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Aula de Amanhã
by Egon Bockmann Moreira
Sejam bem vindas e bem vindos ao Podcast Aula de Amanhã. Sou Egon Bockmann Moreira, Professor Titular de Direito Econômico da UFPR, e compartilharei nesse Podcast algumas das minhas inquietações acadêmicas, especialmente as de Direito Econômico, Direito Administrativo... e muito mais.
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Soberania econômica na Era Digital
A soberania econômica nacional, prevista no art. 170, I, da Constituição, continua a ocupar posição central na ordem econômica brasileira. Mas o seu significado já não é o mesmo de 1988. Neste episódio, examinamos a transição da soberania econômica clássica para os novos desafios da economia digital: dados, plataformas, redes sociais, economia da atenção e soberania digital. Afinal, o que significa ser economicamente soberano em um mundo economicamente estruturado por fluxos globais de informação?
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Coisa julgada: quando o Direito encerra o conflito
Neste episódio, concluímos a série dedicada às garantias constitucionais do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada. Examinamos a função da coisa julgada na estabilização das decisões judiciais, sua proteção constitucional e os debates contemporâneos acerca de seus limites diante de posteriores decisões do Supremo Tribunal Federal. Uma reflexão sobre segurança jurídica, jurisdição e os desafios do Direito diante da passagem do tempo.
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Direito adquirido: a questão permanente do Direito Administrativo
O que a Constituição realmente protege quando fala em direito adquirido? Neste episódio, examino o conceito, distinguindo direito adquirido, expectativa de direito e regime jurídico. Um tema clássico, mas continuamente presente nos debates sobre servidores públicos, previdência, regulação e reformas legislativas.
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Ato jurídico perfeito: o tempo da lei e o tempo dos atos
Neste episódio, examinamos uma das garantias mais tradicionais do constitucionalismo brasileiro: o ato jurídico perfeito. Partindo da definição da LINDB, analisamos o significado da expressão, sua importância para a sucessão das leis no tempo e a jurisprudência do STF. Uma reflexão sobre estabilidade, confiança e continuidade da ordem jurídica.
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Ato jurídico perfeito, direito adquirido e coisa julgada: a história dos limites ao poder
Ato jurídico perfeito, direito adquirido e coisa julgada nem sempre estiveram onde hoje parecem estar. Neste episódio, percorremos a trajetória que vai da Constituição de 1824 aos decretos da década de 1930, passando pelo Código Civil de 1916, pelas Constituições de 1934, 1937 e 1946. Uma história sobre contratos, intervenção estatal, Supremo Tribunal Federal e os limites jurídicos ao exercício do poder.
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A inteligência artificial e os limites da automação jurídica: quem decide o quê?
A inteligência artificial já ingressou nas profissões jurídicas, na Administração Pública e nos ambientes regulatórios. Mas, talvez o problema central não seja tecnológico. Sistemas de IA conseguem organizar informações, identificar padrões e sugerir soluções. Ainda assim, decisões jurídicas relevantes continuam exigindo julgamento, responsabilidade e capacidade de atuar sob incerteza. Afinal, quem decide o quê?
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O currículo oculto da advocacia e do Direito Administrativo
O Direito Administrativo mudou. As instituições mudaram. Mas será que continuamos formando juristas para um mundo que já não existe?Neste episódio, uma reflexão sobre advocacia, ensino jurídico e Direito Administrativo em ambientes cada vez mais complexos. Negociação, coordenação institucional, gestão de incertezas e aprendizagem contínua: talvez as competências mais importantes do presente raramente sejam ensinadas nas faculdades de Direito.
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144
Direito Administrativo sob a pressão do tempo
A urgência não elimina o dever de decidir bem. Justo ao contrário.Neste episódio, examinamos como a pressa compromete o planejamento e a alocação de riscos nas licitações e fragiliza a motivação exigida pela Lei nº 9.784/1999, à luz da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.Decidir rápido pode ser necessário. Decidir sem reflexão cobra um alto preço jurídico.
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O Direito na era da atenção fragmentada
Nunca tivemos tanto acesso à informação. E talvez nunca tenhamos enfrentado tanta dificuldade para pensar com profundidade. Neste episódio, uma reflexão sobre distração digital, excesso de estímulos e por que atenção, discernimento e julgamento se tornaram ativos valiosos para o Direito, a advocacia e as instituições.
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142
Num mundo de algoritmos, a vantagem humana
Na advocacia, nas funções públicas e nas universidades, inteligência artificial avança, a automação cresce e a velocidade redefine o trabalho. Mas, nesse novo cenário, o que se torna mais valioso? Neste episódio, uma reflexão direta sobre conexão, confiança, atenção e liderança humana como diferenciais decisivos nas instituições, nas profissões e no Estado do futuro.
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141
Dois livros para entender o Direito Administrativo brasileiro — e por que ele importa
Neste episódio, uma conversa sobre as novas edições de dois livros essenciais para compreender o Direito Administrativo brasileiro.Por um lado, a reconstrução teórica proposta por Gustavo Binenbojm. Por outro, o olhar cético de Carlos Ari Sundfeld.Entre teoria e dúvida, arquitetura e crítica, o episódio mostra por que o Direito Administrativo está em transformação e como ele estrutura decisões que impactam diretamente a vida das pessoas.Duas obras que merecem ser lidas e levadas muito a sério (não sem algum ceticismo...).
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140
Quem interpreta o contrato administrativo? A construção da norma e o fim da leitura unilateral.
Quem interpreta o contrato administrativo?Durante muito tempo, a resposta parecia óbvia: a própria Administração. Mas isso mudou silenciosamente.Neste episódio, examinamos a transformação promovida pela Lei nº 14.133/2021 e pelo art. 113 do Código Civil: a interpretação deixa de ser ato de autoridade e passa a ser construção jurídica, orientada pela boa-fé, pela racionalidade econômica e pelo equilíbrio entre as partes.Mais do que técnica, trata-se de uma mudança de paradigma, com impacto direto sobre a forma de decidir.
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Entre a incerteza e o controle: a discricionariedade negocial no Direito Administrativo
A decisão administrativa já não ocorre em ambientes estáveis.Ela se desenvolve sob incerteza, múltiplos interesses e pressões institucionais que não se alinham no tempo.Nesse contexto, emerge uma ideia central: a discricionariedade negocial.Decidir deixa de ser um ato isolado e passa a envolver coordenação, ajuste e construção progressiva de soluções — especialmente em contratos complexos e de longa duração.Mas como conciliar essa realidade com o controle?Como responsabilizar o gestor sem ignorar a complexidade em que ele atua?Neste episódio, discutimos como o Direito Administrativo contemporâneo se reorganiza entre a incerteza e o controle — e por que compreender essa transformação é essencial para decidir melhor.
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Intervenção ou estrutura? O papel real do Estado na economia.
O Estado intervém na economia — ou sempre esteve dentro dela?Neste episódio, examinamos um deslocamento silencioso: a ideia de intervenção como exceção já não explica a realidade contemporânea. A economia moderna é juridicamente estruturada — e o Estado atua por múltiplos caminhos: regulação, atuação direta e fomento.Mais do que discutir limites abstratos, o desafio é compreender como o Estado organiza a economia — e por que isso define estabilidade, desenvolvimento e eficiência.
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O tempo do Direito Administrativo: a estabilidade das decisões e a urgência de decidir
O Direito Administrativo organiza algo que raramente percebemos: o tempo das decisões públicas.Procedimentos, controles e prazos foram concebidos para produzir estabilidade. Mas o mundo contemporâneo exige decisões cada vez mais céleres. Entre cautela e urgência, surge a pergunta central: quando o Estado deve decidir?
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136
Precatórios e Constituição: o retorno do impasse
No último episódio de 2025, analisamos a EC 136/2025 e o seu impacto sobre o sistema de precatórios no Brasil.Examinamos o caminho até a emenda, seus mecanismos centrais — tetos, índices de correção, data-limite —, as inconstitucionalidades apontadas, a ADI 7873/DF e os desafios institucionais que ela recoloca.Uma reflexão direta sobre o que está em jogo: a credibilidade da jurisdição, a segurança jurídica e o dever constitucional de cumprir decisões judiciais.🎧 Um encerramento do ano com densidade e responsabilidade institucional.
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PEC 38: A encruzilhada da reforma do Estado
Neste episódio de encerramento, examino o momento político da PEC 38, a proposta de reforma administrativa que avança rapidamente no Congresso ao mesmo tempo em que perde apoios e mobiliza resistências.Retomo o núcleo duro da proposta — seus seis eixos estruturantes — e analiso o que eles significam para a cultura administrativa brasileira.Destaco ainda dois pontos relevantes do texto da PEC: a reorganização nacional por diretrizes unificadas e o papel ampliado do Tribunal de Contas da União em políticas de integridade.Fecho com uma reflexão sobre a importância do debate público informado. Reformas que moldam o Estado para as próximas décadas exigem tempo, prudência e responsabilidade.
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O discreto charme da PEC 38: escolhas que podem mudar a cultura administrativa
Neste novo episódio do Podcast Aula de Amanhã, o foco está no que há de mais sutil — e talvez mais transformador — na Reforma Administrativa.Da inclusão digital como direito à limitação estrutural dos entes federativos em crise, da interoperabilidade como dever de Estado à constitucionalização dos acordos de resultados: escolhas discretas que podem redefinir a cultura administrativa brasileira e a forma como o Estado mede, aprende e entrega resultados.
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Profissionalização, desempenho e a nova contratualização do Estado
Neste episódio, continuamos a série sobre a Reforma Administrativa discutindo o núcleo mais sensível da PEC 38/2025: como transformar servidores e instituições em agentes de resultados. Analisamos o novo ciclo laboral, a governança por desempenho e propomos a ideia de uma “contratualização dinâmica” — pactos vivos entre gestores e equipes que substituem o controle de papel por um controle de resultados. A profissionalização e a confiança institucional como as chaves de um Estado que aprende, entrega e presta contas.
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PEC 38/2025: profissionalização e ciclo laboral
O novo episódio da minissérie A Reforma Administrativa do Estado examina o que significa, hoje, “profissionalizar” o serviço público.A partir da PEC 38/2025, discutimos como o mérito, o planejamento e a racionalidade administrativa passam a compor um sistema constitucional de governança de pessoas.Um convite a compreender como o Direito Constitucional brasileiro está redesenhando o trabalho no setor público.
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Direitos e Soberania Digital: o novo rosto do Estado brasileiro
O terceiro episódio da série sobre a Reforma do Estado analisa o Eixo 1 da PEC — aquele que propõe incluir na Constituição a lógica do constitucionalismo digital.Aqui, não se fala em substituir papel por PDF, mas em redefinir o próprio cidadão, que passa a existir também como persona digital.A reforma introduz novos direitos fundamentais digitais, a inclusão digital como direito social e a soberania digital como dever de Estado.Um debate essencial sobre o futuro do Estado e da democracia no mundo dos dados.
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A Reforma Administrativa do Estado: a nova arquitetura constitucional e suas tensões
A nova proposta de Emenda Constitucional de 2025 redesenha o Estado brasileiro em seis eixos — direitos digitais, federação, administração, controle, finanças e educação —, buscando integrar tecnologia, desempenho e responsabilidade fiscal.Neste episódio, analisamos sua arquitetura, promessas e tensões: uma tentativa de transformar o modo de funcionamento do Estado, sem mudar o Estado em si.
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Reformas do Estado: de onde viemos e para onde vamos
Este episódio percorre quase um século de tentativas de reorganizar o Estado brasileiro.Do DASP de 1938, que introduziu o mérito e o insulamento burocrático em pleno Estado Novo, ao Decreto-Lei 200 de 1967, que estruturou a Administração direta e indireta sob o regime militar.Da Constituição de 1988 e da Lei 8.112/1990, que constitucionalizaram a Administração e os direitos dos servidores, ao Plano Diretor de 1995 da Reforma do Aparelho do Estado, que implantou a lógica gerencial e introduziu as agências reguladoras.Agora, uma nova proposta de reforma — democrática, digital e fiscalmente exigente — retorna ao centro do debate, com quatro eixos: governança e gestão, transformação digital, profissionalização e extinção de privilégios.O episódio analisa o percurso histórico, as promessas e os desafios do momento atual: como transformar leis em governança e intenção em incentivos duradouros.
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Arquitetura da legislação digital
O Brasil vive algumas iniciativas normativas — a transformação da ANPD em agência reguladora, o ECA Digital, o PL da Concorrência Digital Justa e o PL das Fake News — que começam a construir uma verdadeira arquitetura legislativa para o espaço online. Não se trata apenas de regular tecnologia, mas de aplicar diretamente a Constituição à vida digital: soberania, liberdade de expressão, concorrência, proteção de vulneráveis e prevenção de riscos.Neste episódio, discutimos como essa nova ordem normativa dá forma a um governo digital legislativo, equilibrando inovação, responsabilidade e democracia.
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Desconto hiperbólico e a procrastinação da Administração Pública: impactos nos contratos e reequilíbrios
Neste episódio do Aula de Amanhã, exploramos como a economia comportamental ajuda a compreender uma prática recorrente da Administração Pública: adiar pagamentos de obras e reequilíbrios contratuais. O conceito de desconto hiperbólico explica por que a procrastinação, que parece vantajosa no curto prazo, na verdade multiplica os custos financeiros, jurídicos e sociais no futuro. Ao conectar teoria econômica e prática administrativa, mostramos que pagar tempestivamente não é apenas legalidade — é eficiência e racionalidade.
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Direito Econômico da Infraestrutura de Dados
A cada clique, busca ou transação, projetamos no ambiente virtual uma persona digital: fragmentos de nossa vida que se convertem em informação e, muitas vezes, em mercadoria. Os dados, ao mesmo tempo em que constituem direito fundamental, tornaram-se insumo estratégico da economia digital — comparável ao “petróleo do futuro”.Neste episódio, analisamos o papel do legislador do Direito Administrativo Econômico da infraestrutura de dados, que precisa organizar simultaneamente a proteção dos direitos digitais e a disciplina da apropriação econômica da informação. Só assim a riqueza informacional poderá ser convertida em desenvolvimento social e econômico, sem reduzir cidadãos a meras mercadorias.
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Arbitragem: da due process paranoia à disclosure paranoia
A arbitragem nasceu para ser um método eficiente de solução de conflitos complexos. Mas, assim como já ocorreu com a due process paranoia, hoje assistimos ao avanço da disclosure paranoia: a exigência abusiva de revelações pelos árbitros. Revelar deixou de ser um dever ético para se transformar em instrumento de intimidação, em que qualquer omissão irrelevante pode ser explorada como nulidade.Neste episódio, discutimos como esse excesso ameaça a essência da arbitragem — eficiência, confiança e imparcialidade — e por que é preciso resgatar o verdadeiro sentido da revelação: expor apenas o que importa, de modo objetivo e justificado, para preservar a legitimidade do processo arbitral.
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124
O princípio da segurança jurídica: proteção à confiança
A Lei nº 14.133/2021 reafirma que a Administração Pública não pode simplesmente anular contratos diante de irregularidades. Igualmente, a LINDB positiva a preservação de situações jurídicas .O ponto de partida é o de proteger a confiança legítima dos contratados e assegurar a efetividade do interesse público já construído no planejamento, na licitação e na assinatura do contrato.Neste episódio, discutimos a segurança jurídica como direito fundamental, sua dupla dimensão — objetiva e subjetiva — e a forma como o princípio da proteção à confiança orienta a preservação de atos e contratos administrativos.
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O Direito diante do aleatório
O Direito, em especial o Administrativo, foi construído como se fosse um sistema completo, capaz de responder a todas as situações com normas simples e soluções definitivas. Mas o mundo real, marcado pela incerteza e pelo acaso, desafia esses pressupostos.Neste episódio, discutimos como institutos clássicos — como a teoria da imprevisão, o fato do príncipe e a força maior — nasceram em um universo mais simples do que o nosso. E refletimos sobre os limites dessas ferramentas diante de eventos verdadeiramente aleatórios, como pandemias e crises globais.
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Advocacia: liberdade com responsabilidade
A advocacia é mais que uma profissão: é um direito fundamental voltado à defesa das liberdades. Este episódio analisa o art. 5º, XIII, da Constituição e o papel constitucional da advocacia, marcada pela autonomia profissional, mas também pelos deveres éticos e institucionais que a vinculam à proteção da Justiça e dos direitos fundamentais. Liberdade e responsabilidade caminham juntas – eis a essência do exercício da advocacia.
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Rescisão, anulação e falência nas concessões
Neste episódio, exploramos as hipóteses de extinção do contrato de concessão previstas na Lei Geral de Concessões, com foco especial na rescisão – ato de iniciativa do concessionário diante do inadimplemento do poder concedente. Analisamos seus pressupostos jurídicos, a possibilidade de tutela provisória, a aplicação da arbitragem e a importância de soluções negociadas. Na sequência, examinamos também a anulação, a falência, o falecimento e demais causas que encerram a concessão.
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Caducidades nas concessões de serviço público
Ao contrário da encampação, a caducidade é sanção administrativa que extingue o contrato de concessão em razão de inadimplemento grave e culposo do concessionário. Este episódio analisa seus fundamentos, requisitos legais, o devido processo, os limites à atuação do poder concedente e a relevância do contraditório. Medida extrema, a caducidade exige prova concreta e respeito à racionalidade jurídico-institucional.
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119
Encampação: os cinco requisitos de validade
Na segunda parte dedicada ao tema da encampação de concessões, examinamos os cinco requisitos de validade previstos no art. 37 da Lei nº 8.987/1995, à luz também da LINDB. Contrato válido, competência, interesse público motivado, autorização legal e prévia indenização — cada um deles é analisado com o cuidado técnico e o sentido prático que o tema exige.
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Encampação: quando o Estado retoma o serviço público – Parte 1
Neste episódio, iniciamos a análise da encampação: uma forma peculiar de extinção dos contratos de concessão, que não decorre de inadimplência ou má-prestação, mas de uma decisão de política pública do próprio Estado. Abordamos sua lógica, seus fundamentos jurídicos e a exigência de lei autorizadora específica.
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O ciclo de vida das concessões: por que a extinção é tão importante?
Neste episódio, analisamos as razões pelas quais a extinção dos contratos de concessão exige atenção estratégica desde o início da contratação. Discutimos a qualificação quanto às três principais categorias de encerramento – extinção precisa, prorrogada e antecipada – e os impactos jurídicos, econômicos e operacionais de cada uma delas. Um tema essencial para a boa gestão dos serviços públicos concedidos.
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116
A competência sancionatória das agências reguladoras
Neste episódio, analisamos a decisão do STF na ADI 5906, que reconheceu a constitucionalidade da competência sancionatória das agências reguladoras brasileiras. O acórdão reforça o papel das agências como instrumentos técnicos e imparciais de regulação e disciplina de mercados, inclusive com a capacidade jurídica de impor sanções administrativas. Com base nesse precedente, discutimos as implicações da decisão para a autonomia regulatória, os limites ao seu exercício e o modelo brasileiro de regulação econômica.
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Transformações sem alarde no Direito Administrativo brasileiro
O Direito Administrativo brasileiro vem passando por mudanças estruturais profundas — mas discretas. Este episódio apresenta cinco transformações silenciosas que revelam uma nova era de complexidade administrativa, marcada por contratos regulados, múltiplos regimes jurídicos, mecanismos de governança e soluções consensuais de conflitos. Uma reflexão sobre como o ordenamento jurídico tem evoluído sem alarde, mas com efeitos duradouros
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Dispute boards em contratos administrativos complexos (parte 2)
Dando continuidade à discussão sobre os Dispute Boards, este episódio aborda sua incorporação ao ordenamento jurídico brasileiro e sua aplicação prática em contratos públicos de grande vulto. Apresentamos os marcos legais, os enunciados do Conselho da Justiça Federal e os avanços normativos da ANTT. Analisamos ainda casos emblemáticos. Um episódio essencial para compreender como o Direito Administrativo brasileiro vem evoluindo rumo à consensualidade e à eficiência.
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Dispute Boards em contratos administrativos complexos (parte 1)
Neste episódio, apresentamos os fundamentos dos Dispute Boards, mecanismos extrajudiciais criados para prevenir e solucionar disputas em contratos administrativos de alta complexidade. A partir de sua origem nos Estados Unidos e da experiência internacional discutimos suas finalidades, principais modalidades, e a razão pela qual o Direito Administrativo contemporâneo exige ferramentas mais céleres, técnicas e cooperativas para a resolução de conflitos.
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A nova Lei de Concessões: o que muda com o PL 7.063/2017
A Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo ao PL 7.063/2017, que reforma a Lei nº 8.987/1995 e moderniza o regime jurídico das concessões comuns. Neste episódio, analisamos sete temas fulcrais do projeto: (i) compartilhamento de riscos, (ii) concessão multimodal, (iii) receitas acessórias, (iv) critérios de julgamento nas licitações, (v) aporte público , (vi) transferência da concessão ou controle societário, e (vii) acordos tripartites. Um guia técnico e direto sobre os caminhos da nova regulação de serviços públicos no Brasil.
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111
Empreitada e Concessão: semelhanças e diferenças entre dois contratos administrativos
Empreitada e concessão de serviço público: o que aproxima e o que separa esses dois contratos administrativos?Neste episódio, abordo três semelhanças essenciais e cinco diferenças fundamentais entre esses instrumentos contratuais. Ambos exigem licitação prévia e atendem a necessidades públicas predefinidas, mas divergem quanto à lógica de projetos, fontes de financiamento, estrutura da proposta, mecanismos de reequilíbrio e possibilidade de relicitação. Um episódio voltado a quem atua com infraestrutura, contratos públicos e Direito Administrativo aplicado.
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Reequilíbrio parcial nas concessões: a urgência da preservação dos contratos
Inspirados pelo PL nº 7.063 (Novo Marco das Concessões), neste episódio, analisamos como a Instrução Normativa nº 33 da ANTT disciplina as medidas mitigadoras de desequilíbrios econômico-financeiros nas concessões. Mostramos por que a proteção do equilíbrio é essencial para a preservação dos contratos. Discutimos o reequilíbrio parcial de natureza cautelar e o reequilíbrio baseado em evidência, seus requisitos, procedimentos e limites. Um tema fundamental para quem atua com concessões, PPPs e regulação de infraestrutura.
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109
Arbitragem, Administração Pública e a cultura dos precedentes
Este episódio analisa os desafios que a cultura dos precedentes impõe à arbitragem envolvendo a Administração Pública brasileira. A partir da distinção técnica entre jurisprudência e precedente, discuto as obrigações — ou não — dos árbitros frente às decisões do Poder Judiciário, aos acórdãos dos Tribunais de Contas e às sentenças arbitrais anteriores. Um tema provocador, que exige reflexão cuidadosa sobre os fundamentos da justiça contemporânea.
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A revolta contra a regulação
A regulação sob ataque: o que acontece nos EUA e o impacto no BrasilO modelo de regulação por agências independentes nasceu nos Estados Unidos e influenciou diretamente a estrutura regulatória brasileira. Mas, hoje, enfrenta forte pressão política em seu país de origem. Este episódio analisa os contornos dessa reação contra a regulação nos EUA e discute seus possíveis reflexos sobre o futuro da regulação econômica no Brasil.
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Contratos administrativos: irregularidades e anulação na Lei 14.133/2021
A nova Lei de Licitações transformou profundamente o regime jurídico das nulidades contratuais. Neste episódio, analisamos o art. 147 da Lei nº 14.133/2021 e o novo ônus argumentativo imposto ao gestor público para justificar a anulação de contratos. Um guia essencial para compreender a racionalidade inovadora que substitui a antiga lógica das nulidades contratuais.
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106
Equilíbrio econômico-financeiro em concessões e PPPs
Este episódio examina os diferentes sentidos do equilíbrio econômico-financeiro nos contratos administrativos. Nos contratos de desembolso direto de orçamento público, predomina uma lógica econômica, voltada à estabilidade de custos e insumos. Já nos contratos de investimento privado, como as concessões e parcerias público-privadas, o equilíbrio se estrutura sobre bases financeiras, ancoradas em fluxos de caixa e retorno de longo prazo. A análise revela como o contexto contratual redefine o peso de cada dimensão, em vista da tipicidade de cada tipo de contrato.
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Contratos Administrativos e Princípios da Teoria Geral dos Contratos
Neste episódio, discutimos a aplicação supletiva dos princípios da teoria geral dos contratos aos contratos administrativos, conforme o art. 89 da Lei nº 14.133/2021. Uma análise direta e atual sobre o diálogo entre o direito público e o direito privado na nova Lei de Licitações.
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O que é a "aplicação subsidiária" da Lei 14.133/2021 às Leis 8.987/1995 e 11.079/2004
Neste episódio da Aula de Amanhã, exploramos a aplicação subsidiária da Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021) às concessões e PPPs. Quais são os limites dessa aplicação? Em que situações a legislação se complementa ou colide com outros regimes jurídicos? Acompanhe essa análise aprofundada e descubra como interpretar e aplicar esse conceito na prática.
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103
Regulamentos Interfederativos
O Aula de Amanhã está de volta, em sua Quarta Temporada, com episódios semanais! Com entusiasmo, analisamos como Estados, DF e Municípios podem adotar regulamentos federais, conforme o art. 187 da Lei 14.133/2021 e o projeto que altera a Lei de Concessões (8.987/1995).Afinal, como podem ser aplicados regulamentos federais por entes subnacionais?
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Organização administrativa brasileira atual: recompreensão
O Episódio 110 trata da necessária recompreensão da lógica do Decreto-Lei 200/1967, recepcionado pela atual Constituição (nos termos da Emenda Constitucional 19/1998), e dinamizado pela legislação posterior (agências reguladoras, processo administrativo, contratos de desempenho, etc.).
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