TÍTULOOS PERIGOS DO ECUMENISMOTEXTOReconhecemos comoecumênicos aqueles que demonstram disposição à convivência e diálogo com outras confissões religiosas, deforma que seu alvo seja uma identificação doutrinária igualpara todas as vertentes religiosas encontradas neste mundo.É reconhecível que os ecumênicos acham saudável removeras doutrinas que causam as diferenças entre as correntes religiosas, de formaque ninguém seja discriminado por usa fé, por mais que ela seja diferentedaquilo que Jesus Cristo nos ensinou. Um fator preponderante entre osecumênicos é que eles atribuem a igreja local um papel inferior aos órgãosreligiosos que os representam, como alianças religiosas nacionais e mundiais,de forma que, quanto maior a participação com grupos religiosos, maismadura a sua espiritualidade. É também reconhecível que o ecumenismo concedeprioridade as obras sociais epolíticas como se fossem uma grande parte da comissão de Cristopara a sua igreja, como se a mensagem do evangelho necessitasse ser humanizadaa fim de que o ser humano dê a ela crédito. Um fator inegável gerado pelaprática do ecumenismo é que, para agradar pessoas de paladares religiosos tãodistintos, os padrões de moralidade e doutrina precisam ser rebaixados, deforma que a libertinagem seja aceita por todos. É bom que reconheçamos napregação ecumênica seu esquecimento a doutrinas bíblicas relevantes, como a irade Deus, a corrupção do pecado e a necessidade do ser humano por salvação. Aoinvés de uma pregação bíblica sadia, o ecumenismo oferece mensagens positivas eque não ofendam seus ouvintes, chegando a interpretar como negativismo a pregaçãopura e simples do evangelho de Cristo.O que aqueles quecreem na suficiência e verdade da palavra de Deus devem fazer diante destadevastadora onda que nos atinge? Primeiro, reconhecer que a verdade éinegociável, exigindo de cada ser humano que se arrependa de seus pecados e quevenha a Cristo unicamente pela fé, sem mérito, algum, como demonstra Paulo emsua carta aos efésios “Porque pela graçasois salvos mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem dasobras, para que ninguém se glorie”. Amar a Deus e sua revelação é algoimprescindível aos salvos em Cristo, de forma que, conhecer os atributos deDeus e ama-lo por quem Ele é deve ocupar nosso coração, assim como ser-lhegrato pelas bênçãos concedidas a nós. No evangelho segundo João o próprioSenhor Jesus nos prometeu “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará emtoda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiverouvido, e vos anunciará o que há de vir” (João16.13), por isso a fidelidade a verdade é item inegociável para o cristão.Finalmente,caso você tenha caído no engodo ecumênico, sua única saída é abandonar o erro. Reconheçaque não haverá nenhum ganho em discutir com tais pessoas quanto as verdadesbíblicas, de forma que devemos dar ouvidos ao que o apóstolo Paulo nos exorta emsua epístola a Tito, dizendo-nos “Aohomem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o” (Tito 3.10). Ésalutar que você dê ouvidos aquilo que A BÍBLIA VOS DIZ quanto a singularidadeda palavra de Deus “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar,para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamenteinstruído para toda a boa obra” (2Timóteo 3.16,17).

  31. 1165

    ALVOS DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 28/05/2026TÍTULOALVOS DO CRESCIMENTO ESPIRITUALTEXTOEmsua epístola aos efésios o apóstolo Paulo estabelece os alvos que demarcam ocrescimento dos salvos em sua maturidade espiritual. Em Efésios 4.13 eledelimita de forma clara quatro áreas alvo deste desenvolvimento, nos desafiando“Até que cheguemos a unidade da fé, aoconhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, a medida e estatura completade Cristo”.Primeiramente,notemos que a ordem é lançada a todos os salvos em Cristo, fato declarado naexpressão “Até que todos”. Não é davontade de Deus que ajam nem retardatários e nem desistentes nesta jornada, umavez que há um objetivo, um alvo claro a ser conquistado. Este alvo claro apontapara uma fé madura, pois o apóstolonos exorta a chegarmos “... à unidade da fé”. Reconhecemosque Paulo não salienta aqui o tamanho da fé, mas a sua experiência. AsEscrituras ressaltam a presença ou não da fé salvadora, de forma que a fétamanho de um grão de mostarda é suficiente para grandes ações. Outro pontoressaltado por Paulo é termos em mente que devemos estabelecer umrelacionamento íntimo com nosso Salvador, ao dizer que devemos prosseguir emdireção “ao conhecimento do Filho deDeus”. Este conhecimento é tanto intelectual como também experimental.Devemos crescer “crescer na graça e noconhecimento” de Cristo, como nos exorta o apóstolo Pedro, como naexperiência de andar e depender de nosso Salvador, como Paulo tão bem relata noterceiro capítulo de sua epístola aos Filipenses, demonstrando que se alvo eraconhece-lo experimentalmente.Nestequarto capítulo de sua carta aos efésios, Paulo nos diz que há um terceiro alvode nosso crescimento em Cristo, a correção de nossas falhas, fato ressaltadopelo uso da expressão “homem perfeito”,ou seja, sem deficiência, homem capaz de atingir estes alvos, o que somenteserá possível mediante a constante atenção a nossos hábitos carnais, que devemser substituídos por um novo comportamento, digno daqueles que servem aoSenhor. Finalmente, Paulo nos diz que o quarto objetivo de nossodesenvolvimento rumo a maturidade espiritual é a implantação do caráter deCristo em nós, revelado na expressão “...a medida e estatura completa de Cristo”. Nosso alvo é claro, não fomoschamados a ser melhores que as pessoas deste mundo, nem mesmo a pessoas daaltura espiritual do apóstolo Paulo, nosso chamado é para nos espelharmos emCristo, de forma que sejamos transformados a sua imagem mediante nossasexperiências ao andar pela fé nele. Neste quesito, não devemos nos comparar comoutros crentes, pois isso nos tornaria orgulhosos, a exemplo dos fariseustantas vezes repreendidos por Jesus. Se realmente desejamos saber nossa realestatura espiritual é necessário que nos coloquemos ao lado de Cristo, a fim devermos copiados em nós suas virtudes.Ocrescimento espiritual deve ser revelado no fato de nos tornarmos melhoresmaridos, esposas mais excelentes, filhos mais obedientes, empresários maisjustos, trabalhadores mais comprometidos, cidadãos honrados e diferentes dagrande multidão que nos cerca. É nestas coisas que nosso desenvolvimentoespiritual se revela, pois é através delas que testemunhamos de nossaconversão. Portanto, jamais desanime, siga em frente, dando ouvidos aquilo queA BÍBLIA VOS DIZ “PORTANTO nós também, pois que estamosrodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e opecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nosestá proposta”. 

  32. 1164

    A ESTRATÉGIA DE SATANÁS CONTRA OS FILHOS DE DEUS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 27/05/2026TÍTULOA ESTRATÉGIA DE SATANÁS CONTRA OSFILHOS DE DEUSTEXTOO significado do termoestratégia pode ser melhor entendido quanto compreendemos o modo como ela édeterminada. Primeiramente é necessário ter em mente um alvo, e no caso deSatanás este alvo é muito claro, ele deseja usurpar o reino de Deus e suaglória, e por isso trabalha incansavelmente a fim de destruir tudo e todos quesejam portadores da glória de Deus, como declarado no capítulo 14 do livro deIsaías “Subirei sobre as alturas dasnuvens, e serei semelhante ao Altíssimo”.Uma vez escolhida a estratégia basta determinar quais armadilhas serão usadas,no caso da luta de satanás contra os salvos, suas armadilhas sãopreferencialmente lançadas contra a fraqueza de nossa carne, o uso de nossotempo, e o ataque a nosso intelecto, de forma que o próprio Senhor nos alertaem Mateus capítulo 26 “Vigiai e orai, para que não entreisem tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas acarne é fraca”. Mediante a escolha da estratégia, são escolhidas quaisfraquezas do adversário serão atacadas, sendo a estratégia satânica fruto desua observação e experiência em lidar com o ser humano, de formaque somos admoestados pelo apóstolo Paulo em Efésios 6.11 “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possaisestar firmes contra as astutas ciladas do diabo”.Não deve nos causarespanto o fato que a primeira estratégia lançada por satanás contra a raçahumana tenha sido desacreditar o caráter de Deus aos olhos do homem, fatorevelado em suas palavras a Eva ainda no jardim no Éden “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que delecomerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e omal”. Observe que Satanás inicia por testar o conhecimento deEva a respeito da vontade de Deus ao ingadar “É assim que Deus disse?”. A indagação de satanás visava afastarEva da verdade de Deus, o que ele conseguiu, uma vez que Eva não somenteacrescentou algo que Deus não havia dito “...nem nele tocareis” como também colocou em dúvida as consequências “...para que não morrais” ao invés de “Certamente morrereis”. Uma vezdemonstrada a fraqueza de Eva, Satanás tratou de lançar sua própria versão dosfatos “Certamente não morrereis”, literalmenteacusando Deus de mentiroso, de limitar a vida humana através de uma ameaçainfundada. Satanás está rotulando Deus como um chantagista. O próximo passo deSatanás foi acusar Deus de esconder a verdade ao dizer “Porque Deus sabe”. Assim Satanás acusa Deus de esconder a verdade,de egoisticamente reservar as boas oportunidades apenas para si mesmo.Finalmente, Satanás propõe a Eva a mais incrível das aventuras “...que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis comoDeus, sabendo o bem e o mal”. Em todo tempo aestratégia de satanás visava afastar Eva da segurança de uma vida debaixo daorientação de Deus para uma vida exposta a todos os males que o pecado pode noscausar.É imprescindível que estejamos atentos a estratégia de satanás, dandoouvidos ao que A BÍBLIA VOS DIZ “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda emderredor, como leão bramando, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entreos vossos irmãos no mundo” (1 Pedro 5.8,9). 

  33. 1163

    A EXISTÊNCIA DE SATANÁS DENUNCIADA NAS ESCRITURAS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 26/05/2026TÍTULOA EXISTÊNCIA DE SATANÁS DENUNCIADA NASESCRITURASTEXTOUm dos maiores trunfos desatanás em sua atividade neste mundo é que parte dos homens simplesmenteignoram sua existência, permitindo assim que ele continue livremente a operarentre eles sem ser importunado. Da mesma forma, em nada ofende a satanás que oser humano não reconheça sua existência, responsabilizando o acaso por tantosmales provados em sua vida e ignorando que a escravidão ao pecado é a fonte de seusmales. A palavra de Deusdenuncia a existência de satanás por meio de revelar seus atos e intentosmalignos, os quais tem cercado e enganado os homens por séculos, sem que estesverdadeiramente percebam sua malignidade. Ao narrar os últimos atos de satanásneste mundo, que se darão nos últimos tempos do reino milenar de Cristo nestemundo, as Escrituras revelam que o intuito de satanás sempre foi o mesmo,ludibriar o entendimento humano, como bem nos é dito por João no vigésimocapítulo do livro de Apocalipse “E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra,Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para asajuntar em batalha” (Apocalipse 20.7,8). Emrelação aos homens deste mundo, as Escrituras também denunciam a práticasatânica de cegar o ser humano a verdade de Deus a fim de dificultar que venhama se arrepender e crer por meio da luz da palavra de Deus, verdade denunciadapelo apóstolo Paulo no quarto capítulo de sua segunda carta aos coríntios “Nos quais o deus deste século cegouos entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz doevangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4.4).Devemos reconhecer que a atividade de satanás é incansável neste mundo,buscando atingir seus malignos objetivos.Não imaginemos pois, queas atividades de satanás se restringem aos governos e pessoas deste mundo, poistambém em meio aos filhos de Deus satanás tem procurado cumprir seus mausintentos, como quando instigou a Ananias e Safira, fazendo-os pecar contra oSenhor “Disse então Pedro: Ananias, por queencheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, eretivesses parte do preço da herdade?” (Atos 5.3). Satanásnão teme atacar nem ao menos os mais preparados servos de Cristo, como fez comapóstolo Paulo, fato narrado pelo próprio apóstolo em 2 Coríntios 12 “E, para que não me exaltasse pelaexcelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, ummensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar”. O mesmo Paulo provou da opressãosatânica durante seu ministério, como narrado em 1Tessalonicenses 2 “Por isso bem quisemos uma e outra vez ir ter convosco, pelo menos eu, Paulo,mas Satanás no-lo impediu”. Também aossalvos da igreja em Esmirna foi profetizado pelo próprio Senhor que satanás osatacaria ferozmente “Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e ablasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são asinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabolançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; etereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa davida” (Apocalipse 2.9,10).Portanto, é seu dever estar sempre atento ao que A BÍBLIA VOSDIZ  na segunda epístola de Paulo aoscoríntios, estando sempre atentos, “Porque não ignoramos os seus ardís”. 

  34. 1162

    A EXISTÊNCIA DE SATANÁS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 25/05/2026TÍTULOA EXISTÊNCIA DE SATANÁSTEXTOÉ perceptível que o serhumano possui lacunas em seu entendimento quanto à existência de Satanás, umavez que sua existência não pode ser confirmada de forma científica, muitos nãocreem que ele realmente exista, mesmo diante das evidências de influência navida dos homens. Há aqueles que creem na existência de Satanás, porém semreconhecer que ele é, assim como o ser humano, um ser criado por Deus,colocando-o assim no mesmo patamar de Deus em seu poder e autoridade. Há tambémaqueles que reconhecem a existência de Satanás e se dispõem a adora-lo, crendoser ele um ser poderoso. Diante de tantos pensamentos conflitantes o únicocaminho seguro a percorrermos é a da revelação infalível de Deus em suapalavra. A Bíblia fala abundantemente a respeito da pessoa e obra de Satanás, éa ela que devemos recorrer.Primeiramente, a Bíbliaatesta a respeito da existência de satanás, de forma que encontramosreferências a ele em 9 livros do Antigo Testamento: Gênesis, Levítico,Deuteronômio, 1 Crônicas, Jó, Salmos, Isaías, Ezequiel e Zacarias. Também, todosos autores humanos do Novo Testamento se referem a Satanás em seus escritos.Ao investigarmos o VelhoTestamento, percebemos que Satanás é uma palavra hebraica que quer dizer acusador, adversário ou aquele que resiste.Este nome é encontrado 19 vezes no VT, nove delas em Jó capítulos 1 e 2. Além destes capítulos encontramoscitações a Satanás em outros três textos:em 1 Crônicas 21.1, onde lemos “ENTÃO Satanásse levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel. Também no capítulo 109 do livro de Salmos “Põe sobre ele umímpio, e Satanás esteja à sua direita”. Aindao profeta Zacarias faz referência a pessoa de satanás em seu terceiro capítulo “E ELE mostrou-meo sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mãodireita, para se lhe opor. Mas o Senhor dissea Satanás: O Senhor te repreenda,ó Satanás, sim, o Senhor, queescolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um tiçãotirado do fogo?”. Ao investigarmos o NovoTestamento, descobrimos que o termo Satanás ocorre 34 vezes, 17 vezesnos evangelhos e no livro de Atos e 17 vezes nas epístolas e no livro deApocalipse. Já o termo diabo, do grego diabolôs, ocorre 60 vezesno NT, seu significado é acusador ou maldizente. Ele também é chamado poroutros nomes no NT: acusador, o adversário, Apolião, Belzebu, Belial, o dragão,o deus deste século, o príncipe das potestades do ar, o príncipe deste mundo, aserpente e o tentador. A descrição de Satanás no NT o trata não como uma forçaou poder impessoais, mas como uma pessoa que possui inteligência, sente emoçõese exerce sua vontade. Em 2 Coríntios 11 temos uma referência que revela seuintelecto, revelando sua capacidade de enganar “Mas temo que,assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam dealguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidadeque há em Cristo”. Já em Apocalipse 12 énos revelado a respeito de suas emoções, em especial sua ira, “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescenteda sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho deJesus Cristo”. Já em 2 Timóteo 2 oapóstolo Paulo se refere a sua capacidade de exercer vontade, “E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que àvontade dele estão presos”.Desta forma, pois, a Bíblia assevera não somente a respeito daexistência de satanás, como também de ser ele um ser pessoal, de forma quefaremos bem em atentar aquilo que A BÍBLIA NOS DIZ em Efésios 6 “Revesti-vos de toda a armadura de Deus,para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”. 

  35. 1161

    PORQUE O REINO DE DEUS E O REINO DAS TREVAS NÃO PODEM COEXISTIR?

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 24/05/2026TÍTULOPORQUE O REINO DE DEUS E O REINO DASTREVAS NÃO PODEM COEXISTIR?TEXTOTalvez você já tenha seperguntado porque Deus simplesmente não retira deste mundo aqueles que desejamviver com Ele e deixa aqui aqueles que desejam viver segundo seus própriosprincípios, separando assim definitiva e eternamente o reino da luz e o reinodas trevas. Tal pensamento leva em conta que o pecado é a simples rejeição deDeus por parte do ser humano, que apenas não deseja se submeter as leis eprincípios que regem o reino de Deus, porém as implicações do pecado no coraçãodas criaturas de Deus são muito mais profundas e danosas do que este simplespensamento.Primeiramente, é precisoreconhecer que o ser humano ignora quem verdadeiramente está por detrás do quecaminho que eles escolheram trilhar. O homem pensa ser livre, porém é um meroescravo, como bem o próprio satanás ousou dizer a Jesus “E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempotodos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória;porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lucas4.5,6). É por este fato que o apóstolo Paulo se refere a satanás de formacontundente em 2 Coríntios 4 “Nos quais o deusdeste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes nãoresplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Todo este plano de fundo repleto de engano e mentira érevelado pelo apóstolo Paulo em sua segunda epístola aos tessalonicenses “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, comtodo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque nãoreceberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam amentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveramprazer na iniquidade” (2 Tessalonicenses 2.9 a 12).Diante destes fatos, fica evidente que nãopode haver uma coexistência porque objetivo declarado do reino das trevas édestruir o reino de Deus. O pecado não é simplesmente o desejo do homem deviver segundo suas próprias regras, ignorando a vontade e o desígnio de Deus, opecado é a rebelião contra Deus, que deseja que tudo o que Deus criou sejadestruído, como claramente revelado no Salmo 2 “POR QUE se amotinam os gentios, e ospovos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contrao Senhor e contra o seuungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas”. Usurpar o reino deDeus foi o intuito declarado de Satanás desde o princípio, de forma que adescrição de Isaías 14, aplicada ao próprio satanás, revela sua malignaintenção “Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como fostecortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas deDeus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos ladosdo norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhanteao Altíssimo” (Isaías 14.12 a 14).Desta forma, farásbem em nos atentar aquilo que A BÍBLIA VOS DIZ “Não vos prendais a um jugo desigual com osinfiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhãotem a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6.14).

  36. 1160

    UMA FALSA NOÇÃO DO REINO DE DEUS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 23/05/2026TÍTULOUMA FALSA NOÇÃO DO REINO DE DEUSTEXTOO reino de Deus tratada autoridade e governo de Deus sobre todas as criaturas, no céu e na terra. Tratada autoridade de Deus sobre os bilhões de pessoas que vivem nesta terra hoje. Tratada autoridade de Deus sobre os seres espirituais que nossos olhos não enxergam,mas que a Bíblia declara que existem, inclusive ao diabo e os demônios. Trata tambémda autoridade de Deus sobre os bilhões de pessoas que já passaram por estemundo e estão hoje aguardando que Deus ordene sua ressurreição, os mortos. Porém, é perceptívelcomo o ser humano tem uma falsa noção do que significa o reino de Deus,iniciando por uma falsa noção geográfica do que significa este reino. Écomum aos homens a noção de que a divisão entre o reino de Deus e o reino deSatanás ocorre apenas após a morte. Porém,o que a Bíblia nos ensina que este mundo é o reino de Satanás, como bemdescrito em Lucas 4 “E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória;porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero”. Tratando do reino deDeus, percebemos também que o engano quanto a localização do reinode Deus e do reino de Satanás leva também ao engano quanto a amplitude destesreinos. É comum a noção humana que o céu pertence ao reino de Deus e o infernopertence ao reino de Satanás. Desta forma aqueles que vão para o céu estarãocom Deus, provando de tudo aquilo que Deus pode lhes dar, e aqueles que vãopara o inferno estarão com o diabo, sendo castigados por ele. Porém a Bíblia declaraque o diabo não está no inferno, como descrito no capítulo 2 do livro de Jó “Então o Senhor dissea Satanás: Donde vens? E respondeu Satanás ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela”. Porém, possivelmenteo mais nocivo engano dos homens quanto ao reino de Deus seja sua falsa noção depertencimento. É comum as pessoas dizerem que todos os sereshumanos são filhos de Deus, e, se são filhos de Deus, são também pertencentes aseu reino, porém a Bíblia nos ensina que nenhum ser humano nasce pertencendo aoreino de Deus, como ensinado por Jesus em João capítulo 3 “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, nãopode ver o reino de Deus”. A verdade é que todo ser humano nascedebaixo da autoridade do reino das trevas, como declarado pelo apóstolo Paulono segundo capítulo de sua carta aos efésios “Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossacarne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por naturezafilhos da ira, como os outros também”.Encontramos no sextocapítulo da primeira carta aos coríntios uma advertência que deve falarprofundamente ao coração dos homens, “Não sabeis que os injustos não hão deherdar o reino de Deus?”. Este verso nos ensina que, por causa deseus pecados, todos os seres humanos estão excluídos do reino de Deus, mastambém nos informa que o reino de Deus pode ser herdado, ou seja, recebido comouma posse por todos aqueles que cumprirem uma única exigência, abandonarem seuspecados e se refugiarem na salvação oferecida pelo Filho de Deus. Por isso, deuouvidos aquilo que A BÍBLIA VOS DIZ “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de seremfeitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. 

  37. 1159

    A LUTA CONTRA SATANÁS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 22/05/2026TÍTULOA LUTA CONTRA SATANÁSTEXTO            Vivemos em um mundo ondebilhões de pessoas não creem na existência de um ser poderoso denominado naBíblia de Satanás. Há aqueles que evocam o pensamento de que vivemos em umaépoca avançada demais para dar lugar a um pensamento tão medieval quanto àexistência e poder do diabo. A Bíblia procura nosconscientizar que a existência de satanás coloca diante dos filhos de Deus umaurgente necessidade, descrita em Efésios capítulo 6 “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor ena força do seu poder. Revesti-vosde toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutasciladas do diabo” (Efésios 6.10,11). Tal verdade é realdiante do ensino de Jesus em Mateus capítulo 7 “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, eespaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;E porque estreita é aporta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus7.13,14). Satanás não pode lhe impedir de passar pelaestreita porta da salvação, mas ele fará o possível a fim de dificultar suajornada pelo caminho apertado, este é seu trabalho e sua maligna missão. Satanás fará opossível para que alguns de nós se assentem à beira do caminho, e que uma vezassentados ali, tranquilamente nos refresquemos em uma boa sombra, como se nadade ameaçador houvesse ao nosso redor. Até que ele trague nossos filhos, nossocasamento, nossa saúde e nos cause tantos males até que pouco nos reste.A outros de nós ele procurará envolver com múltiplos afazeres em sua própriaigreja, chamando-os pelo doce nome de coisas espirituais, mas que não passam demuito barulho em uma panela vazia. É este mal que tem contaminado e destruídoigrejas em nosso tempo, dando a Satanás a oportunidade de sorrateiramenteenvolver os salvos em seus ardis. A outros Satanás fará com que se levantem porcausas aparentemente justas e imprescindíveis em nosso tempo: saúde, educação,política, bem-estar, enquanto lhes enfraquece dia após dia utilizando-se dadesculpe que estão envolvidos em questões importantes demais para investir seutempo e recursos nas coisas verdadeiramente espirituais.A outros Satanás iráiludir como se fosse possível não lutar, é por esta razão que inúmeras igrejaspregam uma teologia semelhante ao desarmamento, que ensina que o salvo não develutar contra este mundo, contra a carne e contra Satanás. A luta contra Satanás éespiritual, porém travada no mundo real. Não é uma luta contra a carne e osangue, mas contra aos milhares de anjos e demônios que agem debaixo do poderde Satanás. Junto a Satanás se encontra um exército numeroso, ativo e cruel,que não faz prisioneiros, mas tem como único objetivo tragar aqueles que, deforma descuidada, dão lugar a seus intentos. A luta contra Satanás é umabatalha contra inimigos invisíveis, que se opõem a causa e a pessoa de nossoSenhor Jesus Cristo, e, se você é verdadeiramente um salvo, Satanás o odeia porcarregar em si a imagem do Filho de Deus.Não ignore esta grande batalha que somente pode ser vencida por meio desermos revestidos do poder de Deus, de forma que você se revista daquilo que ABÍBLIA VOS DIZ “Sede sóbrios; vigiai;porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão bramando,buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé” (1 Pedro 5.8,9).  

  38. 1158

    OS MALES DA PREPOTÊNCIA

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 21/05/2026TÍTULOOS MALES DA PREPOTÊNCIATEXTOO rei Acabe foi osétimo rei das dez tribos do norte após a divisão do reino em Israel, sendoreconhecido nas Escrituras como o mais ímpio dos reis de Israel “E fezAcabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que foram antesdele. Também Acabe fez um ídolo; de modo que Acabe fez muitomais para irritar ao Senhor Deusde Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele” (! Reis16.30,33). Acabe era o líder sobre quem pesava o direcionamento da nação, mas,que por suas fraquezas, acabou por trazer grande mal a todo Israel. Acabetornou-se um exemplo negativo da forma como um homem deve exercer sualiderança, o que acabou por prejudicar não somente seu lar, mas toda sua nação.Como rei de IsraelAcabe tinha o dever de depender e ouvir a instrução do Senhor em todas as suasdecisões. Porém Acabe resolveu tomar outro caminho, o da rebeldia. Amanifestação de sua rebeldia é revelada em 1 Reis de forma explícita “E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aosolhos do Senhor, mais do quetodos os que foram antes dele” (1 Reis 16.30). Ao dizer queele fez “o que erra mau aos olhos do Senhor” a Bíblia ressalta arebeldia do coração de Acabe, que se manifestou em fazer aquilo que era suavontade, e não a do Senhor, desafiando diretamente a autoridade de Deus. Acabe deu vazão cada vez maior a seus próprios +desejos, como descritoem 1 Reis “E sucedeu que (comose fora pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate) ainda tomou pormulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e oadorou” (1 Reis 16.31). O pecado de Jeroboão citado aquifoi estabelecer a idolatria pagã em meio as dez tribos do norte, a fim de mantê-lassobre seu comando. Acabe casou-se com uma mulher pagã, visando fins políticos,pois Etbaal, pai de Jezabel, era o monarca da Fenícia. Seu casamento tinha porfinalidade ratificar a aliança entre Israel e Tiro, a fim de fortalecer-secontra a ameaça dos sírios de Damasco.As consequênciasdeste ato rebelde de Acabe acabou por desvia-lo ainda mais do Senhor, como bemnos revela 1 Reis capítulo 21 “Porém ninguém fora como Acabe, que se venderapara fazer o que era mau aos olhos do Senhor; porque Jezabel, sua mulher, oincitava. E fez grandes abominações, seguindo os ídolos, conforme a tudo o quefizeram os amorreus, os quais o Senhor lançoufora da sua possessão, de diante dos filhos de Israel” (1 Reis 21.25,26). A expressão “se vendera” significa que Acabeescolheu satisfazer seus desejos pecaminosos, mesmo que esses desejos ofizessem pagar um alto preço.Desta forma, reconhecemos que umdos maiores males praticados por Acabe foi sua constante atitude de prepotênciapara com o Senhor. Como fez com Acabe, a prepotência leva homens conhecedoresda verdade bíblica a enganosamente tomarem caminhos contrários a ela. Ser umconhecedor das Escrituras não é um seguro nem um atenuante ao pecado, é umagravante, de tal forma que faremos bem em dar ouvidos a instrução de Tiago “E sede cumpridores dapalavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tiago 1.22). 

  39. 1157

    NÃO HÁ VIDA LONGE DA CRUZ

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 20/05/2026TÍTULONÃO HÁ VIDA LONGE DA CRUZTEXTOINTRODUÇÃOEncontramosno décimo capítulo da epístola aos hebreus um precioso encorajamento aos salvosque enfrentam lutas e tribulações que por vezes os fazem pensar em voltar atrásem sua confiança em Cristo. Preocupado com a condição destes cristãos, o autoraos hebreus lhes apresenta três razões pelas quais eles devem prosseguir emfrente. Primeiro ele lhes faz lembrar de todas as agruras que já haviamenfrentado em sua jornada cristã, sua firmeza diante destas provações era umaconfirmação que a fé era genuína, uma vez que fora provada pelo fogo eresistira. O segundo encorajamento trazido a mente deles pelo autor destaepístola os fazia olhar para o futuro, para a recompensa que em breve semanifestaria diante deles quando finalmente o Senhor Jesus voltaria a fim deconduzi-los ao lar onde toda dor e sofrimento terão fim. Oterceiro motivo pelo qual aqueles cristãos deviam seguir em frente encontra-senos versos 38 e 39 do capítulo dez da epístola aos hebreus, que nos diz “Mas ojusto viverá pela fé; e, se alguém se retirar, a minha almanão tem prazer nele. Nós,porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles quecreem para a conservação da alma”. O autor leva seus ouvintes a serecordarem do tipo de vida que agrada a Deus que seus filhos vivam ao dizer “Mas ojusto viverá pela fé”. Ossalvos haviam iniciado sua vida espiritual pela fé e deviam prosseguir vivendopela mesma fé que lhes havia sido incutida pelo Espírito santo de Deus. Poresta razão o autor lhes exorta quanto ao grande perigo que se encontrava diantedeles em meio as lutas e tribulações, dizendo “e, se alguém seretirar, a minha alma não tem prazer nele”. A expressãoretirar-se refere-se ao abandono de um salvador que outrora foi confessado,porém não de forma sincera, demonstrando que o retrocesso é aatitude contrária do ousado avanço que se espera dos salvos.O avisoaqui é que não há outra forma de agradar a Deus fora de Jesus Cristo. Não háoutro meio de viver para Deus a não ser pela confiança e dependência em Jesus. Não háabsolutamente nada bom fora de Cristo. O simples pensamento de recuar quanto aprática do cristianismo era absolutamente inconcebível, um ato que apenasaqueles que não conheciam verdadeiramente a Cristo teriam razões para tomar.A fim de estabelecer a confiançae firmeza da condição dos salvos em Cristo, o autor da epístola aos hebreuslhes faz saber a respeito deles “Nós, porém, não somos daquelesque se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação daalma”. Não se espera outra atitude dos salvos que não seja seguir em frente,uma vez que eles já receberam a maior das dádivas, a salvação, dada a eles semmérito nem merecimento algum. É proveitoso que os salvos em Cristo sejamlembrados que a falta de progresso na vida cristã é ao mesmo tempo danosa einfrutífera, uma vez que não há nenhum outro lugar onde poderemosprovar das bençãos de Deus.Não há vida fora de JesusCristo. Há apenas a sequidão deste mundo que o rejeita e despreza. Por isso,todos aqueles que verdadeiramente o conhecem devem estar ligados a Ele,provando de seu poder e vida. 

  40. 1156

    TENHA EM VISTA A RECOMPENSA

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA 19/05/2026TÍTULOTENHA EM VISTA A RECOMPENSATEXTOOlhandopara o décimo capítulo da epístola aos hebreus, aprendemos como filhos de Deusno passado enfrentaram períodos de desânimo e fraqueza semelhantes a que nóstambém estamos sujeitos. Há tempos em que parece que os filhos de Deus simplesmenteperdem a coragem de continuar e não encontramos razão nenhuma para seguirmos emfrente. Porém a palavra do Senhor nos exorta que há motivos suficientes para que os salvos sigam em frente, e um dos motivoslembrados pelo autor desta epístola está registrada nos versos 35 a 37 docapítulo 10, que nos diz “Não rejeiteis, pois, a vossaconfiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência,para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar apromessa. Porque ainda um pouquinho de tempo, e o que há devir virá, e não tardará”.Se aprimeira razão apresentada pelo autor desta epístola para seguirmos em frentenos fez olhar para o passado, a segunda razão nos faz olhar para o futuro quese encontra diante de nós. É por esta razão que ele nos chama a reconhecermos aimportância de permanecer confiando nas promessas do Senhor, demonstrando quenão devemos desistir de confiar em nosso Salvador “Não rejeiteis, pois, a vossa confiança”. O desânimo e estagnação na vida cristã sãoresultado do fato que o salvo deixa de confiar que Deus cumprirá suas promessas.Quando estagnamos na vida cristã reconhecemos o pouco valor que damos ao nossocristianismo. Por esta razão o autor aos hebreus precisa incentivar seusouvintes a que mantenham seus olhos fixos na recompensam concedida aosvencedores, ao dizer que a fidelidade deles “tem grande e avultado galardão”. Verdadeiramentehá grande recompensa em ser fiel aJesus Cristo, uma recompensa que não pode ser medida pelos valores deste mundo.Diantedesta verdade o autor nos mostra a atitude que seus ouvintes devem ter ao dizerque “necessitais de paciência”, levando-os a reconhecer que uma das maiores marcas do verdadeiro cristãoestá em sua perseverança. A ideia de perseverança vem de uma resistênciapaciente, debaixo de circunstâncias adversas, levando sobre os ombros uma cargapesada, da qual não se desiste. Seu encorajamento nos leva a contemplar aquiloque deve nos fazer seguir em frente, ao dizer “para que, depois de haverdesfeito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa”. A vontade de Deus éque os olhos do salvo estejam fixos em Cristo em todo o tempo, a fim de quesejamos fortalecidos nEle hoje e sempre. Como que para nos incutir ainda maisconfiança, o autor faz lembrar seus ouvintes que “Porque ainda um pouquinhode tempo, e o que há de vir virá, e não tardará. Oscristãos daqueles dias criam sinceramente que Jesus voltaria ainda em seus dias. Eles enfrentavam as lutas edificuldades tendo os olhos e ouvidos abertos a esta preciosa promessa.Há um salmo que devefalar profundamente a nossos corações hoje quanto a permanecermos firmes diantedas lutas e tribulações, o Salmo 126 nos concede uma preciosa promessa nosversos 5 e 6 “Os que semeiam em lágrimas segarão comalegria. Aquele que leva a preciosa semente,andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo osseus molhos”. Literalmente, o salmistaestá nos dizendo que nossas lágrimas de hoje são um vislumbre das preciosasbençãos de amanhã. Por isso, continue em frente. 

  41. 1155

    A GENEALOGIA DO SALVADOR

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA18/05/2026                                                                                  TÍTULOA GENEALOGIA DO SALVADORTEXTODentre asinúmeras verdades a respeito do nascimento de Jesus Cristo, sua genealogia éassunto tratado em dois dos quatro evangelhos, tendo especialmente o apóstoloMateus tratado de registrar um fato importantíssimo quando ao Messias aoiniciar seu evangelho dizendo “Livro da geração deJesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mateus 1.1). Mateus serefere a Jesus como descendente do patriarca Abraão e também como pertencente alinhagem real da casa de Davi, fato confirmado no livro de Atos “Da descendência deste (Davi), conforme apromessa, levantou Deus a Jesus para Salvador a Israel” (Atos 13.23) e naepístola aos romanos “Acerca de seuFilho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne” (Romanos1.3).Quando traçamos a linhagem messiânica desdeseu primórdio encontramos Sem filho de Adão, sobre quem é dito “Bendito seja o Senhor Deus de Sem”(Gênesis 9.27). De Sem prosseguimos a Abraão, o primeiro dos patriarcas, a quemfoi dito “Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para aterra que eu te mostrarei” (Gênesis12.1), seguido então por seu Filho Isaque e depois deste por Jacó, a quem oSenhor falou “...Eu sou o SenhorDeus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado,darei a ti e a tua descendência” (Gênesis 28.13). De Jacó a linhagem prossegue através de Judá, sobre quemfoi profetizado “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés..” (Gênesis 49.10). É a partirdaqui que certas aparentes dificuldades começam a surgir, demonstrando tambémcomo a graça de Deus estava o tempo todo ativa neste processo. A linhagem de Judá prossegue por meio de um filho ilegítimo, Perez,concebido da nora de Judá, viúva de Selá, seu filho (veja Gênesis 38). Deacordo com a lei o filho bastardo era excluído da assembleia do Senhor até adécima geração “Nenhum bastardo entrará na congregação do Senhor; nem ainda a suadécima geração entrará na congregação do Senhor” (Deuteronômio 23.2) Examinando agenealogia apresentada por Mateus, verificamos que Davi era a décima geração deJudá, portanto já livre das consequências do pecado de Judá. Dentro destas dez gerações há outras abundantesprovas da graça de Deus. Raabe, a meretriz de Jericó, também está presente nalinhagem do Messias. Raabe casou-se com Salmon e dele concebeu a Boaz, que dámoabita e idólatra Rute concebeu a Obede. Portanto, Raabe a meretriz eratataravó de Davi, Rute a idólatra era bisavó de Davi e também pertencente alinhagem de Jesus Cristo. Ao anunciar a concepção do Messias o anjo Gabriel confirmaestes fatos “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade daGalileia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa deDavi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1.26,27).Duaspreciosas verdades brotam destes fatos. A primeira delas nos ensina que Deussempre cumprirá sua palavra. Ele prometera que na descendência de Abraão todasas famílias da terra seriam abençoadas e assim ele o fez em Jesus Cristo, quealcançou famílias em toda a terra. A segunda preciosa verdade que aprendemos aoobservar a descendência do Salvador nos fala sobre a grande misericórdia ecompaixão de Jesus por nós. Alguns dos nomes citados em sua genealogia revelam históriastristes e vergonhosas, e isto deve nos ensinar um fato importante. Nenhumpecado é maior do que o amor de Jesus Cristo por nós, nenhuma pessoa, nãoimporta o pecado que tenha praticado, está fora do alcance da compaixão do bomsalvador. Jesus não se envergonha de nós pecadores, e isto deve nos ensinarmuito sobre o que é amor.  

  42. 1154

    O PECADO DO REI ZEDEQUIAS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA17/05/2026                                                                                  TÍTULOO PECADO DO REI ZEDEQUIASTEXTOUm dos textos maisconhecidos do livro do profeta Jeremias encontra-se no décimo sétimo capítulode suas profecias “Maldito o homem queconfia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!...Benditoo homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor” (Jeremias 17.5 a8). Estas palavras foram proferidas a respeito de Zedequias, o vigésimo eúltimo rei de Judá. O período de seu reinado corresponde a época de grandedisputa entre babilônicos e egípcios pelo controle da Ásia. A vitória dosbabilônicos teve reflexos também sobre Judá, com a deposição do rei Joaquim e oestabelecimento de seu tio como rei. Este era Matanias, nome que Nabucodonozormudou para Zedequias, deixando-o como seu tributário em Jerusalém. Nesteperíodo o Senhor já havia determinado que Judá seria disciplinada, comoprofetizou Jeremias “Visto que não escutastes as minhaspalavras, eis que eu enviarei, e tomarei a todas as famílias do norte, diz oSENHOR, como também a Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo, e os trareisobre esta terra” (veja Jeremias 25.1 a 9). Conhecedor daquilo que o Senhor jáhavia determinado fazer, Zedequias traça seus próprios planos a partir de umrumor que Faraó novamente se levantaria contra Nabucodonor. Então Zedequias resolveualiar-se a Faraó, crendo que os egípcios seriam capazes de derrotar osbabilônicos, e ele capaz de vencer os planos de Deus. É por esta razão queJeremias dirige duras palavras ao insensato rei “Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, eaparta o seu coração do Senhor!”. Há grandes lições neste episódio, efaremos bem em nos atentar para elas.Primeiramente, énecessário entender que confiar que a força humana pode mudar a históriatraçada por Deus é uma tentativa vã de fugir da necessidade de um verdadeiroarrependimento. Jeremias registrou a respeito de “E fez o queera mau aos olhos do Senhor seuDeus; nem se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da partedo Senhor” (2 Crônicas 36.12). O Senhor concedeu aZedequias inúmeras oportunidades de arrependimento, que foram todasdesprezadas. Da mesma forma,devemos reconhecer que por detrás da confiança no poder dos homens está o desejadopecaminoso do coração humano em manter seus pecados de estimação a qualquercusto, como é dito a respeito de Zedequias “Masendureceu a sua cerviz, e tanto se obstinou no seu coração, que nãose converteu ao Senhor Deusde Israel” (2 Crônicas 36.13). Ocaso de Zedequias também nos ensina como a confiança no poder humano torna oshomens insensíveis a voz amorosa de Deus. Além de Jeremias, Judá contemplou oministério dos profetas Sofonias e Ezequiel, mas não houve resultado “E o Senhor Deusde seus pais, falou-lhes constantemente por intermédio dos mensageiros, porquese compadeceu do seu povo e da sua habitação” (2Crônicas 36.15). Finalmente, este descaso acabou-se por transformar-se emescárnio, como foi registrado “Eles, porém, zombaram dos mensageiros deDeus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas” (2 Crônicas 36.16). O triste fim deZedequias foi assim registrado “Eaos filhos de Zedequias mataram diante dos seus olhos; e vazaram os olhos deZedequias, e o ataram com duas cadeias de bronze, e o levaram a Babilônia” (2reis 25.7).É sábio reconhecer que nãohá como o homem fugir dos propósitos de Deus É enganoso pensar que o poderhumano pode mudar os desígnios de Deus. Quando o homem confia no poder humano oque ele está fazendo é simplesmente tentar fugir da real necessidade dearrependimento. Deus tem sempre a última palavra. 

  43. 1153

    O CRITERIOSO OLHAR DE JESUS CRISTO

    DEVOCIONAL DIÁRIO16/05/2026                                                                                  TÍTULOO CRITERIOSO OLHAR DE JESUS CRISTOTEXTOÉperceptível a limitação que nós seres humanos possuímos quanto a capacidade deavaliar certas circunstâncias. Somos de certa forma facilmente enganados pelasaparências e formas, observando apenas aquilo que nossos olhos desejam ver.Porém o mesmo não ocorre com nosso bendito salvador, o olhar criterioso deJesus é capaz de perceber e avaliar de forma plena e concisa mesmo as coisasocultas dos homens, e temos um bom exemplo desta verdade em dois relatos queencontramos no evangelho de Marcos.Emmeio a narrativa do capítulo 9 do evangelho de Marcos encontramos um pai quetraz diante do Senhor seu filho “Mestre, trouxe-te meu filho, que tem umespírito imundo. E este, onde quer queo apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando” (Marcos 9.17,18).Jesus se depara com a imagem crua do sofrimento humano causado pelas forças domal. Um moço à beira da morte, definhando diante do sofrimento. Ao avançarmosao capítulo 10 encontramos outro homem que se encontra com Jesus, porém em umacondição muito diferente “E, pondo-se acaminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele” (Marcos10.17). O evangelista Lucas descreve que ele era um jovem, rico,aparentemente educado e religioso, demonstrando seu interesse pelas coisasespirituais. Ao contemplarmos estas duas circunstâncias através de nossolimitado olhar humano, somos levados a enxergar uma grande oportunidade noprestativo jovem, o que justificaria investirmos em seu potencial. Já quanto aopobre pai e seu filho endemoninhado, a maioria de nós apenas lamentaria suapobre sorte. Porém o olhar de Jesusnão está sujeito as nossas limitações. Jesus reconhece que, apesar dadiscrepância entre a aparência externa de ambos, em uma questão os doispersonagens citados são iguais: ambos se encontram escravizados e necessitam delibertação. Ao ser questionado por Jesus quanto ao tempo e circunstâncias dapossessão demoníaca de seu filho o pobre pai responde “Desde a infância. E muitas vezes o tem lançado no fogo, na água, parao destruir” (Marcos 9.21,22). A mesma condição se aplica ao jovem descritono capítulo 10. O desejo de Jesus pela salvação daquele jovem é demonstrado emseu convite, que acaba por revelar que a escravidão a que estava submetido eratão terrível quanto a do jovem endemoninhado “E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te umacoisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro nocéu; e vem, toma a cruz, e segue-me”. Apesar das diferençasexteriores, ambos viviam debaixo de uma escravidão da qual somente Jesus lhespodia libertar.Aconclusão dos relatos contradiz a inicial expectativa quanto aos doispersonagens apresentados pelo evangelista Marcos. Em relação ao moçoescravizado pelos demônios é dito “E ele,clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de talmaneira que muitos diziam que estava morto. Mas Jesus, tomando-o pela mão, oergueu, e ele se levantou” (Marcos 9.26,27), porém do jovem e educadocandidato a discípulo é revelado“Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-setriste, porque possuía muitas propriedades” (Marcos 10.22). Você já pensou na inutilidade de tentarludibriar Deus através de uma aparente religiosidade enquanto seu coraçãocontinua escravizado as coisas deste mundo? A exortação do autor da carta aoshebreus deve nos servir de alerta “E nãohá criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas epatentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hebreus4.13). Tentar esconder de Deus quem somos é tão inútil como insensato. Quefaçamos como o pai citado no capítulo 9, que não escondeu de Jesus sua fracacondição “Eu creio, Senhor! ajuda aminha incredulidade” (Marcos 9.25). Aquele que tudo vê estará sempre pronto a nossocorrer.

  44. 1152

    A MANEIRA PECAMINOSA DE ENFRENTAR DIFICULDADES E A SOLUÇÃO FORNECIDA POR DEUS

    DEVOCIONAL DIÁRIODATA15/05/2026                                                                                  TÍTULOA MANEIRA PECAMINOSA DE ENFRENTARDIFICULDADES E A SOLUÇÃO FORNECIDA POR DEUSTEXTODesde que o pecado passoua ser o companheiro inseparável de jornada da raça humana, a existência doshomens tendo sido cercada por toda sorte de adversidades, da forma como oSenhor advertiu a Adão que seria “Porquanto destes ouvidos à voz da tuamulher e comeste da árvore da árvore que te ordenei, dizendo: Não comerás dela,maldita é a terra por causa de ti espinhos, e cardos também, te produzirá; ecomerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornesa terra” (Gênesis 3.17 a19). O não reconhecimento desta verdade faz com que o ser humano procurejustificar das mais variadas formas as dificuldades que surgem a sua frente,culpando as circunstâncias, ao próximo e até mesmo a Deus, o homeminverte a ordem daquilo que pode lhe trazer a cura, desejando o fim dos efeitoscausados por seus problemas ao invés de tratar da causa real de suasdificuldades. Ao rejeitar a provisão de Deus para seus problemas o ser humanorejeita o único caminho realmente eficaz.Além de ser a causa dasdificuldades do ser humano, o pecado também é a razão que leva o homem aenfrentar suas dificuldades de uma forma ineficaz e ao mesmo tempo danosa parasi mesmo. Uma das fortes tendencias do ser humano ao enfrentar essas dificuldadesé a sua tentativa de contorna-la sem a necessidade de trata-las. Os problemassão assim apenas evitados, o que os leva a tornarem-se ainda piores. Foi issoque o rei Davi tentou fazer ao esconder seu adultério com Bateseba e suaresponsabilidade na morte de Urias, e sabemos bem quais foram as consequências.Outra tendencia pecaminosa de lidar com os problemas é deixa-los como estão semenfrenta-los. Pense em quantas pessoas não avançam em área alguma de sua vidapor tomarem esta atitude. É isso que teria ocorrido a Pedro se Jesus não otivesse confrontado após as três consecutivas negativas na noite em que Jesusfoi julgado. Pedro simplesmente teria voltado definitivamente a sua antigafunção e jamais se tornaria um dos pilares da igreja. Há ainda uma terceiraforma pecaminosa de lidar com os problemas, é quando consideramos que éimpossível encontrarmos uma solução. Um exemplo claro desta atitude pode serencontrado em Caim diante do homicídio cometido por ele contra Abel. Apesar detodos os argumentos e meios usados por Deus a fim de levar Caim aoarrependimento e a aceitação da provisão de Deus para com seu pecado, Caimpreferiu viver como se não houvesse solução “É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada” (Gênesis4.13).Porém a Bíblia nos ensinae encoraja a buscar em Deus a solução de qualquer problema que enfrentemos,começando pelo reconhecimento que há solução para eles. O apóstolo Pauloprocurou encorajar os cristãos em Corinto lhes dizendo que “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel éDeus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação darátambém o escape, para que a possais suportar” (1 Coríntios 10.13). Ao dizer-nos que “coma tentação”, ou seja, que junto com os problemas Deus “dará também oescape”, o apóstolo encoraja os salvos a reconhecer que a sabedoriade Deus tem providenciado uma solução eficaz e adequada para cada um de nossosproblemas. Portanto, não há motivospara nos desesperarmos diante das mais ferozes lutas que enfrentemos, Deus estáao nosso lado, como bem ensinou o apóstolo Paulo “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós,quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou portodos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8.31,32). 

  45. 1151

    A BENÇÃO DA EXORTAÇÃO AMOROSA

    DEVOCIONAL DIÁRIO 14/05/2026      TÍTULOA BENÇÃO DA EXORTAÇÃO AMOROSATEXTOReceber uma exortação e dela tirar proveito estáentre os exercícios espirituais mais proveitosos aos salvos em Cristo Jesus,sendo a exortação um ministério ao qual todos os salvos são chamados, comodeclara o autor da epístola aos hebreus “Antes,exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje,para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (Hebreus3:13). A igreja, a família e até o mundo colocam diante de nós oportunidadepara exercer a exortação amorosa de forma bíblica e eficaz. Procuremos entenderentão a utilidade deste dom tão precioso.Temos no apóstolo Paulo oexemplo de alguém que utilizou da exortação de forma variada e própria, emcircunstâncias diversas e necessárias. Diante das tribulações a que foramsubmetidos os ainda infantes crentes tessalonicenses, o apóstolo lhes apontou ocaminho para o progresso espiritual “FINALMENTE, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assimcomo recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assimandai, para que possais progredir cada vez mais” (1Tessalonicenses 4.1). Aos mesmos cristãos, que vivam em uma sociedade onde aimoralidade era tolerada enquanto a santidade do casamento era desprezada,Paulo firmemente os exorta “Porque esta é a vontade de Deus, a vossasantificação” (1Tessalonicenses 4:3). Os problemas do cotidiano não passavam desapercebidos aosolhos do apóstolo. Ao observar que pessoas em Tessalônica haviam deixado detrabalhar usando o argumento que a volta de Cristo ocorreria tão em breve quenão justificaria a labuta diária pelo sustento, Paulo os corrige “A esses tais, porém, mandamos, e exortamospor nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seupróprio pão” (2 Tessalonicenses 3:12). Estas narrativas deixam claro osignificado do exercício de exortar, ou seja, o colocar-se ao lado para ajudar,corrigir, consolar e encorajar, da maneira como o próprio apóstolo registrounesta mesma epístola “Rogamos-vos,também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo,sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos” (1Tessalonicenses 5:14). É reconhecível que ocoração pecaminoso dos homens rejeita a exortação, uma vez que o orgulhopecaminoso tentará se levantar contra tudo que interfira na continuação de suaspráticas pecaminosas. Por isso o exercício da exortação amorosa deve seguir aorientação bíblica a respeito da forma como devem os salvos exortar-semutuamente. Serve-nos de grande auxílio o exemplo da forma como o Senhor Jesuslidou com a obstinada nação de Israel durante seu ministério. Citando o textodo capítulo 42 do livro do profeta Isaías, o apóstolo Mateus descreve a atitudede Jesus diante da fraqueza em que se encontrava seu povo “Não contenderá, nem clamará, nem alguém ouvirá pelas ruas asua voz; não esmagará a cana quebrada, e não apagará o morrão que fumega, atéque faça triunfar o juízo” (Mateus 12:19,20). Dianteda necessidade de exortar aquelas pessoas, Jesus agiu com extrema misericórdia.Comparando-os a uma cana quebrada, Jesus tratou com pessoas oprimidas edoentes, exortando-as sem destruí-las. Ao assemelha-las a uma pequena mechafumegante, pronta a apagar-se, Jesus tratou de exorta-las de forma quereadquirissem o ânimo, de forma branda e amorosa.Quão necessário é quetenhamos a mesma atitude em nossos dias, onde o simples soprar do vento ésuficiente para derrubar aqueles que se encontram fragilizados pelas lutasconstantes. Todo cristão tem a oportunidade de colocar-se ao lado de pessoasque carecem de uma exortação firme, porém amorosa. Que o Espírito santo nosajude a cumprir nosso ministério.

  46. 1150

    A NECESSIDADE DE VIGILÂNCIA QUANTO A PRESENÇA DOS FALSOS MESTRES

    DEVOCIONAL DIÁRIO 13/05/2026      TÍTULOA NECESSIDADE DE VIGILÂNCIA QUANTO APRESENÇA DOS FALSOS MESTRESTEXTOAigreja de Jesus Cristo enfrenta desde seu nascimento um inimigo que a acompanhaem todos os tempos e lugares, os falsos mestres e suas heresias, fatodenunciado pelo próprio Senhor Jesus “Acautelai-vos,porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas,interiormente, são lobos devoradores” (Mateus 7.15). Também o apóstolo Paulo alertou a igreja falando aoslíderes da igreja em Éfeso “Porque eu sei isto que,depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparãoao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisasperversas, para atraírem os discípulos após si” (Atos 20.29 a 31).Coube também ao apóstolo Pedro tratar deste assunto “E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverátambém falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição” (2 Pedro 2.1). Faremos bem em darouvidos ao alerta registrado nesta segunda epístola de Pedro.Há três fatores que devem nos chamar a atenção: primeiro, o modo deoperação dos falsos mestres a fim de conduzir a igreja ao erro, uma vez que oapóstolo Pedro nos diz que eles “introduzirãoencobertamente heresias de perdição”. A forma de sua dissimulação é revelada pelo SenhorJesus ao dizer que “vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente,são lobos devoradores”. Jamais pensemos que os falsos mestres atacarão aigreja em franca oposição a ela, eles tratarão de se aproximar dos salvosapresentando-se como exemplares discípulo do Senhor Jesus Cristo. Suas palavras,seu comportamento e suas afeições reforçarão uma primeira impressão desantidade e fé, despertando a admiração de muitos, como nos exorta o apóstoloPaulo “para atraírem osdiscípulos após si”.É neste ponto que a cautela dos cristãos sefaz necessária, conforme a orientação recomendada pelo Senhor “Porseus frutos os conhecereis” (Mateus 7.16). O apóstoloPedro nos ensina que os falsos mestres em algum momento revelarão suas duasprincipais característica. A primeira delas é a sua imoralidade, como descritono verso 2 “E muitos seguirão as suas dissoluções,pelos quais será blasfemado o caminho da verdade” (2 Pedro 2.2). Por se tratarem dehomens e mulheres desprovidos do poder regenerador do Espírito Santo, em algummomento os falsos mestres deixarão sobressair sua natureza carnal, revelandosua escravidão as práticas imorais. A segunda marcante característica dosfalsos mestres se refere a sua ganância, como descrita pelo apóstolo Pedro noverso 3 “Epor avareza farão de vós negócio com palavras fingidas” (2 Pedro 2.3). A natureza terrena dos falsos mestressempre os levará a buscarem os tesouros do mundo a fim de satisfazer suainsaciável ganância. Desta forma concluímos que imoralidade e ganância são asindisfarçáveis características dos falsos mestres.A forma comosão desmascarados os falsos mestres é deixada clara pelo apóstolo Pedro noverso 20 “Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo...forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se lhes o último estadopior do que o primeiro” (2 Pedro 2.20). Pedro usa a palavra contaminações para demonstraro que realmente ocorre com os falsos mestres, eles são pessoas que foram apenassuperficial e exteriormente lavados de suas imundícias exteriores, “Destemodo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio sediz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada aoespojadouro de lama” (2 Pedro2.22). É por isso que a prudência e a observação franca são tão preciosas aosalvos, a fim de se verem livres de tal engano. 

  47. 1149

    O CALÇADO DO SOLDADO CRISTÃO

    DEVOCIONAL DIÁRIO 12/05/2026TÍTULOO CALÇADO DO SOLDADO CRISTÃOTEXTOEm sua descrição daarmadura cristã o apóstolo Paulo descreve a peça que deve servir de base firmepara que o combatente cristão permaneça firme no campo de batalha, comodemonstrado no capítulo 6 da carta aos efésios “E calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Efésios 6.15).Dentro da analogia usada pelo apóstolo é descrita a sandália usada pelossoldados romanos, cuja sola possuía tachões e era ligada por tiras que aprendiam firmemente ao tornozelo. O objetivo destes tachões era manter osoldado firme mesmo em terrenos escorregadios, como também o livrar dearmadilhas pontiagudas colocadas no campo de batalha para ferir os pés doscombatentes. Outra qualidade importante desta sandália era permitir que osoldado se deslocasse por grandes distâncias, prendendo-se firmemente a seuspés. Apliquemos então estas qualidades a vida cristã.Primeiramente a própriaexpressão usada pelo apóstolo Paulo já nos permite entender sua aplicação. Apalavra “preparação” possui o sentido primário de equipamento, mastambém pode significar firmeza ou estabilidade, podendo ser entendida como umequipamento que concede firmeza em qualquer circunstância. A expressão “evangelho” aponta para a verdade revelada no evangelho, seu ensino e suaspromessas. A qualificação “dapaz” refere-se a natureza doevangelho, que veio conceder paz aos homens. Como então deve o cristão calçarseus pés e qual seu objetivo? Devemos reconhecer que um cristão duvidoso quantoa sua salvação jamais poderá combater com firmeza o reino das trevas. Esta é arazão da exortação de Paulo aos coríntios “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis nafé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que JesusCristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Coríntios 13.5). Estar firmemente calçadono evangelho é requisito primordial na batalha cristã, não pode haver espaçopara dúvidas nesta questão.Também neste quesito cabeum alerta a todos os salvos. Uma regra clara em um combate é: nunca confie demasiadamenteem si mesmo. Sentir-se seguro é inatacável é o primeiro passo para a derrota. Quandonos firmamos no evangelho de Jesus Cristo nos firmamos em seus mandamentos, eum dos principais é “Vigiai”, por isso a atitude de calçar os pés no evangelhodeve ser permanente, nenhum cristão deve ser apanhado descalço, ou seja, avigilância é qualidade essencial desta verdade. O relaxamento na vida cristãcobra um preço altíssimo, pois coisas que parecem inocentes e sem perigo acabampor se tornar uma grande pedra de tropeço, sendo a soberba a atitude comumdaqueles que são vencidos em batalha. Jamais tente viver a vida cristã por suaspróprias forças ou autoridade, somente a obediência ao evangelho de JesusCristo é capaz de nos manter de pé.Finalmente, firmar-se noevangelho é viver debaixo das garantias e promessas de sua verdade. É peloevangelho que temos paz com Deus, como ensinado pelo apóstolo Paulo “TENDO sido, pois, justificadospela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1). Também é pela verdade do evangelho queencontramos paz em meio as batalhas, como ensinado aos filipenses “...asvossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica,com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardaráos vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Filipenses4.6,7). É também por obediência ao evangelho que vivemos em paz com nossossemelhantes “Se for possível,quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12.18).Você está bem calçado?  

  48. 1148

    A REAL FUNÇÃO DA LEI

    DEVOCIONAL DIÁRIO 11/05/2026      TÍTULOA REAL FUNÇÃO DA LEITEXTOOconhecimento sobre a função bíblica da lei de Moisés tem se tornado uma pedrade tropeço tanto aqueles que já depositaram sua fé em Jesus Cristo como seusalvador quanto para aqueles que se mantem em sua incredulidade, uma vez queum dos maiores empecilhos à reconhecimento da necessidade da graça de Deus é atentativa humana de traçar um caminho por meio de seus próprios méritos. É bom que entendamos de forma bíblica estaquestão.Em primeiro lugar é necessário que reconheçamos queboa parte dos leitores bíblicos não reconhece a função primordial da leiapresentada nas Escrituras na forma descrita pelo apóstolo Paulo em suaepístola aos romanos “Porisso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pelalei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3.20). A funçãoprimária da lei é convencer o ser humano de seu estado pecaminoso e de suaconsequente condenação, ou seja, tornar o pecado conhecido, como descrito nocapítulo 7 da carta aos romanos “Quediremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. mas eu não conheci o pecado senãopela lei” (Romanos 7.7). Sendo assim é pela lei que se define o que é pecado,como descreve o apóstolo João “Qualquer que pratica o pecado, também transgride alei; porque o pecado é a transgressão da lei” (1 João 3.4). É também pela lei que o homem aprende sobre opoder enganador do pecado, pois por nossa própria experiência jamais perceberiamosa malignidade do pecado, como Paulo o descreve “Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, meenganou, e por ele me matou” (Romanos 7.11). Uma das maiores dificuldades da igrejae do mundo hoje é que as pessoas não tem conhecimento do pecado como deveriamter. É quando nos damos conta da profundidade de nossas iniquidades quecomeçamos a clamar pela graça de Deus.É também importante que reconheçamos que a lei não somente nos faz sabero que é pecado, mas fornece também a convicção de ser um pecador. A lei nosensina que o pecado é acima de tudo um ato de rebeldia e desafio a santidade deDeus, como Davi descreve no Salmo 51 “Contra ti, contra ti somente pequei, e fizo que é mal a tua vista”(Salmo 51.4). A maior parte das pessoas é enganada pela falsa noção que, umavez que não são culpados de determinados pecados como adultério ou homicídio,sua culpa não é suficiente para condena-los ao inferno. A questão que ignoram éque o pecado não é medido pela consciência humana, mas pela santidade de Deus.O apóstolo Paulo salienta esta verdade ao escrever aos romanos “Ora, nós sabemos que tudo o que a leidiz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada etodo o mundo seja condenável diante de Deus” (Romanos 3.19).Finalmente, concluímos que a lei jamaisfoi destinada a ser um meio de salvação, pelo contrário, nos faz convictos queprecisamos de um salvador, que só a graça de Deus pode mudar nossa condição. Oargumento do apóstolo Paulo aos gálatas fecha toda questão “De maneira que a lei nos serviu de tutor,para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados” (Gálatas 3.24). A funçãoda lei é conduzir os homens a Jesus Cristo e a seu libertador evangelho, glóriaa Deus por esta verdade!  

  49. 1147

    DESAFIOS DA MOCIDADE: INSTRUÇÃO

    DEVOCIONAL DIÁRIO10/05/2026TÍTULODESAFIOS DA MOCIDADE: INSTRUÇÃOTEXTOCOMO JESUS TRATOU DESTE PROBLEMA COM OS JUDEUSJesustrabalhou constantemente com os judeus apelando a consciência deles.Vamos usar exemplos dametodologia de Jesus:1.    Lucas 10.29 “Ele, porém,querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?”.Nestetexto um perito nas Escrituras vem a Jesus a fim de testa-lo, v. 25Jesusresponde com outra pergunta, v. 26Odoutor na lei responde, v. 27AJesus cabe apenas dizer “Ok”, faça isso.Aresposta de Jesus acusou a consciência daquele homem, com o que ele tentoujustificar-se, v. 29EntãoJesus lhe conta uma história, v. 30 a 35Jesusapela a consciência dele, v. 36“Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nasmãos dos salteadores?”Jesuspermite que ele mesmo responda, v. 37“E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele”.EntãoJesus o orientou“Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira”.APLICAÇÃO: Jesus não discutiu, não argumentou, não disputou, eledeixou que a consciência daquele homem desse a resposta.2.    Lucas 7.43 “E Simão,respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhedisse: Julgaste bem”.Um fariseu convida Jesuspara comer em sua casa. Uma mulher de pouca reputação entra na casa e começa alavar aos pés de Jesus com suas próprias lágrimas, o que causa a reprovação e acrítica silenciosa do fariseu.Jesus conta ao fariseuuma história, v. 40 a 42Jesus indaga ao fariseu,v. 42“Dize, pois, qual deles o amará mais?”.O homem lhe deu a resposta, v. 43“Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhedisse: Julgaste bem”.Jesus usou a históriapara indiciar Simão através das suas próprias palavras, apelando a suaconsciência, Simão julgou a si mesmo através da sua própria resposta.Veja como Jesus o exorta,v. 44 a 473.      Mateus21.31 “Qual dos dois fez avontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro”.Novamente vemos os judeusindagando Jesus, v. 23A partir do verso 33Jesus lhes conta uma história, v. 33 a 39Jesus faz uma perguntaaos judeus, v. 40“Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueleslavradores?”.Os judeus respondem“Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendaráa vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe deem os frutos”.Jesus aplica a parábola, v. 42 a 44Os judeus entendem que haviam se incriminado a si mesmos, v. 45“E os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas palavras,entenderam que falava deles”.APLICAÇÃO: Jesus apelou ao senso de certo eerrado daqueles homens, pediu que fizessem um julgamento, e eles incriminaram asi mesmos.Aqui está o padrão: Jesus apela a consciênciade modo que não possam escapar das implicações de seus pecados. Ele lida com a raiz do problema, não apenascom as questões da superfície.Esta é a nossa tarefa como pais, precisamos fazer da consciência o alvode nossos apelos.Deus nos deu a consciência como árbitro a respeito do que é certo ouerrado e nós pais devemos usa-la a nosso favor e em favor de nossos filhos.Romanos 2.15 “Osquais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente asua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os”.Benefícios do métododivino de apelar a consciência:Ø  Evitadar aos filhos um padrão de regras para que se sintam convencidos e justos aosseus próprios olhos.Ø  Confrontaos filhos com o caminho de Deus e a necessidade da graça dEle.Ø  Evitatransformar a correção em uma disputa entre pais em filhos sobre quem está certo.Ø  Colocaa s controvérsias de nossos filhos em um nível correto, suas controvérsias nãosão com os pais, são sempre com Deus. 

  50. 1146

    DESAFIOS DA MOCIDADE: COMUNICAÇÃO

    DEVOCIONAL DIÁRIO09/05/2026TÍTULODESAFIOS DA MOCIDADE: COMUNICAÇÃOTEXTORomanos 2.15 “Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificandojuntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, querdefendendo-os”.ALVODA CRIAÇÃO DE FILHOS DE 1 AOS 12 ANOS, TEMPO ENTRE A INFÂNCIA E A PUBERDADEO foco nesta fase é aobediênciaEfésios 6.1 “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais noSenhor, porque isto é justo”.Abordamosa rebeldia e chamamos nossos a submissão a Deus, vencendo a rebelião e atendência de resistir a autoridade. Aprendendo a obedecer sem desculpas, semdesafio ou demora, a não serem contestadores mas obedientes.O QUE OCORRE A PARTIR DO INÍCIO DA PUBERDADEQuandonossos filhos chegam a puberdade novos desafios confrontam os pais. Os filhosestão desenvolvendo sua independência de escolha e personalidade, começando apassar mais tempo fora da orientação e supervisão dos pais e confrontadocom escolhas que seus pais não podem testemunhar ou escolher.[FA1] Nestaidade nossos filhos passam a desenvolver uma crescente independência de nós.Desenvolvem seus próprios pensamentos, suas próprias ideias. Suas habilidadesvão definindo seus interesses e expressando sua individualidade emdesenvolvimento.Apartir desta idade você não estará mais o tempo todo com seus filhos. Elesdevem aprender o que fazer e situações que você pai não pode prever. Ele vaiprecisar de sabedoria bíblica, a fim de que ele saiba o que fazer quando vocênão estiver por perto. UM PROBLEMA COMUM AOS PAIS DE FILHOS ENTRANDO NA PUBERDADEUsamos de regras paracriar nossos filhos até a puberdade, o que eles precisam é obedecer. Nossatendência a partir da puberdade é continuar com este procedimento, adotandocada vez mais regras para suprir toda a variedade de atitudes de nossos filhos.EXEMPLOFoi o que aconteceu comos judeus, que viveram debaixo de regras por séculos. Quando foram chamados amaturidade não conseguiam se livrar das amarras que eles mesmos haviam criado.Eles se consideravam tão justos que desprezaram o Messias e sua salvação.1.     Haviam vivido séculos debaixo daorientação de um pedagogoGálatas3.23 a 25 “Mas, antes que a fé viesse, estávamosguardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia demanifestar. De maneira que a lei nos serviu de tutor, para nos conduzir a Cristo, para quepela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixode tutor”. 2.     Com o advento do evangelho foram incapazesde entender sua condição espiritual.Romanos 2.1 “PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem querque sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; poistu, que julgas, fazes o mesmo”.Osjudeus julgaram que Paulo estava falando apenas dos gentios, não entenderam queestá verdade incluía também eles.3.    Mesmo os judeus convertidos tiveram uma tremendadificuldade em passar a viver fora da lei, o que causou sérios problemas aigreja primitivaAtos15.5 “Alguns,porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que eramister circuncidá-los e mandar-lhes queguardassem a lei de Moisés”.Acriação debaixo de regras pode ter um duplo efeitoØ  Gerar um entendimento do pecado como algo que atingeapenas as coisas exteriores.Ø  Não ter a noção de uma pecaminosidade pessoal.Omáximo que conseguimos se continuamos neste processo é criar pequenos fariseus.Quando nossos filhosentram na adolescência precisamos os ensinar a olhar além de seu comportamentoe preocupar-se com algo mais do que o exterior.Atéesta idade nosso trabalho como pais é tratar do COMPORTAMENTO CONTESTADOR, a partir da puberdade nosso foco sevolta ao COMPORTAMENTO ERRADO.Podemos aprender comJesus a como tratar com nossos filhos nesta fase.  [FA1]

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Devocionais bíblicos diários que nos ajudam a conhecer a palavra de Deus e o Deus da palavra.

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